O ex-professor da rede municipal de Petrolina, Agnaldo José de Souza, afirma ter pedido desligamento de uma unidade de ensino após enfrentar situações que, segundo ele, provocaram desgaste emocional e afetaram sua saúde. De acordo com o educador, que atua na área há mais de uma década, ele foi convocado para trabalhar na Escola Nicolau Boscardin. Ao chegar à unidade, encontrou uma gestora com quem já havia trabalhado anteriormente. Segundo o professor, após mudanças internas de função e alguns afastamentos médicos, ele passou a se sentir desvalorizado e sem espaço para dialogar sobre as dificuldades enfrentadas no ambiente de trabalho.
Inicialmente assumindo uma turma do 2º ano, depois foi remanejado para outra sala e, posteriormente, passou a atuar em atividades de apoio pedagógico. Para ele, houve uma sequência de decisões que culminaram em sua saída da unidade. “Eu me senti descartado. Acho que faltou diálogo. Se tivesse existido uma conversa, talvez a situação não tivesse chegado ao ponto que chegou”, afirmou.
O professor também afirmou que optou por pedir o próprio desligamento por não se sentir mais confortável para permanecer na escola. O educador ainda afirma ter recebido relatos de outros profissionais que reclamam da pressão por resultados e metas dentro das unidades de ensino. “Muitos colegas relatam dificuldades, mas acabam não se manifestando porque precisam do emprego. Existe um receio muito grande”, afirmou.
Além das críticas à gestão escolar, o professor também direcionou questionamentos à Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes (SEDUCE). Segundo ele, há falta de proximidade entre a administração da pasta e os profissionais que atuam nas salas de aula. “O professor precisa ser ouvido. Nunca consegui conversar diretamente com a secretária de Educação sobre essas situações”, disse. A reportagem encaminhou a demanda à SEDUCE e aguarda um posicionamento sobre a situação.


