O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou, no último dia 15/04, a contratação de brigadas federais temporárias para atuar na prevenção e no combate aos incêndios florestais em diversas regiões do país. A medida foi oficializada por meio da Portaria Ibama nº 64/2026, publicada no Diário Oficial da União.
Segundo a assessoria de comunicação do Ibama, as contratações serão realizadas pelo Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), que ampliará sua presença em dezenas de municípios distribuídos por estados como Mato Grosso, Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rondônia, Roraima, São Paulo, Tocantins, Ceará e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.
Em nível local, as equipes serão estruturadas com diferentes composições, incluindo brigadistas, chefes de esquadrão e chefes de brigada, conforme a necessidade de cada território. Já no âmbito estadual, estão previstas contratações de agentes federais de informação, brigadistas especializados em queima prescrita, chefes de esquadrão e supervisores estaduais, que darão suporte às Coordenações Estaduais do Prevfogo.
Na Capital Federal, também foi autorizada a contratação de dez supervisores federais, que atuarão nas áreas de prevenção, monitoramento, logística e operações – incluindo o chamado “tiro quente”, fortalecendo o apoio técnico e operacional às ações em todo o país. A seleção e gestão das equipes ficarão sob responsabilidade do Centro Especializado Prevfogo.
Reforço
Para este ano, a previsão é de ampliação das equipes em campo, com a contratação de 123 brigadas federais e cerca de 2.607 brigadistas. Desse total, 2.414 serão contratados em caráter emergencial, com vínculo de até seis meses, enquanto 193 terão contratos com duração de um ou dois anos.
Os salários, com encargos e adicionais de insalubridade, variam de R$ 3 a R$ 10 mil, dependendo da função. O investimento para a contratação para 2026 é de aproximadamente R$ 85 milhões. As contratações emergenciais serão realizadas diretamente nos territórios de atuação, por meio de chamamento e seleção local, o que permite maior agilidade no reforço das equipes em regiões mais vulneráveis aos incêndios.


