Projeto da Embrapa quer aumentar resistência das lavouras à seca no semiárido

por Carlos Britto // 20 de março de 2026 às 11:00

Foto: Tarciso Augusto/Semas arquivo

A Embrapa iniciou um novo projeto de pesquisa para enfrentar um dos principais desafios da agricultura familiar no semiárido brasileiro: a perda de produtividade causada pela seca. Batizada de ‘CaatÁgua’, a iniciativa pretende desenvolver um bioestimulante capaz de aumentar a tolerância das plantas ao estresse hídrico e adaptar tecnologias de controle biológico de pragas para as condições climáticas da região.

A proposta foi aprovada no edital Cadeias Socioprodutivas da Agricultura Familiar e Sistemas Agroalimentares – ICT, da Finep, e terá duração de 36 meses. O projeto reúne equipes de diferentes unidades da Embrapa e parceiros de cinco Estados — Paraíba, Ceará, São Paulo, Goiás e Distrito Federal.

Segundo o pesquisador Paulo Barroso, da Embrapa, a iniciativa busca desenvolver tecnologias diretamente voltadas à realidade da agricultura familiar do Semiárido. “A ideia é criar soluções baseadas em microrganismos nativos, capazes de ajudar as plantas a suportar períodos de seca e, ao mesmo tempo, melhorar o controle de pragas em sistemas produtivos com pouca irrigação“, afirma.

A proposta surgiu de demandas apresentadas por agricultores familiares da região, que apontam a estiagem como principal causa de perdas nas lavouras. Em anos de chuvas mais regulares, porém, outro problema se intensifica: a alta incidência de insetos-praga que afetam culturas essenciais como feijão-caupi, milho e algodão. O projeto pretende atuar nesses dois pontos ao combinar tecnologias microbianas com estratégias de manejo integrado de pragas. O objetivo é aumentar a eficiência no uso da água, reduzir perdas agrícolas e melhorar a estabilidade produtiva das propriedades familiares.

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