O presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Pernambuco, Anderson Ferreira, recebeu mais do que uma missão do senador Flávio Bolsonaro: recebeu uma convocação estratégica. O ex-prefeito de Jaboatão dos Guararapes terá o desafio de consolidar um palanque robusto para a direita em nosso estado historicamente reconhecido pelo forte viés lulista.
A liderança de Anderson já vinha sendo chancelada nos bastidores. Durante o encontro da cúpula nacional do PL, realizado em Brasília (DF) nesta semana, o ex-prefeito demonstrou poder de articulação ao transitar entre as principais lideranças do partido no país.
Ao aceitar o chamado, Anderson recordou que a tarefa não lhe é estranha. Ele desempenhou papel semelhante na última eleição presidencial, servindo de base para o palanque de Jair Bolsonaro no estado. A estratégia agora é construir uma chapa equilibrada, que una experiência política e militância estratégica do exército de direita.
A grande aposta para a vitória de Anderson reside na matemática eleitoral. Como único representante expressivo do bolsonarismo na disputa por uma vaga na Casa Alta, ele deve concentrar os votos do eleitorado de direita e centro-direita — uma fatia que ultrapassa os 30% em Pernambuco.
Em uma eleição com duas vagas em disputa, a leitura é clara: enquanto a esquerda tende a pulverizar votos entre os nomes colocados para tentar garantir a primeira cadeira, Anderson surge como o nome de consenso no campo oposto. Com o voto consolidado de sua base, ele tem o caminho pavimentado para ocupar a segunda vaga, beneficiando-se da polarização e da ausência de outros concorrentes no seu nicho ideológico.



Eu duvido !
Caro Carlos Britto, concordo com quase tudo, mas dizer que o Anderson é o único conservador e direita é forçar aos leitores uma versão que o quadro resiste em acreditar. O estado tem outros pretendentes ao senado no espectro direitista. Vide o Miguel Coelho, direitista das ostentação da arena, pds, partido liberal, etc; Eduardo da Fonte, cria da direita mais oportunista do o próprio Miguel; Silvio Costa Filho, de formação conservadora e que está sendo preterido do palanque de João Campos; Gilson Machado, tingido do PL pelo próprio Anderson, mas, com forte ligação com o Jair, por isso, poderá, saindo candidato independente abocanhar fatia considerável do eleitorado de direita. Então, a sua aposta pode não ser factível nas urnas.
Será somente um palanqueiro para Flávio. Talvez consiga ficar rabeira. Mais um gado a serviço dos Bolsonaros. O sanfoneiro já caiu fora, vai atrás de uma uma boquinha em outro partido.