A Secretaria de Defesa Social (SDS) realizou, na manhã de quinta-feira (12), a primeira reunião da Força-Tarefa Mulher, iniciativa que reúne as forças operativas de Pernambuco para fortalecer o combate à violência contra mulheres no Estado. O encontro contou com representantes da Polícia Militar (PMPE), Polícia Civil (PCPE) e Polícia Científica. O objetivo foi aprimorar os fluxos de atendimento e tornar mais ágeis e eficientes as ações de proteção às vítimas.
A secretária executiva de Defesa Social, Mariana Cavalcanti, destacou que a proposta da força-tarefa é integrar ainda mais os órgãos de segurança pública e aperfeiçoar o acolhimento às mulheres que procuram ajuda. “Nosso objetivo é melhorar os fluxos de atendimento, trazer mais eficiência e agilidade e também quebrar alguns paradigmas em relação ao que oferecemos à mulher quando ela procura uma delegacia. Queremos que ela saiba que pode contar com a polícia e com toda a rede de proteção do Estado“, afirmou.
Entre as medidas principais está o uso de monitoramento eletrônico do agressor, por meio de tornozeleiras. Nesses casos, a vítima recebe um dispositivo portátil que alerta sobre a aproximação do agressor, permitindo acionar rapidamente a polícia em situações de risco. Para a diretora de Articulação Social e Direitos Humanos da Polícia Militar de Pernambuco, coronel Cristiane Moura, a ferramenta representa um importante avanço na proteção às vítimas. “É importante que a mulher entenda que não é ela quem será monitorada. A tornozeleira fica com o agressor, enquanto a vítima recebe um dispositivo que alerta sobre qualquer aproximação. É uma medida eficiente para proteger a vida da mulher e permitir uma resposta rápida das forças de segurança“, explicou.
Outro ponto reforçado durante a reunião foi que a vítima pode buscar atendimento em qualquer delegacia do Estado, e não apenas nas Delegacias da Mulher. Policiais estão sendo capacitados para prestar acolhimento adequado às vítimas e orientar sobre medidas protetivas e outros mecanismos de segurança.
De acordo com a assessora da Diretoria de Polícia da Mulher (DPMul), delegada Andreza Gregório, ampliar o acesso ao atendimento é fundamental para encorajar as denúncias. “A mulher pernambucana pode procurar a delegacia mais próxima para receber acolhimento e orientação. Os policiais estão sendo capacitados para esse atendimento, e muitas unidades já contam com as chamadas salas lilás, que oferecem um espaço mais reservado e humanizado para atender mulheres vítimas de violência“, ressaltou. A SDS também pretende ampliar a implantação das Salas Lilás nas delegacias do Estado. Esses espaços são voltados ao atendimento humanizado das vítimas de violência e contam com apoio de profissionais como psicólogos e assistentes sociais, oferecendo um ambiente mais acolhedor para o relato da ocorrência e encaminhamento dos procedimentos legais.
Reuniões periódicas
A Força-Tarefa deverá se reunir periodicamente e poderá contar com a participação de outros órgãos e instituições que atuam na proteção das mulheres, como a Secretaria da Mulher, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos e o Ministério Público. A proposta é fortalecer a atuação integrada entre Estado, municípios e sistema de justiça para ampliar a efetividade das políticas de proteção. Durante a primeira reunião, também foram identificadas boas práticas já desenvolvidas em alguns municípios, que poderão ser replicadas em outras regiões do Estado, ampliando a eficiência da rede de proteção às mulheres.


