Alepe reconhece São José do Egito ‘Capital Pernambucana da Poesia’

por Carlos Britto // 26 de fevereiro de 2026 às 23:00

Foto: Jarbas Araújo/Alepe

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) realizou no início desta semana uma reunião solene para conceder ao município de São José do Egito (Sertão do Pajeú) o título honorífico de Capital Pernambucana da Poesia. A homenagem reconhece a importância histórica e cultural da cidade sertaneja na preservação da tradição poética popular em Pernambuco.

A solenidade foi proposta pelo deputado Gustavo Gouveia (SD) e reuniu parlamentares, autoridades e representantes da cultura. Durante a cerimônia, Gouveia destacou o papel histórico de São José do Egito na formação de gerações de poetas e repentistas que mantêm viva a tradição da poesia oral no Estado. “Quando valorizamos a poesia, valorizamos a educação e fortalecemos a cultura e a cidadania. Quando reconhecemos nossas raízes, projetamos Pernambuco para o mundo”, afirmou o parlamentar.

O encontro foi presidido pelo deputado João de Nadegi (PV) e teve a participação ainda do deputado Luciano Duque (SD).

Apresentações

A reunião solene também contou com apresentações de repentistas e momentos de declamação poética, celebrando a tradição artística que tornou o município reconhecido como a ‘Terra da Poesia’. Na ocasião, os participantes ressaltaram a importância da iniciativa para o fortalecimento da cultura popular pernambucana e para a preservação da memória coletiva.

São José do Egito é reconhecida como um dos principais polos da poesia popular nordestina, sendo berço de importantes nomes da cantoria e da literatura oral. Ao longo das décadas, o município consolidou uma tradição marcada por festivais culturais, encontros de repentistas e iniciativas voltadas à preservação da poesia como expressão da identidade sertaneja.

O título foi entregue pelos parlamentares da Alepe ao prefeito do município, Fredson Brito, e ao presidente da Câmara Municipal, Romerinho Dantas (PSB). “Receber oficialmente o título pernambucano de ‘Terra da Poesia’ não é uma homenagem simbólica. É um ato de justiça cultural. Aqui a poesia não é ornamento. É instrumento, resistência e herança”, expressou Brito.

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