Uma pesquisa do instituto Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (4), indica um cenário de equilíbrio entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma eventual disputa de segundo turno nas eleições deste ano. Segundo o levantamento, Lula aparece com 45,8% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 41,1%, configurando empate técnico dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Na rodada anterior da pesquisa, realizada entre 8 e 12 de janeiro, o presidente tinha 46,2% contra 36% do senador, o que mostra crescimento de Flávio Bolsonaro no período.
O levantamento também simulou cenários de segundo turno entre Lula e outros nomes ligados ao campo da direita. Contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), Lula aparece com 44,7% ante 42,2%. Já em um confronto com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), o petista teria 45% contra 40,7%. Em ambos os casos, os resultados também indicam empate técnico.
No primeiro turno, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem próximos em um cenário que inclui o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD): 38,7% para Lula e 35,3% para Flávio. Em outra simulação, sem candidato do PSD, Lula empata no limite da margem de erro com Tarcísio de Freitas, com 40% a 35%.
Entre outros possíveis adversários, o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), é o que apresenta melhor desempenho contra Lula em um segundo turno, mas ainda assim ficaria atrás, com 38% contra 45%. Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO) e Eduardo Leite também aparecem perdendo para o atual presidente em simulações semelhantes.
A pesquisa também testou o nome do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como alternativa governista. Nesse cenário, Haddad aparece tecnicamente empatado com candidatos da direita em todos os confrontos avaliados.
O levantamento ouviu 1.500 pessoas por telefone entre os dias 30 de janeiro e 2 de fevereiro, tem nível de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08425/2026. (Fonte: Estadão)


