Conta de luz pode ter alta de 27,6% em 2015, prevê Banco Central

por Carlos Britto // 29 de janeiro de 2015 às 11:00

conta de luzO brasileiro deve amargar uma alta na conta de luz de nada menos que 27,6% neste ano. Já a gasolina deve ficar mais cara 8%, em 2015, nas projeções do Banco Central. Esses reajustes das tarifas públicas devem pesar na inflação mais que o esperado antes. Por isso, o Comitê de Política Monetária (Copom) deu sinais de que a alta dos juros continuará. Na ata da reunião da semana passada, publicada na manhã desta quinta-feira, a cúpula do BC até acha que a possibilidade de alcançar a meta de inflação no ano que vem aumentou, mas os sinais de que a inflação vai melhorar daqui para frente ainda são insuficientes.

“A propósito, o Copom avalia que o cenário de convergência da inflação para 4,5% em 2016 tem se fortalecido. Para o Comitê, contudo, os avanços alcançados no combate à inflação – a exemplo de sinais benignos vindos de indicadores de expectativas de médio e longo prazo – ainda não se mostram suficientes”, disse o Copom na ata.

O Copom alterou substancialmente a previsão para a inflação de tarifas públicas no Brasil. Aumentou a projeção de alta dos preços administrados de 6% para 9,3% neste ano. A alta de impostos sobre os combustíveis e a seca foram os principais motivos. No caso da energia elétrica, sem chuva, o governo torna-se dependente da energia térmica, que é mais poluente e mais cara.

Nesse cenário, o BC justificou que se a taxa de juros fosse mantida em 11,75% ao ano, como estava até a semana passada, e o dólar continuasse em R$ 2,65, a projeção para a inflação neste ano aumentava. No entanto, para o ano que vem ficaria estável, mas ainda acima da meta. Esse é um sinal de que a alta feita na semana passada deve ter ajudado as projeções de inflação para o ano que vem caminharem mais para perto de 4,5%.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano passado em 6,41%, próximo do teto da meta estabelecida pelo governo. O objetivo é de 4,5%, mas com margem de tolerância de 2 pontos percentuais. O BC já combinou que só conseguirá chegar no centro do alvo no fim do ano que vem.

Na semana passada, pela terceira vez seguida após as eleições, o BC aumentou a taxa básica de juros (Selic), por unanimidade, de 11,75% ao ano para 12,25 % ao ano. É a maior taxa desde agosto de 2011. Em vez de focar no crescimento do país que está próximo de zero, os diretores apertaram discurso contra a alta de preços. Para o Copom, as taxas de crescimento do consumo e da economia se alinharam e que o ritmo de expansão da atividade doméstica. E estão abaixo do potencial, ou seja, não são combustível para a inflação. E o crescimento se acelerará quando a confiança de firmas e famílias aumentar.

Gastos públicos

No texto, o Copom fez uma alteração sutil em relação à política de gastos públicos do governo que reflete essa reconquista da confiança promovida pela nova equipe econômica. O BC deixou de dizer que esperava que o superávit primário – a economia para pagar juros da dívida pública – que estava prevista na Lei. Agora, diz que trabalha com as metas do novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e de 2% do PIB no ano que vem. (fonte: G1)

Conta de luz pode ter alta de 27,6% em 2015, prevê Banco Central

  1. ANA MARIA disse:

    NEM QUE A VACA NÃO TUSSA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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