Estudo revela que no Sertão chuvas tiveram redução de 50% com relação ao último ano

por Carlos Britto // 21 de abril de 2012 às 10:31

Um levantamento feito pela ONG Caatinga revelou que este ano o inverno está muito abaixo das expectativas. O estudo foi feito a partir de índices pluviométricos coletados em 21 comunidades de sete municípios do Território do Sertão do Araripe Pernambucano. No primeiro trimestre choveu 156,79 milímetros na região, cerca de 50% a menos do que em 2011, quando foram quantificados 302,2 milímetros.

No município de Parnamirim a disparidade de chuvas foi mais acentuada e obteve o maior e o menor índice de pluviometricidade. Enquanto na comunidade Umburanas choveu 190 milímetros, na comunidade Caraíbas o índice não ultrapassou os 94 milímetros. A situação tem preocupado as famílias agricultoras, que já perderam as lavouras de feijão e milho, plantadas nas primeiras chuvas. Alguns produtores estão vendendo seus rebanhos por falta d’água e alimento para suprir os animais.

Nas feiras livres, a pouca oferta do milho e feijão da agricultura familiar já afetou o bolso dos consumidores, que já pagam cerca de RS 8 pelo feijão de corda. Para a Coordenadora do Caatinga, Irlânia Alencar, as famílias devem investir na estocagem de alimentos para enfrentarem a seca. “Para enfrentar o período de escassez, as famílias agricultoras devem se prevenir e fazer estoques de água e alimentos pelo menos para dois anos, além de influenciar na construção de políticas públicas que promovam a melhor convivência com o semiárido”, aconselha. (da Ascom Caatinga)

Estudo revela que no Sertão chuvas tiveram redução de 50% com relação ao último ano

  1. capengó disse:

    seria bom que fosse só 50%, estaria uma maravilha!

    onde choveu este ano me dia que irei lá ver se busco agua.

    esse estudo é de que nunca viveu no sertão nem tao pouco o conhece.

  2. Paulo Robério disse:

    Eu só queria saber como é que se estoca alimentos e água se as chuvas foram reduzidas e o que foi plantado se perdeu.
    Só se faz estocagem quando se tem o que estocar. Com essa teoria é muito simples conviver e transpor uma estiagem severa como a que estamos enfrentando.
    O que se deve fazer, e aqui vai uma cobrança aos chefes do poder executivo federal, estadual e municipal, é começar urgentemente a construir reservatórios a exemplo de barragens, açudes, pequenas aguadas, perfuração de poços, instalação de cataventos (que há tantos armazenados por aí e ninguém sabe porque não estão sendo instalados), bem como a efetuar a limpeza desses reservatórios, inclusive cacimbas de minado, as quais servem pelo menos para os animais beberem. Não necessitamos só de água para dessedentação humana. Os animais também têm sede e não possuem mais forças e disposição para ir ao encontro d’água. Até porque não sabem onde encontrá-la.
    Agora, essas ações devem ser executadas sem apadrinhamento político, sem objetivo de barganhar votos e em todas as propriedades rurais, fato que não se vem constatando pluralmente.
    É preciso também implementar ações que visem a garantia da alimentação dos castigados pela estiagem. Que seja antecipado o pagamento do Garantia Safra, uma vez que não precisa ser técnico para saber que houve uma perda acima de 50% na produção de milho e feijão, principais culturas da nossa região. Sem milho não se engorda galinhas e nem elas produzem ovos; não se alimenta caprinos, ovinos e suínos… Sem feijão, o principal ingrediente da mesa do sertanejo, vai se comer o quê? Arroz com macarrão? Carne não se tem, os animais estão raquíticos e ninguém pode comprar a preço de ouro nos açougues, frigoríficos e feiras livre. A farinha de mandioca é outro item que começa a desaparecer dos “vasos” da casa do agricultor.
    Suplicamos aos governantes que abram os cofres públicos e utilizem a máquina administrativa para socorrer quem está necessitando e não para cooptar cabos eleitorais e líderes comunitários. No momento, os agricultores familiares são mais importantes. E também são eleitores!

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Últimos Comentários

  1. Uma administração focada no município.

  2. Mais uma obra da administração Diniz Cavalcanti, assim como o aeroporto, rodoviária, matadouro industrial, orla do Panorâmico ,viaduto dos Barranqueiros…