Entidade dedicada a autistas em Petrolina cobra na Casa Plínio Amorim cumprimento de lei do diagnóstico precoce

Representantes da Associação dos Amigos dos Autistas do Vale do São Francisco (Amavasf) compareceram à Câmara de Petrolina nesta quinta-feira, 20, para pedir apoio aos vereadores apoio à causa dos autistas e também que as políticas públicas voltadas para esse público e suas famílias ou cuidadores, sejam de fato, efetivadas no município. Uma das principais cobranças da entidade é que o diagnóstico seja feito com a criança até os dois anos de idade.

“Toda criança autista precisa de um acompanhamento e atenção no desenvolvimento infantil, principalmente nos primeiros anos, mas infelizmente a saúde é precária. Então acaba sendo negligenciado pela saúde porque a criança não tem um diganóstico precoce, e isso compromete todo o desenvolvimento dela”, afirmou Janille Costa, coordenadora regional da Amavasf, que foi à Casa Plínio Amorim mostrar a importância do tema no mês dedicado ao autismo.

“Viemos cobrar a lei que já está aprovada aqui nesta Casa e que faça ela ser exercida. A lei aponta o atendimento precoce, além da educação, suporte multidisciplinar que inclui psicóloga, fonoaudióloga. Isso  hoje o município de Petrolina está desassistido. Só oferece a educação, mas temos que ter esse diagnóstico que garante diretos como aposentadoria, um dinheiro que garante levar para um tratamento, a compra de medicamentos. Se eu não tenho esse dignóstico, eu não tenho auxiliar na sala de aula, não tenho aposentadoria e isso causa uma desestrutura familiar“, alertou a coordenadora.

Conforme Janille, a bandeira da entidade é dar uma a vida digna a crianças, adultos e idosos autistas na região. Um trabalho com os cuidadores é outro foco importante da Amavasf, que promove encontros como o ‘Te Acolhe’, quando famílias e cuidadores trocam experiências, sofrimentos e alegrias de conviver com o autismo. Ela pede que as famílias entrem no movimento para fortalecer a causa para que mais políticas sejam efetivadas para as famílias com autistas em casa. “Que a família guarde o preconceito, a vergonha e venha para o movimento para fortalecer esse trabalho. Vista a camisa azul e venha”, disse Janille, informando que atende 30 famílias na Amavasf. “Estamos sempre nos encontrando através do Te Acolhe, com especialistas orientando a todos“, concluiu.

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