Artigo do Leitor: Muitas críticas por atendimento ruim da Unimed em Juazeiro

Atendimento ruim da Unimed  em Juazeiro (BA), levou a leitora do Blog, Karolyne Amorim, a bater duro quanto ao tratamento que os usuários do plano de saúde vêm recebendo.  Acompanhe:

Estava com uma consulta marcada com a pediatra do meu filho, ontem, 28,na sede da Unimed de Juazeiro. Quando a gente liga pra marcar a consulta eles informam que a médica começa a atender a partir das 14h. Já começa o desrespeito com os pacientes, porque a médica foi chegar no local mais de 17h.

Isso, um local de atendimento a crianças, sem a menor estrutura, não tem uma televisão se quer pra entreter as mesmas. Muito menos uma brinquedoteca, no mínimo uns brinquedos. Quatro funcionárias totalmente mau humoradas, no mínimo mal pagas, atendendo os pacientes com uma cara de abuso fora do comum.

Quando deu 18h, todas as funcionárias foram embora! Ficou o consultório por conta dos pacientes. Uma verdadeira esculhambação. Chegava a hora de um paciente entrar na sala e ninguém sabia quem era a vez!! O povo em tempo de se estapiar na recepção, as crianças estressadas com a demora no atendimento.

Um descaso sem fim, com nós que pagamos tão caro por um plano de saúde. Parece até muitas vezes que estamos pedindo favor. Só pra constar esse atraso da médica, não foi a primeira vez, isso acontece todos os meses!!!! Muita gente estava lá indignada, mas nem todos cobram os seus direitos. E nisso, a hora se passando.

Karolyne Gomes Amorim, usuária do plano e leitora do Blog

Artigo do Leitor: Em Pedrinhas, moradora diz que população reclama, mas não quer água tratada na comunidade

 

Mary Gonzaga, proprietária de casa na comunidade de Pedrinhas, área ribeirinha de Petrolina, escreve ao Blog para explicar sobre a situação polêmica da água consumida pelos moradores do lugar. Lá, existem um sistema novo, pronto para levar água tratada às residências, mas um impasse entre os próprios moradores, tem impedido que a população passe a consumir água potável. Confira:

O caso específico de Pedrinhas é algo marcante, inusitado e tenho certeza de que o prefeito Miguel Coelho não tem conhecimento desses desmandos. Na primeira semana de 2017, o prefeito Miguel Coelho reuniu autoridades e pessoas de sua confiança e da Codevasf e foi inaugurar um “Elefante branco” que estava lá há anos.

O vereador Ibamar Fernandes é testemunha de quantos anos tem essa coisa que está lá no meio da praça. Eu estava lá. O Prefeito inaugurou simbolicamente. Agora o povo não quer. E aí? Começou a ocorrer um aguaceiro que se direciona para minha casa que fica na esquina. É da caixa velha antiga que ao que tudo indica tem um problema.

Tem que transbordar, porque do contrário não abastece as demais casas da vila que ficam nas laterais do asfalto. A caixa nova, disse-me o Sr. Moreira, que teria ficado encarregado de ligar o sistema, na presença da sua esposa, que lhe foi entregue uma chave por um encarregado da Codevasf (ele não soube precisar o nome).

Que deveria o Sr. Moreira ligar essa água todos os dias para evitar queimar um determinado dispositivo. Segundo a presidente da Associação, Dona Helena, o encarregado entregou essas chaves a ela, que é presidente e que isso deveria ser feito por um mês, para testar. Desde então a caixa é ligada, mas não temos água tratada nas nossas casas.

A presidente disse que lá não terá água tratada porque o povo não quer. Nem ela. Que o povo não pode pagar! O mesmo me falou o Sr. Moreira: que o povo não quer.

Por outro lado, moradores estão abrindo valas e valas em direção ao que seria uma pracinha e enchendo-a de água de esgoto. O chamado esgoto a céu aberto. O vizinho da casa da Vice Prefeita Luska Portela fez, a do outro lado também e assim vai, uma podridão sem fim, possibilidades de doenças várias e outras endemias.

Os mesmos moradores que não querem a água, estão culpando o prefeito. A pergunta é: culpando do quê? O prefeito sabe desses desmandos? A Codevasf não age por quê? Quem liga essa água precisa de autorização do povo? É assim que funciona?

O que falta é uma ação coercitiva, o que é normal no Direito Administrativo, no sentido de preservar o bem público, evitar o desperdício e evitar endemias e até possíveis epidemias. Nesse sentido o Poder Público pode agir. E creio que o prefeito, bem intencionado que foi e que é, agirá conforme a Legislação, usando seu Poder de Polícia, inerente ao Direito Administrativo.

Mary Gonzaga, proprietária de casa nas Pedrinhas

Artigo do Leitor: Gonzaga Patriota se posiciona contra Foro Privilegiado

Neste artigo enviado ao Blog, o deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) aponta os motivos pelos quais é favorável ao fim de foro privilegiado. De acordo com o socialista, a regalia contraria a Constituição Federal e colide com o princípio republicano mais elementar.

Acompanhe: (mais…)

Artigo do Leitor: E se a operação “Carne Fraca” da Polícia Federal fosse em Petrolina

O servidor público e Bacharel em Direito, Alex Sidney, leitor do Blog, aponta neste artigo, porque contesta os que defendem a reabertura do matadouro público de Petrolina. Ele faz questão de deixar claro no texto, justificando cada argumento de sua posição contrária a essa questão que vem sendo debatida na cidade já há alguns meses. Confira:

Petrolina é uma cidade encravada no sertão pernambucano, conhecida pela robustez econômica, dinamismo e pioneirismo. Contudo, como tudo na vida, tem fragilidades típicas das cidades Brasileiras, algumas correlacionadas às metrópoles, como a escalada da violência e desordenamento da ocupação urbana e outras comuns às pequenas cidades. É sobre uma dessas fragilidades que vamos nos ater nessas poucas linhas: A qualidade e origem da carne consumida na cidade.

Contrariando seu histórico de vanguardismo, por décadas a Município manteve funcionando um abatedouro público às margens do Velho Chico, sem a mínima condição de higiene, que exalava por muitos bairros da cidade um forte odor característico de carne apodrecida. Esse odor causava uma grande dúvida aos munícipes, se era produzido por um curtume ou pelo matadouro localizado na mesma região. O tempo passou, o matadouro foi fechado pelo Governo Júlio Lóssio e a questão foi resolvida: sim, àquele cheiro de carniça que torturava vários bairros vizinhos e universidades próximas eram provenientes do Matadouro mantido pelo poder público municipal.

Mas a poluição do ar não era o único problema do matadouro público, vez que as suas instalações serviam para um produtivo criadouro de urubus, moscas e outros animais não desejáveis em locais que se prestam a produzir os alimentos que consumimos. Além dessas mazelas, a vizinhança mais próxima era obrigada a conviver com os ritos macabros dos aboios dos algozes levando os animais para o abate e o grito agonizante das vítimas, que sucumbiam em um abate desumanizado. O Velho Chico, vizinho mais antigo, também reclamava do derrame em suas águas dos resíduos do abate.

Apesar dos absurdos acima narrados, a vigilância sanitária, órgão subordinado ao município, logicamente, jamais interditou o matadouro de seu patrão. A agência sempre se mostrou eficiente contra empresas privadas ou pequenos produtores de doce de leite e afins. Da mesma forma, outros órgãos de fiscalização de mostraram igualmente ineficientes em fechar o matadouro público, monumento medieval do atraso e da falta de sanidade da carne consumida em Petrolina.

Passaram-se os governos e finalmente a gestão Lóssio tomou uma medida ao mesmo tempo barata, inteligente e republicana. Fechou o matadouro e encaminhou o abate de animais para vizinha cidade de Juazeiro/BA, dotada de um frigorífico industrial com Selo de Inspeção Federal. Com uma só medida melhorou a qualidade da carne consumida na região, economizou para o município os altos custos com a manutenção do matadouro público, acabou com o conflito de interesse da vigilância sanitária municipal fiscalizar um equipamento do próprio município. Os apreciadores de carnes saudáveis, o ar, o velho chico e os vizinhos do antigo matadouro público, agradeceram.

Mas alguém reclamou. Nada é bom para todos, e um grupo de marchantes, capitaneado por alguns vereadores, fizeram dessa acertada medida palanque eleitoral e propuseram o absurdo, reabrir o matadouro público.

Quais os argumentos –  1. A carne de Petrolina não pode ser abatida em Juazeiro; 2. É mais caro abater no frigorífico certificado; 3. Pais de família ficarão sem emprego; 4. Aumentou o abate clandestino.

Pois bem, vamos analisar os argumentos:

1.        Por que a carne não pode ser abatida em Juazeiro? Melhor uma carne certificada de lá ou de um matadouro medieval de Petrolina. Ocorre que para se manter um frigorifico industrial certificado se faz necessário demanda, e se Petrolina sozinha contiver essa demanda, surgirão empresas interessadas em instalar-se em Petrolina. Enquanto isso, tirando o bairrismo fora de moda, nada impede que as cidades compartilhem os serviços, pois é melhor uma das cidades ter um aeroporto de ponta que as duas contarem com portos fluviais meia boca. Melhor um frigorifico certificado em Juazeiro que as duas cidades com matadouros medievais;

2.        De fato, é mais caro abater em um frigorífico certificado, mas acredito que ninguém em seu juízo perfeito prefira pagar alguns centavos a menos, por quilo, para ter uma carne de origem duvidosa;

3.        Os empregos como magarefe em um matadouro medieval como o de Petrolina têm que acabar, e os trabalhadores devem se reinventar na mesma cadeia produtiva ou em outra, assim como a tecnologia fez e fará em vários outros setores. Não dá para frear o avanço tecnológico em nome de um pequeno grupo que se recusa a evoluir.

4.        O combate ao abate clandestino é função e responsabilidade dos órgãos fiscalizadores, não se podendo reabrir um abatedouro com condições piores que os abates clandestinos para combater a prática ilegal. Em suma, o abate clandestino é ilegal, mas o abate no matadouro de Petrolina era ilegal vez que nunca atendeu as rígidas exigências sanitárias do Ministério da Agricultura (além de poluir o ar e ter sua criação de urubus e moscas), e imoral porque o poder público municipal bancou com nossos recursos a ocorrência de todos os fatos denunciados nesse pequeno artigo.

Por fim, conclamo o Prefeito Miguel Coelho à razão, para que veja a política para o bem de todos e não de um pequeno grupo e que se atenha em fazer a cidade avançar e não retroceder em um ponto tão importante. Antes de tomar decisão analise as seguintes questões:

O município de Petrolina vai dar licença ambiental de operação para o matadouro voltar a funcionar?

Vai ter estudo de impacto de vizinhança?

A Vigilância Sanitária Municipal/Estadual e Federal vão atestar inicialmente e depois regularmente a qualidade dos abates?

O matadouro vai ter Selo de Inspeção Federal?

O Ministério Público Federal vai aceitar a reabertura do equipamento em Área de Preservação Permanente?

Qual vai ser o custo para os cofres do município para reinstalação do matadouro? E o custo mensal para o município da sua operacionalização?

Dizem que essa medida é provisória, que o município pretende fazer um matadouro em outro local. Gastar esse valor de forma precária e provisória no antigo atende os princípios constitucionais de moralidade e eficiência, ao anseio dos eleitores que seus representantes tratem com zelo pelos recursos públicos?

Aguardamos sinceramente uma honesta reavaliação da decisão.

Alex Sidney – Servidor Público, bacharel em administração e Direito

Artigo do Leitor: Moradora do Minha Casa Minha Vida em Juazeiro pede ajuda às autoridades antes que destruam as moradias do programa

Neste artigo, a leitora do Blog, Samila Alves, relata sobre problemas enfrentados por moradores devido a invasores dos aparatamentos do programa Minha Casa Minha Vida, em Juazeiro;BA. O fato é relatado no residencial que fica no bairro Itaberaba. A situação, segundo Samila, é de muita preocupação e merece atenção imediata das autoridades. Acompanhe:

 

Boa tarde senhor Carlos Brito 

Gostaria de fazer um apelo para a uma pessoa de autoridade maior, pois venho com muita tristeza lhe informar que meu avô ganhou uma casa no Residencial 2 da Itaberaba 

Sei que isso era pra sê uma grande conquista, mas simplesmente se tornou um tormento, pois no momento tivemos que abandona a casa pois o apartamento acimar do nosso  foi invadido várias vezes e só por pessoas que não tem a minima condições de com viver com pessoas de bem como agente e os outros moradores.

Pois bem esses últimos invasores simplesmente estão acabando com o património público e estão acabando com a minha casa ,pois os de Mas estão entrando dentro das caixas d’água e estão tomando banho e defecar dentro das nossas caixas, gente isso simplesmente ė um absurdo eu tenho um filho que tem simplesmente apenas 5 meses e tem o meu avô que tem 75 anos um idoso que mora comigo  e sem saber estávamos tomando banho com essa água e fazendo almoço e muita outras coissas com essa água..

A porta da minha casa não permanece nunca limpa pois estão fazendo a minha e a dos outros moradores de depósito de lixo…

Pois não sei mas o que fazer já procurei a secretaria de habilitação e simplesmente mim pedirão para t paciência, procurei a CAIXA  e simplesmente não fizeram nada.. gente isso ja vai fazer 1 ano e nao resolveram nada e ainda querem que eu espere mas…agora mesmo to morando de com a minha sogra 

Pois não tenho condições nenhuma de morar la pois os mesmos so vivem mim ameaçando porque pesso pra não jogarem lixo na minha porta e ainda acham ruim…

Pois espero que as autoridades maior possam mim dar uma resposta pois não posso viver na casa dos outros sendo que eu tenho a minha e não posso morar porque a CAIXA e nem a secretaria de habilitação podem tomar uma providência…

Obrigada

Samila alves, leitora

Artigo do Leitor: “Juazeiro, uma cidade governada pelo marketing”

Leitor do Blog, Carlinhos Santana faz sua avaliação sobre as gestões do PC do B em Juazeiro/BA e atribui que apenas o marketing tem ganhado mais espaço e definido as últimas disputas política para a gestão municipal da vizinha cidade. Acompanhe o artigo:

Acredito que todos já ouviram ou leram que “A propaganda é a alma do negócio” Eu nunca vi isto ser tão levado a sério como é por Isaac Carvalho.Tudo começou com sua empresa que na mídia, por muitos anos, parecia ser grande e saudável financeiramente, ninguém sábia que na realidade estava mal das pernas devido a péssima gestão de Isaac Carvalho.

Hoje esta mesma empresa está em recuperação judicial o que é muito próximo da falência. Ou seja, através da propaganda o empresário Isaac enganou, por um bom tempo, a todos em Juazeiro, Petrolina e região.

No ano de 2008, este então aparentemente bem sucedido empresário mais umas vez através do Marketing (propaganda) conseguiu convencer a maioria da população que seria a solução dos problemas de Juazeiro, todo Marketing neste momento foi feito com foco na “MUDANÇA”. Parecia real mais uma vez puro Marketing (propaganda).

A essa altura já tinha a seu serviço um Marqueteiro vindo de Recife onde sempre esteve a serviço das forças conservadoras dá direita, o Fernando Veloso que passou a se dedicar exclusivamente a fortalecer através do Marketing a falsa imagem de Isaac bom gestor da iniciativa privada e com total condições de promover a tão sonhada ” Mudança”.

Quatro anos se passaram 2009/2012 (primeiro mandato) e quase nada mudou. Mais uma vez o marqueteiro Veloso com muita propaganda, como não podia falar mais que era um bom gestor, criou a figura do vaqueiro, o empresário frio e calculista daria lugar a figura do nosso amado vaqueiro, resultado, mesmo com um péssimo mandato, mais uma vez em função de uma propaganda enganosa a população deu mais 4 anos ao “Empresário bem sucedido ” agora ” Vaqueiro Gestor ” Isaac Carvalho .

O segundo mandato, foi sem dúvida menos ruim, porém muito distante do que Juazeiro merece e confiou que seria. O que se viu foi um completo desrespeito ao povo, a nossa cultura e aos aliados, mas o pior estaria por vir, mais uma vez, com muita propaganda, dinheiro e intimidação dos servidores públicos. Agora já Coronel, Isaac consegue convencer a população que Paulo Bomfim seria a melhor opção para sucedê-lo.

Ninguém acreditava nisso, diziam que um, até pouco tempo, garçom, churrasqueiro não teria condições de assumir a gestão de uma cidade do porte de Juazeiro, mas conseguiram convencer uma parcela da população e no dia 3 de outubro de 2016, Paulo Bomfim comemorou sua vitória, com mais uma ação de Marketing. Vestido de Garçom ao lado do Coronel Isaac, vestido de Vaqueiro, a dupla afronta toda sociedade, mais uma vez o marketing superou o bom senso.

Agora em 2017, Paulo Bomfim sub-prefeito, Isaac no terceiro mandato e um novo Marqueteiro na área, desta vez o “velosinho” isto mesmo, o filho do velho Veloso, porque o papai está a serviço de Temer, preparam um novo plano de marketing para ludibriar o povo. É só esperar para ver o dinheiro público gasto aos montes com propaganda, para diante do caos estabelecido, convencer a todos que “A mudança continua” que Paulo Bomfim vai fazer “Mais e melhor” e que tudo está as mil maravilhas em Juazeiro.

Finalizo com um questionamento: é real ou não que Juazeiro é governado por Marketing (propaganda)? Me corrijam se estou errado.

Carlinhos Santana, leitor

(Foto: Blog Zé Carlos Borges)

Artigo do Leitor: Advogado apresenta esclarecimentos sobre saques de contas inativas do FGTS

Confira  neste artigo encaminhado ao Blog pelo advogado Bruno Moraes, esclarecimentos sobre os saques da conta inativa do FGTS – Fundo de Garantia por Tempo de Servi;o – cujo saques iniciam nesta sexta, 10, para quem nasceu em janeiro e fevereiro. Bruno responde neste texto todas as dividas sobre o processo.

1 – Quem pode sacar o dinheiro?

Podem sacar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço acumulado o trabalhadores com carteira assinada que pediram demissão ou foram demitidos até o dia 31 de dezembro de 2015 e, que ainda tenham recursos acumulados nas contas do FGTS relacionadas a estes contratos de trabalho. É importante salientar que os valores referentes ao atual contrato de trabalho não poderão ser sacados.

2 – O que é uma conta inativa?
Conforme a Medida Provisória, contas no FGTS serão agora considerada inativas quando o contrato de trabalho tiver sido encerrado até dezembro de 2015.

Devemos considerar que um trabalhador pode ter diversas contas inativas, já que cada contrato de trabalho gera uma conta específica no FGTS. Se o trabalhador tiver saído de uma empresa e voltado a trabalhar no mesmo local depois de um tempo, terá duas contas relacionadas à mesma empresa no FGTS.

3 – Quando poderei sacar o meu saldo?
De acordo com o calendário divulgado pela CEF, os trabalhadores que comemoram aniversário nos meses de janeiro e fevereiro, poderão sacar o FGTS a partir de 10 de março, os nascidos em março, abril e maio, sacam a partir de 10 de abril, já os que nasceram em junho, julho e agosto, sacarão a partir de 12 de maio, os trabalhadores que aniversariam em setembro, outubro e novembro poderão sacar a partir de 16 de junho, e por fim, aqueles que nasceram em dezembro sacam os valores a partir de 14 de julho.
Atenção, os valores ficarão disponíveis para todos os trabalhadores até o dia 31 de julho deste ano.
4 – Onde sacar?
As contas inativas com saldo até R$ 1,5 mil poderão ser sacadas nos caixas eletrônicos da Caixa Econômica apenas com a senha do Cartão do Cidadão, sem precisar levar o próprio cartão. Já para valores entre R$ 1,5 mil e R$ 3 mil será necessário que o trabalhador possua o Cartão do Cidadão e senha para pagamentos no autoatendimento. Os saques acima de R$ 3 mil deverão ser feitos nas agências.
 
5 – Qual o horário de funcionamento das Agências para saque?
As agências da Caixa vão abrir, na sexta-feira (10), segunda (13) e na terça-feira (14), com duas horas de antecedência, a partir das 8hs. Também haverá plantão no sábado (11) e em outros três (13 de maio, 17 de junho e 15 de julho) durante o calendário de saques. A relação das agências em funcionamento está no site da Caixa (www.caixa.gov.br).

6 – O valor do saque é limitado?
Não. Apesar de inicialmente ter sido divulgada a possibilidade de que o governo colocasse um limite de mil reais para os recursos que poderiam ser sacados, isso não se concretizou. Portanto, o trabalhador poderá sacar todo o dinheiro que tem acumulado em contas do FGTS relacionadas a contratos de trabalho que tenham sido rescindidos até o dia 31 de dezembro de 2015.

7 – Quem saiu de uma empresa há muitos anos também tem direito a sacar o dinheiro?
Sim, desde que ainda tenha saldo na conta relacionada a esse contrato de trabalho.

8 – Como consulto o saldo que poderei sacar?
Os valores que o trabalhador tem em contas do FGTS pode ser consultado através do site da Caixa Econômica Federal (www.caixa.gov.br) e pelo aplicativo do FGTS Trabalhador. Basta inserir o número do PIS e uma senha, que pode ser cadastrada no site do banco, para ter acesso às informações.

Os extratos também podem ser checados pelo autoatendimento e nas agências da Caixa, mesmo que o trabalhador não seja cliente do banco. Nestes casos, é necessário apresentar o Cartão Cidadão, onde são depositados os recursos relacionados a benefícios sociais, como o FGTS e o seguro-desemprego.

Quem ainda não tem o cartão pode fazer o pedido pelo telefone 0800-726-0207 ou em agências da Caixa munido do número do PIS/PASEP.

.9 – Já fiz um saque do dinheiro acumulado no FGTS. Ainda tenho direito?
Tem, desde que ainda haja saldo remanescente em contas nas quais os recursos poderão ser sacados.

 10 – Só poderei usar os recursos para pagar dívidas?
 Não, o dinheiro poderá ser utilizado para qualquer finalidade, desde que usado com moderação, é importante ponderar e fazer o que for mais prudente no momento.

 11 – Vale a pena sacar o valor acumulado no fundo?
 De acordo com o entendimento de alguns especialistas, sim, já que a rentabilidade do FGTS é baixa em comparação a outros investimentos conservadores, como a poupança.

12 – Se a empresa não depositou corretamente o meu FGTS, o que fazer?

Segundo informações da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN), em todo o país, existem 7 milhões de trabalhadores cujos empregadores não depositaram o dinheiro, que correspondem a um débito total de R$ 24,5 bilhões inscritos na dívida ativa da União.

Por lei, a empresa tem a obrigação de depositar 8% do salário em uma conta do FGTS em nome do empregado, caso o trabalhador descubra que o seu FGTS não foi depositado corretamente tem direito de cobrar da empresa na Justiça do Trabalho, devendo assim procurar um advogado trabalhista para reaver esses valores.

Bruno Moraes é Advogado Trabalhista, Pós-Graduado em Direito do Trabalho e Direito Previdenciário. (Foto-Reprodução internet

 

Artigo do leitor: “Descaso em atendimento na Casa do Bolsa Família em Juazeiro”

A leitora do Blog, Luana Nadja, enviou um desabafo pela forma que foi mal atendida na Casa do Bolsa Família, em Juazeiro/BA. Acompanhe:

“Caro Carlos Britto, venho expressar o tão horrendo absurdo que passei ao me dirigir à Casa do Bolsa Família aqui de Juazeiro, necessitando do serviço. Cheguei ao órgão cedo, esperei abrir, estava agendada desde o mês passado, mas como se não bastasse as horas se passaram e o meu nome não chamava. Depois de inúmeras reclamações, enfim mim chamaram e neste exato momento a coordenadora Priscila se dirigiu até a atendente e disse que uma colega estava chamando. Fiquei aguardando a atendente voltar para iniciar o meu atendimento que ao chegar me informou que não poderia dar continuidade.

Não pegou nem ao menos a minha documentação, não perguntou o que eu queria. Simplesmente negou, criando diversos impedimentos. Falei com assistente social e a mesma solicitou que o atendimento fosse prestado, pois eu já estava esperando a mais de 6 horas e não poderia sair sem atendimento.Para minha surpresa, descobri o motivo dá negativa, pois a própria atendente informou para assistente social, a mesma que a chamou não se agradou de mim. Talvez tinha algo pessoal ou até mesmo preconceito.

Exigiu que eu não fosse atendida. Sem falar que todas feriram o principio dá impessoalidade, pois pessoas conhecidas que se cumprimentavam até com beijo no rosto, passavam na frente de todas que ali estavam na tão incansável esperança de um atendimento prestado e digno.

Os órgãos públicos existem para atender os cidadãos e o servidor público é obrigado por lei a prestar serviço de forma eficiente, e atender com excelência o cidadão. A lei 8.112 de 11.12.1990, estabelece os deveres do servidor público.Gostaria que aquele lugar fosse fiscalizado, pois como passei por isso, muitos passam, pois o mau humor das atendentes está mais que explícito. Tratam os cidadãos como cachorros.

Luana Nadja, leitora

 

Artigo do leitor: “Descaso no atendimento de médico da UPA em Juazeiro”

O leitor do Blog, Ricardo Luiz, enviou nota à redação reclamando do atendimento de um médico da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Juazeiro/BA. Confira:

Mais uma vez a população Juazeirense sofre com o descaso médico na UPA (Unidade de Pronto Atendimento), desta vez um jovem deu entrada sentindo fortes dores no peito, cefaleia, falta de ar e dormência nas extremidades (mãos e pés), este foi atendido pelo Dr. José Alberto Veloso, CRM: 20977/BA que sem passar nenhum exame, apenas disse que “dor todo mundo sente e pode ser tratada em casa”.

Diante dessa lastimável constatação que a saúde pública não funciona, me questiono para onde vão meus impostos? Por que apesar de ser direito constituído por lei (art.196 da constituição federal e endossado pela lei 8.080/90 de 19 de setembro de 1990 conforme o art. 2º), ainda estamos à mercê de profissionais que demostram não conhecer seu verdadeiro papel de salvar vidas?

Definitivamente a saúde pública não necessita de investimento financeiro. O que nos faltam não são recursos materiais, são materiais humanos competentes que prestem um serviço humanizados. Então, Sr. Veloso, sabe o verdadeiro sentido da medicina? Ainda lembra do seu juramento? Ou você é só mais um profissional bem pago por mim para não fazer nada nessa máquina pública?

Ricardo Luiz

Artigo: “O mito da passividade do povo brasileiro”

Em artigo intitulado ‘O mito da passividade do povo brasileiro’, o leitor do Blog, professor Thiago Jerônimo, responde ao artigo ‘Admirável povo manso’, escrito pelo advogado, Pedro Cardoso da Costa, e postado aqui no sábado, 4. Acompanhe:

A ideologia dominante cultiva a imagem do provo brasileiro como um povo “pacífico” e “ordeiro” por natureza. Trate-se de uma imagem que continua a ter forte aceitação mesmo entre as próprias classes dominadas da sociedade. É comum se ouvir, sobre situações de injustiça ou de opressão, que exigiriam uma reação contrária, comentários como: “Brasileiro é passivo mesmo”, “Brasileiro nunca reage” e outros.

Entretanto não houve nenhum período da história da sociedade brasileira em que o protesto popular não se fez presente de uma forma ou de outra. Em alguns momentos, a reação popular se fez notar pela sua radicalidade ou pela sua violência, como nos casos, entre muitos outros episódios, da Guerra de Canudos (no início do XX), ou da reação popular contra o aumento nas tarifas dos transportes coletivos na cidade do Rio de Janeiro, em 30 de junho de 1987, e também mais recentemente na cidade de São Paulo.

O Estado de Pernambuco é um exemplo do espírito contestador e crítico dos movimentos por mais direitos e igualdade. Foi a primeira província a se rebelar contra a monarquia de Dom João XVI. Aqui foi cenário de grandes batalhas, vitórias, derrotas e glorias do nosso povo. Pernambuco foi protagonista de diversas revoltas: Guerra dos Mascates, A Confederação do Equador, A Revolução de 1817 (comemoramos 200 anos de Revolução no dia 6 de maio 2017).

No período da colonização portuguesa em nosso país, o índio brasileiro foi tachado de “preguiçoso” e “covarde” pelos portugueses exploradores. Contudo, esse tipo de manifestação passiva foi uma forma de rebeldia velada utilizada pelo nativo brasileiro. Mostrando assim, um sinal de inteligência e senso crítico contra seus algozes. Os anos de chumbo no Brasil, também foram marcados por várias manifestações de cunho cultural, social e político contra o governo militar instaurado em 1964.

Por fim, a História da sociedade brasileira nos revela outra face de nosso caráter. Os brasileiros não são passivos às injustiças e desmandos cometidos, principalmente pela classe burguesa irresponsável. É claro que a violência exercida pelo Estado – sempre visando à preservação dos interesses dominantes – pode sufocar ou pelo menos impedir o crescimento das manifestações populares.

Contudo, a liberdade e a glória não foram dadas ao homem, mas foi um conquista baseada em reivindicações e manifestações contra o inimigo reacionário e opressor. A liberdade possui um preço muito alto, exige dedicação, paciência e respeito ao outro. Nas palavras de Sartre : “A humanidade está condenada a ser livre”, mas nem todos querem gozar de liberdade, alguns preferem os grilhões da opressão e do desmando. Por outro lado, sempre haverá homens e mulheres prontos para defender os direitos já conquistados em outros tempos. (Foto ilustração: reprodução internet)

Professor Thiago Jerônimo

Leitora indignada critica superlotação e maus tratos a idoso no HU em Petrolina

A leitora Catiane Paixão escreveu para o Blog, indignada com o que diz ter presenciado no Hospital Universitário de Petrolina (HU).  Ela frisou ter ficado impressionada com a situação “caótica” que encontrou no hospital, com superlotação e até maus tratos com um paciente idoso. Confiram:

Olá Carlos Britto!!! Cadê os Direitos Humanos? Afinal, os Direitos Humanos só são válidos para os delinquentes? E os cidadãos quem garante os seus direitos?
(mais…)

Artigo do leitor: “Juazeiro está de mal a pior”

O leitor e colaborar do Blog, Rogério Espidula, envia artigo reclamando do atendimento do poder público de Juazeiro/BA diante das diversas reclamações da população. Confira:

Caríssimo Carlos Britto, como você sabe sou leitor assíduo do seu Blog. Nessas minhas leituras eu venho analisando que a nossa querida Juazeiro está cada dia pior, pois as reclamações dos moradores que pagam altíssimos impostos são inúmeras. São coisas que não eram para serem reclamadas porque são obrigações do governante municipal (Prefeito) e seu secretariado. Selecionei do dia 26/02 até a data de hoje 01/03, os verdadeiros absurdos que os habitantes pedem, solicitam a esse poder público ineficiente que a Prefeitura de Juazeiro na pessoa do ilustríssimo Sr. Paulo Bomfim.

É inadmissível tamanha imundice no Ceasa (Mercado do Produtor) de nossa cidade, onde se comercializam diversos produtos alimentícios e com certeza não existe fiscalização nenhuma por parte de governante municipal. E o que sempre lemos são respostas evasivas e já prontas que são enviadas pela Ascom das diversas secretarias.

Portanto, nossa cidade está de  mal a pior, pois o governante municipal aqui mencionado não é apenas o prefeito Paulo Bonfim, são todos os secretários e dirigentes de órgão público que não estão governando, fazendo pela nossa querida Juazeiro o que propuseram fazer quando em campanha.

Mas com certeza absoluta a população continuará cobrando, pedindo e exigindo que façam o máximo que foi prometido.

Em Tempo: Ontem mais uma vez a tubulação de água potável que passa por debaixo da Avenida São João, estourou. Será por que?

Rogério Espíndula – Morador de Juazeiro e leitor

 

Estudantes da Univasf apresentam artigo sobre política pública de habitação de Petrolina em congresso internacional de Administração

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Estudantes do curso de Administração da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) participaram da 29ª edição do Congresso Internacional de Administração, que ocorreu recentemente na cidade de Natal (RN). Na oportunidade eles apresentaram um artigo sobre a aplicabilidade da política pública de habitação em Petrolina, pelo qual os alunos estudaram e entrevistaram moradores do primeiro conjunto residencial do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ entregue na cidade: A Vila Esperança.

De acordo com os estudantes, o objetivo principal da apresentação foi mostrar a satisfação do beneficiário do ‘Minha Casa, Minha Vida’ e identificar possíveis melhorias para o programa.

No trabalho apresentado o grupo analisou itens como localização do empreendimento, a infraestrutura, áreas coletivas e sobre a unidade habitacional, além de evidenciar o perfil do beneficiário com relação ao quantitativo de chefes de família, mulheres presentes na Vila Esperança, escolaridade do chefe de família, renda mensal e o quantitativo de pessoas residentes nas unidades habitacionais.

O artigo

O artigo apresentado é fruto do projeto de pesquisa sobre Gestão Pública, apoiado pela Univasf, no qual o foco é o ‘Minha Casa, Minha Vida’. Para a coleta dos dados, os alunos receberam apoio da Secretaria de Habitação e dos moradores da Vila Esperança. Esse foi o primeiro congresso em que os alunos da instituição abordaram o tema, uma vez que no Projeto de Gestão Pública o objetivo é analisar os outros empreendimentos habitacionais do governo federal na cidade:

Vila Esperança (Análise Concluída)

Residencial Nova Vida I e II;

Vila Real;

Vila Verde;

Nova Petrolina;

Monsenhor Bernardino;

Residencial Brasil;

Residencial Vivendas I e II;

Novo Tempo;

Cacheado

Park São Gonçalo (ainda não foi entregue aos contemplados).

Conforme as pesquisas forem evoluindo e os conjuntos habitacionais sendo analisados, outros trabalhos serão apresentados em congressos e publicados em revistas. “Os alunos que realizaram a  pesquisa agradecem aos moradores da Vila Esperança, principalmente ao senhor Ivan, presidente do bairro, pela paciência e pelo apoio em responder às perguntas feitas para o trabalho”, destacou o grupo, em comunicado. A coordenação do projeto é da professora-doutora do colegiado de Administração, Liliane Caraciolo. Os alunos participantes são Jakeline Gomes; Acerlândia Iraci, Ismaivio Silva e Israilde Agda. (foto/divulgação)

Artigo do leitor: “Racionamento: um bom palavrão”

Em artigo enviado a este Blog, o pedagogo e sargento do Corpo de Bombeiros, Enio Silva da Costa, fala sobre a questão da água no Brasil. No texto, Enio destaca o mau uso do líquido e a falta de ações do governo. Ele ainda cita a falta de campanhas de esclarecimento da população sobre o adequado uso deste importante recurso natural.

Acompanhe:

Ainda corremos o risco de apagões e de uma eventual necessidade de racionamento de água e de energia em boa parte do país. Os principais fatores ligados a essa questão são a estiagem atípica, a ocorrência de um apagão que afetou cidades de várias regiões brasileiras e o fato dos reservatórios operarem muito abaixo de suas capacidades máximas.

Através dos séculos, os diferentes usos da água pelo homem aumentaram excessivamente, resultando em degradação ambiental e poluição. A deterioração das fontes de água está relacionada com crescimento e a diversificação de atividades agrícolas, aumento da urbanização e intensificação de atividades humanas nas bacias hidrográficas. O uso intenso, sem os devidos cuidados, coloca em risco a disponibilidade deste precioso recurso e gera problemas de escassez em muitas regiões e países.

O problema atual e futuro da escassez de água no mundo, com exceção daquelas regiões do planeta em que há limitações naturais, está mais ligado à qualidade do que à quantidade de água disponível. A água existe, porém encontra-se cada vez mais comprometida em função do mau uso e da gestão inadequada deste recurso.

O acesso à água de boa qualidade e em quantidade adequada é uma prioridade, em especial em áreas urbanas, e está diretamente ligada à saúde da população. É importante frisar que diversas doenças tem sua origem na água contaminada e respondem por mais da metade das internações hospitalares na rede pública de saúde.

A ampliação do acesso à água devidamente tratada deve ser encarada como prioridade e ser acompanhada de programas de redução de perdas nas redes. Estima-se que o desperdício de água nos sistemas públicos de abastecimento seja de 45% do volume ofertado. Para a redução dessas perdas são necessários programas que envolvam fiscalização de ligações clandestinas, substituição de redes velhas, manutenção de hidrômetros, pesquisas de vazamento, entre outros procedimentos.

Além das medidas estruturais para minimizar as perdas nas redes, é necessário à fiscalização de usos e da ocupação nas áreas de mananciais, de forma a evitar a degradação das fontes de água, juntamente com campanhas de esclarecimento da população sobre o adequado uso deste importante recurso natural.

O sistema de fornecimento de energia no Brasil é essencialmente constituído por hidrelétricas. O principal problema dessa estratégia é a vulnerabilidade do sistema em períodos de estiagens atípicas, podendo provocar apagões e forçar medidas públicas de economia de energia. Em 2001, o país viveu a maior crise da história nesse setor, quando o risco de apagão foi combatido através de um intenso racionamento de energia, com o objetivo de reduzir em 20% os gastos domiciliares.

Há muito tempo que a palavra ra-cio-na-men-to soa como um palavrão para os governos, nada pode parar a desenfreada ascensão do capitalismo. Racionamento não combina com o consumo desenfreado e servil ao capital. Vivemos tempos difíceis com uma tecnologia cada dia mais destinada a servir ao sistema de obsolescência programada, tudo inteiramente produzido para ser descartado no primeiro uso. Afinal para que reformar ou reaproveitar, se o sistema facilita compra de um novo?

Quem sofre com isso? O meio ambiente. Quem paga o preço? Todos os seres humanos. A natureza sabiamente nos cobrará o preço pela sandice de não saber conjugar desenvolvimento com sustentabilidade. O velho Chico padece, e não vemos de nenhum governo, em nenhuma das instancias, a preocupação com o mesmo. Desaparecendo o velho Chico, desaparece o Vale, e com certeza problemas sérios para economia nacional.

Que todos possamos nas nossas atitudes diárias pensar na vida sem água potável, sem o Velho Chico, sem a natureza para nos dar tudo que precisamos para viver, pedindo apenas que saibamos viver sem desperdiçar e com a racionalização no uso dos recursos naturais.

Enio Silva da Costa/Pedagogo e Sargento do Corpo de Bombeiros

Artigo do leitor: “Por um país mais ético e democrático”

Em artigo enviado a este Blog, o prefeito de Salgueiro (PE), no Sertão Central, Marcones Libório comenta o atual cenário político brasileiro. Com relação aos últimos acontecimentos, Libório diz que os fatos devem ser apurados até o fim e os responsáveis punidos na forma da lei.

Acompanhe:

Vivemos um momento para pensarmos, acreditarmos e lutarmos pelo Brasil. O PSB de Salgueiro sempre agiu assim e continuará agindo. Essa é uma maneira de fazer política pensando nos salgueirenses e, em especial, naqueles que mais precisam, contudo, agindo de acordo com os princípios mais republicanos, tendo a bandeira da ética, da honestidade, da lisura e do trabalho à frente de qualquer atitude. Em relação aos fatos que mexem, atualmente, com nosso país, cremos que as instituições devem seguir maduras, os fatos devem ser apurados até o fim e os responsáveis punidos na forma da lei.

Que tudo ocorra com a serenidade, maturidade e a responsabilidade necessária, sem interferência dos que sempre negaram os melhores valores republicanos e estejam agora querendo tirar apenas proveito político da situação. Em meio a todo este conjunto de fatos que vem norteando a política brasileira e que não se restringe apenas uma crise econômica ou social, enxergamos os impactos que  abrange acima de tudo o campo da ética, da liberdade e  da democracia construída pelo povo brasileiro com muito sangue e suor.

Não devemos olhar com simplicidade o que aparenta ser apenas uma crise e nem caminhar no horizonte do oportunismo. Também não é o momento e nem espaço para discussões de caráter eleitoreiras, pois, é hora de pensar a cidadania e, principalmente, a ética no verdadeiro sentido da palavra. Não importa em qual cargo ou instância político-social estamos e nem mesmo em qual comunidade, município ou Estado vivemos agora. Importa que somos brasileiros apaixonados e que não podemos deixar de acreditar neste país.

Devemos investir na construção de uma nova agenda nacional cuja lição começa em casa e, em seguida, tomar os espaços públicos. Que o direito de exercer a cidadania de nosso povo não seja simplesmente pela decisão de um impeachment.

Atitudes populistas ou de caráter antidemocrática não devem ir contra a ação política no âmbito do território brasileiro.  Precisamos buscar, na coletividade, atitudes no gesto verdadeiro e sentimental de cada cidadão. É assim que nossa Salgueiro deve seguir considerando que nascemos de um gesto de fé, pois, é isso também que nos faz um povo de esperança, de luta e conquistas. É hora de conclamar a todos, em especial as instituições independentes como as Igrejas, organizações sociais, entre outros segmentos, para conduzir um novo caminho no nosso cenário de democracia.

É necessário manter o equilíbrio e a sensatez que o momento exige. Sejamos gestores ou cidadãos, é importante estarmos juntos  e enfrentar este momento delicado que não deve ser uma incitação à desconstrução da história, nem uma defesa cega de continuísmo do erro. Certamente, temos o desafio de resistir e insistir pela amplitude da democracia. Não vamos desistir do Brasil!

Marcones Libório de Sá/Prefeito de Salgueiro e Presidente Municipal do PSB

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