1° Encontro em Agroecologia do Nordeste encerra inscrições nesta quinta

Interessados em participar do 1° Encontro dos Cursos e iniciativas em Agroecologia do Nordeste têm até às 16h desta quinta-feira para se inscrever no evento. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da Pós-graduação em Extensão Rural da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), por meio do link http://www.pgextensaorural.univasf.edu.br/index.php/inscricao-encontro-ab.

Dentro do evento acontecerá também a 1ª Oficina para Construção de Plataforma Colaborativa de Pesquisa/experimentação e Pós-Graduação em Agroecologia do Nordeste. Com o tema “Construindo e fortalecendo plataformas e articulações em Redes”, o encontro acontecerá de 15 a 18 de maio, no auditório Multieventos da Univasf, em Juazeiro (BA), e tem como público-alvo instituições de pesquisa, ensino e extensão, organizações e movimentos sociais, Núcleos de Agroecologia das Universidades e Institutos Federais, estudantes, professores, agricultores, pesquisadores, redes de educação contextualizada, Escolas Técnicas, entre outros.

A proposta do evento é construir uma síntese a partir das experiências apresentadas e contribuir com a definição de caminhos para construção de conhecimentos e propostas acerca da viabilidade de um modelo de desenvolvimento realmente sustentável para o Nordeste e em especial para o Semiárido, tendo em vista o desafio de contrapor-se ao que é imposto pelo agronegócio. O encontro é realizado por um conjunto de instituições públicas ligadas ao Governo da Bahia e ao Governo Federal, juntamente com organizações civis preocupadas em fortalecer esta discussão no Nordeste brasileiro.

 

 

 

 

Curso gratuito de Agroecologia e Agricultura Orgânica está com inscrições abertas em Juazeiro

couve-organico-caerdes-unebO Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável (Caerdes), da Universidade Do Estado da Bahia (Uneb), em Juazeiro (BA),  está com inscrições abertas até o próximo dia 30 de setembro para o segundo curso a distancia em Agroecologia e Agricultura Orgânica.

O curso será gratuito e visa a capacitar estudantes, agricultores e demais interessados em conhecer os modos de produção sustentável. (veja edital aqui)

Serão disponibilizadas 4 mil vagas. A duração é de 40 horas/aula, com acesso aos conteúdos totalmente online por meio de videoaulas, textos em português e espanhol além de cartilhas em formato PDF produzidas pelo Caerdes. As inscrições devem ser realizadas no site do programa. (foto/divulgação)

Evento em Ouricuri discutirá agroecologia, conflitos de terra e impactos da Transnordestina

Cerca de 120 pessoas de todos os estados do Semiárido brasileiro se reunirão entre os dias 25 e 27 de fevereiro no município de Ouricuri (PE), durante a Caravana Agroecológica e Cultural do Araripe’. O evento tem o objetivo de relatar algumas experiências de famílias agricultoras da região que retratem as diferentes formas de produção a exemplo dos sistemas agroecológicos, irrigação, bovinocultura e alternativas para a convivência com o semiárido.

Os conflitos por terra e os impactos da Transnordestina e do polo gesseiro também serão conhecidos e debatidos pelos participantes da Caravana. A iniciativa é da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) em parceria com a ONG Caatinga,  Rede Ater Nordeste, Articulação Semiárido Brasileiro (ASA) e o Instituto Nacional do Semiárido (Insa). A programação inclui também a apresentação dos resultados do Estudo de Viabilidade Econômica e Ecológica dos Agroecossistemas do Semiárido, realizado em três agroecossistemas do território do Araripe.

O estudo foi realizado em três etapas (oficina territorial, visitas a campo e elaboração de relatórios), a partir das formas e lógicas de organização social, econômica e cultural da agricultura familiar local. Ao todo são 17 estudos espalhados por todas as regiões do país. Para realização dos estudos, a ANA contou com a parceria da ONG AS-PTA, responsável pela metodologia.

Novos encontros

Esta é a primeira Caravana Agroecológica e Cultural realizada neste ano pela ANA. Além do Araripe pernambucano, estão previstas para o mês de março as caravanas de Rondônia e do litoral norte do Rio Grande do Sul. No ano passado ocorreu o Encontro Estadual de Agroecologia do Mato Grosso e o Encontro Nacional de Agricultura Urbana, realizado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Nesses encontros também aconteceram atividades de divulgação, apresentação e discussão de estudos de casos. As caravanas e os estudos fazem parte do projeto ‘Promovendo Agroecologia em Rede’, realizado pela ANA, com apoio da Fundação Banco do Brasil e do BNDES.

Estudante de São Paulo troca experiência com assentados do Sertão do Pajeú

estudante sampa - sertão do pajeúEstudante de Mestrado em Geografia pela Universidade Estadual Paulista/Campus Presidente Prudente (FCT/Unesp) o jovem Diógenes Rabello conheceu nesta quarta-feira (25) as experiências de agricultura familiar, com base na agroecologia, praticadas pelas famílias do Assentamento Barra Nova, localizado a 24km de Serra Talhada (PE), Sertão do Pajeú. Durante a visita, ele viu de perto a produção de hortas, plantas frutíferas e nativas.

Após a visita, Diógenes também conheceu a estrutura da ONG Centro de Educação Comunitária Rural (Cecor) para entender como a instituição incentiva a prática agroecológica, através da assistência técnica, nos municípios de atuação. “Por vir de uma região tradicional de populações camponesas, do Pontal Paranapanema (SP), nossa dificuldade em implementar a agroecologia é a pulverização área de agrotóxico protagonizado pelas usinas de cana de açúcar. Por isso, vim conhecer o Cecor, para levar esses ensinamentos e aplicá-los na nossa região”, diz o estudante.

O jovem interessado em mudar a realidade das 68 famílias do Assentamento Dom Tomás Balduín, no município de Sandovalina, em São Paulo (SP), onde a família do mesmo mora, quer conhecer, na prática, como a agroecologia se comporta em cada região do Brasil. “Conheci essa palavra ‘agroecologia’, na faculdade e, a partir de então, quero beber mais dessa fonte, conhecer e defender essa prática porque, além de ter o caráter de agricultura que favorece a preservação do meio ambiente, no sentido de trabalhar com os recursos naturais, tem uma proposta política-social no enfretamento à hegemonia do capitalismo no campo”, concluiu Diógenes.

Ao ser questionado sobre os desafios, ele falou que um deles é incentivar a agroecologia e a quebra do capitalismo da monocultura, do agrotóxico, a fim de que todos entendam que é possível uma nova forma de trabalho com a terra e socialmente mais justa.  No final do curso de mestrado, Diógenes vai apresentar o projeto de pesquisa intitulado Expansão do Agrohidronegócio canavieiro no Pontal Paranapanema (SP) e os desdobramentos para agroecologia: Estratégias de reprodução dos camponeses’. (foto: Ascom Cecor/divulgação)

Franceses produzem documentário na região sobre agroecologia e a utilização da água na atividade agrícola

francesesA agroecologia e a utilização da água na atividade agrícola são tema de dois documentários educativos que estão sendo produzidos na região pelo cinegrafista francês Mathieu Perdoncin, da Educagri Editions, e pelo professor de educação e desenvolvimento sustentável Christian Peltier, com apoio da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A ação é uma iniciativa do Ministério da Agricultura da França e está sendo acompanhada pelas equipes da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e da Assessoria de Relações Internacionais (ARI) da Univasf.

Perdoncin e Peltier estão na região desde 24 de junho, conhecendo e filmando fauna e flora da Caatinga, pequenas propriedades rurais, conversando com produtores e visitando canais de irrigação. Os documentários resultarão das visitas realizadas ao Centro de Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna) e ao Centro de Referência para Recuperação de Áreas Degradadas (Crad) da Univasf. Os produtores estiveram em outras instituições da região, entre as quais o Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE), o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), a Compesa e a Codevasf. As filmagens também estão sendo realizadas em assentamentos rurais de Sobradinho, Uauá e Casa Nova, no norte da Bahia.

O objetivo dos documentários é apresentar a professores e alunos franceses diversas técnicas envolvendo a agroecologia, fazendo um comparativo com as usadas na França, e a utilização da água como principal meio para criação de peixes, suínos, caprinos e ovinos e na produção agrícola. A região foi escolhida como local para a gravação dos documentários devido a um convênio entre o Institute EPLEFPA Lozere – Lycée Louis Pasteur e a Univasf, por meio do qual estudantes franceses de cursos da área das ciências agrárias participam de estágio na Universidade.

Desafios

De acordo com Peltier, o Ministério da Agricultura da França está tentando transformar a agricultura industrial em agroecologia. “Essas práticas devem ser conhecidas pelos professores e estudantes, então nós iremos fazer estes dois filmes para mostrar as possibilidades para mudar as práticas da agricultura”, explicou. Os documentários ainda não têm títulos. “Quando terminarmos as gravações e tivermos todas as imagens e entrevistas, decidiremos os títulos”, disse Peltier.

Para Perdoncin, selecionar as melhores imagens e informações é um dos desafios da equipe, devido à grande quantidade de material coletado. “Nós visitamos muitos lugares, então temos muitas horas de gravação e para trabalhar em sala de aula é necessário que os vídeos sejam curtos”, comentou. Segundo o cinegrafista, eles já realizaram outro documentário, também sobre a água, na Índia. O documentário se intitula “La phytoépuration de Saint-Herblain à Matéura” e resulta de uma experiência semelhante à que está sendo realizada no Vale do São Francisco. As gravações na região serão finalizadas nesta sexta-feira (3). (foto: Ascom Univasf/divulgação)

(c) 2015 Blog do Carlos Britto | produzido por proximavenda.com.br