Pesquisa da Embrapa desenvolve melão amarelo adaptado ao Vale do São Francisco

por Carlos Britto // 26 de novembro de 2021 às 12:59

Foto: Embrapa/divulgação

Uma pesquisa pública brasileira desenvolveu uma cultivar híbrida de melão do tipo amarelo recomendada para plantio nas condições ambientais da região do Vale do São Francisco, que concentra pequenos e médios produtores rurais. O melão BRS Anton foi desenvolvido no âmbito do programa de melhoramento genético do meloeiro da Embrapa e posiciona-se como uma opção para esse nicho de produtores, contribuindo para a competitividade e sustentabilidade da cultura nas localidades que margeiam o rio.

A nova cultivar apresenta frutos doces, precocidade, boa produtividade e resistência a duas raças do fungo do oídio que ataca a planta. É resistente a danos causados durante o transporte e também ao frio, o que facilita sua refrigeração para a exportação.

As condições ideais para a produção do melão são dias quentes, com alta luminosidade, alternados com noites com temperaturas amenas. Portanto, em todas as regiões do País, pelo menos em alguma época do ano, é possível cultivar melão. É claro que, na medida em que se caminha do Norte para o Sul, o número de meses favoráveis ao cultivo diminui. Já no Nordeste, as condições climáticas predominantes possibilitam o cultivo de melão praticamente durante todos os meses do ano”, avalia o agrônomo Valter Rodrigues Oliveira, pesquisador da Embrapa Hortaliças (DF).

Embora a indicação de plantio do melão BRS Anton seja para o Vale, a cultivar também apresenta boa adaptação nos tradicionais polos de cultivo de melão do Nordeste, como o Vale do Açu, no Rio Grande do Norte, e a região do Baixo Jaguaribe, no Ceará. “É natural que as empresas multinacionais de sementes concentrem o desenvolvimento e a validação de novas cultivares no Rio Grande do Norte e no Ceará, que focam na produção de melão para exportação, um negócio muito rentável. O posicionamento do melão BRS Anton para o Vale do São Francisco é importante porque dará aos produtores da região uma nova opção de cultivar com características que se adequam muito bem ao sistema de produção local, agregando mais valor e competitividade para esse nicho”, pondera Oliveira.

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