Mulher tem atendimento negado pelo HU; direção do hospital esclarece

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A comunitária, Neide de Souza pereira, 57 anos, tem diabetes e, por conta de um ferimento no dedo do pé, procurou o Hospital Universitário de Petrolina para fazer os procedimentos necessários no corte, mas, segundo seu genro, o atendimento foi negado.

Miguel Manoel de Souza acompanhou sua sogra e descreveu a situação que passaram desde ontem à noite. “São 20h45 agora e desde as 19h que a gente está procurando soluções para minha sogra e não conseguimos encontrar, fomos para a UPA e de lá nos encaminharam para cá, chegando aqui, fizemos a ficha e quando minha sogra entrou para ser atendida disseram que não iriam atendê-la porque não era a responsabilidade deles”, informou.

Miguel Manoel disse que, depois da recusa, foi encaminhado para a AME e lá não tinha ninguém pra atendê-los e, mais uma vez, foram mandados de volta ao Hospital Universitário e novamente ficaram sem atendimento com a justificativa de não ser deles a responsabilidade.

Se ela não tivesse diabetes a gente poderia ir à farmácia fazer um curativo, mas, sabendo do quadro dela, é arriscado. Um simples ferimento pode se tornar algo grave”, explicou.

Nota

Procurado pela equipe de reportagem, a assessoria do Hospital Universitário respondeu em nota:

“O Hospital Universitário é referência para atendimentos de urgências e emergências de média e alta complexidade em: politraumatismo, neurologia e neurocirurgia, traumato-ortopedia, cirurgia geral, cirurgia vascular, cirurgia bucomaxilofacial, clínica médica e cirurgia plástica restauradora. Os casos de baixa complexidade e de demais especialidades médicas é de responsabilidade das outras unidades integrantes da Rede Interestadual de Atenção à Saúde do Vale do São Francisco (Rede PEBA). Vale ressaltar que o HU já trabalha em um contexto de superlotação e não tem condições de absorver toda a demanda de saúde da região. Hoje (30), existem 205 pessoas internadas, o que corresponde a uma taxa de ocupação de aproximadamente 170%.”

3 COMENTÁRIOS

  1. Venhamos e convenhamos: Isso não é procedimento para o Hospital de Traumas e sim para a UPA ou AME.
    Que se apure as responsabilidades da UPA e AME. Fica esses profissionais dessa unidades com preguiça de atender e empurram para o hospital.

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