Lafepe começa a produzir álcool gel para abastecer hospitais e unidades públicas de Saúde de Pernambuco

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Foto: Lafepe/reprodução

A solução para a escassez de álcool gel em Pernambuco não veio da ‘mão invisível’ do mercado, mas de uma instituição que escapou por pouco da onda de privatizações do final dos anos 1990 e início deste século. A partir deste final de semana, o Laboratório Farmacêutico de Pernambuco (Lafepe) começou a produzir três toneladas diárias de álcool em gel 70º para abastecer os hospitais e unidades públicas de saúde no Estado.

Para viabilizar a produção, a equipe do Lafepe teve de adaptar suas instalações e, praticamente, montar uma fábrica nova em apenas 10 dias. Com a decretação do estado de calamidade a partir de 24 de março, o laboratório pôde comprar toda uma linha de montagem.

Ontem (4), pequenos volumes foram fabricados a título de testes, que devem continuar ao longo deste domingo (5). Na segunda-feira (6), a produção começa para valer.

O item que deu mais trabalho foi o Carbopol, substância responsável pela consistência gelatinosa, cuja aquisição foi viabilizada após tomada de preço. A ideia inicial era produzir seis toneladas diárias, mas a máquina de envasamento adequada para isso já não está disponível no mercado.

Fórmula

O diretor-presidente do Lafepe, Flávio Gouveia, confirmou que o laboratório estatal teve de se concentrar na tarefa emergencial, criando, inclusive, sua própria fórmula de álcool em gel. “Após aquisição de equipamentos, como máquinas para o envase e fechamento de embalagens, adequações na produção e o desenvolvimento de uma fórmula própria pela equipe técnica, para chegar ao resultado final com qualidade e segurança, temos capacidade de produção. Em tempo recorde, o Lafepe formou uma frente de trabalho e montou uma linha de produção”, Flávio Gouveia.

Durante esta semana, a diretoria do laboratório deverá informar ao governador Paulo Câmara quanto foi investido na fábrica de álcool em gel. Inicialmente, o governo estadual deverá abastecer os hospitais de referência para o tratamento de Covid-19. Depois, os demais hospitais públicos e as secretarias municipais de saúde receberão o produto. Não está descartada a distribuição do álcool gel para organizações que trabalham com populações vulneráveis, mas isso vai depender do volume excedente. (Fonte: Marco Zero)

1 COMENTÁRIO

  1. A saúde pública não pode depender totalmente do mercado não. O que o Estado puder fabricar para abastecer todo o serviço público de saúde, é bem vindo. O mercado é cruel, mesquinho. Não dá para ficar na mão desses gananciosos.

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