O vereador governista Capitão Alencar (PP) reforçou na sessão plenária desta terça-feira (1), na Câmara Municipal de Petrolina, um requerimento (nº 0441/2026) solicitando do seu aliado, o deputado federal Fernando Filho (UB), a destinação de recursos financeiros, por meio de emenda parlamentar, ao Orçamento Geral da União (OGU), destinada à elaboração de um projeto de implantação de um Centro Regional de Distribuição e Comercialização Agrícola no município. Segundo o vereador, seria algo similar ao Mercado do Produtor de Juazeiro (BA).
Capitão Alencar sugeriu ainda a Fernando Filho que se articule junto aos órgãos federais competentes para viabilização técnica e financeira do empreendimento. O vereador justifica o pedido pelo fato de o Ceasa de Juazeiro estar necessitando, no momento, de uma ampliação devido à grande demanda.
Para Alencar, um equipamento semelhante em Petrolina geraria renda e aumentaria significativamente a arrecadação no município. No entanto, Ronaldo Cancão (Republicanos) – que também é da base de Alencar – acredita que dificilmente esse pedido vire realidade. Segundo Cancão, o problema está nos incentivos fiscais. “É impossível um mercado do produtor em Petrolina com ICMS de 20% e a Bahia com 12%. Isso é o que fez fechar o Ceape de Petrolina”, argumentou.



Petrolina-PE pode e deve ter um CEASA, já passou da hora. As duas cidades podem cada uma ter o seu centro de comercialização. Os produtos agrícolas produzidos na nossa região são isentos do ICMS em Pernambuco. Um CEASA em Petrolina, um hospital público, e uma nova ponte. Não é muito para quem pretende ter dois deputados federais.
Eita, os vassalos não se entendem!
De qualquer forma, um centro de abastecimento, que deve funcionar como uma feira permanente, sob a responsabilidade do poder público municipal, deve ser pensado e construído em Petrolina. O CEAPE em Petrolina não deu certo em razão da mediocridade das administrações que passaram na empresa pública.
De fato, seria algo não opcional, mas de necessidade urgente, devido ao nosso polo agrícola. Sem contar com a falta de estrutura que temos no MERCADO PRODUTOR da nossa cidade vizinha. Na verdade o que inviabiliza é a questão tributária em Pernambuco. A não ser que se faça um revisão tributária, viabilizando os custo para os produtores e demais comerciantes ao opitarem por negociarem em Petrolona.