Antônio Carlos Miranda

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Marília Arraes acha difícil concorrer à Prefeitura do Recife e aposta em Cristina Costa para ser o nome do PT em Petrolina

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Foto: Blog do Carlos Britto

Mantendo-se coerente com seu discurso em relação ao governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB), a deputada federal Marília Arraes (PT) reconheceu que o momento para pensar novamente numa candidatura majoritária é bem diferente agora, ao contrário do ano passado, quando pleiteou disputar o Palácio do Campo das Princesas. Em entrevista na manhã desta sexta-feira (21) ao Programa Carlos Britto, na Rural FM, a parlamentar considera remota a chance de vir a brigar pela Prefeitura do Recife.

Minha situação partidária é complicada. Sou oposição ao PSB, tanto na capital quanto no governo do Estado. Inclusive fui líder da oposição no Recife, até pouco antes de entrar para disputar a eleição (ao governo), e por coerência me mantenho nesse posicionamento. E o PT participa desses dois governos”, ponderou.

Segundo Marília, essa conjuntura exigirá um debate interno “bem exaustivo”. “Agora é diferente, até porque estamos num processo de eleição interna do partido. Houve, agora, uma campanha de filiação e no próximo semestre vai haver as eleições para escolher a direção municipal, estadual e nacional. Com certeza ainda tem muita água para rolar”, destacou.

A deputada garantiu estar completamente tranquila quanto ao assunto e feliz por considerar que está desempenhando um bom primeiro mandato na Câmara dos Deputados.

PT de Petrolina

Perguntada sobre a sucessão municipal de Petrolina, Marília preferiu não entrar no mérito quanto ao provável apoio de Paulo Câmara ao nome do atual presidente do IPA, Odacy Amorim (um dos principais nomes do PT na cidade) para concorrer à prefeitura.

Assim como na capital pernambucana, a deputada frisou que essa é uma pauta a ser analisada pelo diretório municipal, a fim de evitar o mesmo equívoco do ano passado. Apesar disso, Marília mostrou-se disposta a apoiar o nome da petista Cristina Costa, que integra seu grupo político e também estaria disposta a colocar seu nome. “Sou uma entusiasta do mandato e da trajetória política da vereadora Cristina Costa. Acho que ela seria uma excelente candidata, tem muita experiência, e acho também que é a vez das mulheres”, argumentou. A deputada, no entanto, deixou claro que a decisão do partido não pode ser atropelada. “Respeitarei essa decisão, seja ela qual for”, completou.

Gabriel Menezes assegura permanecer por enquanto no PSL, mas afirma já ter opções para viabilizar seu projeto político em 2020

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O vereador Gabriel Menezes (PSL) deixou em aberto seu futuro em relação às eleições municipais 2020 e a uma possível troca de legenda. Os rumores em torno do oposicionista voltaram a ganhar força após uma recente viagem de Gabriel a Brasília, onde conversou com algumas lideranças políticas.

Em entrevista à imprensa de Petrolina neste semana, o vereador assegurou que permanecerá no PSL – pelo menos até a abertura da janela partidária, no ano que vem.

Assim como pode ou não deixar o partido, Gabriel disse que o convite feito ao prefeito Miguel Coelho para ingressar no PSL também estão apenas no campo das especulações. “As minhas tratativas com o PSL desmentem essa informação do prefeito. Mas o presidente estadual Marcos Amaral estará em Petrolina nos próximos dias e deve buscar espaço na imprensa para se pronunciar”, declarou.

Por outro lado, o vereador disse ser positivo o fato de seu partido tomar com conhecimento de que ele tem pelo menos quatro siglas que possam o abrigar, caso decida sair do PSL, para disputar a prefeitura municipal. “Eu já deixei claro muitas vezes que o PSL é importante, mas a gente tem nossa importância também. A parceria tem de ser uma via de mão dupla. Se for só boa para o PSL ou para Gabriel Menezes, então não vale a pena”, ponderou. Desafeto político do grupo do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), o oposicionista já ratificou em outras ocasiões que não existe nenhuma possibilidade de aproximação com o emedebista.

Alianças

Ainda em Brasília, Gabriel revelou ter se encontrado com o deputado federal Sebastião Oliveira, do Avante, o qual teria mostrado disposição em apoiar seu projeto político. “Essa é uma das siglas que já sinalizaram estar de braços abertos a nos receber”, pontuou. Sobre alianças, Gabriel não descarta a possibilidade de uma união política com o ex-prefeito e ex-deputado Odacy Amorim (PT), atual presidente do IPA. Recentemente o vereador fez uma visita a Odacy, em sua residência.

Ele informou que a intenção foi levar demandas do homem da zona rural, mas admitiu que a conversa também teve um cunho político. “Não é a primeira vez que vou à residência de Odacy. Sabedor que ele é o presidente do IPA e vem desempenhando um bom papel, foi lhe solicitar algumas demandas, mas as eleições 2020 vieram à pauta. Odacy é uma grande força e tem de ser reconhecido”, completou.

Ronaldo Silva diz não ver motivos para pedir desculpas a Gilmar Santos após polêmica sobre Sérgio Moro na Casa Plínio Amorim

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Foto: Blog do Carlos Britto

O vereador Ronaldo Silva (PSDB) disse à imprensa não ver motivos para pedir desculpas ao integrante da bancada de oposição, vereador Gilmar Santos (PT), após a polêmica em torno do projeto de Decreto Legislativo 005/18, de autoria do governista. Votado e aprovado na última sessão plenária da Casa Plínio Amorim neste semestre, realizada no dia de ontem (18), o projeto concede título de Cidadão Petrolinense ao ex-juiz da Operação Lava Jato e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro.

A matéria, do ano passado, não entrou em pauta na ocasião porque Ronaldo não conseguiu os votos necessários para aprová-la. Naquela época Moro era visto por boa parcela dos brasileiros como uma espécie de ‘super-herói’ de toga, por determinar a prisão de grandes políticos e empresários do país envolvido em supostos esquemas de corrupção – incluindo o ex-presidente Lula. Agora, no entanto, o próprio Moro se vê envolvido em graves denúncias feitas pelo site The Intercept Brasil de que teria orientado os procuradores da Lava Jato a incriminar o líder petista.

Embora Gilmar tenha considerado o projeto “indecoroso” e que “macula” a Casa Plínio Amorim, Ronaldo vê diferente. “Ele foi o homem que teve a coragem de botar os maiores ladrões na cadeia, inclusive o chefe da quadrilha, que é Lula”, disparou.

Em relação ao termo “maconheiro” proferido contra o vereador petista, Ronaldo alegou ter apenas retrucado um comentário de Gilmar nas redes sociais, ao se referir ao ex-presidente do PSDB e atual deputado federal Aécio Neves como “Aécio cheira pó”. “Eu não tava afirmando nada. Eu repeti apenas o que eu ouvi dizer. Por que tenho que pedir desculpas?”, declarou. Sobre o pedido de desculpas do líder da bancada governista, Aero Cruz (PSB), Ronaldo disse que Aero cumpriu seu papel. “Ele é o líder de governo e é quem mais tem que fazer essa política da boa vizinhança”, concluiu.

Título de Cidadão Petrolinense a Sérgio Moro é aprovado e rende insulto de Ronaldo Silva contra Gilmar Santos: “Maconheiro”

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A inclusão do projeto de Decreto Legislativo 005/18, de autoria do vereador Ronaldo Silva (PSDB) – concedendo o título de Cidadão Petrolinense ao ex-juiz e atual ministro da Justiça Sérgio Moro -, na pauta de votação da Casa Plínio Amorim nesta terça-feira (18), tinha todos os ingredientes para deixar os ânimos exaltados. Mas o que se viu hoje foi ainda pior.

Entre discursos dos vereadores favoráveis e contrários ao projeto, o autor da proposta passou do ponto ao defender o homenageado (alvo de graves denúncias enquanto comandou a Operação Lava Jato), o que causou inclusive um certo constrangimento em sua própria bancada. A primeira polêmica de Ronaldo foi em relação à vereadora Marielle Franco, assassinada a tiros no Rio de Janeiro (RJ), em 2018, juntamente com o motorista dela.

Ao justificar que esse crime foi amplamente repercutido no país, enquanto o assassinato do garoto Rhuan Maycon, de apenas 9 anos, que foi esquartejado pela própria mãe e a companheira dela, no início deste mês no Distrito Federal, não teve o mesmo destaque na mídia, Ronaldo ouviu de um cidadão no plenário a seguinte frase: “Marielle vive”. Imediatamente o vereador respondeu: “vive só se for no inferno”.

Mas Ronaldo não parou por aí. Dirigindo-se ao oposicionista Gilmar Santos (PT), um dos que votaram contra o projeto, o governista devolveu o comentário de Gilmar sobre o então maior nome do PSDB, Aécio Neves, quando se referiu ao hoje deputado federal como “Aécio cheira pó”. Segundo Ronaldo, o vereador petista seria conhecido na cidade como “Gilmar maconheiro”.

O governista, no entanto, tentou consertar a declaração ao justificar que “teria ouvido dizerem” isso de Gilmar. “Eu não estou afirmando”, alegou Ronaldo.

Resposta

Gilmar, porém, não se convenceu da justificativa e partiu para o revide. O oposicionista afirmou, para começar, que as divergências nos debates travados por ele com seus colegas de legislativo são no campo político, não no pessoal. “A gente debate projetos, não pessoas”,

O petista frisou também não ter medo de ataques a sua vida particular, principalmente quando vêm orientados por “difamação, calúnia, mau-caratismo e cretinismo político”. “É o desespero, a falta de argumento político que leva a essa baixaria, que não interessa à população de Petrolina”, desabafou.

Ele disse ainda que entre seus colegas Ronaldo é conhecido como “doido”, mas para Gilmar sua conduta não é de doido. “O comportamento do senhor é imoral, agride e rebaixa ainda mais esta Casa, inclusive quebrando o decoro. Assim como respeito a todos, eu exijo respeito”, complementou, acrescentando que tem uma vida de serviços prestados como professor à sociedade petrolinense. “Nunca ouvi nenhum aluno dizer que teve vergonha do meu trabalho. Pelo contrário, sou parabenizado e reconhecido todos os dias. E quero lembrar que quem me elegeu foi boa parte dos meus alunos e meus colegas professores”, arrematou.

Coube ao líder da bancada de situação, Aero Cruz (PSB), pedir desculpas a Gilmar pelo incidente. Na votação, a proposta acabou recebendo 16 votos a favor e três contra, além de serem registradas duas abstenções. Uma delas foi a do vereador Gabriel Menezes (PSL), o qual justificou que no momento em que pairam sérias denúncias sobre uma possível parcialidade de Moro durante a atuação da Lava Jato, não poderia votar favorável ao projeto de Ronaldo.

Vereador Paulo Valgueiro vê ceticismo sobre paz selada no MDB de Pernambuco: “Jarbas não iria rasgar sua biografia”

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Foto: divulgação

Presidente do diretório do MDB em Petrolina, o vereador Paulo Valgueiro disse a este Blog que está absolutamente tranquilo quanto às articulações entre o deputado federal Raul Henry e o senador Fernando Bezerra Coelho para encerrar a disputa pelo comando da legenda em Pernambuco.

Atualmente o MDB está nas mãos de Henry – aliado de primeira hora de outro nome histórico do partido o senador Jarbas Vasconcelos.

Valgueiro, que também faz parte do grupo político de Jarbas, ainda se mostra cético quanto a um entendimento entre as duas partes para negociar a legenda. “Creio que o senador Jarbas não iria rasgar sua biografia”, declarou o vereador.

Filho de Julio Lossio visita Casa Plínio Amorim e evita comentar sobre 2020

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Foto: Blog do Carlos Britto

Quem esteve ontem (13) na Casa Plínio Amorim foi o filho do ex-prefeito de Petrolina, Julio Lossio Filho. Sorridente, ele justificou que a visita foi apenas para prestar “um suporte jurídico” ao vereador Domingos de Cristália (PSL) e à bancada de oposição.

Mas ao ser perguntado sobre a sucessão municipal de 2020, ‘Julinho’ – como é conhecido – preferiu não comentar nada por enquanto.

Paulo Valgueiro e Aero Cruz voltam a trocar farpas por projetos do Executivo que mexem com taxa de iluminação pública de Petrolina

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Os líderes das bancadas de governo, Aero Cruz (PSB), e da oposição, Paulo Valgueiro (MDB), defendem com unhas e dentes os seus lados na Casa Plínio Amorim. Na sessão plenária de ontem (13) – a penúltima antes do recesso de julho – não foi diferente. O motivo, desta vez, ficou por conta de dois projetos de lei enviados em caráter de ‘urgência urgentíssima’ pelo prefeito de Petrolina, Miguel Coelho.

Um desses projetos (001/19) propunha uma mudança na Lei Municipal nº 1.609, de 21 de dezembro de 2004, a qual institui a contribuição para custeio dos serviços de iluminação pública da cidade com o objetivo de elevar a taxa. O segundo (002/19), também referente ao assunto, terceiriza a responsabilidade pela operação, manutenção e modernização da rede de iluminação de Petrolina. Os recursos viriam justamente do reajuste dessa taxa, cobrada mensalmente através da conta de energia da população.

Paulo Valgueiro não poupou críticas ao Executivo Municipal. Primeiro, lamentou novamente que os projetos tenham chegado à Casa apenas na quarta (12) pela manhã, o que não permitiu a ele e aos demais da bancada se aprofundarem sobre as matérias. Em seguida, o líder oposicionista lamentou a proposta do prefeito. Segundo ele, haverá casos em que a taxa de iluminação ficará mais cara do que o valor de consumo propriamente dito.

Valgueiro também reprovou o fato de que o projeto, mesmo mexendo no bolso dos petrolinenses, não foi debatido previamente com a população. “Isso prejudica não apenas o empresário, que pagará a mais com essa taxa. Mas na hora em que este empresário tem custos aumentados, ele não vai suportar sozinho esses custos e vai repassar para a gente, enquanto consumidor, vai demitir funcionários para diminuir seus custos. Então, isso termina impactando em todos”, avaliou.

Resposta

Aero Cruz começou rebatendo as críticas do oposicionista ao trazer à imprensa os pareceres favoráveis aos dois projetos, dados pelas comissões responsáveis da Casa. Sobre o fato de ambos os projetos terem sido incluídos de última hora, o governista mencionou o artigo 116 do Regimento Interno do Legislativo Municipal, o qual determina que, quando um projeto for considerado em regime de urgência, poderão ser dispensadas exigências regimentais para que determinadas proposições sejam prioritariamente colocadas na ordem do dia. “Mas se o Executivo entregar um projeto seis meses antes, a oposição vai falar a mesma coisa”, cutucou Aero.

Sobre o impacto financeiro do aumento na taxa, o governista minimizou. Segundo Aero, os usuários que consomem até 100 Kilowatts/hora no mês não serão atingidos. Já aqueles acima disso terão 50% acrescentados no valor. “O que vai acontecer é o seguinte: algumas pessoas na cidade que têm área e a usam para especular, compram um terreno, deixam o terreno e não pagam nada. Já a pessoa que está morando lá paga a iluminação, e aquele terreno que está sendo valorizado não está pagando nada”, justificou. Apesar do barulho feito pela oposição, os dois projetos receberam 16 votos a favor e quatro contra, e agora seguem para a sanção do prefeito.

Mesmo com barulho da oposição, projetos sobre contribuição para rede de iluminação de Petrolina é aprovado na Casa Plínio Amorim

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Foto: Blog do Carlos Britto

De pouco – ou nada – adiantou o protesto dos oposicionistas na sessão plenária desta quinta-feira (13) na Casa Plínio Amorim, por conta de dois polêmicos projetos de lei enviados pelo prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. O detalhe é que as matérias não estavam incluídas na pauta de votação, sob a justificativa de que tinham caráter de ‘urgência urgentíssima’.

Mais uma vez a bancada de oposição criticou o fato de o prefeito não respeitar o prazo regimental da Casa, ao mandar projetos sem o devido tempo dos vereadores de analisá-los. Mesmo diante de muito barulho, os governistas impuseram mais uma vitória fácil, ao aprovarem os dois projetos por 16 votos a favor, contra quatro.

O primeiro deles (001/19) altera e acrescenta dispositivos à Lei Municipal nº 1.609, de 21 de dezembro de 2004, que institui a Contribuição para Custeio dos Serviços de Iluminação Pública. O segundo projeto (002/19) delega a uma empresa privada a responsabilidade pela operação, manutenção e modernização da rede de iluminação do município, sendo os recursos provenientes dessa taxa, que será cobrada na conta mensal de energia dos petrolinenses. Mais detalhes em breve.

Presidente da Câmara Municipal de Petrolina minimiza esvaziamento das sessões plenárias: “Prerrogativa de cada vereador”

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Foto: Blog do Carlos Britto

Na semana passada o 1º vice-presidente da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Petrolina, vereador Ronaldo Cancão (PTB), já havia encerrado a sessão plenária devido aos poucos vereadores que ficaram até o final. Na sessão de ontem (11), o fato se repetiu. Mas esse não é exatamente um privilégio da atual legislatura.

No quinto mandato à frente da Casa Plínio Amorim, o presidente da Casa Plínio Amorim, Osório Siqueira (PSB), procurou minimizar a situação. Segundo ele, o mais importante é a presença dos seus colegas de Legislativo para a votação dos projetos, o que sempre vem acontecendo, até porque é uma determinação do Regimento Interno.

Quanto à participação de cada vereador na tribuna livre, Osório argumentou já ter solicitado para que os demais permanecerem em plenário enquanto um colega faz sua explanação, mas não pode obrigar ninguém. “O vereador tem a prerrogativa de pedir licença para sair, por algum motivo superior, mas nesse momento todos os projetos já foram aprovados. Na tribuna livre eu acho importante todos continuarem, até para valorizar e prestigiar o companheiro. Mas se alguém sai, aí caberá o julgamento da população e a vocês divulgarem essa situação”, finalizou.

Com possibilidade de Edinaldo Lima assumir PDT em Petrolina, Zé Batista confirma saída da legenda: “Tenho luz própria”

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Integrante da base governista na Casa Plínio Amorim, o vereador José Batista da Gama disse ser inviável uma convivência com o ex-vereador Edinaldo Lima dentro do PDT – legenda ao qual está filiado há um longo tempo. Rumores surgidos recentemente em Petrolina dão conta de que Edinaldo, um aliado de primeira hora do ex-prefeito Julio Lossio (PSD), estaria prestes a assumir o comando do partido na cidade.

Em entrevista à imprensa ontem (11), Zé Batista confirmou os rumores, mas garantiu que sairá pela mesma porta que Edinaldo entrar. “Boa viagem para o PDT e para Edinaldo. Estou pouco me lixando para isso. Tenho luz própria e posso muito bem me filiar em qualquer partido da base aliada. Não sou de ficar em cima do muro. Vou procurar um partido para me agasalhar e agasalhar meu filho, Pé de Galo (Wenderson Batista), que será candidato a vereador na próxima eleição”, avaliou.

O vereador adiantou já estar analisando opções de legenda, entre elas o PSL, MDB e o DEM (onde deixou suas raízes políticas). Mas ressaltou que, primeiro, ouvirá as lideranças do grupo político ao qual faz parte – o senador Fernando Bezerra (MDB) e seus filhos, deputado federal Fernando Filho (DEM) e o prefeito Miguel Coelho (sem partido). “O partido que a gente achar mais conveniente, a gente vai se filiar. Nem o prefeito ainda se definiu, eu faço que nem Marco Maciel: quem tem tempo, não tem pressa”, ponderou.

“Fogo amigo”

Zé Batista voltou a falar sobre o “fogo amigo” que enfrentou na prefeitura, enquanto esteve à frente da antiga pasta de Desenvolvimento Econômico e Agricultura. Segundo ele, esse fogo amigo só parou pelo fato de ter retornado à Câmara Municipal. “Eles sabem que baterem em mim, eles recebem resposta. Na verdade, eles faziam isso porque não me queriam na prefeitura. Saí de cabeça erguida, com o sentimento de dever cumprido. Fiz obras para quem quiser ver”, destacou.

Conhecido por não ter meias palavras, Zé Batista disse ainda que esse prática sempre vai existir em toda administração por estar ligada “a inveja e ciúmes” – sentimentos que não fazem parte da sua personalidade. Perguntado se o fogo amigo não pode prejudicar seu filho na campanha de 2020, ele não teve dúvidas.

Não prejudica, porque o povo de Petrolina muito bem nosso estilo, que foi criado respeitando as pessoas e os espaços dos outros. Ele é um jovem (Wenderson) que está terminando direito, já e formado em administração, fez um belo trabalho na Ciretran, tem uma legião de amigos que cultivou ao longo dos seus 40 anos de vida. Eu também tenho meus amigos. Não transfiro todos, mas com certeza vou transferir uma boa parte de votos para ele. Tenho certeza absoluta que, se ele chegar (a ser eleito), vai herdar um legado de seriedade, de ética e de muita responsabilidade para com Petrolina”, concluiu.

Prorrogação de acordo entre prefeitura e instituições privadas de saúde é aprovado na Casa Plínio Amorim em meio a divergências entre oposicionistas e governistas

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Foto: Blog do Carlos Britto

A prorrogação do acordo de cooperação entre a Prefeitura de Petrolina e os hospitais e clínicas da cidade que têm planos de saúde e estão pendentes com o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) desde o último dia 31 de dezembro de 2018 colocou mais uma vez governistas e oposicionistas na Casa Plínio Amorim distantes de um consenso. Apesar disso o projeto de lei complementar 001/19 foi enviado pelo prefeito Miguel Coelho e aprovado facilmente na sessão plenária desta terça-feira (18), por 18 votos a zero.

Segundo o vereador Gilmar Santos (PT), a bancada de oposição ainda não tem os devidos detalhes quanto às dívidas dessas instituições, as quais foram transformadas em serviços – base do Programa Municipal ‘Saúde em Dia’, criado em 12 de junho do ano passado e que sofrerá essa alteração por conta da lei complementar aprovada hoje. “A gente não tem ainda, neste ano, informações suficientes para saber de que maneira esses serviços estão sendo prestados e a quantidade de beneficiários”, frisou.

Gilmar Santos disse ter apresentado na sessão de hoje um requerimento solicitando números sobre a dívida real das empresas que fazem parte do programa, além da lista de beneficiários em 2019, para a partir daí tomar um posicionamento acerca da população atendida pela iniciativa. “A gente não é contra a prestação desses serviços, até porque nossa população é carente. Os serviços públicos não dão conta. Mas ao mesmo tempo queremos mais informação, porque fica a interrogação de quem está sendo mais beneficiado: a população ou as empresas que devem milhões ao município”.

Presidente da Comissão de Saúde do Legislativo Municipal, o vereador Gilberto Freire (PR) discordou do colega. Segundo ele, o programa vem para melhorar a saúde pública de Petrolina, através de cirurgias e exames na rede particular, descontando esses serviços no tributo. O governista disse não ver necessidade de apresentar informações à oposição, haja vista as mais de 5 mil cirurgias oftalmológicas, além das de vesícula e próstata. “O projeto está só revogando a lei para dar continuidade a esse trabalho, que deu certo em 2018 e vamos continuar fazendo em 2019”, declarou. De qualquer forma, o requerimento de Gilmar foi aprovado por 19 votos a zero.

Secretária de Infraestrutura de PE assegura recuperação da malha viária do Perímetro Maria Tereza e garante: “Primeiro faz, depois discute responsabilidade”

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A secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos de Pernambuco, Fernandha Batista, disse que o governo do Estado não vai mais esperar a definição sobre de quem é a responsabilidade pela manutenção das estradas de acesso aos perímetros irrigados de Petrolina. Na visita feita ontem (10) à cidade para acompanhar os serviços do Programa ‘Caminhos de Pernambuco’, Fernandha afirmou que a essa discussão, entre o Estado e a Codevasf, será deixada em segundo plano.

Acompanhada do deputado estadual Lucas Ramos (PSB), do presidente do IPA Odacy Amorim, do gestor regional da Compesa João Raphael de Queiroz e do represente do DER-PE, Marcos Nóbrega, a secretária fez vistorias na área do Perímetro Maria Tereza e garantiu que o governador Paulo Câmara tomou a decisão de assumir a manutenção da rodovia de acesso à localidade.

Fernandha disse que o serviço será incluído no programa. Ela frisou que as obras de pavimentação naquela área foram feitas pela Companhia a um baixo custo, sem levar em conta detalhes relevantes, a exemplo do escoamento de frutas feitas por veículos pesados e de grande. “Não foi pensada uma estruturação de base e sub-base, ou seja, de uma estabilidade necessária para movimentação desse tipo de carga que acontece nessas rodovias”, justificou.

A secretária adiantou que o Estado, mesmo assim, fará a intervenção estrutural da malha viária dos perímetros, para só depois concluir a discussão com a Codevasf. “Não cabe não fazer a intervenção. A gente entende que isso viabiliza o desenvolvimento regional, o escoamento da produção, de forma significativa, porque somos exportadores. Então, a decisão do governador Paulo Câmara é fazer a intervenção enquanto se discute (a responsabilidade”, ponderou.

Secretária estadual de Infraestrutura vem a Petrolina acompanhar obras de pavimentação e anunciar boas novas

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Cumprindo nova agenda administrativa em Petrolina, a secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos de Pernambuco, Fernandha Batista, está trazendo boas notícias em relação a serviços de pavimentação asfáltica no município. Ele anunciou agora à tarde, no Distrito de Irrigação Nilo Coelho, a recuperação da malha viária do Perímetro de Irrigação Maria Tereza (KM-25), bem como das PEs 638 e 636.

Fernandha também veio acompanhar de perto a mobilização dos trabalhos iniciados há dez dias, com duas equipes, na PE-647 e na 626. “Cada equipe tem um a rota, que foi planejada, otimizada e pensando no aumento da produtividade”, destacou.

Em entrevista ao Blog, a gestora explicou que a ação faz parte do Programa ‘Caminhos de Pernambuco’, lançado no último dia 20 de maio pelo governador Paulo Câmara. Ao todo serão investidos R$ 505 milhões, até o ano de 2022, que contemplarão os 5.554 quilômetros que compõem a malha viária no Estado, totalizando 365 rodovias. “Antes mesmo do lançamento teve um trabalho de planejamento, de vistoria in loco de cada uma dessas rodovias”, frisou a secretária, acrescentando que o montante a ser investido pelo Estado baseou-se nesse diagnóstico. Somente neste primeiro ano, segundo Fernandha, serão aplicados R$ 120 milhões.

Além da recuperação da malha já existente, o programa inclui serviços de capinação, melhoria do sistema de funcionamento da drenagem e, por fim, a sinalização das rodovias. Ela explicou que esse acompanhamento que está fazendo hoje em Petrolina será contínuo em todo o Estado. “Dentro do primeiro ano do programa, a gente atinge 2 mil quilômetros de rodovias”, frisou Fernandha, que deixa claro sua satisfação em ver de perto a execução do programa.

Sertão

A secretária informou que, no Sertão, a sua pasta fará uma série de intervenções em momentos distintos. Além das duas PEs em Petrolina, ela citou obras relevantes como a que foi retomada na última semana, em Salgueiro, de acesso à comunidade rural de Conceição das Crioulas, e projetos bem encaminhados, a exemplo da pavimentação da PE-550, ligando Santa Maria da Boa Vista à Urimamã, e a PE-635, que liga Dormentes a Afrânio. “Esse projeto já está pronto e está no orçamento. Ainda esse ano, acho que no final de agosto, a gente estará publicando a licitação das obras”, previu Fernandha.

A secretária citou ainda, como prioridades, a pavimentação de um novo traçado rodoviário da PE-615 e da 630. Esta última, que virou até bandeira de luta na região (o Movimento Todos pela PE-630), terá como foco – segundo Fernandha – a pavimentação de 30 a 35 dos 148 quilômetros de extensão que compõem a rodovia. Outra obra reivindicada é a nova ponte de Bodocó, já que a antiga teve sua estrutura comprometida pelas fortes chuvas do ano passado. “Estamos em fase final de licitação. Sexta-feira, dia 7 de junho, foram entregues as propostas. Quatro empresas estão participando da licitação e, nos próximos dias, a gente está retomando a obra”, finalizou. Acompanharam a agenda da secretária em Petrolina o deputado estadual Lucas Ramos (PSB), o presidente do IPA, Odacy Amorim, o gestor regional da Compesa, João Raphael de Queiroz e o representante do DER-PE, Marcos Nóbrega.

Com atraso atípico, onda de frio começa a dar as caras em Petrolina e região

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O frio típico do período junino começou, enfim, a chegar a Petrolina e deve também tomar conta de outras cidades da região. O detalhe, porém, é que neste ano a temperatura mais baixa demorou a dar as caras na principal cidade do Sertão pernambucano. Normalmente essa frente fria inicia-se a partir de maio, mas somente agora apareceu.

De acordo com Emerson Damasceno, do Laboratório de Meteorologia da Univasf, esse atraso deve-se ao fenômeno do El Niño, o qual, desde o final de 2018, vem atuando de forma homogênea. “As consequências para nossa região é que a temperatura vem se mostrando mais elevada do que a média dos últimos dez anos”, explicou.

Damasceno disse acreditar em pouca possibilidade de chuvas durante os festejos juninos da cidade, a exemplo do que ocorreu em 2018. O meteorologista da Univasf argumentou, no entanto, que provavelmente pode garoar nesse período.

Em termos técnicos, ele explicou que o frio dessa madrugada e da noite anterior foi motivado por um sistema frontal, que entrou pela região Sul e depois se deslocou para o Oceano Atlântico. “O sistema de alta pressão que fica atrás do sistema frontal empurrou a frente fria para a costa da Bahia, e esse sistema de alta pressão está transportando ar frio aqui para a região”, detalhou. Apesar da mudança climática, Damasceno acredita que o frio em Petrolina não deverá ser tão intenso como o registrado há dois anos na cidade.

Gestor da Armup afirma que produção de água tratada em Petrolina daria para abastecer cidade por 35 anos e que prefeitura fez mais em rede coletora do que Compesa

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O diretor-presidente da Agência Reguladora Municipal de Petrolina (Armup), Rubem Franca, engrossou o repertório de críticas feitas pela população à Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa). Ao rebater as recentes declarações do gestor regional da empresa, João Raphael de Queiroz, a uma emissora de rádio, Franca apresentou números preocupantes sobre a constante falta d’água na cidade.

Em entrevista ao Programa Carlos Britto, na Rural FM, nesta sexta-feira (5), o gestor da Armup revelou que Petrolina produz atualmente 1.100 litros de água por segundo, através das três estações de tratamento existentes. Isso, segundo Franca, seria suficiente para abastecer a cidade pelos próximos 35 anos. “Não sou eu quem está dizendo. É o Plano Municipal de Saneamento Básico, que foi feito pela prefeitura e aprovado este ano”, declarou.

Por conta desses números, Franca considera “alarmante” a falta d’água em quase todas as comunidades de Petrolina, praticamente toda semana. O presidente da Armup foi mais além ao afirmar que o problema deve-se à falta de investimentos e à má gestão da Compesa em relação à rede de abastecimento da cidade.

Franca destacou ainda que a Companhia insiste em manter a tubulação de amianto (material já banido por lei, por causar danos à saúde humana), contrariando inclusive o termo aditivo ao contrato de concessão do plano de metas de 2007, firmado com a prefeitura, na gestão Odacy Amorim – o qual determinava a troca de toda a rede de tubulação de amianto da cidade. “Até hoje nada foi feito. O que ela (Compesa) tem feito são reparos. Estoura aqui, estoura ali, ela troca pela mesma rede de cimento amianto já banida da legislação brasileira. Isso é proibido, e ela insiste em não colocar redes em PVC e redes novas”, ponderou.

Nova empresa

Franca também adiantou sobre o processo de licitação da prefeitura com vistas à contratação de uma nova empresa para gerir o sistema de água e esgoto da cidade. Ele revelou que poderão participar do certame empresas nacionais ou internacionais, individualmente ou em consórcio. A vencedora garantiu o gestor, vai administrar exclusivamente o serviço em Petrolina – ao contrário da Compesa, que utiliza recursos arrecadados na cidade para cobrir outras consideradas deficitárias (o chamado ‘subsídio cruzado’). “Os recursos arrecadados aqui, serão aplicados aqui”, afirmou.

Apesar de se um órgão regulador, a Armup não consegue ter acesso a informações sobre investimentos da Compesa em Petrolina. Segundo Franca, somente em 2018 a empresa teve um faturamento líquido de R$ 105 milhões. Desse montante, a agência não tem conhecimento do que foi investido na cidade. “É uma caixa preta. Ela não nos informa. Só soubemos desse faturamento líquido porque solicitamos por meio judicial”, argumentou.

O presidente da Armup fez questão de elogiar a conduta do gestor da Compesa, o qual sempre se mostrou solícito em manter o diálogo com representantes da prefeitura, mas disse não aceitar que a Companhia tente passar aos petrolinenses que “fez tudo em relação ao serviço, e a prefeitura nada”. Franca citou, por exemplo, que dos cerca de 1.000 quilômetros de rede coletora implantada na cidade, em 45 anos de atuação da Compesa em Petrolina, 77% foram executados pela prefeitura, e apenas 3% pela empresa.

Petrolina
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