Ambulatório de Curativos Especiais de Juazeiro libera quase 37% de pacientes tratados

por Carlos Britto // 27 de junho de 2022 às 08:50

Foto: Ascom PMJ/Sesau divulgação

Quase 37% dos pacientes cadastrados no Ambulatório de Curativos Especiais da Secretaria de Saúde (Sesau) de Juazeiro (BA) já receberam alta do tratamento dos ferimentos complexos que vinham recebendo na unidade. O momento da alta no tratamento é muito aguardado por estes pacientes – que passam cinco, 10 e até 15 anos cuidando de ferimentos difíceis de serem tratados.

O secretário de Saúde, Fernando Costa, ressalta que o ambulatório “era um sonho antigo” da prefeita Suzana Ramos, justamente para atender uma demanda sensível da população do município. “É a primeira vez que a população de Juazeiro tem acesso a um serviço público especializado para o tratamento de ferimentos crônicos. Esse é o tratamento humanizado que tanto buscamos oferecer e que é reconhecido, sem dúvidas“, disse.

No ambulatório são tratados ferimentos mais complexos como úlceras de pé diabético, úlceras venosas e arteriais e feridas extensas traumáticas de acidentes, que têm um processo de cicatrização mais lento. “São feridas que não vinham sendo cuidadas adequadamente. O município teve esse ganho com o ambulatório e acolhe estes pacientes, que se sentem seguros e felizes quando recebem esta alta”, destacou a enfermeira especialista em curativos especiais, Tatiana Benevides.

Segundo ela, muitos dos pacientes que encerram o tratamento se emocionam. “Esses dias um senhor de 85 anos chorou quando eu dei a alta. Ele chorou e me abraçou. Isso para mim não tem preço. É extremamente compensatório“, disse Tatiana.

A comunitária Maria Helena da Silva mora no bairro Parque Residencial e faz o tratamento de uma úlcera que tem no pé. A paciente, que é diabética, conta que há mais de 12 anos tratava o ferimento. “Ela sara e volta de novo“, disse. No ambulatório há quatro meses, ela percebe uma significativa melhora e se mostra otimista quando à alta médica no tratamento. “Cheguei aqui ruim da perna, e hoje está bem melhor. Não achava a solução para esta perna. Eu pensava que iria perdê-la, fiquei com medo. Não vejo a hora de ver a alta. Esse lugar e essa profissional são uma benção“, contou a aposentada.

Demanda

A procura por este tipo de atendimento especializado tem aumentado. Inicialmente o Ambulatório atendia em torno de seis pacientes por dia. Atualmente são entre 10 e 12 pessoas com ferimentos complexos diariamente. Os atendimentos no ambulatório são realizados no período da tarde. O fluxo é de encaminhamento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Após a alta, o paciente é encaminhado novamente para a UBS, ou seja, quando o grau de complexidade não existe mais.

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