Chesf anuncia nova redução de vazão no Lago de Sobradinho

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) emitiu comunicado sobre nova redução da vazão do Lago de Sobradinho (BA). O novo cronograma aponta que a partir de 18 de maio, a vazão passará a 650 metros cúbicos por segundo (m³/s), chegando aos 600 m³/s em 29 de maio.

Os testes para essa redução mínima, que poderá chegar a novembro com 570 m³/s, já foram autorizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e Agência Nacional das Águas (ANA). A diminuição da vazão atingirá também o reservatório de Xingó. Atualmente a vazão de Sobradinho é de 700 m³/s.

A redução anunciada será feita em três etapas, sendo a última no final do mês. Conforme o superintendente de operação da Chesf, Tony Ulysses Formiga, o aviso é importante para que as comunidades ribeirinhas possam se preparar melhor e se adequar ao novo volume que será liberado pela Chesf para os reservatórios da região.

Em reunião na ANA, senador Fernando Bezerra respalda Ibama em reduzir novamente vazão de Sobradinho

A vazão defluente da Usina Hidrelétrica de Sobradinho (BA) deverá ser reduzida dos atuais 700 para 600 metros cúbicos por segundo (m³), na próxima semana, em caráter de teste. A decisão do Ibama foi antecipada nesta manhã (8) durante ampla reunião na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, que discutiu medidas para evitar o iminente colapso hídrico na Bacia do Rio São Francisco e contou com a participação do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE).

O objetivo do encontro – que, por videoconferência, reuniu especialistas do governo federal e de órgãos ambientais dos estados abastecidos pelo Velho Chico, além de procuradores do Ministério Público Federal (MPF) – foi encontrar soluções para minimizar os efeitos do sétimo ano consecutivo de seca prolongada; especialmente, no Nordeste. De acordo com o Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), o período de maio de 2015 até o início deste mês registrou precipitação abaixo de toda a média histórica na Bacia do São Francisco.

Além de apoiar a diminuição da vazão de Sobradinho para o maior armazenamento de água no lago da usina – garantindo-se, com isso, segurança hídrica à região – o líder do PSB e vice-líder do governo no Senado voltou a defender a “energização” dos flutuantes instalados no reservatório, ano passado, para o bombeamento de água à população local.

Para isso, Fernando Bezerra alertou que recursos financeiros sejam liberados de forma emergencial pela Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração Nacional. A ideia do senador é que os equipamentos passem a funcionar com energia elétrica ao invés de óleo diesel, tornando mais barata a manutenção dos flutuantes. “Tanto para os produtores de frutas do perímetro irrigado de Nilo Coelho, responsável por mais de 60 mil empregos na região de Petrolina, como para os órgãos captadores de águas nos estados de Pernambuco, Sergipe, Alagoas e Bahia”, observou o parlamentar, que representou a Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) do Congresso Nacional na reunião desta segunda-feira, na ANA.

Audiência

A decisão anunciada hoje pelo Ibama – que emitirá autorização especial para a redução da vazão de Sobradinho, nos próximos dias – é o primeiro resultado concreto da audiência pública realizada pela CMMC, no último dia 19, sob a condução de Fernando Bezerra. Na presidência e relatoria da CMMC – em 2015 e 2016, respectivamente – o senador coordenou dezenas de audiências destinadas a buscar soluções que evitassem o colapso hídrico no Nordeste. A instalação dos flutuantes no lago de Sobradinho, ano passado, ocorreu graças ao empenho de Bezerra Coelho junto a diferentes órgãos do governo federal.

No encontro, o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu Guillo, informou que um Decreto de Racionamento Preventivo será assinado pela Presidência da República para determinar que a ANA seja a responsável direta pelas ações de redução das vazões das usinas hidrelétricas. Segundo Andreu, o decreto é respaldado por um Aviso Interministerial já assinado pelo Ministério do Meio Ambiente e que também passará pelas Pastas de Minas e Energia, Integração Nacional e Transportes. “O objetivo deste decreto é tornar mais céleres medidas como esta, que garantam a segurança hídrica ao país, respeitando-se todas as questões ambientais e de abastecimento elétrico como também a qualidade da água para os múltiplos usos”, explicou o presidente da Agência.

Durante a reunião de hoje na ANA, técnicos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) demonstraram que as condições hidrológicas sinalizam que o período de 2016 a 2017 deverá ser confirmado como o pior ano seco da história. Os especialistas do ONS analisaram a situação das três usinas hidrelétricas na Bacia do São Francisco: Três Marias (MG), Sobradinho (BA e PE) e Xingó (AL e SE). Eles recomendaram que seja mantida a “minimização” da defluência dos reservatórios para a economia máxima de água.

Volume morto

Em relação a Sobradinho, o órgão alertou que, mantida a atual vazão de 700 metros cúbicos por segundo, o lago alcançará o chamado “volume morto” (reserva de água mais profunda, abaixo dos canos de captação) no próximo mês de setembro. Para que isto não ocorra e a reserva útil de Sobradinho esteja assegurada até dezembro (início do período chuvoso), a orientação do Operador é que a defluência da usina fique, a partir do próximo mês de junho, entre 510 e 530 metros por segundo. Defensor da medida, o senador Fernando Bezerra Coelho solicitou que o ONS estude as possibilidades de diminuição da referida vazão, para estes parâmetros, o mais rapidamente possível.

Coordenador do Grupo de Trabalho de Revitalização do São Francisco no MPF, o procurador da República em Minas Gerais, Antônio Arthur Mendes, elogiou a atuação do senador Fernando Bezerra Coelho nas ações de prevenção ao colapso hídrico na Bacia do Velho Chico. “É muito importante esta participação direta de parlamentares junto aos diferentes órgãos de governo responsáveis pela gestão da água no país”, destacou Mendes.

Também participaram da reunião de hoje, procuradores do MPF em Pernambuco e Sergipe, além de representantes de senadores e deputados da região do São Francisco, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), dos distritos irrigados de Nilo Coelho (PE) e Jaíba (MG), da Universidade Federal da Bahia, da Marinha, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Companhia dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e dos ministérios de Minas e Energia, Integração e Transportes. As informações são da assessoria. (Foto/divulgação)

Em audiência no Senado, representante da ANA diz que Sobradinho pode sofrer nova redução na vazão

Por sugestão do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), a Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) do Congresso Nacional debateu, nesta tarde (19), soluções para o enfrentamento à progressiva crise hídrica no Vale do São Francisco. A redução da vazão de saída da usina hidrelétrica de Sobradinho (BA), dos atuais 700 para 600 metros cúbicos por segundo (m³/s) por segundo foi a principal medida emergencial apontada por Fernando Bezerra e pelos especialistas convidados à audiência pública como forma de preservar o lago da barragem, um dos mais importantes fornecedores de água à região.

Além desta ação, o senador – que conduziu os debates na CMMC – também defendeu o que ele chamou de “energização” dos flutuantes instalados no reservatório de Sobradinho, ano passado, para o bombeamento de água à população local. A ideia de Bezerra Coelho é que os equipamentos passem a funcionar com energia elétrica ao invés de óleo diesel, tornando mais barata a manutenção dos flutuantes. “Os efeitos das mudanças climáticas estão comprovados pela série histórica da hidrologia na Bacia do São Francisco; principalmente, ao longo dos últimos sete anos”, observou. “Este cenário exige um esforço conjunto por parte de todos os órgãos que, conjuntamente, podem evitar o colapso hídrico naquela região”, acrescentou o líder do PSB e vice-líder do governo no Senado.

Para a audiência pública de hoje, foram convidados o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata; o gerente de Operações e Eventos Críticos da Agência Nacional de Águas (ANA), Joaquim Gondim Filho; o diretor de Operação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique Franklin Neto; a presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Kênia Régia Marcelino; e o presidente do Conselho de Administração do Distrito de Irrigação Nilo Coelho (Dinc), Amauri José da Silva.

De acordo com a ANA, a redução da vazão de Sobradinho poderá ser autorizada já na próxima semana, se o Ibama também for favorável à medida. Segundo a presidente da Codevasf, Kênia Marcelino, a adaptação do sistema de funcionamento dos flutuantes está em estudo pelo órgão e deverá custar cerca de R$ 1 milhão. Ela fez um balanço das ações e dos investimentos do órgão para a minimização dos efeitos da crise hídrica nos estados abrangidos pela Codevasf e defendeu a revitalização e preservação das bacias hidrográficas como “medida permanente”.

Na presidência e relatoria da CMMC – em 2015 e 2016, respectivamente – Fernando Bezerra coordenou dezenas de audiências públicas destinadas a buscar soluções que evitassem o colapso hídrico no Nordeste. Um dos resultados dos debates e do empenho do senador junto a diferentes órgãos do governo federal foi a instalação dos flutuantes no Lago de Sobradinho.

Conforme explicou o senador, a necessidade de bombeamento de água do chamado “volume morto” do lago (abaixo dos níveis mínimos de geração de energia pela usina), este ano, deverá ser confirmada em setembro ou outubro, quando o período de seca alcança o estágio mais crítico. “É preciso nos anteciparmos aos cenários previstos para que a água seja garantida ao uso múltiplo, desde o abastecimento humano até a irrigação e o consumo animal”, destacou o senador.

Dados preocupantes

Dados apresentados pela Chesf, durante a audiência pública, demonstram que a vazão de saída de água de Sobradinho caiu de 1,5 mil m³/s, em 2013, para 700 m³/s, este ano. Amauri Silva, do Dinc, ressaltou “extrema preocupação” com esta realidade. “Que piora ano a ano”, lamentou. Segundo Luiz Eduardo Barata, do ONS, o abastecimento elétrico no Nordeste está garantido. “Contudo, estamos em alerta”, afirmou. Presente à audiência, o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) sugeriu a dessalinização da água mar e o uso de águas subterrâneas como alternativas para a crise hídrica. Para Joaquim Gondim Filho, da ANA, os custos do processo de dessalinização ainda dificultam a utilização do processo. “Quanto às águas subterrâneas, é preciso ter cautela, uma vez que elas alimentam os rios e precisam ser preservadas”, ponderou. (foto: Assessoria parlamentar/divulgação)

Redução de vazão de Sobradinho já limita negócios no Vale

A redução da vazão do Lago de Sobradinho, na Bahia, já está se tornando um limitador do crescimento de algumas empresas localizadas abaixo do reservatório que precisam da água do São Francisco para as suas atividades, como as situadas em Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande, no Sertão.

“Deixei de fechar um contrato de um plantio de mandioca pela insegurança na captação da água”, diz o empresário e presidente da Associação dos Produtores do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto.

Desde a última quarta-feira, 22, a vazão de Sobradinho passou a ser de 650 metros cúbicos por segundo, a mais baixa da história. E não vai parar por aí. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) está analisando a possibilidade de reduzir a vazão a 600 metros cúbicos por segundo.

O contrato que Gualberto deixou de fechar era para plantar mandioca numa parte da sua propriedade. “Teremos que fazer uma obra de engenharia para continuar captando a água com a vazão reduzida que começou na semana passada”, resumiu o empresário. Segundo ele, essa adaptação para captar a água num nível mais baixo poderá custar até R$ 1 milhão.

Gualberto é diretor da Fazenda Milano, uma das pioneiras no Vale do São Francisco em Santa Maria da Boa Vista, sertão do São Francisco. Atualmente, a empresa cultiva mil hectares irrigados. “Estou há quase 50 anos na região. Não me lembro de outra estiagem igual a essa. Estamos indo para o 6º ano de chuvas insuficientes”, conta.

Redução

A diminuição da vazão de Sobradinho está sendo analisada pela Chesf porque o lago estava com 15,22% do seu volume útil na última quinta-feira, 23. Há um ano, era 32,80%. “Este ano, as chuvas foram mais fracas. Estamos monitorando e, se tudo tiver normal, a vazão deve ficar em 600 metros cúbicos por segundo. O objetivo é garantir a segurança hídrica dos demais usuários do São Francisco”, conta o diretor de Operação da Chesf, João Henrique Franklin.

O período chuvoso da área que abastece o São Francisco (em Minas Gerais e na Bahia) vai até maio. De junho a novembro, é o período seco. Ou seja, está acabando mais um período chuvoso e o Lago de Sobradinho está com a quantidade de água no mesmo patamar a de 2015, quando tinha 17,92% do seu volume útil no dia 23 de março. Naquele ano, o lago chegou a pouco mais de 1% do seu volume útil em dezembro.

João Henrique diz que não há risco de racionamento de energia, porque as térmicas e eólicas estão produzindo 50% da energia consumida na região. No entanto, a Chesf está gerando menos nas suas hidrelétricas por falta de água. (Com informações do JC Online)

Após diminuir vazão, Lago de Sobradinho atinge novamente 14% de sua capacidade

O nível do Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, voltou a subir. No mês de janeiro último, a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) aumentou a vazão do reservatório para aumentar o nível do Lago de Itaparica, da Usina de Luiz Gonzaga, em Petrolândia (PE), o que diminuiu consideravelmente o nível d’água no lago baiano.

A defluência (água que sai) praticada no Lago de Sobradinho foi de 1.200 metros cúbicos por segundo (m³/s), acumulando água em Itaparica. Após Itaparica atingir o patamar de 20%, a Chesf reduziu novamente a vazão de Sobradinho para 700 m³/s. De acordo com boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS),  Sobradinho está com 14,22% de sua capacidade, enquanto Itaparica está com 22,71%.

Chesf aumenta vazão da Barragem de Sobradinho, apesar da baixa no lago

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) bem que poderia explicar por que a Barragem de Sobradinho aumentou absurdamente sua vazão, já que o lago de Sobradinho registra baixa no seu volume de água. O reservatório registra queda de 14% para 11% de volume acumulado.

Já surgiram boatos de que o volume liberado seria para uma festa popular na cidade de Penedo (AL) ou para “salvar” a Barragem de Itaparica, que estaria em estado crítico. E a Chesf, diz o que? O Blog espera resposta. (foto/arquivo reprodução)

Lago de Sobradinho mostra recuperação e inicia 2017 com quase 13% de sua capacidade

O ano começou com uma boa notícia. O Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, vem se recuperando e o nível d’água chegou a 12,92% de seu volume útil, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A  previsão é de que o volume continue aumentando, já que foi autorizada a redução da vazão de 750 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 700 (m³/s). A expectativa é de que a redução da defluência entre em vigor nesta terça-feira (3), como informou o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) no final de dezembro.

A medida, solicitada pelo setor elétrico, com o argumento de que somente assim seria possível garantir os usos múltiplos das águas, recebeu o aval do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que analisou os possíveis impactos que a vazão poderá provocar ao ecossistema. O órgão ambiental estabeleceu algumas condições à Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), responsável pela administração dos reservatórios, a exemplo de estudos sobre o monitoramento das águas, antes de autorizar a diminuição da vazão. (foto/reprodução)

Lago de Sobradinho atinge novamente 10% de sua capacidade

lago de sobradinho - chesfO volume de água no Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, finalmente voltou a subir, como já previa a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Segundo informações, nesta quinta-feira (22) o nível voltou a atingir 10% de seu volume útil.

O Operador Nacional do Sistema (ONS) destacou que, com a diminuição da vazão de 800 para 700 m³/s, o nível da barragem foi aumentando lentamente, porém o leito à jusante vai ficando mais seco. Já o reservatório de Três Marias (MG) está com 23,11% de volume útil, enquanto o reservatório Luiz Gonzaga tem 12,48% de sua capacidade.

Vazão do Lago de Sobradinho será reduzida para 700m³/s no início de janeiro

A defluência do Rio São Francisco, nos reservatórios de Sobradinho, no norte da Bahia, e Xingó, entre Alagoas e Sergipe, será reduzida a partir da zero hora do dia 3 de janeiro de 2017 para 700 metros cúbicos por segundo (m³/s). A decisão foi confirmada na segunda-feira (19), durante reunião da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília (DF), transmitida por videoconferência para os estados da bacia do São Francisco.

A medida, solicitada pelo setor elétrico, com o argumento de que somente assim seria possível garantir os usos múltiplos das águas, recebeu o aval do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que analisou os possíveis impactos que a vazão poderá provocar ao ecossistema. O órgão ambiental estabeleceu algumas condições à Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), responsável pela administração dos reservatórios, a exemplo de estudos sobre o monitoramento das águas, antes de autorizar a diminuição da vazão.

Com isso, a defluência do Velho Chico passará do patamar atual, de 750m3/s, para 700 m³/s. A representação da Marinha na região do Baixo São Francisco anunciou que não tem poderes para autorizar ou proibir a mudança na vazão. Entretanto, comunicou aos órgãos participantes da reunião que registrou o surgimento de novos bancos de areia e a dificuldade para o funcionamento das balsas que fazem a ligação entre municípios dos estados de Alagoas e Sergipe.

De acordo com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), logo após a confirmação do novo limite da defluência, a Chesf encaminhou ofício comunicando a medida aos envolvidos no processo e que são impactados direta ou diretamente por ela. Devido a crise hídrica e a forte estiagem que atinge a bacia hidrográfica do São Francisco, a vazão do rio vem sendo reduzida paulatinamente desde 2013, quando saiu do nível de 1.300 m³/s.

Cenário

Ainda na reunião promovida pela ANA, os técnicos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apresentaram os estudos realizados semanalmente sobre o cenário de chuvas para a bacia do São Francisco. A previsão para as próximas duas semanas é de redução no registro de chuvas, após a ocorrência de uma precipitação favorável no Alto São Francisco. De acordo com os técnicos, os relatórios apontam para um cenário em que o reservatório de Três Marias, em Minas Gerais, terá acumulado uma média de 25% de sua capacidade até o dia 1º de janeiro, e de 12,6%, no mesmo período, em Sobradinho. Nova reunião para continuar discutindo a questão está marcada para as 10h do dia 2 de janeiro. (foto/reprodução)

Chuvas evitam nova redução de vazão do Rio São Francisco

O registro de chuvas na bacia do Rio São Francisco nos últimos evitou uma nova vazão do chamado Rio São Francisco no Reservatório de Sobradinho (BA). A decisão foi anunciada ontem (28), durante reunião de avaliação dos efeitos da vazão reduzida, promovida em Brasília (DF), pela Agência Nacional de Águas (ANA), e transmitida por videoconferência para os estados da bacia. Há algumas semanas, quando foi autorizada a redução da defluência, a programação era para uma vazão de 750 metros cúbicos por segundo (m³/s) a partir do dia 21, na semana passada, chegando a 700m³/s a partir de ontem.

A equipe técnica da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) apresentou um relatório com fotos sobre a vistoria no Baixo São Francisco, para avaliar os efeitos da defluência de 750 m³/s durante a primeira semana da medida. De acordo com a apresentação, houve o registro de banco arenoso emergindo nas proximidades da cidade de Juazeiro e presença de retroescavadeiras para garantir a captação de água para a Companhia de Abastecimento de Sergipe (Deso), entre outros reflexos.

Por outro lado, também devido às chuvas, a defluência no reservatório de Três Marias, em Minas Gerais, será reduzida paulatinamente, até atingir o patamar de 165 m³/s. Durante a reunião, técnicos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) contestaram a informação veiculada em órgãos de comunicação de que há previsão do fenômeno La Niña na bacia do São Francisco. De acordo com as informações, a precipitação será muito pequena, motivo pelo qual não dá para classificar como o fenômeno.

Cenários previstos

Durante a reunião da ANA também houve apresentação dos cenários previstos para o ano de 2017. Conforme os técnicos da área, a expectativa é de que o nível de armazenamento no reservatório de Sobradinho varie entre 9% e 12% e em Três Marias, entre 20% e 28%. Com isso, o cenário aponta que, com a vazão variando entre 800m³/s e 700m³/s em 2017, em dezembro do próximo ano o nível de armazenamento representará 10% da capacidade do reservatório. Nova reunião para discutir o tema está marcada para a próxima segunda-feira (5/12), a partir das 10h, igualmente transmitida por videoconferência. (foto/arquivo reprodução)

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