Chesf anuncia nova redução de vazão no Lago de Sobradinho

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) emitiu comunicado sobre nova redução da vazão do Lago de Sobradinho (BA). O novo cronograma aponta que a partir de 18 de maio, a vazão passará a 650 metros cúbicos por segundo (m³/s), chegando aos 600 m³/s em 29 de maio.

Os testes para essa redução mínima, que poderá chegar a novembro com 570 m³/s, já foram autorizados pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) e Agência Nacional das Águas (ANA). A diminuição da vazão atingirá também o reservatório de Xingó. Atualmente a vazão de Sobradinho é de 700 m³/s.

A redução anunciada será feita em três etapas, sendo a última no final do mês. Conforme o superintendente de operação da Chesf, Tony Ulysses Formiga, o aviso é importante para que as comunidades ribeirinhas possam se preparar melhor e se adequar ao novo volume que será liberado pela Chesf para os reservatórios da região.

Em reunião na ANA, senador Fernando Bezerra respalda Ibama em reduzir novamente vazão de Sobradinho

A vazão defluente da Usina Hidrelétrica de Sobradinho (BA) deverá ser reduzida dos atuais 700 para 600 metros cúbicos por segundo (m³), na próxima semana, em caráter de teste. A decisão do Ibama foi antecipada nesta manhã (8) durante ampla reunião na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, que discutiu medidas para evitar o iminente colapso hídrico na Bacia do Rio São Francisco e contou com a participação do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE).

O objetivo do encontro – que, por videoconferência, reuniu especialistas do governo federal e de órgãos ambientais dos estados abastecidos pelo Velho Chico, além de procuradores do Ministério Público Federal (MPF) – foi encontrar soluções para minimizar os efeitos do sétimo ano consecutivo de seca prolongada; especialmente, no Nordeste. De acordo com o Centro de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), o período de maio de 2015 até o início deste mês registrou precipitação abaixo de toda a média histórica na Bacia do São Francisco.

Além de apoiar a diminuição da vazão de Sobradinho para o maior armazenamento de água no lago da usina – garantindo-se, com isso, segurança hídrica à região – o líder do PSB e vice-líder do governo no Senado voltou a defender a “energização” dos flutuantes instalados no reservatório, ano passado, para o bombeamento de água à população local.

Para isso, Fernando Bezerra alertou que recursos financeiros sejam liberados de forma emergencial pela Defesa Civil, vinculada ao Ministério da Integração Nacional. A ideia do senador é que os equipamentos passem a funcionar com energia elétrica ao invés de óleo diesel, tornando mais barata a manutenção dos flutuantes. “Tanto para os produtores de frutas do perímetro irrigado de Nilo Coelho, responsável por mais de 60 mil empregos na região de Petrolina, como para os órgãos captadores de águas nos estados de Pernambuco, Sergipe, Alagoas e Bahia”, observou o parlamentar, que representou a Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) do Congresso Nacional na reunião desta segunda-feira, na ANA.

Audiência

A decisão anunciada hoje pelo Ibama – que emitirá autorização especial para a redução da vazão de Sobradinho, nos próximos dias – é o primeiro resultado concreto da audiência pública realizada pela CMMC, no último dia 19, sob a condução de Fernando Bezerra. Na presidência e relatoria da CMMC – em 2015 e 2016, respectivamente – o senador coordenou dezenas de audiências destinadas a buscar soluções que evitassem o colapso hídrico no Nordeste. A instalação dos flutuantes no lago de Sobradinho, ano passado, ocorreu graças ao empenho de Bezerra Coelho junto a diferentes órgãos do governo federal.

No encontro, o diretor-presidente da Agência Nacional de Águas, Vicente Andreu Guillo, informou que um Decreto de Racionamento Preventivo será assinado pela Presidência da República para determinar que a ANA seja a responsável direta pelas ações de redução das vazões das usinas hidrelétricas. Segundo Andreu, o decreto é respaldado por um Aviso Interministerial já assinado pelo Ministério do Meio Ambiente e que também passará pelas Pastas de Minas e Energia, Integração Nacional e Transportes. “O objetivo deste decreto é tornar mais céleres medidas como esta, que garantam a segurança hídrica ao país, respeitando-se todas as questões ambientais e de abastecimento elétrico como também a qualidade da água para os múltiplos usos”, explicou o presidente da Agência.

Durante a reunião de hoje na ANA, técnicos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) demonstraram que as condições hidrológicas sinalizam que o período de 2016 a 2017 deverá ser confirmado como o pior ano seco da história. Os especialistas do ONS analisaram a situação das três usinas hidrelétricas na Bacia do São Francisco: Três Marias (MG), Sobradinho (BA e PE) e Xingó (AL e SE). Eles recomendaram que seja mantida a “minimização” da defluência dos reservatórios para a economia máxima de água.

Volume morto

Em relação a Sobradinho, o órgão alertou que, mantida a atual vazão de 700 metros cúbicos por segundo, o lago alcançará o chamado “volume morto” (reserva de água mais profunda, abaixo dos canos de captação) no próximo mês de setembro. Para que isto não ocorra e a reserva útil de Sobradinho esteja assegurada até dezembro (início do período chuvoso), a orientação do Operador é que a defluência da usina fique, a partir do próximo mês de junho, entre 510 e 530 metros por segundo. Defensor da medida, o senador Fernando Bezerra Coelho solicitou que o ONS estude as possibilidades de diminuição da referida vazão, para estes parâmetros, o mais rapidamente possível.

Coordenador do Grupo de Trabalho de Revitalização do São Francisco no MPF, o procurador da República em Minas Gerais, Antônio Arthur Mendes, elogiou a atuação do senador Fernando Bezerra Coelho nas ações de prevenção ao colapso hídrico na Bacia do Velho Chico. “É muito importante esta participação direta de parlamentares junto aos diferentes órgãos de governo responsáveis pela gestão da água no país”, destacou Mendes.

Também participaram da reunião de hoje, procuradores do MPF em Pernambuco e Sergipe, além de representantes de senadores e deputados da região do São Francisco, do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), dos distritos irrigados de Nilo Coelho (PE) e Jaíba (MG), da Universidade Federal da Bahia, da Marinha, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Companhia dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e dos ministérios de Minas e Energia, Integração e Transportes. As informações são da assessoria. (Foto/divulgação)

Em audiência no Senado, representante da ANA diz que Sobradinho pode sofrer nova redução na vazão

Por sugestão do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), a Comissão Mista sobre Mudanças Climáticas (CMMC) do Congresso Nacional debateu, nesta tarde (19), soluções para o enfrentamento à progressiva crise hídrica no Vale do São Francisco. A redução da vazão de saída da usina hidrelétrica de Sobradinho (BA), dos atuais 700 para 600 metros cúbicos por segundo (m³/s) por segundo foi a principal medida emergencial apontada por Fernando Bezerra e pelos especialistas convidados à audiência pública como forma de preservar o lago da barragem, um dos mais importantes fornecedores de água à região.

Além desta ação, o senador – que conduziu os debates na CMMC – também defendeu o que ele chamou de “energização” dos flutuantes instalados no reservatório de Sobradinho, ano passado, para o bombeamento de água à população local. A ideia de Bezerra Coelho é que os equipamentos passem a funcionar com energia elétrica ao invés de óleo diesel, tornando mais barata a manutenção dos flutuantes. “Os efeitos das mudanças climáticas estão comprovados pela série histórica da hidrologia na Bacia do São Francisco; principalmente, ao longo dos últimos sete anos”, observou. “Este cenário exige um esforço conjunto por parte de todos os órgãos que, conjuntamente, podem evitar o colapso hídrico naquela região”, acrescentou o líder do PSB e vice-líder do governo no Senado.

Para a audiência pública de hoje, foram convidados o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata; o gerente de Operações e Eventos Críticos da Agência Nacional de Águas (ANA), Joaquim Gondim Filho; o diretor de Operação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique Franklin Neto; a presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Kênia Régia Marcelino; e o presidente do Conselho de Administração do Distrito de Irrigação Nilo Coelho (Dinc), Amauri José da Silva.

De acordo com a ANA, a redução da vazão de Sobradinho poderá ser autorizada já na próxima semana, se o Ibama também for favorável à medida. Segundo a presidente da Codevasf, Kênia Marcelino, a adaptação do sistema de funcionamento dos flutuantes está em estudo pelo órgão e deverá custar cerca de R$ 1 milhão. Ela fez um balanço das ações e dos investimentos do órgão para a minimização dos efeitos da crise hídrica nos estados abrangidos pela Codevasf e defendeu a revitalização e preservação das bacias hidrográficas como “medida permanente”.

Na presidência e relatoria da CMMC – em 2015 e 2016, respectivamente – Fernando Bezerra coordenou dezenas de audiências públicas destinadas a buscar soluções que evitassem o colapso hídrico no Nordeste. Um dos resultados dos debates e do empenho do senador junto a diferentes órgãos do governo federal foi a instalação dos flutuantes no Lago de Sobradinho.

Conforme explicou o senador, a necessidade de bombeamento de água do chamado “volume morto” do lago (abaixo dos níveis mínimos de geração de energia pela usina), este ano, deverá ser confirmada em setembro ou outubro, quando o período de seca alcança o estágio mais crítico. “É preciso nos anteciparmos aos cenários previstos para que a água seja garantida ao uso múltiplo, desde o abastecimento humano até a irrigação e o consumo animal”, destacou o senador.

Dados preocupantes

Dados apresentados pela Chesf, durante a audiência pública, demonstram que a vazão de saída de água de Sobradinho caiu de 1,5 mil m³/s, em 2013, para 700 m³/s, este ano. Amauri Silva, do Dinc, ressaltou “extrema preocupação” com esta realidade. “Que piora ano a ano”, lamentou. Segundo Luiz Eduardo Barata, do ONS, o abastecimento elétrico no Nordeste está garantido. “Contudo, estamos em alerta”, afirmou. Presente à audiência, o deputado Otávio Leite (PSDB-RJ) sugeriu a dessalinização da água mar e o uso de águas subterrâneas como alternativas para a crise hídrica. Para Joaquim Gondim Filho, da ANA, os custos do processo de dessalinização ainda dificultam a utilização do processo. “Quanto às águas subterrâneas, é preciso ter cautela, uma vez que elas alimentam os rios e precisam ser preservadas”, ponderou. (foto: Assessoria parlamentar/divulgação)

Redução de vazão de Sobradinho já limita negócios no Vale

A redução da vazão do Lago de Sobradinho, na Bahia, já está se tornando um limitador do crescimento de algumas empresas localizadas abaixo do reservatório que precisam da água do São Francisco para as suas atividades, como as situadas em Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande, no Sertão.

“Deixei de fechar um contrato de um plantio de mandioca pela insegurança na captação da água”, diz o empresário e presidente da Associação dos Produtores do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto.

Desde a última quarta-feira, 22, a vazão de Sobradinho passou a ser de 650 metros cúbicos por segundo, a mais baixa da história. E não vai parar por aí. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) está analisando a possibilidade de reduzir a vazão a 600 metros cúbicos por segundo.

O contrato que Gualberto deixou de fechar era para plantar mandioca numa parte da sua propriedade. “Teremos que fazer uma obra de engenharia para continuar captando a água com a vazão reduzida que começou na semana passada”, resumiu o empresário. Segundo ele, essa adaptação para captar a água num nível mais baixo poderá custar até R$ 1 milhão.

Gualberto é diretor da Fazenda Milano, uma das pioneiras no Vale do São Francisco em Santa Maria da Boa Vista, sertão do São Francisco. Atualmente, a empresa cultiva mil hectares irrigados. “Estou há quase 50 anos na região. Não me lembro de outra estiagem igual a essa. Estamos indo para o 6º ano de chuvas insuficientes”, conta.

Redução

A diminuição da vazão de Sobradinho está sendo analisada pela Chesf porque o lago estava com 15,22% do seu volume útil na última quinta-feira, 23. Há um ano, era 32,80%. “Este ano, as chuvas foram mais fracas. Estamos monitorando e, se tudo tiver normal, a vazão deve ficar em 600 metros cúbicos por segundo. O objetivo é garantir a segurança hídrica dos demais usuários do São Francisco”, conta o diretor de Operação da Chesf, João Henrique Franklin.

O período chuvoso da área que abastece o São Francisco (em Minas Gerais e na Bahia) vai até maio. De junho a novembro, é o período seco. Ou seja, está acabando mais um período chuvoso e o Lago de Sobradinho está com a quantidade de água no mesmo patamar a de 2015, quando tinha 17,92% do seu volume útil no dia 23 de março. Naquele ano, o lago chegou a pouco mais de 1% do seu volume útil em dezembro.

João Henrique diz que não há risco de racionamento de energia, porque as térmicas e eólicas estão produzindo 50% da energia consumida na região. No entanto, a Chesf está gerando menos nas suas hidrelétricas por falta de água. (Com informações do JC Online)

Após diminuir vazão, Lago de Sobradinho atinge novamente 14% de sua capacidade

O nível do Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, voltou a subir. No mês de janeiro último, a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) aumentou a vazão do reservatório para aumentar o nível do Lago de Itaparica, da Usina de Luiz Gonzaga, em Petrolândia (PE), o que diminuiu consideravelmente o nível d’água no lago baiano.

A defluência (água que sai) praticada no Lago de Sobradinho foi de 1.200 metros cúbicos por segundo (m³/s), acumulando água em Itaparica. Após Itaparica atingir o patamar de 20%, a Chesf reduziu novamente a vazão de Sobradinho para 700 m³/s. De acordo com boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS),  Sobradinho está com 14,22% de sua capacidade, enquanto Itaparica está com 22,71%.

Chesf aumenta vazão da Barragem de Sobradinho, apesar da baixa no lago

A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) bem que poderia explicar por que a Barragem de Sobradinho aumentou absurdamente sua vazão, já que o lago de Sobradinho registra baixa no seu volume de água. O reservatório registra queda de 14% para 11% de volume acumulado.

Já surgiram boatos de que o volume liberado seria para uma festa popular na cidade de Penedo (AL) ou para “salvar” a Barragem de Itaparica, que estaria em estado crítico. E a Chesf, diz o que? O Blog espera resposta. (foto/arquivo reprodução)

Lago de Sobradinho mostra recuperação e inicia 2017 com quase 13% de sua capacidade

O ano começou com uma boa notícia. O Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, vem se recuperando e o nível d’água chegou a 12,92% de seu volume útil, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A  previsão é de que o volume continue aumentando, já que foi autorizada a redução da vazão de 750 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 700 (m³/s). A expectativa é de que a redução da defluência entre em vigor nesta terça-feira (3), como informou o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) no final de dezembro.

A medida, solicitada pelo setor elétrico, com o argumento de que somente assim seria possível garantir os usos múltiplos das águas, recebeu o aval do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que analisou os possíveis impactos que a vazão poderá provocar ao ecossistema. O órgão ambiental estabeleceu algumas condições à Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), responsável pela administração dos reservatórios, a exemplo de estudos sobre o monitoramento das águas, antes de autorizar a diminuição da vazão. (foto/reprodução)

Lago de Sobradinho atinge novamente 10% de sua capacidade

lago de sobradinho - chesfO volume de água no Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, finalmente voltou a subir, como já previa a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Segundo informações, nesta quinta-feira (22) o nível voltou a atingir 10% de seu volume útil.

O Operador Nacional do Sistema (ONS) destacou que, com a diminuição da vazão de 800 para 700 m³/s, o nível da barragem foi aumentando lentamente, porém o leito à jusante vai ficando mais seco. Já o reservatório de Três Marias (MG) está com 23,11% de volume útil, enquanto o reservatório Luiz Gonzaga tem 12,48% de sua capacidade.

Vazão do Lago de Sobradinho será reduzida para 700m³/s no início de janeiro

A defluência do Rio São Francisco, nos reservatórios de Sobradinho, no norte da Bahia, e Xingó, entre Alagoas e Sergipe, será reduzida a partir da zero hora do dia 3 de janeiro de 2017 para 700 metros cúbicos por segundo (m³/s). A decisão foi confirmada na segunda-feira (19), durante reunião da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília (DF), transmitida por videoconferência para os estados da bacia do São Francisco.

A medida, solicitada pelo setor elétrico, com o argumento de que somente assim seria possível garantir os usos múltiplos das águas, recebeu o aval do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que analisou os possíveis impactos que a vazão poderá provocar ao ecossistema. O órgão ambiental estabeleceu algumas condições à Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), responsável pela administração dos reservatórios, a exemplo de estudos sobre o monitoramento das águas, antes de autorizar a diminuição da vazão.

Com isso, a defluência do Velho Chico passará do patamar atual, de 750m3/s, para 700 m³/s. A representação da Marinha na região do Baixo São Francisco anunciou que não tem poderes para autorizar ou proibir a mudança na vazão. Entretanto, comunicou aos órgãos participantes da reunião que registrou o surgimento de novos bancos de areia e a dificuldade para o funcionamento das balsas que fazem a ligação entre municípios dos estados de Alagoas e Sergipe.

De acordo com o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), logo após a confirmação do novo limite da defluência, a Chesf encaminhou ofício comunicando a medida aos envolvidos no processo e que são impactados direta ou diretamente por ela. Devido a crise hídrica e a forte estiagem que atinge a bacia hidrográfica do São Francisco, a vazão do rio vem sendo reduzida paulatinamente desde 2013, quando saiu do nível de 1.300 m³/s.

Cenário

Ainda na reunião promovida pela ANA, os técnicos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apresentaram os estudos realizados semanalmente sobre o cenário de chuvas para a bacia do São Francisco. A previsão para as próximas duas semanas é de redução no registro de chuvas, após a ocorrência de uma precipitação favorável no Alto São Francisco. De acordo com os técnicos, os relatórios apontam para um cenário em que o reservatório de Três Marias, em Minas Gerais, terá acumulado uma média de 25% de sua capacidade até o dia 1º de janeiro, e de 12,6%, no mesmo período, em Sobradinho. Nova reunião para continuar discutindo a questão está marcada para as 10h do dia 2 de janeiro. (foto/reprodução)

Chuvas evitam nova redução de vazão do Rio São Francisco

O registro de chuvas na bacia do Rio São Francisco nos últimos evitou uma nova vazão do chamado Rio São Francisco no Reservatório de Sobradinho (BA). A decisão foi anunciada ontem (28), durante reunião de avaliação dos efeitos da vazão reduzida, promovida em Brasília (DF), pela Agência Nacional de Águas (ANA), e transmitida por videoconferência para os estados da bacia. Há algumas semanas, quando foi autorizada a redução da defluência, a programação era para uma vazão de 750 metros cúbicos por segundo (m³/s) a partir do dia 21, na semana passada, chegando a 700m³/s a partir de ontem.

A equipe técnica da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) apresentou um relatório com fotos sobre a vistoria no Baixo São Francisco, para avaliar os efeitos da defluência de 750 m³/s durante a primeira semana da medida. De acordo com a apresentação, houve o registro de banco arenoso emergindo nas proximidades da cidade de Juazeiro e presença de retroescavadeiras para garantir a captação de água para a Companhia de Abastecimento de Sergipe (Deso), entre outros reflexos.

Por outro lado, também devido às chuvas, a defluência no reservatório de Três Marias, em Minas Gerais, será reduzida paulatinamente, até atingir o patamar de 165 m³/s. Durante a reunião, técnicos do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) contestaram a informação veiculada em órgãos de comunicação de que há previsão do fenômeno La Niña na bacia do São Francisco. De acordo com as informações, a precipitação será muito pequena, motivo pelo qual não dá para classificar como o fenômeno.

Cenários previstos

Durante a reunião da ANA também houve apresentação dos cenários previstos para o ano de 2017. Conforme os técnicos da área, a expectativa é de que o nível de armazenamento no reservatório de Sobradinho varie entre 9% e 12% e em Três Marias, entre 20% e 28%. Com isso, o cenário aponta que, com a vazão variando entre 800m³/s e 700m³/s em 2017, em dezembro do próximo ano o nível de armazenamento representará 10% da capacidade do reservatório. Nova reunião para discutir o tema está marcada para a próxima segunda-feira (5/12), a partir das 10h, igualmente transmitida por videoconferência. (foto/arquivo reprodução)

Diretor da Chesf garante que nova redução da vazão de Sobradinho é em prol “de segurança hídrica da região”

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Independente das chuvas que ocorram na cabeceira do Rio São Francisco, em Minas Gerais – o que já está acontecendo –, a nova redução na vazão da Barragem de Sobradinho (BA) e de Xingó (em Alagoas e Sergipe), já era uma decisão em caráter irrevogável. Tudo em nome da “segurança hídrica” da região. A declaração foi dada na manhã de hoje (16), pelo diretor da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique Franklin, numa coletiva de imprensa realizada no Quality Hotel, Orla II de Petrolina.

Atualmente a Barragem de Sobradinho, que trabalhava com uma vazão de 800 metros cúbicos por segundo (m³/s), passará para 750 m³/s a partir do dia 21 de novembro. Numa segunda etapa, a ser executada em estudos posteriores, a vazão ficará em 700 m³/s.

De acordo com o diretor, as medidas tomadas devem-se ao fato de a bacia estar recebendo chuvas consideradas escassas, desde o ano de 2013, durante o chamado ‘período úmido’, que vai entre os meses de novembro e maio. Desde então, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) e a Agência Nacional das Águas (ANA) têm autorizado a redução da vazão, que até três anos atrás era de 1.300 m³/s. “Os usuários de Sobradinho até a foz, pegando os Estados de Alagoas e Sergipe, são impactados por essa redução de vazão extraordinária, em função dessa situação de falta de chuvas na Bacia do Rio São Francisco, e consequentemente tiveram de se adequar a essa nova realidade”, ponderou.

João Henrique explicou que a atual questão hídrica modificou a rotina em setores como captação d’água, perímetros de irrigação e navegação tiveram de se adequar. Até mesmo o setor elétrico, que gera energia proveniente das usinas hidrelétricas da região, também sofreu mudanças. “Nós passamos a gerar energia de outras fontes alternativas, instaladas na Região Nordeste, a exemplo das usinas eólicas, das térmicas, e passamos a transferir energia de outras regiões do país para o Nordeste”, declarou. Sobre esse assunto, o representante da Chesf inclusive descartou os riscos de racionamento de energia, apesar do atual cenário.

Ele garantiu que não haverá dificuldades quanto à segurança enérgica justamente por haver meios de suprir o atendimento através dessas fontes alternativas. João Henriques deixou claro que a prioridade da Chesf é com a segurança hídrica da população. “Temos de nos preocupar é com a captação para o abastecimento humano, para o atendimento aos projetos de irrigação, enfim, com os usos múltiplos da Bacia do São Francisco”, frisou.

Flutuantes

Ele explicou ainda que, embora a Usina de Três Marias (MG) tenha atualmente 14% do seu volume – mais que o dobro do volume da de Sobradinho, 6% – seria inviável soltar mais água da primeira, cuja vazão já está em 340 m³/s. Além disso, a característica da Usina de Três Marias difere de Sobradinho em relação ao volume morto, fase na qual já não é mais possível gerar energia. “Se Três Marias chegar a zero por cento, você não pode mais soltar água porque a usina não tem descarregador de fundo (comporta), o que seria uma situação muito grave para os projetos situados após Três Marias e para as captações de água como Pirapora, que fica dependendo dessa vazão. Diferente de Sobradinho. Seria uma segurança hídrica para os usuários daquela região”, explicou João Henrique. Ele chegou a lembrar que no ano passado a Chesf por pouco não usou as comportas com essa finalidade em Sobradinho, mas as chuvas caídas naquela época minimizaram a situação.

João Henrique admitiu ainda a possibilidade de colocar em prática o sistema flutuante para ajudar a levar água aos perímetros irrigados da região, que em 2015 não foram necessários. Ele explicou que, com a redução até 700 m³/s, haverá uma redução de 10% da água para os perímetros localizados no trecho entre Sobradinho e o Sertão de Itaparica, e de 20% entre os situados da foz (em Sergipe e Alagoas). “Provavelmente os irrigantes terão de fazer uma adequação que passa ou pelos flutuantes, ou por fazer alguma dragagem que garanta sua condição de captação para esse patamar”, pontuou.

Perguntado se a Chesf tem um limite aceitável para continuar reduzindo a vazão, caso seja obrigada, o diretor do órgão. Ele afirmou que esse limite vai depender da situação verificada ao longo do rio. Como exemplo, João Henrique lembrou que em 2001, ano de racionamento no Nordeste, a vazão mínima estipulada foi de 1.000 m³/s. “Mas atualmente tem chovido na bacia do São Francisco menos do que na época do racionamento. Os 700m³/s autorizados ela ANA e pelo Ibama nós nunca tínhamos praticado, assim como não tínhamos praticado 800 m³/s”, finalizou.

Diretor de Operação da Chesf concederá coletiva de imprensa em Petrolina sobre nova vazão do rio

rio são franciscoO diretor de Operação da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique Franklin, concederá em Petrolina nesta quarta-feira (16), uma coletiva de imprensa, marcada para as 10h30 no Quality Hotel, Orla II da cidade. Na ocasião ele deverá dar mais detalhes sobre os novos testes de redução da vazão das Barragens de Sobradinho (BA) e Xingó (AL/SE), em duas etapas, até o limite de 700 metros cúbicos por segundo (m³/s).

No próximo dia 21, a Chesf iniciará a primeira etapa da operação, reduzindo a vazão de 800 m³/s para 750 m³/s. A segunda etapa, de 750 m³/s para 700 m³/s, será efetuada posteriormente, a partir das análises de dados do monitoramento a ser realizado no patamar de 750 m³/s.

Redução da vazão de Sobradinho deve dificultar trajeto de embarcações no Velho Chico

barquinha5Assim como em anos anteriores, a redução da vazão do Lago de Sobradinho, no norte baiano, deve refletir diretamente no trajeto das embarcações no Rio São Francisco. Um exemplo é a travessia para a Ilha do Rodeadouro, que já está difícil, e deve ficar ainda mais complicada.

A travessia das barquinhas entre Juazeiro e Petrolina também deve ser dificultada devido à pouca água no Velho Chico. Atualmente, algumas embarcações já enfrentam dificuldades para desatracar às margens do rio, nas duas cidades. A situação também incomoda os passageiros, que precisam sujar os pés para entrar nas barquinhas, já que o acesso também exige um certo ‘trabalho’.

Falta de chuvas leva Barragem de Sobradinho a pior cenário em 85 anos

A quantidade de chuva que caiu nos nove primeiros meses de 2016 representa o pior cenário registrado em 85 anos na bacia do Rio São Francisco, que abastece o Reservatório do Sobradinho, principal do Nordeste, e que está localizado na região norte da Bahia. A afirmação é do diretor de operações da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique Franklin.

Essa é a grande caixa d’água que tem no Nordeste“, diz ele, resumindo a importância do reservatório, que tem previsão de chegar a zero o volume útil até o final de 2016. Atualmente, este índice está em torno de 12%.

Ainda assim, Franklin afirma que não há risco de desabastecimento de energia elétrica, já que os estados do Nordeste dispõem de outras fontes de energia: eólica, térmica, além das linhas de transmissão, que “carregam” a energia produzida em outras regiões. Apesar da destacada importância de Sobradinho, sua capacidade de geração de energia elétrica está em aproximadamente um sexto da capacidade total. Isso porque no reservatório existem seis unidades geradoras, cada uma com capacidade de 175 megawats, o que totaliza 1.050. No entanto, 170 megawats é o que está sendo gerado de energia no Sobradinho atualmente, aponta o diretor de operações.

Antes do agravamento este ano, desde 2013, a seca já era considerada muito severa na Bacia do São Francisco. Ainda para 2016, há a esperança de que a partir do mês de novembro, até maio, conhecido como ‘período úmido’, traga mais chuva e a melhora no nível do Sobradinho. Entretanto, ao lado do otimismo mora o temor de que a chuva não chegue. Atualmente, a quantidade de chuva é de aproximadamente “um terço da normalidade“, aponta Franklin.

Diante do cenário de esvaziamento, o governo encaminhou à Casa Civil, para análise, um pedido da Chesf para reduzir a vazão de água de 800 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 700 m³/s. “É uma medida de guardar mais água no reservatório“, explica.

Redução da vazão

O pedido de redução, no entanto, enfrenta resistência de órgãos ambientais como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e de companhias estaduais de água. Franklin explica que a diminuição progressiva do nível do Sobradinho ocorre porque a vazão de saída (800 m³/s), é a metade da água que chega, cujo volume é de 400 m³/s. Sobre a previsão do nível chamado de “volume morto“, ele detalha que quando a situação ocorre ainda há água no reservatório, mas em um nível mínimo para a geração de energia.

Segundo informou no último dia 14 o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que monitora a situação dos reservatórios que atendem às hidrelétricas brasileiras, apontou que se o volume de chuvas de 2017 for o mesmo de 2016 e a vazão de água de Sobradinho for mantida, a represa pode chegar no final de 2017 com volume negativo em 15%, ou seja, abaixo do volume morto.

No Estado da Bahia, os reservatórios de acumulação para geração de energia elétrica operados pela Chesf são Sobradinho, localizado na Bacia do Rio São Francisco, e Pedra, localizado na Bacia do Rio de Contas – com grande destaque para Sobradinho, cujo volume útil total é de 28.669,00 hm3, enquanto o segundo é 1.305,00 hm3 (este em aferição feita no dia 12 de setembro estava com 44% do seu volume útil). (fonte: G1-BA/foto: reprodução)

Lago de Sobradinho deve atingir volume morto no fim de 2016, afirma ministro

O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, afirmou que o Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, deve chegar a zero do volume útil até o final de 2016. Assim, só restaria no reservatório o chamado ‘volume morto’. A represa é a maior da região Nordeste e tem sofrido com a falta de chuvas dos últimos anos.

Segundo o ministro, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que monitora a situação dos reservatórios que atendem às hidrelétricas brasileiras, apontou que se o volume de chuvas de 2017 for o mesmo de 2016 e a vazão de água de Sobradinho for mantida, a represa pode chegar no final de 2017 com volume negativo em 15%, ou seja, abaixo do volume morto.

O governo já encaminhou à Casa Civil, para análise, um pedido da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras e responsável pela Usina Hidrelétrica de Sobradinho, para reduzir a vazão de água do reservatório de 800 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 700 m³/s. O pedido de redução, no entanto, enfrenta resistência de órgãos ambientais como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e de companhias estaduais de água.

Essas companhias teriam que fazer investimentos Sobradinho abaixo para poder adequar as captações, não só para abastecimento humano, mas também para irrigação”, afirmou o ministro.

Recuperação

Fernando Filho disse ainda que deve ser preciso dois invernos, que é o período chuvoso do Nordeste, com chuvas acima da média, para que o reservatório se recupere. “No fundo, no fundo, a gente precisa de uns dois invernos melhores para que a gente tenha um certo grau de segurança nos reservatórios e poder voltar a ter um mix mais favorável na composição do preço de energia do Nordeste”, disse. (fonte: G1-Brasília/foto: reprodução)

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