Vídeo Blog: Trabalhadores da Pedreira Pau D’arco pedem ajuda ao prefeito Miguel Coelho

Trabalhadores da Pedreira Pau D’arco apelam a prefeito Miguel Coelho: “Nos ajude”

Os 50 homens que dependem da Pedreira Pau  D’arco, no Serrote Pelado, zona rural de Petrolina, para sobreviverem, tiveram uma surpresa nada agradável após o protesto que a comunidade fez na Câmara de Vereadores na última terça, 13. Num vídeo postado nas redes sociais, um dos trabalhadores faz apelo e pede ajuda especial ao prefeito Miguel Coelho (PSB).

“Estávamos em nossa manifestação, buscando ajuda na Câmara e quando chegamos nos deparamos com a pedreira fechada com todas as nossas ferramentas dentro. A gente faz um apelo que resolvem isso. Desde o carnaval que estamos impedidos de exercer a nossa atividade. Eu faço um apelo à justiça, ao prefeito para resolver nossa situação. Prefeito, nos ajude. Somos 50 pais de famílias dependendo desse trabalho para a nossa sobrevivência”, disse um dos trabalhadores em vídeo que circula pelas redes sociais.

Um projeto de lei dos vereadores, Ronaldo Cancão (PTB) e Gabriel Menezes (PSL) pode entrar em pauta na sessão da Câmara desta quinta, 16, criando a profissão de extração de pedra no município. Com a lei, as famílias do Serrote Pelado estarão legalmente cobertos, sem riscos de deixaram sua atividade profissional e de sobrevivência.

Lagoa Grande implanta horário especial em unidades de saúde do município

 

A Secretaria de Saúde de Lagoa Grande, no Sertão do São Francisco, implantou horário especial de funcionamento nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Conforme a secretária Samara Martins, o atendimento especial será nas últimas quintas-feiras do mês, entre 17h e 21h, e beneficiará especialmente os trabalhadores lagoagrandenses.

“Procuramos, com essa medida, atender principalmente os trabalhadores de nossa cidade, que poderão procurar por melhorias na saúde dentro de um horário que permita o comparecimento deles”, explicou a secretária.

Samara ressalta que esse serviço será coordenado pela Atenção Primária, com apoio de toda a rede de atenção em saúde (CAPS, NASF, saúde bucal e vigilância em saúde) e é parte do expediente normal de trabalho dos profissionais.

Portanto, faz parte do expediente normal de trabalho de toda nossa equipe da atenção primária. Não se trata de um mutirão ou campanha. É uma rotina de atendimento aos trabalhadores. Acreditamos que este modelo facilitará o acesso e o cuidado das pessoas com a saúde“, acrescentou a titular da Pasta. (Foto: Reprodução Internet)

Patrões recuam e trabalhadores da hortifruticultura do Vale têm direitos assegurados

Com a decisão, na semana passada, dos trabalhadores rurais da hortifruticultura do Vale do São Francisco em Pernambuco e Bahia de deflagrarem uma greve geral por tempo indeterminado, a classe patronal resolveu recuar. Não mais serão retirados direitos da categoria.

Foram assegurados itens como pagamento das horas in itinere (percurso de casa para o trabalho e vice-versa); remuneração de hora-extra; pagamento de salário no segundo dia útil; e transporte gratuito. Com isso, as entidades representantes da categoria encaminharam, em reunião, na tarde de ontem (22), suspender a greve.

Confederações, Federações e Sindicatos dos trabalhadores dos dois Estados comemoraram, pois além dos direitos assegurados, conquistas importantes foram registradas, a partir do que foi reivindicado na 23ª Campanha Salarial da categoria, iniciada em janeiro deste ano. Entre os avanços destacam-se a reposição integral da inflação, o que significa um piso salarial de R$ 973,07, e a concessão de botas de couro, ao invés das que são utilizadas hoje, em PVC (que trazem prejuízos à saúde) para todos os trabalhadores das fazendas.

 “A greve foi deflagrada com o objetivo de impedir a retirada de direitos assegurados em lei e na convenção. Então, o recuo da classe patronal representou a aceitação do pleito dos trabalhadores, o que motivou a suspensão da paralisação. Essa foi uma grande conquista para os assalariados, que ocorreu a partir de uma forte mobilização das bases, realizada pelos Sindicatos e pelos delegados sindicais. Por isso, o resultado foi muito positivo, até porque avançamos em vários pontos”, avalia o diretor de Assalariados Rurais da Contag, Elias D’Angelo.

O secretário geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores Assalariados e Assalariadas Rurais (Contar), Everaldo Nazário Barreto, destacou a importância de os estados tomarem essa decisão de forma conjunta. Foi um posicionamento muito maduro das entidades que representam a categoria, sabendo resistir no momento certo, e também negociar, quando necessário, ponderou.

Campanha Salarial

Dados apontam que mais de 100 mil homens e mulheres atuam nessa área, sendo responsáveis pela produção de diversas culturas, que são comercializadas dentro e fora do país, promovendo o desenvolvimento da região. A última greve da categoria ocorreu há 13 anos.

A 23ª Campanha Salarial 2016/2017 dos Trabalhadores da Hortifruticultura Irrigada do Vale do São Francisco em Pernambuco e Bahia conta com a participação de Sindicatos dos Trabalhadores Rurais (STRs) de Belém do São Francisco, Inajá, Petrolina, Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande (em Pernambuco); e de Abaré, Curaçá, Juazeiro, Sento Sé e Sobradinho (na Bahia); Federação dos Trabalhadores e das Trabalhadoras Assalariados Rurais de Pernambuco (Fetaepe); e Federações dos Trabalhadores Rurais na Agricultura do Estado de Pernambuco (Fetape) e da Bahia (Fetag-BA), com o apoio da Contar, Contag, CUT, CTB e Dieese. (foto/Ascom)

Impasse entre trabalhadores da fruticultura irrigada e classe patronal leva a continuidade do estado de greve no Vale do São Francisco

O presidente do Sindicato das Trabalhadores Assalariados Rurais de Petrolina (STR), Francisco Pascoal (Chicou/foto), afirmou que a classe continua em estado de greve. Ele lamenta a medida tomada pelos trabalhadores da fruticultura irrigada, mas o impasse com a classe patronal em avanços conquistados em outras convenções coletivas unificadas, e debatidas na negociação atual, levou as entidades representativas da classe a deliberar pelo estado de greve.

“Estamos encontrando resistências em avanços importantes e necessários para os trabalhadores e trabalhadoras das fazendas e empresas produtoras da maior riqueza de nossa região, que é a fruticultura. Começamos a dialogar no final do ano passado, apresentamos nossa pauta de reivindicação e os patrões optaram por endurecer e retroceder em avanços já conquistados. Assim a opção foi pelo estado de greve. Frisamos que continuamos abertos a um entendimento com a classe patronal, para o bem de nossa produção e de quem faz essa riqueza acontecer, que são nossos companheiros e companheiras trabalhadoras e trabalhadores do campo”, salientou Chicou.

Trabalhadores “esquecem” dinheiro do PIS/Pasep

desempregoMais de 900 mil trabalhadores em todo o país com direito ao abono salarial do PIS/Pasep, ano-base 2014, ainda não sacaram o benefício. São mais de R$ 800 milhões à disposição dos beneficiários, cujo valor corresponde a um salário mínimo (R$ 880). O prazo final para o saque do benefício nas agências bancárias – final mesmo, já que ele foi prorrogado mais de uma vez – termina na próxima quinta-feira (29) nas agências bancárias. Quem possui cartão cidadão pode se dirigir a um caixa eletrônico ou casa lotérica e retirar o dinheiro até a sexta (30), quando as agências já estarão fechadas para balanço de final de ano. O PIS é pago na Caixa Econômica aos trabalhadores da iniciativa privada. Já o Pasep é recebido pelos empregados do setor público e pago no Banco do Brasil.

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Agências bancárias e Prefeituras de Petrolina e Juazeiro funcionarão normalmente no dia da paralisação nacional dos trabalhadores

greve servidores federaisOs serviços de órgãos públicos e agências bancárias em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) funcionarão normalmente nesta sexta-feira (11), dia da paralisação nacional dos trabalhadores. Rumores no dia de hoje (10) davam conta de que o expediente nas prefeituras e bancos das duas cidades seria facultativo.

Em contato com a assessoria da Prefeitura de Juazeiro, a reportagem do Blog foi informada que os servidores concursados e aqueles filiados aos sindicatos da cidade estão liberados a participar do ato público, mas os serviços da administração municipal funcionarão normalmente. A assessoria da Prefeitura de Petrolina também assegurou que o expediente será normal nesta sexta.

As agências bancárias também não interromperão o serviço por conta da paralisação nacional. De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Petrolina, Augusto Ribeiro, a categoria saiu recentemente de uma greve de 31 dias, pela qual reivindicou melhorias salariais e de condições de trabalho. Portanto, o sindicato descartou a possibilidade de aderir ao ato público. “Não tem sentido constrangermos os usuários e clientes dos bancos para participarmos do movimento. É uma questão de coerência”, justificou. Além de Petrolina, a entidade responde pelas agências de mais dez cidades do Sertão pernambucano – Afrânio, Araripina, Trindade, Ouricuri, Parnamirim, Salgueiro, Cabrobó, Orocó, Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande. Em todas elas o expediente será normal amanhã, garantiu Augusto.

Edinaldo Lima tem reuniões com professores e trabalhadores da iniciativa privada e faz caminhada na Vila Eduardo

O candidato a prefeito de Petrolina pela coligação ‘Pra Continuar Avançando’, Edinaldo Lima (PMDB), começou mais um dia de campanha, nesta quarta-feira (24), reunindo-se com professores da Educação Infantil.  A partir das 8h45 ele terá mais uma reunião na pauta, desta vez com trabalhadores da iniciativa privada.

Às 14h30 ele grava para o guia eleitoral de rádio e televisão e encerra o dia no final da tarde, a partir das 17, quando participa de uma ‘Caminhada da Vitória do Povo 15’ no Bairro Vila Eduardo, zona leste da cidade. O ponto de concentração será em frente ao Hipermercado GBarbosa.

Em carta, trabalhadores das 13 unidades dos CREAS regionais de PE criticam governo pela “precarização da oferta dos serviços”

Em carta aberta, os trabalhadores dos Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) das 13 unidades regionais de Pernambuco criticam o governo do estado pela precarização da oferta dos serviços. Eles afirmam, também, que muitos trabalhadores foram demitidos com quatro meses de salários atrasados.

Acompanhe a carta na íntegra:

A Assistência Social – reconhecida como política pública a partir da Constituição de 1988 -, é direito do cidadão e dever do Estado deve ser destinada a todo e qualquer cidadão que dela necessite. O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) é um serviço público voltado ao atendimento especializado ao indivíduo e família que se encontram em situação de risco pessoal e/ou social (violência física, sexual, psicológica, negligência, abuso e exploração sexual, etc).

A partir de 2009, no Governo Eduardo Campos, os CREAS Regionais foram implantados com o desígnio de atender as demandas de violações de direitos dos municípios do estado, bem como fortalecer as regiões, desenvolvendo ações e campanhas a nível regional. O Estado de Pernambuco contava com 13 CREAS Regionais distribuídos nas 12 regiões de desenvolvimento, do litoral ao Sertão (Metropolitana Norte- Paulista; Metropolitana Sul- São Lourenço da Mata; Mata Norte- Vicência; Mata Sul- Palmares; Agreste Central- Caruaru; Agreste Setentrional – Bom Jardim; agreste Meridional- Garanhuns; Sertão do Moxotó – Ibimirim; Sertão Central- Salgueiro; Sertão do Pajeú – Afogados da Ingazeira; Sertão do Itaparica- Petrolândia; Sertão do Araripe – Ouricuri e Sertão do São Francisco- Petrolina).

Em 2014, os CREAS Regionais foram inseridos no Programa Pacto Pela Vida, sendo o único equipamento no estado que realizava semanalmente o atendimento/acompanhamento as pessoas vítimas de violência com recorte para os Direitos humanos, casos advindos da Secretaria de Defesa Social (SDS): ameaças de morte e lesão corporal. Tal atuação acarretou na diminuição dos índices de violência, sobretudo contra a mulher.

Desde meados de junho de 2015, com a crise econômica e política que assola o país, este serviço indispensável à população passou por inúmeras dificuldades. O atraso no repasse de recursos do estado para a executora dos CREAS; implicou na precarização da oferta dos serviços.

Em maio de 2016, o governador Paulo Câmara anunciou novo corte nos gastos públicos em algumas secretarias do governo, entre as quais a Secretaria de Desenvolvimento Social, Criança e Juventude, tendo como secretário da pasta, o ex-deputado estadual Isaltino Nascimento, na qual os CREAS Regionais eram vinculados. Diante das informações não formalizadas pelo estado às unidades dos CREAS Regionais fecharam suas portas dia 10 de Junho, estando todos os matérias (mobiliário, documentos sigilosos dos usuários e até mesmo o veículo do estado) trancados na casa onde funcionava o serviço, (casa alugada que foi devolvida ao proprietário) sem nenhum posicionamento concreto do governo do estado sobre essa situação.

Ressaltando a preocupação dos trabalhadores que foram demitidos com quatro meses de atraso salarial, sem rescisão contratual, multa de 40% do FGTS, sem nenhum direito trabalhista cumprido conforme a CLT. E sem perspectiva de resolução, já que não há nenhum pronunciamento. Com a unidade fechada, a população que necessita do atendimento deste serviço está descoberta e a violência do estado tenderá a aumentar, uma vez que o CREAS Regional era o único serviço do governo com 100% de cobertura no estado. O trabalho desempenhado pelas equipes apresentava com clareza a contribuição do serviço na minimização dos indicadores de violência avaliados nos encontros do Pacto Pela Vida (PPV). 

Infelizmente, a ausência deste serviço acarreta um retrocesso social histórico no qual ocorre no Estado de Pernambuco. E apesar de várias tentativas de abrir um diálogo para se buscar uma melhor saída para a atual conjuntura, a dificuldade por parte do governo do estado na resolução e a descrença na importância deste serviço acarretaram em um prejuízo histórico sem precedentes aos trabalhadores do SUAS e, principalmente à população pernambucana, a qual não recebeu proteção do estado diante dos seus direitos violados.

Trabalhadores das Unidades do CREAS Regional

Trabalhadores do transporte escolar voltam a criticar Prefeitura de Petrolina por atraso no pagamento de salários

transporte escolar petrolinaA Prefeitura de Petrolina voltou a ser criticada pelos trabalhadores do transporte escolar que atuam no município. E pela mesma questão de sempre: o atraso no pagamento dos salários da categoria.

Segundo informações repassadas a este Blog, os transportadores escolares estão sem receber o vencimento referente a fevereiro deste ano. Sem contar o salário de dezembro de 2015, que ainda não viram nem a cor.

“Nós, que pagamos tantos impostos à prefeitura, além de taxas, somos destratados e acuados como se fôssemos bandidos, pois temos que nos humilhar todo santo mês atrás de recebermos nosso pagamento que conquistamos através do nosso suor!”, desabafa um deles. Com a palavra, a administração municipal.

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