Saúde pública é o centro das discussões durante conferência em Petrolina

A 9ª Conferência Municipal de Saúde de Petrolina teve início hoje (17) e vai até amanhã (18). O evento, que acontece na Facape, tem como tema ‘Controle social na construção de um SUS de qualidade para as cidadãs e cidadãos petrolinenses’. (mais…)

9ª Conferência Municipal de Saúde de Petrolina acontecerá na próxima semana

A 9ª Conferência Municipal de Saúde de Petrolina acontecerá nos dias 17 e 18 de julho, das 8h às 17h, na Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facepe). O  evento, que terá como tema ‘Controle social na construção de um SUS de qualidade para as cidadãs e cidadãos petrolinenses’, contará com 250 participantes credenciados dos seguimentos: usuários, trabalhadores e gestores, respeitando o critério de igualdade, além de interessados em participar como ouvintes. A conferência tem como objetivo a elaboração de propostas para a construção do Plano Municipal de Saúde 2018/2021.

O evento servirá para troca de experiências e elaboração de propostas para o Plano Municipal de Saúde. Dentro do tema principal, a conferência está dividida em três eixos: A prevenção e promoção da saúde com integralidade do cuidado à cidadã e cidadão petrolinense; Direito à saúde, garantia do acesso e atenção integral de qualidade dos serviços de saúde; Acidentes de transporte terrestre, violência e agravos em saúde – Vigilância no cuidado à vida, responsabilidade de todos.

Artigo do leitor: “Espera castiga a esperança”

Neste artigo, o leitor Thiago Fonseca Nunes destaca que a morosidade no atendimento ainda é o maior inimigo dos pacientes com câncer, mesmo a lei determinando que o prazo para esses pacientes se submeterem a tratamento pelo Sistema Único de Saúde é de até 60 dias.

Confiram:

Cento e vinte dias. Pode até parecer pouco para quem aguarda o dia do casamento, a viagem programada ou até mesmo o dia da sua formatura. Contudo, para quem espera pelo tratamento do câncer é uma eternidade. No Brasil, em média, pacientes diagnosticadas com câncer de mama, através do sistema público, sofrem todo esse tempo para conseguir iniciar a quimioterapia, por exemplo.

Tristemente, cerca da metade das pacientes recebem a confirmação de câncer de mama em estágios já avançados. Associa-se a esse número que 40% têm atendimento em até um ano para obter o diagnóstico, de acordo com dados do TCU (Tribunal de Contas da União). Havendo a necessidade de cirurgia, a angústia da espera chega a oito meses para realizar o procedimento, desde que não ocorra cancelamento nesse intervalo e a data seja protelada.

A lei 12.732/2012 preconiza que o paciente com neoplasia maligna – câncer – tem direito de se submeter ao tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), no prazo de até 60 dias, contado do dia que recebeu o diagnóstico. Porém, estatística do Sistema de informações do Câncer (SISCAN) evidencia que apenas 26,6% do total registrado em 2015 iniciaram tratamento dentro do prazo determinado. Entretanto, em contrapartida ao imbróglio da morosidade encontram-se os pacientes, que não têm um minuto sequer a perder.

Um dos mais importantes centros de estudo e tratamento da doença no país, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) vive atualmente uma triste realidade, pela qual problemas estruturais atingem diretamente os pacientes que usam os seus serviços. Filas quilométricas para atendimento, macas improvisadas, deficiência nos suprimentos hospitalares e até mesmo falta de manutenção. Atente-se ao fato de que estamos falando da maior referência nacional em oncologia e, desse modo, temos a oportunidade de fazer uma reflexão de como andam os demais serviços Brasil afora. Infelizmente, ao passo que o número de leitos destinados a esses pacientes seguem limitados, com crescimento pífio, o número de diagnosticados cresce exponencialmente.

A rapidez na detecção e no tratamento do câncer é decisiva para a cura do paciente. À medida que o tempo avança, reduzem-se as chances e, por isso, não estamos diante de uma discussão banal. Ajustar a realidade ao que é tido como ideal, há de ser sentido em curto prazo. Uma regulação mais eficiente, pela qual disponha de dados precisos quanto ao estágio da doença; ampliação dos serviços oncológicos, gerando descentralização, são alguns dos exemplos. Assim sendo, a otimização melhora o planejamento, promove um gerenciamento eficaz dos gastos públicos e, principalmente, gera menor tempo para início do tratamento.

O câncer não espera! Tampouco aceita medidas casuísticas para resolver o problema. A responsabilidade sobrecai a toda a sociedade, pois devemos ter clareza de posição e reconhecimento da gravidade. Portanto, usemos até mesmo do ativismo da mídia para expor rotineiramente essas necessidades, de modo que o ser humano seja respeitado e a luta pela vida contra o câncer possa ser de fato a realidade. Enfim, o tempo tem duas caras: se bem aproveitado é um grande aliado, mas do contrário é um grande inimigo.

Tiago A. Fonseca Nunes/Leitor

Vídeo Blog: Foragido da Penitenciária de Petrolina decide se entregar para ser atendido pelo SUS

Foragido da Penitenciária Dr.Edvaldo Gomes, em Petrolina, há dois anos, o presidiário Jarbas Andrade decidiu se entregar à Polícia Civil na cidade de João Monlevade (MG). O motivo, no entanto, é que o que chama a atenção: com cálculo renal e necessitando de uma cirurgia, Jarbas achou melhor voltar à unidade prisional porque teria mais facilidade de ser atendido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Confiram o vídeo abaixo:

Afrânio: Atual gestão diz que ex-prefeita mantinha “cadastro político-eleitoral” para marcação de consultas e exames

O prefeito de Afrânio (PE), no Sertão do São Francisco, Rafael Cavalcanti (PMDB), denunciou mais um episódio da “herança maldita” deixada pela ex-prefeita Lúcia Mariano (PTB). Segundo a assessoria do novo gestor, trata-se de um cadastro municipal desnecessário, uma vez que já existem o Serviço Único de Saúde (SUS) e o SUAS (Sistema Único de Assistência Social), que geram seus respectivos cartões de acesso aos serviços públicos gratuitos nas áreas de saúde e assistência social, incluindo o Bolsa Família. (mais…)

SUS vai oferecer novo antirretroviral para pacientes com HIV a partir de 2017

pilula anti-aidsO Ministério da Saúde anunciou hoje (28) a oferta do antirretroviral Dolutegravir para cerca de 100 mil pacientes que vivem com HIV no Brasil. A previsão da pasta é que o medicamento comece a ser distribuído na rede pública em 2017.

Inicialmente, o Dolutegravir será ofertado no Sistema Único de Saúde (SUS) a todos os pacientes que estão começando o tratamento e também a pacientes que apresentam resistência a antirretrovirais mais antigos.

De acordo com o ministério, o medicamento será incluído ao novo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas de Manejo da Infecção do HIV, que deve ser atualizado ainda este ano.

Atualmente, o esquema de tratamento das pessoas que vivem com HIV, na fase inicial, é composto pelos medicamentos Tenofovir, Lamivudina e Efavirenz, conhecido como 3 em 1. A partir de 2017, o Dolutegravir associado ao 2 em 1 (Tenofovir e Lamivudina) será indicado no lugar do Efavirenz.

Efeitos

Segundo a coordenadora do departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken, o Dolutegravir apresenta um nível muito baixo de efeitos adversos, aspecto considerado bastante importante para a adesão e o sucesso do tratamento contra o HIV.

O acesso a medicamentos que trazem qualidade de vida faz com que as pessoas passem a utilizar a terapia antirretroviral e a viverem mais“, explicou.

A pasta informou ainda que, a partir de uma negociação com a indústria farmacêutica, o governo brasileiro conseguiu reduzir em 70% o preço do Dolutegravir – de US$ 5,10 para US$ 1,50. Segundo o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a incorporação da droga não altera o orçamento atual do ministério.

Estamos fazendo o melhor tratamento do mundo com o menor custo”, avaliou Barros. “Nós ousamos. Temos clareza de que é possível fazer muito mais com os recursos que temos”, completou.

Unaids

A diretora do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids) no Brasil, Georgiana Braga, avaliou a incorporação como um momento histórico para os brasileiros que vivem com o vírus. “É uma resposta à sociedade e uma inovação”, disse. “E a negociação de preços vai beneficiar outros países da região e do mundo para que também possam oferecer o medicamento no sistema público deles“, concluiu.

Panorama

Desde o começo da epidemia, o Brasil registrou 798.366 casos de aids, no período de 1980 a junho de 2015. No período de 2010 a 2014, o Brasil registrou 40,6 mil novos casos ao ano, em média.

Em relação à mortalidade, houve uma redução de 10,9% nos últimos anos, passando de 6,4 óbitos por ano por 100 mil habitantes em 2003 para 5,7 em 2014. (fonte: Agência Brasil)

HU alerta pacientes e familiares para golpes aplicados por estelionatários

hutA direção do Hospital Universitário (HU) em Petrolina vem fazendo um alerta sobre os inúmeros casos, nos últimos meses, de golpes aplicados em familiares e amigos de pacientes em unidades médicas de todo o país.

Geralmente, os golpistas entram em contato com as vítimas através do telefone e se identificam como médicos ou enfermeiros do hospital, e comunicam que o paciente precisa passar por algum tipo de procedimento cirúrgico ou que necessita de exames e medicamentos que não são oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os golpistas, então, informam o número de uma conta bancária, na qual deverá ser feito o depósito para o pagamento do serviço.

Ocorrências dessa natureza não foram registradas no HU, mas pensando em garantir a segurança de seus pacientes e familiares, o hospital se antecipa e chama a atenção para esse estelionato. “O HU-Univasf ressalta que todos, absolutamente todos, os serviços oferecidos são custeados pelo SUS. Portanto, não cobra qualquer quantia em dinheiro de seus usuários”, afirma a direção.

O hospital esclarece, ainda, que não fornece qualquer tipo de informação sobre seus pacientes através de contato telefônico, mesmo que seja o familiar mais próximo do paciente. “O setor de Ouvidoria do HU-Univasf está à disposição para receber denúncias, reclamações e oferecer orientações a todos que utilizam os serviços do hospital”, enfatiza a nota.

Ministro da Saúde libera aporte de R$ 300 mil para Apami; entidade ainda pode ter teto do SUS ampliado

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, garantiu, no final desta manhã (20), a liberação imediata de um aporte financeiro de R$ 300 mil à Associação Petrolinense de Amparo à Maternidade e à Infância (Apami), que passa por grandes dificuldades financeiras. Além destes recursos, o ministro sinalizou a ampliação do teto financeiro da Apami no Sistema Único de Saúde (SUS), que deverá passar dos atuais R$ 625 mil para R$ 925 mil por mês. A medida teve a participação direta do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), que solicitou pessoalmente ao ministro uma ajuda à entidade, a qual atua no atendimento a pacientes com câncer em Petrolina e vindos de cidades de estados vizinhos (Piauí e Bahia).

Os R$ 300 mil emergenciais à Apami serão repassados por meio do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), entidade filantrópica conveniada ao SUS, que administra o Hospital Dom Malan (HDM). “O ministro Ricardo Barros demonstrou total sensibilidade à Associação, que é referência no atendimento oncológico pelo SUS, em toda a região de Petrolina”, destacou Fernando Bezerra. “Com estas medidas garantidas hoje, o governo federal demonstra preocupação e atenção com a saúde pública do município e do estado de Pernambuco”, completou o senador.

O aumento do teto financeiro da Apami já está em análise pela Secretaria de Atenção à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde e poderá ocorrer ainda este mês, conforme sinalizou o ministro ao senador FBC. Na próxima semana, o secretário Francisco de Assis Figueiredo (SAS) ou a diretora do Departamento Nacional de Certificação de Entidades Beneficentes de Assistência Social em Saúde (Dcebas), Cleusa Bernardo, estará em Petrolina para uma visita à Associação.

A manutenção e o custeio da Apami estão entre as prioridades do senador. Ano passado, o parlamentar destinou R$ 1.876.200,00 à entidade, por meio de emenda orçamentária. Os recursos, liberados no último mês de junho, foram destinados à construção do Hospital Oncológico Dom Tomás, administrado pela Associação. Outros R$ 2 milhões constam de emenda de Fernando Bezerra, apresentada este ano, também destinados à Apami. (foto/divulgação)

Entidades médicas de Pernambuco saem em defesa do SUS: “Não vamos deixar morrer”

Numa nota enviada à imprensa, representantes do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) e Associação Médica de Pernambuco (AMPE) se posicionam veementemente contra o que consideram “falta de interesse” do governo federal em relação ao Sistema Único de Saúde (SUS). A categoria promete lutar e assegura: “não deixaremos o SUS morrer”.

Confiram a nota abaixo:

nota SUS

Donos de clínicas e hospitais particulares de Petrolina devem ampliar serviços pelo SUS em troca de redução de dívidas

josé carlos moura

As clínicas e hospitais particulares de Petrolina terão a chance de ampliar os serviços à comunidade, através do Sistema Único de Saúde (SUS), em troca da isenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS) durante o tempo em que aderirem ao Programa Saúde Para Todos (Prosaúde). Esse foi o projeto de lei 006/16, de autoria do prefeito Julio Lossio (PMDB), aprovado na sessão plenária desta terça (28) na Casa Plínio Amorim.

A proposta passou por unanimidade – 19 votos a zero – juntamente com o projeto 007/16, também enviado pelo chefe do Executivo, instituindo o Programa de Regularização de Débitos Fiscais (o Prorefis Saúde).

Esse último é condição obrigatória para a adesão dos donos das clínicas e hospitais ao Prosaúde. Pela proposta de Lossio, os estabelecimentos médicos ofereceriam, no mínimo, serviços em valores mensais equivalentes a 5% da média do seu faturamento bruto mensal do exercício anterior, em troca da isenção do ISS durante o tempo de adesão ao programa.

A polêmica inicial criada na Casa, em torno do Prosaúde, é que o projeto poderia implicar em renúncia de receita, o que não irá ocorrer. Um dos vereadores que votaram a favor, o líder da bancada de oposição José Batista da Gama afirmou ao Blog que a proposta deverá representar uma injeção de ânimo para os donos dos estabelecimentos hospitalares. “Eles vão pagar só o principal, sem correção monetária, vão renegociar as dívidas. E não há renúncia de receita (da prefeitura). Além disso vai evitar a demissão em massa, ao mesmo tempo em que dará condições aos usuários do SUS a ter sua cobertura pelo hospital”, pontou.

O Prosaúde será gerido pela Secretaria Municipal de Saúde, que ficará responsável pela triagem e encaminhamento dos beneficiários – de acordo com a necessidade do atendimento – ao estabelecimento cadastrado no programa.

ISS

Para um dos sócios do Neurocárdio, José Carlos Moura (foto), a proposta vem para dar um importante suporte ao polo médico, que é o segundo maior de Pernambuco, mas diante da atual crise econômica, passa por serias dificuldades. “Quase todos os estabelecimentos estão em débito com o ISS, e isso já estava inviabilizado o funcionamento de alguns hospitais. Essa saída encontrada pelo prefeito Julio Lossio, em trocar serviços, é um ganho muito grande para a comunidade. Estamos pagando com outra moeda, a da assistência”, avaliou José Carlos.

Outro ponto, no entanto, deverá ficar para depois das eleições. Trata-se da redução da alíquota do ISS, de 5% para 2%. “Isso seria a sustentabilidade do processo. Se houve um acúmulo no débito, e se não houver uma equidade, por exemplo, com Recife, que é de 2,5%, Caruaru, que é 2%, ou até Juazeiro (BA), que é de 3%, nós vamos estar na mesma situação, porque a bola de neve desse imposto é muito grande. Então acho que isso é um compromisso do Executivo, provocado pelo Legislativo, através do vereador José Batista”, completou.

Conselho Municipal de saúde promoverá esta semana 1º Seminário do Controle Social de Petrolina

controle_social_sus-e1365536555192O Conselho Municipal de Saúde (CMS) de Petrolina vai realizar na próxima quarta e quinta-feira (16) o 1º Seminário do Controle Social, que  terá como temática ‘Por um SUS do tamanho do Povo Brasileiro’. Segundo organizadores, o seminário representa um marco no Controle Social em Petrolina, pois há tempos é registrada a demanda de promover uma maior qualificação para os nossos conselheiros de saúde. O seminário acontecerá no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), situado na Avenida das Nações, 280, Vila Mocó. O evento terá início às 9h e estarão previstas atividades durante manhã e tarde.

A mesa de abertura contará com a presença da Secretária Municipal de Saúde, Mara Gonçalves, e do conselheiro nacional de Saúde e ex-presidente do CNS, Francisco Batista Junior.

Já no dia 16, o debate terá como tema a conjuntura política atual e riscos ao SUS, contando também com a participação de Batista Júnior, além da participação dos médicos Aristóteles Cardona Júnior e Pedro Diniz. Mais informações pelo número 3866-8565. O e-mail é comus.petrolina@hotmail.com. A inscrição é gratuita.

Vereador Zenildo sai em defesa do repasse para os médicos do Hospital Memorial

zenildoBastante preocupado com a ameaça dos médicos que atendem no Hospital Memorial, da rede particular de Petrolina, em suspender os atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), o vereador Zenildo do Alto do Cocar decidiu ‘comprar a briga’ dos profissionais.

Ao Blog, Zenildo informou já ter repassado aos deputados Miguel Coelho (estadual), Fernando Filho (federal) e ao senador Fernando Bezerra Coelho a reivindicação da categoria, solicitando dos seus aliados na cidade que possam intervir na questão junto ao Governo de Pernambuco.

Numa nota enviada ao Blog semana passada, os médicos prestadores de serviço no Memorial deixaram claro que se a situação não for normalizada num prazo de 30 dias, eles vão suspender os atendimentos. Os profissionais também fizeram questão de ressaltar que o hospital não tem nada a ver com o problema. Um dos principais serviços que poderão ser prejudicados é o de cardiologia, segundo informou à imprensa o cirurgião cardíaco José Veríssimo.

Zenildo disse que há cerca de sete meses os especialistas na área, a exemplo dos médicos Fábio Granja e Bedson de Sá, não recebem o repasse que, segundo o vereador, deve vir do governo do estado. “As pessoas menos favorecidas vão ficar no prejuízo se os atendimentos deixarem de acontecer, porque essas cirurgias são caríssimas. Em torno de R$ 30 mil, R$ 40 mil”, alertou.

Médicos prestadores de serviço do Hospital Memorial ameaçam suspender atendimentos do SUS se pagamento não for repassado

médicos paralisaçãoIndignados com a falta de repasse oriundo do pagamento do Sistema Único de Saúde (SUS) em Petrolina, os médicos que prestam serviço ao Hospital Memorial ameaçam suspender o atendimento pelo SUS, caso a situação não seja normalizada num prazo de 30 dias.

Em nota enviada ao Blog, eles fazem questão de ressaltar que a decisão não tem nenhuma interferência do hospital. Confiram:

Petrolina/PE, 08 de abril de 2016.

Ao Hospital Memorial Petrolina, Ministério Público do Estado de Pernambuco, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Estadual de Saúde, SIMEPE – Sindicato dos Médicos de Pernambuco, CREMEPE – Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, 8ª GERES e CRIL – Central de Regulação Interestadual de Leitos.

Nesta:

Nós, terceirizados/prestadores de serviço do quadro médico do Hospital Memorial Petrolina, em expressão de livre manifestação de vontade, por meio desta, informamos à decisão de suspensão do nosso atendimento médico aos pacientes do SUS – Sistema único de Saúde.

Para tanto, informamos que, estamos sem receber nenhum pagamento oriundo de repasse do SUS desde o mês de Outubro do ano de dois mil e quinze. Dessa forma, o prosseguimento do nosso atendimento médico restará inviabilizado.

Nesse instante afirmamos que a decisão acima discriminada não tem absolutamente nenhuma responsabilidade e/ou influência direta ou indireta do Hospital Memorial Petrolina, sendo a presente decisão de inteira, irrestrita e exclusiva responsabilidade dos médicos assinados em lauda anexa.

Assim estipularemos, nesse instante, o prazo de 30 (trinta) dias improrrogáveis, contados a partir do recebimento desta, para a regularização do nosso pagamento, sob pena de, depois de findado o prazo, imediata suspensão dos serviços, o que infelizmente acarretará prejuízos deveras a 4ª macrorregião e Rede PEBA (Pernambuco/Bahia), o que seria lamentável.

Comunicamos ao Hospital Memorial Petrolina, aos Órgãos Oficiais, Ministério Público do Estado de Pernambuco, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Estadual de Saúde, SIMEPE – Sindicato dos Médicos de Pernambuco, CREMEPE – Conselho Regional de Medicina de Pernambuco, 8ª GERES, CRIL – Central de Regulação Interestadual de Leitos e a quem mais seja interessada, por meio de cópia autenticada.

Reiteramos votos de apreço, consideração e respeito a todos os Órgãos Oficiais supracitados, à Instituição de Saúde Hospital Memorial Petrolina, assim como, a população atingida.

Sobre crítica de médico ao SUS, prefeitura diz que cirurgia cardíaca é responsabiliade do governo de PE

filas do sus_640x409A assessoria de comunicação da prefeitura de Petrolina decidiu enviar nota ao Blog na qual se pronuncia sobre as críticas do médico Bedson Sá, que escreveu ao Blog criticando o Sistema Único de Saúde (SUS).

Num desabafo pelas redes sociais, o médico havia relatado vários problemas no setor, entre eles a demora para a realização de cirurgias cardíacas.

Segundo o profissional, o único serviço que realiza esse procedimento na cidade não recebe dinheiro há cerca de 10 meses.  Mas, na nota, a Secretaria de Saúde se defende alegando que a responsabilidade por tal procedimento é do governo estadual.

Médico de Petrolina desabafa em relação a problemas no SUS

dr.bedsonDecepcionado diante dos vários problemas pelos quais passam os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), um renomado médico de Petrolina, Dr.Bedson Sá, fez um desabafo ontem (6) pelas redes sociais.

Confiram:

Acabo de atender a uma paciente que, como muitos outros, aguarda sem muitas esperanças uma cirurgia cardíaca pelo SUS. O único serviço que realiza essas cirurgias em nossa cidade não recebe 1 centavo de pagamento do “governo” há cerca de 10 meses, sem nenhum vislumbre de luz no fim do túnel. Nenhuma previsão ou perspectiva sequer…

Esse mesmo quadro se desenha por todo o Brasil, onde muitos pacientes estão morrendo todos os dias de causas evitáveis, através de um estúpido genocídio praticado por esse “governo”.

Sem pagamento, sem materiais, sem recursos, serviços sucateados… Não lembro de uma época tão negra na saúde pública brasileira.

Dr.Bedson Sá/Médico

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