Dos três ministros pernambucanos que sinalizaram saída do Governo Temer, só Roberto Freire deixa cargo

As denúncias que atingiram o presidente Michel Temer (PMDB) provocaram um fenômeno, no mínimo, curioso ao longo desta quinta-feira (18): o efeito ‘ioiô’ em alguns ministros que ensaiaram a saída do Governo e ficaram. Na noite da quarta-feira (17), horas depois da divulgação de trechos da delação premiada dos donos da JBS, começou a correr a informação de que o ministro das Cidades, Bruno Araújo, defendia no partido o desembarque do Governo Temer e a entrega dos quatro ministérios do PSDB na gestão do peemedebista, inclusive o seu. Só que não.

No meio da tarde desta quinta-feira (18), uma hora antes de o presidente Temer fazer o seu pronunciamento do “fico”, os meios de comunicação começaram a informar que o PPS havia decidido que, caso o peemedebista não renunciasse, seus dois ministros – Raul Jungmann (Defesa) e Roberto Freire (Cultura), deixariam os cargos. Só que não.

Das três promessas de debandada, Roberto Freire ficou só. Foi o único que levou adiante a sua ideia inicial e deixou a pasta. Seu companheiro de partido, Raul Jungmann, licenciado da sua vaga de suplente de deputado federal, disse ter recebido um apelo dos comandantes das Forças Armadas para continuar.

Bruno Araújo, como bom tucano, fez que ia e não foi. Anunciou, por meio da sua assessoria, “que permanece no Governo Federal a pedido do partido, o PSDB”. A sigla, por sua vez, aguarda a divulgação do conteúdo das gravações dos executivos da JBS para, só então, se pronunciar.

Mendonça e Fernando Filho

Outros dois ministros pernambucanos não se pronunciaram. Mendonça Filho (Educação) é do mesmo partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), primeiro na linha de sucessão de Michel Temer. Já Fernando Filho, das Minas e Energia, recebeu e ignorou a recomendação do presidente do PSB, Carlos Siqueira, para que deixasse o cargo. Assim como fez quando foi indicado à revelia do partido, permanece no ministério. (Fonte/foto montagem: Blog da Folha)

Presidente do PSB defende saída de Fernando Filho do Governo Temer

O presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira, defendeu nesta quinta-feira (18) que o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, entregue o cargo. Ele é deputado federal pelo PSB de Pernambuco e assumiu o ministério após a chegada do presidente Michel Temer à presidência.

Siqueira defendeu a saída de Fernando Filho do governo após a revelação de que o dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, gravou o presidente Michel Temer dando aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O G1 tentou contato com o ministro, mas não havia tido resposta até a última atualização desta reportagem.

“Diante das graves denúncias contra o presidente da República e das informações veiculadas a partir da noite de ontem [quarta], o presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira, defendeu a imediata entrega do cargo ocupado pelo deputado federal Fernando Coelho Filho, como ministro de Minas e Energia“, informa nota divulgada pelo PSB.

A nota afirma que a indicação de Coelho Filho para o cargo “jamais” foi “feita, reivindicada ou chancelada pela direção nacional” do PSB, mas que “o partido não pode admitir que um de seus membros faça parte de um governo antipopular que perdeu, por inteiro, sua legitimidade para governar o Brasil“. (Fonte: G1 Brasília/foto arquivo Blog)

Secretário de Imprensa de Pernambuco desmente saída de Ângelo Gioia da SDS

Repercutiu neste domingo (23), em todo o Estado de Pernambuco, a notícia acerca de um suposto pedido de demissão do titular da Secretaria de Defesa Social (SDS), Ângelo Gioia. A informação foi divulgada por um importante portal de notícias do Estado. O substituto seria o coronel PM José Lopes de Souza.

Mas tudo não passou de uma notícia falsa (ou fake, em inglês). O Blog conseguiu contato com o secretário estadual de Imprensa, Ênio Benning, o qual assegurou que a informação divulgada é inverídica e que o governo mantém Gioia no cargo.

 

Nova baixa: Secretário de Desenvolvimento Econômico de PE anuncia saída do Governo Paulo Câmara

thiago-noroesO governador de Pernambuco, Paulo Câmara, sofreu mais uma baixa na sua equipe. O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Thiago Norões (foto), reuniu-se hoje (25) pela manhã com Câmara para acertar a sua saída da pasta. “Encerro este ano um ciclo de dez anos de participação no Governo do Estado, período que me trouxe desafios, muitas alegrias e o sentimento do dever cumprido. A partir de janeiro de 2017, volto a me dedicar às atividades jurídicas, onde não deixarei de trabalhar em busca do desenvolvimento de nosso Estado, com o mesmo empenho e dedicação que busquei dar como Secretário de Estado”, disse Norões.

O governador, por sua vez, enalteceu o papel do secretário durante o período em que esteve no serviço público. “Thiago é um colaborador importante do Governo de Pernambuco. Ao longo desses últimos anos, ele ocupou posições de destaque e esteve à frente de projetos fundamentais para o nosso desenvolvimento. Thiago sai por razões pessoais, mas vai continuar nos ajudando“, comentou Câmara. A transição na Secretaria de Desenvolvimento será feita ao longo das próximas semanas. O substituto de Norões ainda não foi definido pelo governador.

Recentemente o gestor promoveu uma mudança na Secretaria de Defesa Social, trocando Alessandro Carvalho por Fernando Gioia. (foto/SDEC-PE)

Deputado Roberto Carlos lamenta saída de Marcelo Nilo do PDT e nega que esteja fazendo o mesmo

roberto e marcelo

Mesmo lamentando a saída do deputado baiano Marcelo Nilo, que embarcou no PSL, o deputado estadual e vice-presidente do PDT da Bahia, Roberto Carlos, assegurou nesta quinta-feira (25) que não pretende fazer o mesmo.

Militando na legenda desde 1991, Roberto Carlos disse acreditar nos “ideais brizolistas”, daí a razão em não trocar de partido.

“Minha posição política está muito bem definida, sou do PDT e estou com o governador Rui Costa. Não existe outra interpretação para esta fala. Sempre deixei claro o meu posicionamento. Estarei com Rui, enquanto o objetivo for defender os interesses do povo que mais precisa, sobretudo, do povo sertanejo. Desde a minha inserção na política, pertenço ao mesmo partido e ao mesmo grupo político”, disse o parlamentar.

Jungmann sobre saída de Cappellaro do PPS: “Foi absolutamente negociada”

cappellaro e jungmann

Mesmo admitindo que a saída do empresário Vilmar Cappellaro representou uma baixa importante no PPS de Petrolina, o deputado federal e presidente estadual da legenda, Raul Jungmann, garantiu a este Blog que o processo foi “absolutamente negociado”.

Cappellaro, que trocou o domicílio eleitoral para Lagoa Grande (PE), Sertão do São Francisco, ingressou no PMDB a convite do vice-governador Raul Henry para concorrer à prefeitura daquele município. Segundo Jungmann, o ex-companheiro tem uma chance real de ser prefeito, mas em Lagoa Grande a polarização de forças fica entre o PSB e o PMDB.

“Ou você é PSB ou é PMDB. Ele foi para o PMDB, que é um partido próximo ao nosso, mas nossa amizade continua inalterada. O que eu desejo é que ele tenha sucesso e faça uma boa administração em Lagoa Grande, que vai ser bom para todos nós”, profetizou o pós-socialista, que ainda ontem (28) visitou Cappellaro em sua residência em Petrolina. (foto/arquivo Blog)

Lideranças do PT desconhecem possível saída de Odacy Amorim do partido

Odacy2As especulações que cercam o deputado estadual Odacy Amorim ainda são uma incógnita até dentro do próprio PT, legenda na qual o parlamentar está filiado. Nos bastidores políticos de Petrolina já se cogita há algum tempo que Odacy poderia deixar o partido. Mas as lideranças petistas garantem que, pelo menos até o momento, o deputado não deu sinais nesse sentido.

Em entrevista ao programa ‘Bom Dia Vale’, da Rádio Jornal, a presidente do diretório municipal do PT, vereadora Cristina Costa, até admitiu ter liberado Odacy para conversar com o PSB local sobre um eventual apoio dos socialistas ao nome do petista para disputar a prefeitura nas eleições 2016. Cristina, no entanto, assegurou que Odacy nunca manifestou sua intenção de sair.

Já a presidente do PT de Pernambuco, Tereza Leitão, sequer sabia dessa aproximação de Odacy com o PSB em Petrolina. Pelo menos foi o que disse ao ‘Manhã no Vale’, ontem (1), na mesma emissora. Tereza lembrou, inclusive, que Odacy é o líder do PT na Assembleia Legislativa, onde defende de forma contundente o partido. Ela ressaltou, no entanto, que a questão “está em boas mãos” na cidade – referindo-se à Cristina na condução desse processo. A presidente municipal, por sua vez, disse que conversará com Odacy sobre o assunto (a saída dele do partido).

Betão confirma saída do PSL e PROS pode ser o novo destino do vereador

betão_640x360Se o vereador Alvorlande Cruz ainda não confirma oficialmente que está deixando o PRTB, o seu colega de Casa Plínio Amorim, Adalberto Filho ‘Betão’, não faz cerimônia.

Ao Blog, Betão afirmou que está de saída do PSL. E o novo destino do vereador poderá ser o PROS – legenda que também deverá abrigar Alvorlande.

No ‘vermelho’, presidente do Carcará oficializa pedido de saída do clube da Série C

clebel carcaráO Salgueiro oficializou nesta quinta-feira (2) o pedido de saída da Série C do Campeonato Brasileiro. Alegando que não tem condições de arcar com as despesas do clube, o presidente do Carcará do Sertão, Clebel Cordeiro (foto), entregou ao presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, documento para ser repassado à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Segundo Cleber, Evandro ficou de segurar o documento até a próxima segunda-feira (6) para tentar achar uma solução.

O planejamento do Salgueiro foi prejudicado com o fim do programa estadual Todos com a Nota (TCN), que garantia cerca de 80% da sua folha salarial.

De acordo com Clebel, o clube precisa mensalmente de cerca de R$ 180 a R$ 200 mil mensais para sobreviver na Série C, valor que corresponde ao que receberia com o TCN. O presidente do Carcará também disse saber da possível punição de dois anos sem atuar em competições estaduais e nacionais pela desistência, mas revelou “não ter o que fazer”.

“Vou fazer o quê? Passei esses anos disputando a trancos e barrancos. Agora não tenho condição nenhuma de continuar desse jeito”,  finalizou Clebel. A reportagem tentou contato com Evandro Carvalho, mas não obteve sucesso. (fonte: JC Online/foto: Alexandre Gondim)

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