Pegou fogo: Ronaldo Cancão e Ronaldo Silva acirram debate sobre tramitação de projeto em Comissão da qual fazem parte

Um bate boca acirrado entre o presidente e o relator da Comissão de Justiça e Redação da Câmara de Petrolina, vereadores Ronaldo Cancão (PTB) e Ronaldo Silva (PSDB), respectivamente, marcou a sessão desta terça-feira, 14. O motivo mais uma vez foi a falta de entendimento entre os parlamentares que compõem o mesmo Colegiado na Casa e cada um justificando que seguia as devidas prerrogativas legislativas em cumprimento ao regimento interno da Câmara.

Cancão queria colocar na pauta com dispensa de parecer, o projeto de lei de sua autoria que regulamenta o serviço de extração de pedra em Petrolina. O petebista alegou que a matéria tramita ha quase um ano na Casa e que nesta segunda, 13, assim como chegou às mãos de Silva o texto do executivo para doação de terreno à Compesa, aprovado na reunoão, também chegou o PL sobre as pedreiras e não entendeu por que o parecer foi somente para um projeto.

Ronaldo Cancão brigou para colocar o texto na pauta diante da urgência, pois as famílias da Pedreira Pau Darco, no Serrote Pelado, estão na iminência de deixar de sobreviver da atividade por divergências entre os donos da área da pedreira. Com a lei, os trabalhadores teriam mais segurança na atividade. A dispensa de parecer veio porque Cancão conseguiu 20 assinaturas dos colegas para que o texto entrasse na pauta sem o parecer do relator da Comissão de Justiça, como diz o regimento.

“Estou coberto pelo regimento da Casa”, disse o autor do PL. Silva rebateu. “O projeto chegou ontem às minhas mãos e tramita há um ano. É muita irresponsabilidade. Seus gritos não me amedrontam colega vereador”, atacou. O presidente da Câmara, vereador Osório Siqueira (PSB), diante do impasse e vendo que alguns colegas já tinham retirado o nome da lista de Ronaldo Cancão para a dispensa de parecer, se comprometeu em colocar o projeto em pauta na próxima quinta, 16, ou terça, 21.

O vereador que subiscreve o texto de Cancão, Gabriel Menezes (PSL), lamentou que os trabalhadores do Serrote Pelado não tivessem tido ainda a garantia de continuar sua atividade profissional na cidade por causa de toda a confuisão entre os colegas. Ele pediu desculpas, mas informou que esse comportamento mais acirrado na Casa Plinio Amorim, “faz parte do processo democrático”.

“Quero aqui deixar esse compromisso com vocês de colocar o projeto em pauta na terça ou o mais tardar, quinta. Toda essa discussão é para fazer o melhor para vocês”, ressaltou Gabriel. Sobre colegas divergerirem na mesma Comissão, a vereadora Cristina Costa (PT), alertou.

“Devemos observar e avaliar melhor. Como existir concenso num texto do Executivo e tanta divergência num projeto do Legislativo? Vamos colocar a cabeça para pensar e atuar de forma coesa para o bem dos trabalhos da Casa”, aconselhou.

Petrolina estará na disputa das eleições para a diretoria da União dos Vereadores de Pernambuco

Os vereadores de Petrolina Ronaldo Silva (PSDB) e Cícero Freire (PR) estarão na chapa de oposição nas eleições para a nova diretoria da UVP (União dos Vereadores de Pernambuco). A disputa acontecerá dia 25 de março na cidade de Bonito, Agreste do Estado. Conforme Ronaldo, a Câmara de Petrolina foi convidada a integrar a chapa oposicionista encabeçada pelo vereador de São Bento do Una (também no Agreste),  André Valença (PSD), que é candidato a presidente.

André conta com apoios importantes, inclusive de dois ex-presidentes da UVP: João Batista, que presidiu por muitos anos a entidade, e Biu Farias. Além de Ronaldo e Cícero, a chapa tem mais uma vereadora de Surubim, na Zona da Mata norte pernambucana, que ocupará a vice.

Segundo Ronaldo, a participação de Petrolina na disputa representa a importância do Legislativo Municipal entre os poderes dos 184 municípios pernambucanos. “Recebemos esse convite e ficamos felizes. Estamos nessa luta, preparados para mostrar o melhor de Petrolina nessa diretoria, caso seja eleita”, comentou o tucano.

A outra chapa que disputa com a da oposição tem o atual presidente da UVP, Josinaldo Barbosa (PRB), presidente da Câmara de Timbaúba, também na Mata Norte, e um vereador de Sertânia, no Sertão do Moxotó, na vice. A chapa eleita da UVP irá dirigir a entidade de 2017 a 2019.

Ronaldo Silva se desculpa por embate com Cristina Costa e Professor Gilmar em sessão da Casa Plínio Amorim

O vereador Ronaldo Silva (PSDB), foi à tribuna da Câmara Municipal de Petrolina, na sessão plenária desta terça-feira, 21, para se desculpar com sua colega Cristina Costa, e por, tabela, com o Professor Gilmar Santos, ambos do PT. Ronaldo e Cristina tiveram um embate acirrado na sessão da última quinta-feira, 16, quando Ronaldo promoveu uma série de críticas ao PT, gerando um duro bate-boca  na Casa Plínio Amorim.

“A senhora me conhece. Conviveu comigo durante três anos e meio. Tenho minhas críticas ao partido da senhora, que deve desculpas ao povo brasileiro, mas sempre lhe respeitei, apesar de cada um defender o seu partido. Tínhamos uma boa convivência. Não sei o que aconteceu para a senhora se manifestar na última quinta-feira, mas espero respeito como sempre lhe respeitei”, afirmou.

Vídeo Blog: Cristina Costa e Ronaldo Souza trocam farpas na Casa Plínio Amorim

Sessão da Casa Plínio Amorim acaba em troca de farpas entre Ronaldo Silva e Cristina Costa

A vereadora oposicionista Cristina Costa (PT) e seu colega de Legislativo, Ronaldo Silva (PSDB), que integra a base do governo na Casa Plínio Amorim, protagonizaram, no final da sessão plenária desta quinta-feira (16), um duro bate-boca, com farpas de ambos os lados. O clima já estava se acirrando entre os dois a pelo menos duas sessões atrás, quando a petista usou o termo “golpe” para se referir ao governo do presidente Michel Temer. E voltou a repetir o termo novamente na sessão de hoje.

Aborrecido, Ronaldo Silva usou a tribuna para desabafar. Mesmo ressaltando que não iria citar nomes para não dar direito de resposta, acabou mencionando o Partido dos Trabalhadores (PT), do qual Cristina e o vereador Professor Gilmar Santos fazem parte.

Ronaldo afirmou que o maior golpe foi dado nos trabalhadores, pelo próprio PT, cuja herança de 12 milhões de desempregados foi deixada para o atual governo. “Aqui nos nossos gabinetes, a gente sente essa realidade do golpe que tanto eles falam. Todos os dias a gente se depara com homens e mulheres atrás de oportunidades, por causa do governo que passou e roubou a confiança dos trabalhadores que tanto esse partido defende. Será que o povo todo que foi para as ruas é tudo golpista?”, disparou.

O vereador disse ainda que a população “se cansou da quadrilha que se instalou” no país. “Basta ver, pelos meios de comunicação, o tanto de ladrão desse partido que está na cadeia”, completou. Mas a gota d’água foi quando Ronaldo citou a nova delação do executivo da Odebrecht, o qual afirmou ter destinado R$ 8 milhões ao ex-presidente Lula, tachado por Ronaldo como “chefe da quadrilha”.

Contestação

Como o tucano acabou citando o PT, Cristina pediu a palavra para rebater as críticas. Neste momento, no entanto, o primeiro-secretário da Mesa Diretora, Manoel da Acosap (PTB), que ocupava a presidência, decidiu encerrar a sessão, sob a justificativa de estar cumprindo o Regimento Interno. O argumento foi rebatido pela vereadora. Primeiro porque o partido dela havia sido citado. Além disso, Cristina disse que o Regimento é tolerante quando o debate é de interesse da população. A vereadora também contestou o fato de que Major Enfermeiro, como vice-presidente, era quem deveria dar a sessão por encerrada.

Antes de ter o microfone cortado, no entanto, Cristina chegou a rebater o colega. Disse que as cobranças dos adversários de Dilma Rousseff foram apenas para tirar a então presidente do poder, enquanto o país “só afundou” depois disso. Cristina afirmou ainda que Lula já foi inocentando em 47 depoimentos na Operação Lava-Jato e que os movimentos sociais não estão nas ruas porque “o atual governo golpista” não deixa. A vereadora completou afirmando que os verdadeiros ladrões estão na cúpula do governo que o PSDB de Ronaldo apoia. Ela lembrou ainda que enquanto Lula lidera as intenções de voto para presidente em 2018, com 30%, o senador tucano Aécio Neves está perdendo até para Jair Bolsonaro (PSC-RJ), segundo pesquisas.

Um cidadão que estava no plenário chegou a se dirigir à vereadora, e aos gritos pediu para o PT “deixar de choro”, mas foi ignorado por Cristina, que continuou o bate-boca com Ronaldo por alguns minutos. Com dedos em riste, os dois continuaram as ofensas, mas foram separados por colegas de Legislativo.

Ronaldo Silva quer atuação mais firme de colegas nas comissões do Legislativo Municipal e diz que já é hora de deixar pra trás governo anterior

Deixar de “olhar no retrovisor” e que os integrantes de Comissões na Câmara de Petrolina façam seu papel “como tem que ser”, fiscalizando e mostrando o resultado no plenário da Casa Plínio Amorim. Estas foram sugestões do vereador Ronaldo Silva (PSDB), durante sua fala na tribuna da Casa, na sessão desta quinta-feira, 10.

“Vamos trabalhar de fato, vamos fiscalizar de perto e trazer aqui o resultado dessa fiscalização para que as soluções surjam, dentro do que é melhor para Petrolina“, assinalou o tucano. Ronaldo Silva também criticou as cobranças que o prefeito Miguel Coelho já vem recebendo, com pouco mais de 30 dias de governo.

Outro ponto do discurso de Ronaldo teve como alvo os próprios colegas que vivem reclamando da gestão da passada, quando o que tem que se fazer é andar para frente, segundo ele. “Vamos deixar o prefeito governar e deixar o anterior pra trás. Vamos para frente, trabalhar”, sugeriu.

O tucano frisou que todos que fazem o Poder Legislativo têm que fazer sua parte, atuando no mandato, sejam nas sessões sejam nas comissões. “Devemos fazer a nossa parte, não só aqui no plenário. Mas atuar firme nas comissões, fazer relatórios e discutir aqui. Vamos legislar, trazendo benefícios para a sociedade”, declarou.

Vereador Ronaldo Silva cobra ordenamento de placas de outdoor em Petrolina

O vereador Ronaldo Silva (PSDB-PE) está de olho no aumento sem controle de placas de outdoor que vem ocorrendo nos últimos meses, especialmente no final do ano passado. Ele já a encaminhou ofício à ordem pública do município para que providências sejam tomadas.

“A gente já não consegue mais andar em Petrolina sem que tenha que se deparar com uma placa. Tem local que já contei cinco outdoor juntos. Virou descontrole. Por onde se anda, a poluição visual é o que mais chama a atenção”, constatou o vereador.

Ronaldo disse que pretende provocar também o Ministério Público para que haja mais controle na instalação dessas placas. “É importante o Ministério Público também solicitar informações e anunciar um ordenamento”, assinalou Ronaldo Silva, que defende maior rigor contra comerciantes.

Queremos que na hora de autorizar haja um ordenamento. Temos que reduzir pela metade, Hoje essas invasões de  placas estão é  poluindo a cidade”, concluiu o tucano.

A coerência do vereador Ronaldo Silva

Se existe em Petrolina quem não goste do vereador Ronaldo Silva (PSDB), ninguém pelo menos poderá dizer que ele não tem coerência.

Ex-aliado do grupo de Julio Lossio (PMDB), Ronaldo decidiu não assinar o documento do seu colega Ronaldo Cancão (PTB), que solicitou uma CPI na Câmara Municipal de Petrolina para apurar supostas irregularidades no Programa Nova Semente – considerado o carro-chefe da gestão passada.

À imprensa, Ronaldo Silva disse que foi padrinho de 12 creches do Nova Semente durante o Governo Lossio e agora não iria, de um momento para outro, voltar-se contra o programa. Faz sentido.

Aero Cruz enaltece postura de colegas após ser nomeado para relatoria de comissão na Casa Plínio Amorim

Depois da pequena ‘novela’ em torno da Comissão de Finanças, o vereador estreante Aero Cruz (PSB) não escondeu a satisfação de ter sido nomeado relator. Seu colega Osinaldo Souza (PTB), que também disputava o cargo, ficará como secretário da Comissão.

Mas essa ‘engenharia’ só foi possível graças ao fato de o líder da bancada governista Ruy Wanderley (PSC) ter desistido do cargo que ficou com Osinaldo. E Aero soube reconhecer a postura não só do seu colega de bancada, como também do presidente da Comissão, Ronaldo Silva (PSDB), e do próprio Osinaldo.

“O importante é que foi resolvido e vamos agora fazer o melhor para Petrolina. Tivemos o apoio tanto de Ronaldo quanto de Ruy e também de Osinaldo, porque não poderíamos mais continuar com esse impasse”, declarou Aero.

Incidente polêmico entre Manoel da Acosap e Cristina Costa vira discurso de Professor Gilmar e Ronaldo Silva

Os resquícios da recente discussão entre os vereadores Manoel da Acosap (PTB) e Cristina Costa (PT) numa emissora de rádio de Petrolina, que acabaram na Delegacia de Polícia, ainda tiveram desdobramentos na sessão extraordinária de ontem (19) na Casa Plínio Amorim. Os protagonistas, desta vez, foram Professor Gilmar Santos (PT/foto) e Ronaldo Silva (PSDB). Quem reavivou a polêmica foi o petista. Apesar de a sessão extraordinária ter servido apenas para analisar a reforma administrativa enviada pelo Executivo Municipal, Professor Gilmar abriu espaço no seu discurso para mais uma vez se solidarizar com Cristina e repudiar a postura de Manoel.

Ronaldo Silva não gostou e lembrou da atitude do petista no ato de diplomação dos eleitos, em dezembro do ano passado, quando Gilmar deixou de cumprimentar o deputado federal Guilherme Coelho (PSDB), o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e o ministro Fernando Filho. O petista rebateu. Disse que sua manifestação “foi pacífica e dentro de princípios democráticos”.

Após a sessão, os dois voltaram a divergir. Mesmo demonstrando todo o respeito pelo seu colega de Legislativo, Ronaldo Silva disse que Gilmar quer passar a impressão de “paladino da moralidade” ao trazer um episódio já superado – de Cristina e Manoel –, do qual disse que não ia se envolver. Mas o petista, segundo o vereador, também teria cometido “uma violência” ao deixar de cumprimentar, no ato de diplomação, autoridades constituídas de Petrolina. “Ele é uma pessoa decente, é um professor, e está mostrando aqui que é uma pessoa educada. Mas naquele momento ele não foi. Se eu, do PSDB, fosse protestar deixando de cumprimentar, não cumprimentaria ninguém do PT, que foi o partido que surrupiou o país”, desabafou.

Para Gilmar, no entanto, seu colega “confundiu” uma agressão física (de Manoel contra Cristina) com um protesto político pacífico (na diplomação dos eleitos). Sobre a declaração de ser “paladino da moralidade”, o petista preferiu não polemizar. Disse apenas que o papel de cada vereador é discutir temas de interesse da população, e não de transformar a Casa em palco de baixarias ou de discursos que incitem ódio. “Esses discursos acabam sendo apelativos, acabam sendo muito mais uma oportunidade de se aparecer do que propriamente aprofundar o debate público, são os que enfraquecem o papel do Legislativo. A gente vai ter, sempre que possível, a oportunidade de colocar para nossos pares o respeito que a gente tem por eles, mas ao mesmo tempo exigir deles uma postura de defender o debate público”, finalizou.

(c) 2015 Blog do Carlos Britto | produzido por proximavenda.com.br