Cancão diz que apoiará nova gestão de Osório, mas garante não ter sido ouvido em “entendimento partidário” da Mesa Diretora

Um dos nomes que sonhavam em disputar a presidência da Mesa Diretora da Casa Amorim, o vereador Ronaldo Cancão (PTB) mostrou-se resignado durante a votação da chapa única encabeçada pelo atual presidente, Osório Siqueira (PSB), na noite de ontem (1). Mas foi o único a se abster de votar.

Em sua justificativa, Cancão disse não guardar nenhuma mágoa ou ressentimento e que respeitava “o estado democrático de direito”, referindo-se à chapa de Osório. Declarou também que sua decisão não era por problema pessoal com nenhum companheiro da Casa, mas pelo fato como o processo foi conduzido. “Sou do PTB, Osinaldo é do PTB, mas não fomos ouvidos em momento algum nesse entendimento partidário (da Mesa Diretora)”, desabafou. Apesar disso, Cancão disse que Osório poderá contar com seu apoio, porém vai estar atento para fiscalizar o dinheiro público do Legislativo de Petrolina.

Se não conseguir vencer eleição para presidência da Casa Plínio Amorim, Ronaldo Cancão vira incógnita

Uma das incógnitas na Casa Plínio Amorim para a próxima legislatura (2017/20) será, sem dúvida, o vereador reeleito Ronaldo Cancão (PTB). Ainda sonhando em conquistar a presidência do Legislativo de Petrolina, ele já tinha dito a este Blog que não ficará mágoas caso não vença a disputa.

E se, de fato, seu colega Osório Siqueira (PSB) – que é do grupo do prefeito eleito Miguel Coelho (SB) – confirmar o favoritismo e for o presidente da Casa pela quarta vez, resta saber o caminho a ser trilhado por Cancão: vai se manter na oposição ao futuro prefeito, como já adiantou, ou se reaproximar do grupo socialista?

Cancão ironiza Dr.Pérsio quanto a remanejamento orçamentário de 40%: “Quem te viu, quem te vê”

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Um dos que alegam inconstitucionalidade no projeto de lei enviado pelo prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB), referente à Lei Orçamentária Anual (LOA) do município para o exercício de 2017, o vereador oposicionista Ronaldo Cancão (PTB) não se conteve. Em tom de ironia, ele rebateu seu colega, Dr.Pérsio Antunes (PV), na sessão desta quinta-feira (22) na Casa Plínio Amorim, que derrubou o veto de Lossio às emendas ao projeto.

Dr.Pérsio justifica que, de acordo com a Lei Federal 4.320 (de 17 de março de 1964), o Poder Legislativo pode autorizar o aumento de créditos suplementares para o Executivo. Ou seja, mesmo com os 20% de remanejamento da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovados pelos vereadores em setembro e sancionados por Lossio em outubro, os vereadores poderiam passar para 40% esse percentual – como fizeram – dentro da LOA para o próximo ano. Lossio, no entanto, só trabalhou com 20% nos dois mandatos à frente da Prefeitura de Petrolina.

Cancão não engoliu a justificativa. “Quem te viu, quem te vê. O prefeito sancionou a lei no dia 5 de outubro. E Vossa Excelência sabe. É que Vossa Excelência quis dar um empurrãozinho no governo (do prefeito eleito Miguel Coelho). Mas é inconstitucional”, cutucou. Dr.Pérsio devolveu de bate-pronto. “Eu sempre defendi os 40%, vocês é que defendiam 20%”, disse, lembrando a época em que fazia parte da base de Lossio na Casa.

Ronaldo Cancão sobre possível retorno ao grupo do senador FBC: “Entrego ao destino”

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“Prefiro entregar isso ao destino e a Deus”. Foi assim que o vereador reeleito Ronaldo Cancão (PTB) comentou a este Blog sobre os rumores de uma possível reaproximação com o grupo do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB). A declaração foi dada após a cerimônia de diplomação do prefeito Miguel Coelho e dos vereadores eleitos de Petrolina, na última sexta-feira (16) no Senac.

A interrogação deixada pelo oposicionista vai ao encontro do que o prefeito eleito também já tinha dito ao Blog, de que na política “nunca se deve dizer nunca”. Em relação ao futuro governo de Miguel, Cancão disse que manterá a postura que os petrolinenses já conhecem, de “zelar pelo erário público”. Mas quando for necessário, ele garantiu que “contribuirá para as ações do governo”. “O que for bom para a sociedade, contará com nosso apoio”, declarou.

Miguel Coelho vê chances de possível retorno de Ronaldo Cancão ao grupo

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O prefeito eleito Miguel Coelho (PSB) admitiu a possibilidade sobre um possível retorno do vereador Ronaldo Cancão ao grupo socialista. A afirmação foi feita à imprensa, após a cerimônia de diplomação dos eleitos, na noite da última sexta-feira (16), no Senac. “Há uma máxima na política de ‘nunca diga nunca’. Ronaldo é um grande quadro e foi líder da oposição quando esteve do nosso lado”, afirmou.

O socialista também voltou a ratificar que os débitos pelos quais poderá ser responsabilizado são aqueles que sua gestão assumirá, a partir de 1º de janeiro de 2017, e não aqueles que ficarão da atual. Miguel garantiu ainda que os nomes para as secretarias da Mulher e de Acessibilidade serão anunciados brevemente.

Confiram os principais trechos da entrevista:

Débitos

“O próprio prefeito já foi para as rádios assumir que está deixando a prefeitura em débito. Mas essa questão de débitos, não estou fazendo nenhuma ‘caça às bruxas’. Estou apenas constatando a realidade financeira (do município). Seja com 60, 70, 50 milhões (de reais) de restos a pagar, nós vamos ter que nos esforçar e usar a criatividade para pagar as contas da prefeitura. Agora, o que eu disse no anúncio (do secretariado) eu reitero: as responsabilidades contraídas até 31 de dezembro são dessa administração. A nossa responsabilidade começa de 1º de janeiro em diante. Isso precisa ficar muito claro para depois não ficarem dizendo que Miguel não está pagando o que está assumindo. Todos os compromissos assumidos nós vamos pagar, tanto com a folha, pagando o servidor em dia, como os contratos que iremos realizar no próximo ano”.

Ronaldo Cancão

“Fui criado praticamente junto com os filhos dele, crescemos juntos e tenho um carinho enorme por ele e por Débora. Essa questão de ser eleito pela oposição e terminar vindo a me apoiar, isso é o que mais acontece na política, não só a brasileira, mas no mundo. Tem uma máxima de ‘nunca diga nunca’. É óbvio que a gente vai trabalhar para conseguir o maior número de apoio na Câmara dos Vereadores para garantir a governabilidade e Ronaldo é um grande quadro, foi líder da oposição quando estava ao nosso lado. Então, existe esse histórico. Agora, se vai dar certo ou não só o tempo vai dizer”.

Maria Elena convidada

“Ela mesma já desmentiu essa informação. Ela é um grande quadro, qualquer secretaria que Maria Elena viesse a ocupar seria muito bem representada. Maria Elena vai para o quinto mandato, salvo engano, e tem uma folha de serviços prestados. Então, estou muito tranquilo que se eu tiver o privilégio de ter ela ou qualquer outro vereador do nosso lado, nos ajudando como secretário, Petrolina estará muito bem servida”.

Secretaria da Mulher

Já existe até uma pessoa. Mas como é uma secretaria executiva, a gente não quis anunciar só ela e deixar de anunciar as demais. Estamos preparando para fazer o anúncio junto, mas vai existir a secretaria da Mulher e a de Acessibilidade também”.

Cancão diz que brigar pela presidência da Casa Plínio Amorim “não é vaidade” e admite compor com futuros governistas: “Se não for só mão única”

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Minha candidatura não é vaidade. Eu não tenho necessidade por presidência de Câmara”. A afirmação é do vereador oposicionista Ronaldo Cancão (PTB). Um dos nomes considerados fortes para a disputa pela presidência da Casa Plínio Amorim, Cancão voltou a declarar, na manhã de hoje (13), que está entrando no jogo sucessório da Mesa Diretora justamente por conhecer os detalhes administrativos e financeiros da Casa, os quais “não correspondem à realidade”, segundo ele.

Mesmo mantendo um tratamento de respeito ao atual presidente do Legislativo, Osório Siqueira (PSB), Cancão justificou ser inadmissível a Câmara de Petrolina ter uma receita mensal em torno de R$ 1,12 milhão e uma folha de R$ 960 mil. “Precisamos dar uma resposta à sociedade, que tem de ser com trabalho e com respeito ao dinheiro público”, ponderou.

Cancão ratificou também a necessidade de “rodízio” no Poder Legislativo, que não pode ser igualado à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), onde o deputado estadual Guilherme Uchôa foi reeleito ontem (12) para seu sexto mandato de presidente. “Não podemos aceitar isso”, desabafou.

O oposicionista ressaltou não ter dificuldades em compor chapa com Osório e com outros colegas que farão parte da base governista e que também estão na disputa, a exemplo de Maria Elena (PSB) e Ronaldo Silva (PSDB). “Desde que não seja uma chapa só de ‘mão única’”, condicionou. Cancão deixou claro que, apesar do respeito e admiração que sempre teve pelo seu ex-aliado, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), a linha política que seguirá na Casa é outra. “Quem mais respeitou Fernando Bezerra Coelho fui eu. Ele foi uma lição de vida, uma ‘escola’ para mim. Mas saí dentro do respeito, da ética, da moralidade. Fui eleito pela oposição, no grupo do deputado Adalberto Cavalcanti (PTB). Preciso manter minha dignidade, minha coerência. E o povo, como é que fica?”, completou.

Dr.Pérsio, Zenildo do Alto do Cocar e Ronaldo Cancão cobram organograma de ações da Secretaria de Saúde de Petrolina

mara gonçalvesOs vereadores Dr.Pérsio Antunes (PV), Zenildo do Alto do Cocar (PSB) e Ronaldo Cancão (PTB) apresentaram um requerimento em “urgência urgentíssima” à Mesa Diretora da Casa Plínio Amorim, solicitando da secretária municipal de Saúde, Mara Gonçalves, uma série de informações relacionadas à Pasta.

Os três querem a relação de compras de medicamentos com as respectivas notas fiscais, referentes a 2014, 2015 e este ano, acompanhada dos empenhos e liquidações desses empenhos. Outro item é a cópia dos contratos de execução de laqueaduras tubárias e dos respectivos serviços credenciados, acompanhada de cópia de empenhos em liquidação ou liquidados.

Os vereadores solicitam ainda o quantitativo de procedimentos realizados na rede credenciada, em 2016; a relação das pacientes com respectivos endereços e CPF; e a relação das AMEs que não foram concluídas, com o cronograma de pagamento de recursos próprios oriundos da venda de imóveis públicos, e a contrapartida de recursos de convênio, assim como a localização e denominação das AMEs. Existe a expectativa de que a secretária seja convocada a ir à Casa prestar contas do seu trabalho, mas ainda não foi confirmada. (foto/arquivo Blog)

Ronaldo Cancão e o título de Cidadão Petrolinense que muita gente não entendeu

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A política em Petrolina está mesmo diferente. O que teria motivado o vereador oposicionista Ronaldo Cancão (PTB) a oferecer o título de Cidadão Petrolinense ao secretário de Irrigação do Governo Julio Lossio, Newton Matsumoto?

‘Newtinho’, como é mais conhecido, foi o candidato a vice-prefeito na chapa de Edinaldo Lima (PMDB) nas eleições municipais deste ano.

Se Newtinho merecia tanta deferência, Cancão bem que já poderia ter votado nele na eleição. Até este título, não se tem uma linha escrita de elogio ou reconhecimento do vereador ao homenageado. Política é política. (foto: CMP/divulgação)

Com homenagem de oposicionista, Newton Matsumoto ganha título de Cidadão Petrolinense

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O secretário executivo de Irrigação da Prefeitura de Petrolina, Newton Matsumoto, agora é definitivamente cidadão petrolinense. A solenidade de concessão do título a ‘Niltinho’, como é carinhosamente conhecido na cidade, foi realizada na manhã desta quinta-feira (8), no plenário da Casa Plínio Amorim. (mais…)

Cancão na bronca com poucos recursos orçamentários para cultura de Petrolina

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A baixa previsão orçamentária para a área de cultura em Petrolina foi criticada pelo vereador da bancada oposicionista, Ronaldo Cancão (PTB), na sessão plenária antecipada da Casa Plínio Amorim, que aconteceu na última segunda-feira (5).

Cancão lamentou a “falta de prioridades” para a área, na Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano que vem, votada e aprovada anteontem pelos seus colegas. E citou a obra do teatro municipal, que há tempos não sai do papel. Está na bronca.

Cancão mostra os dentes e inclina pela oposição na Câmara de Vereadores de Petrolina

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O vereador Ronaldo Luiz de Souza (PTB) o Ronaldo Cancão, mostrou os dentes à nova administração de Petrolina na sessão ordinária desta segunda (5) na Câmara de Vereadores.

Cancão mostrou-se contrário ao remanejamento de 40% dos mais de R$ 710 milhões ao qual o prefeito eleito Miguel Coelho (PSB) terá direito para investir no ano que vem, sem o crivo do legislativo municipal.

Ex-aliado de primeira hora do grupo do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB), pai do prefeito eleito, Cancão, que disputou a eleição ao lado do deputado federal Adalberto Cavalcanti (PTB), faz assim sua escolha pela oposição, para surpresa de quem apostava em contrário.

Falando em “golpe”, Cristina ameaça levar votação da LOA 2017 para justiça e ganha apoio de Cancão, mas Osório rebate: “Tudo dentro da lei”

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Ferramenta essencial para garantir as prioridades da Prefeitura de Petrolina para o ano de 2017, a Lei Orçamentária Anual (LOA), aprovada por unanimidade nesta segunda-feira (5) pela Casa Plínio Amorim, poderá ser objeto de análise da justiça. Pelo menos é o que pretende a vereadora Cristina Costa (PT). Ela e seu colega de Legislativo Municipal, Ronaldo Cancão (PTB), contestaram com veemência o que consideram uma “manobra” ilegal dos aliados do prefeito eleito Miguel Coelho (PSB).

O estopim da polêmica foi o remanejamento orçamentário pelo qual o prefeito tem a prerrogativa de se utilizar para investir em diversos setores da cidade, sem pedir autorização ao Legislativo. Nas duas gestões do atual prefeito Julio Lossio (PMDB), esse remanejamento foi de 20%. No entanto, Miguel Coelho foi contemplado com 40% – a exemplo do seu pai, Fernando Bezerra Coelho (PSB), que também teve esse percentual quando governou Petrolina.

O orçamento aprovado para o ano que vem é de R$ 710,57 milhões, o que dá direito a Miguel de remanejar algo em torno de R$ 300 milhões, sem pedir autorização à Casa. Se ficassem os 20%, esse valor seria de R$ 140 milhões.

O mal-estar em relação à matéria começou na última quinta-feira (1), com um pedido de vistas do vereador Dr.Pérsio Antunes (PV), que achou irrisória a previsão orçamentária de R$ 308 mil para a área irrigada. Pérsio implorou, e mesmo Cristina e Cancão sendo contra, a maioria aprovou o pedido por 12 votos a cinco. Por conta disso, a LOA, que deveria ser votada na quinta, acabou esticada para esta semana. E como o prazo para aprová-la encerraria nesta segunda, o presidente da Mesa Diretora, Osório Siqueira (PSB), antecipou a sessão de amanhã (6) para hoje.

“Manobra”

Cristina e Cancão viram como uma “manobra” o pedido de vistas. Segundo os dois vereadores, isso só aconteceu para que os aliados do socialistas incluíssem uma emenda, que foi apresentada pelo 1°vice-presidente da Casa, Ibamar Fernandes (PRTB), subindo para 40% o remanejamento. Cristina, porém, argumentou que a votação da LOA não caberia mais emendas, até porque os 20% de remanejamento já estavam dentro da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovada pela Casa e sancionada por Lossio, já tendo sido inclusive publicada no Diário Oficial do Município. Justamente por isso Cristina e Cancão estavam entre os 17 vereadores que votaram a favor da LOA. Mas após encerrar a sessão, Osório foi cobrado pelos dois vereadores.

“Vou questionar isso na justiça, porque é uma falta de respeito. Pode até ser que eles sejam maioria nesta Casa, mas acima da maioria está a lei, e essa lei tem que ser respeitada. É um golpe que estão querendo dar, mas não contará com nosso posicionamento. A comissão (de transição de Miguel) teve dois meses para discutir o orçamento, e não discutiu. E nesse momento rasga-se a LDO para atender interesses pessoais”, desabafou.

A emenda dos 40% não teve o parecer do relator da Comissão de Finanças, Ailton Guimarães, mas contou com o respaldo dos outros dois integrantes – Zenildo do Alto do Cocar (PSB) e Elias Jardim (PHS). Cancão não poupou críticas a esse fato. “Ela (Cristina) tem o meu respaldo. A gente percebe os princípios da lei sendo jogados no lixo. Não estou aqui para baixar a cabeça para ninguém. Sou independente, não dependo de Fernando nem de Miguel. Não sou contra a gestão de Miguel Coelho, sou contra os princípios dos erros. Está tudo errado. Primeiro, tinha que haver um prazo de dez dias para as comissões entregarem ao plenário, e ele (Osório) não cumpriu nem 48 horas. E ainda falta a assinatura de relator, que é peça fundamental da comissão”, afirmou Cancão, acrescentando que Osório está confundindo seu papel de legislador com o do político. Ele disse ainda que não poderia apoiar os 40%, uma vez que passou seu mandato inteiro defendendo os 20% de remanejamento para Lossio. Além do mais, caso Miguel tivesse necessidade para realizar de remanejar mais recursos para investir, a Casa poderia ampliar esse percentual.

Na lei

Osório recebeu as críticas dos colegas com tranquilidade. Segundo o presidente, tudo foi feito “conforme a lei”, uma vez que LOA e LDO são duas coisas distintas. Ele assegurou que todas as emendas foram aprovadas nas comissões da Casa, e contestou a declaração de Cristina, de que deu “um golpe” em relação à LOA. “Não teve nenhum golpe. As comissões têm o poder para decidir e a gente apreciou os projetos que estavam em pauta”, afirmou.

Ronaldo Cancão convoca integrantes da equipe de Lossio para explicarem sobre terrenos doados

ronaldo cancaoO vereador oposicionista Ronaldo Cancão (PTB) não deixou passar em branco a denúncia feita ontem (29) pelo líder da sua bancada, José Batista da Gama (PDT), durante a sessão plenária da Casa Plínio Amorim. Zé Batista disse que um terreno de 1.549,60 metros quadrados (m²) pertencente à prefeitura, localizado na Vila Eduardo, zona leste de Petrolina, teria sido doado por um secretário de Lossio a um amigo, sem que a doação da área fosse autorizada pelo Legislativo Municipal.

“Isso é um crime. Quando o futuro prefeito (Miguel Coelho) chegar, não vai ter um terreno para construir escolas, equipamentos públicos”, disparou.

Cancão já havia revelado que um terreno no Bairro Cosme e Damião, na zona oeste, também foi cercado, chegando a invadir uma área federal. O oposicionista aproveitou o ensejo para convocar a presença do secretário de Ordem Pública, Jota Santos, e de Marcelo Cavalcanti (que já respondeu por essa Pasta) para darem as devidas explicações à Casa, na próxima terça-feira (6/12).

Processo eleitoral para presidência da Casa Plínio Amorim pode acabar deixando rusgas

casa plinio amorim (2)Embora as declarações de todos os vereadores que pretendem disputar a Mesa Diretora da Casa Plínio Amorim para os próximos dois anos sejam só de elogios ao atual presidente Osório Siqueira (PSB), é cada vez mais evidente – como este Blog já reiterou – que os discursos são de mudar os ares do Legislativo.

Em tom mais explícito ou mais discreto, os concorrentes a presidente acreditam que a ‘Era Osório’ já deu. A ponto, inclusive, de aprovarem por unanimidade um projeto de lei de autoria de Ronaldo Cancão (PTB), o qual propôs o fim da reeleição para presidente da Mesa Diretora.

O detalhe é que a proposta de Cancão só valerá para a eleição de presidente no biênio (2019/20). Ou seja, nesse processo eleitoral que se avizinha, Osório ainda pode participar. Caso vença novamente, é provável que os elogios a Osório rapidamente se transformem num mal-estar generalizado.

Aprovação de projeto acabando com reeleição para a Mesa Diretora da Casa Plínio Amorim reforça tese do ‘todos contra Osório’

Osório nova

O atual presidente da Casa Plínio Amorim, vereador Osório Siqueira (PSB), já tentou minimizar o fato de seu nome encontrar resistência por parte dos demais colegas quanto a disputar novamente o comando da Mesa Diretora. Disse que não são a maioria, mas apenas “um pequeno grupo” de vereadores. Osório chegou a garantir até o contrário: que tem o apoio da maioria dos pares. Mas a aprovação de um projeto de lei, na sessão plenária de ontem (17), acaba pondo por terra esse discurso.

O projeto (004/2016), de autoria de Ronaldo Cancão (PTB), acaba com a reeleição para todos os integrantes da Mesa Diretora (presidente, vice-presidentes e secretários) e foi aprovado por unanimidade. Osório, no entanto, voltou a mostrar tranquilidade em relação ao assunto, justificando que a decisão da Casa só valerá a partir do próximo presidente que for eleito em janeiro de 2017.

Pode até ser. Mas uma fonte deste Blog assegurou que tem muita gente incomodada com a tentativa de Osório em se perpetuar no Poder Legislativo. E talvez ele encontre, inclusive, dificuldades para engatar o quarto mandato de presidente. Quem viver, verá.

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