Armando Monteiro conversa com Odacy, mas por enquanto PTB e PT vivem realidade bem diferente de 2014

Em sua andanças pelo Sertão do São Francisco, o senador Armando Monteiro Neto (PTB), que almeja disputar o Governo de Pernambuco, andou conversando em Petrolina com o deputado estadual Odacy Amorim (PT). Em 2014, os dois formaram o mesmo palanque. Agora, a história é diferente.

Desde que se posicionou favorável à reforma trabalhista do Governo Temer, o líder petebista passou a ser visto atravessado pelos petistas. Em recente entrevista a este Blog, quando esteve na cidade, no final de junho, a vereadora Marília Arraes – um dos nomes do PT à disputa pelo Palácio do Campo das Princesas em 2018 – praticamente descartou uma aproximação com o senador.

Como o deputado costuma afirmar que política se faz ouvindo a todos, evidentemente ele não se furtou a conversar com o senador. Mas qualquer outra coisa além disso será mera especulação. Ao menos por enquanto.

Herdeiro político de Eduardo Campos reforça discurso socialista pelo diálogo em 2018, mas cutuca gestão do PT

Herdeiro político do ex-governador Eduardo Campos, o chefe de gabinete do governador Paulo Câmara, João Campos, reiterou o discurso socialista de estar aberto ao diálogo com todos os partidos para as eleições 2018, mas evitou antecipar esse debate. Em Petrolina, onde participou ontem (14), juntamente com Paulo e toda sua equipe, do Seminário ‘Pernambuco em Ação’, João disse que o mais importante, no momento, é focar nas gestões.

“Não estamos num ano eleitoral. Os governos estaduais e as prefeituras pelo País precisam focar na gestão. As pessoas ficam olhando pelo retrovisor, olhando o passado, e esquecendo o futuro do País. Já está passando da hora de olhar para frente e buscar uma solução que possa tirar os 12 milhões de desempregados, dar acesso a creches de qualidade para nossas crianças. Estamos num momento decisivo, de acertar”, ponderou.

Sobre uma eventual reaproximação entre PSB e PT, João disse que esse assunto já foi comentado pelas lideranças do seu partido – o governador e o prefeito do Recife, Geraldo Julio. “Somos da escola de Eduardo Campos. Ele se colocou sempre à disposição do bom debate, do diálogo, e tudo que pudesse contribuir não para um projeto pessoal, mas de desenvolvimento, valia a pena”, declarou.

No entanto, ao ser perguntado sobre as críticas do seu pai ao Governo Dilma, meses antes de passar o comando do Estado para sair em campanha pela Presidência da República, João foi categórico ao criticar a gestão petista.  “Tudo o que ele falava, aconteceu. Dilma entregou o País muito pior do que recebeu, não manteve as condições de governabilidade. E se você olhar o programa de governo que ele desenhou junto com Marina (Silva), tudo é muito atual. O que ele falava de reforma do País, de reforma política, o que aconteceria ao País se aquele grupo (PT) permanecesse no poder é muito atual. Eu acho que ele estava com uma capacidade muito grande da leitura do País”, finalizou.

Senador FBC demonstra solidariedade a Lula, mas não deixa de alfinetar PT; Paulo Câmara prefere cautela

Ex-ministro da Integração Nacional no Governo Dilma, o senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) se utilizou de boa parte do seu discurso durante o Seminário ‘Pernambuco em Ação’, realizado na manhã de hoje (14) na Escola Professora Adelina Almeida, em Petrolina, para prestar solidariedade ao principal nome do PT, o ex-presidente da República Luís Inácio Lula da Silva. O líder petista foi condenado esta semana pelo juiz Sérgio Moro a nove anos e seis meses de prisão, por lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

“Não quero me arvorar em ser juiz, mas tenho plena certeza de que ele não será condenado desta decisão. Desta, ele não será”, afirmou o senador socialista.

FBC lembrou a série de investimentos feitos pelo Governo Lula em Petrolina, assim como obras importantes para Pernambuco – a exemplo da Refinaria de Abreu e Lima, o polo automotivo e os estaleiros, e por este motivo tinha seu respeito.

O socialista, no entanto, não teve a mesma complacência em relação ao PT, partido do ex-presidente. “Mesmo estando em campos opostos, mesmo responsabilizando o partido dele pelo maior desastre econômico da história Brasil, eu não estaria à vontade se não pudesse dar hoje aqui uma palavra em nome de quem viabilizou o polo automotivo de Pernambuco, a refinaria, os estaleiros, a universidade que Petrolina tem (Univasf), as escolas técnicas que se espalham por todo o Interior de Pernambuco. Força Lula!”, afirmou.

Paulo Câmara

Mais comedido sobre o assunto, o governador Paulo Câmara, em coletiva de imprensa momentos antes da abertura do seminário, disse entender o papel das instituições, mas “não se pode pré-julgar”. Ele frisou que o ex-presidente vai recorrer da decisão, em segunda instância. “Temos de aguardar com respeito a qualquer pessoa, sobretudo a um ex-presidente que a gente reconhece que tanto ajudou Pernambuco”, completou.

Novo presidente do PT de Petrolina é empossado

Com a presença do presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, o diretório da legenda em Petrolina empossou na noite de ontem (13) o seu presidente municipal. A cerimônia aconteceu no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), na Avenida das Nações, no Bairro Gercino Coelho, zona leste da cidade.

Reginaldo Paes, que é servidor federal e pesquisador da Embrapa, assumirá o comando do PT de Petrolina pela segunda vez. A primeira foi na década de 90. Os discursos de posse foram marcados, como não seria diferente, pela atual conjuntura político-econômica do País.

Além de lideranças como os vereadores do partido na Casa Plínio Amorim, Cristina Costa (que presidiu o diretório nos últimos dois anos) e Gilmar Santos, e do deputado estadual Odacy Amorim, a posse de Reginaldo também foi prestigiada por líderes comunitários, representantes de movimentos sociais e sindicais e vereadores de outras cidades sertanejas. (Foto: Cláudio Farias/reprodução)

Ao falar pela primeira vez após condenação, Lula reivindica ao PT direito de disputar presidência em 2018

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção passiva, afirmou nesta quinta-feira, 13, que ainda “está no jogo” e reivindicou ao seu partido o posto de candidato à Presidência da República em 2018. “Se pensam que com essa sentença me tiraram do jogo, eu estou no jogo”, disse o petista em coletiva de imprensa.

“Reivindico ao meu partido algo que nunca reivindiquei antes, que é o direito de ser o postulante à Presidência da República em 2018”, afirmou Lula. O ex-presidente também atacou a Justiça, dizendo que esta “não pode tomar decisões políticas” e que a única prova que existe no processo é a da sua inocência”.

Na quarta-feira, 12, Lula, de 71 anos, foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP). O petista também foi proibido de assumir qualquer cargo público por 19 anos. É a primeira vez na história que um ex-presidente é condenado por crime comum no País.

Na sentença, Moro considerou que existem provas de que a construtora OAS pagou cerca de R$ 2,2 milhões em propinas por meio do tríplex, que foi confiscado pelo magistrado.

Apesar da condenação, Moro optou por não decretar a prisão do ex-presidente Lula por entender que “a prudência recomenda que se aguarde o julgamento” de um recurso, uma vez que o julgamento ocorreu na primeira instância do Judiciário. Além do caso do tríplex, Lula ainda é réu em outras quatro ações penais.

Queda de braço

Enquanto o ex-presidente buscará reverter sua condenação em segunda instância alegando que as provas de inocência foram ignoradas por Moro, procuradores da Lava Jato informaram que também devem recorrer da sentença por considerarem a pena muito branda. Se a condenação for confirmada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), Lula será impedido de concorrer à Presidência em 2018. O petista lidera as pesquisas para a corrida ao Planalto. (Fonte: Estadão/foto: Reuters)

Lula praticamente descarta chances de aliança do PT com PSB em Pernambuco

O senador Fernando Bezerra Coelho já havia declarado, recentemente, em Petrolina que achava “improvável” uma reaproximação entre seu atual partido, o PSB, e o PT, em Pernambuco. Ao Blog, a vereadora do Recife, Marília Arraes – cotada para disputar o Governo do Estado pela legenda petista – também disse o mesmo.

Só faltava, agora, um principal nome do PT descartar uma aliança nesse sentido. Não falta mais. O ex-presidente Lula demonstrou, numa entrevista à revista regional Nordeste do mês de julho, que as chances que isso aconteça são praticamente remotas, sobretudo após as críticas à Paulo Câmara, que deve disputar a reeleição ao Campo das Princesas pelo PSB. (Foto/Instituto Lula arquivo)

Presidente do PT dispara sobre possibilidade de afastamento de Temer: “É fora Maia também”

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), declarou nesta sexta-feira, 7, que nenhum parlamentar do partido está autorizado a negociar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em vídeo, Gleisi defendeu o afastamento do presidente Michel Temer, desde que haja uma solução para a realização de eleições diretas.

Rodrigo Maia é tão ruim quanto Michel Temer, é farinha do mesmo saco, daquele pessoal que deu o golpe, tirou a presidente Dilma (Rousseff), e mais do que isso, daquele pessoal que está patrocinando os retrocessos contra o povo brasileiro e a classe trabalhadora. Nós não vamos aceitar dizer que isso é uma transição. É ‘fora Maia’ também”, disse Gleisi.

Caso a denúncia contra Temer seja aceita pelos deputados, o presidente deve ser afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por 180 dias até o julgamento do caso. Nesse período, o presidente da Câmara assume interinamente o cargo. Se o peemedebista for condenado, é prevista eleição indireta para um mandato-tampão, na qual Maia é apontado como favorito.

Gleisi destacou que a “solução” para a crise “não pode ser o Rodrigo Maia“, e sim a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para eleição direta. “Nós não vamos aceitar, portanto não precisam nos chamar para conversar. A oposição, o PT, não estará em uma mesa de conversa como essa. Só tem um jeito de consertar o País, é tirar Temer e fazer eleição direta“, reforçou.

“Travessia”

Na quinta-feira, 6, o presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati (CE), fez um aceno a Maia, dizendo que ele tem condições de fazer uma “travessia” para 2018. Ele admitiu que está conversando com todas as legendas sobre o assunto. “Eu acho que o ideal é envolver todos os partidos, inclusive os de esquerda”, defendeu o tucano. Nos bastidores, o senador petista Jorge Viana (AC) tem participado de encontros com o PSDB e outros partidos da base aliada do governo sobre como seria o cenário pós-Temer”. O objetivo, dizem aliados, não é negociar um acordo, e sim monitorar quais os próximos passos das legendas. Dizem ainda que ele atua “individualmente”, e não de maneira partidária. (Fonte: Estadão/foto reprodução)

Serra Talhada: Próximo de adversários, prefeito Luciano Duque condiciona permanência no PT à candidatura de Lula em 2018

Alvejando mais soluções do que obstáculos, o prefeito de Serra Talhada (PE), no Sertão do Pajeú, Luciano Duque (que dorme e acorda sonhando com a candidatura à Câmara Federal e que passeia, sem constrangimento, com ministros do Governo Temer, a quem alguns aliados tratam como “golpistas“, já decidiu seu destino político.

Se o ex-presidente Lula for candidato nas eleições 2018, Duque seguirá no PT. Caso Lula caia nas garras do juiz Sérgio Moro, ele pula fora do barco petista. (Com a colaboração de Anchieta Santos/para o Blog)

 

 

A representação sem a devida estatura

O Partido dos Trabalhadores (PT) em Petrolina, embora contasse com pouca representação na Câmara de Vereadores da cidade ao longo de sua bonita história de luta,  já ofereceu a Petrolina quadros elogiáveis.

O papel de Maria José foi destacado como primeira mulher do partido a chegar a Casa Plínio Amorim. A atuação elegante e sensata de Isabel Cristina também deixou saudades a Petrolina. Tanto que virou deputada e referência de luta e doçura para Pernambuco inteiro.

Mas hoje não é mais assim. O PT, que já teve quadros de referência, tem hoje dois vereadores panfletários e especialistas em apontar o dedo e nenhuma alternativa. Cristina Costa e Professor Gilmar mais parecem crianças birrentas, afeitos a holofotes e quizilas políticas tão pequenas quanto suas atuações midiáticas e desprovidas de embasamento político. Cristina Costa já era conhecida pela postura raivosa; já professor Gilmar era a esperança  para uma atuação parlamentar madura e elegante. Uma doçura que ficou só na expectativa.

Longe dessa crítica ser ao partido, que tem quadros inteligentes, racionais e com uma contribuição imensa a oferecer por dirigentes e centenas de militantes anônimos e muito bem intencionados.

Falo de atuação parlamentar, de onde se espera um projeto inteligente, exitoso, e não apenas factóides, onde os dois vereadores se colocam como donos da verdade e são incapazes de reconhecer uma boa ação ou qualquer ato que não saia dos seus umbigos ou da gente que convivem. Míopes, não enxergam que o mundo mudou, o país está mudando e que sempre vai existir vida inteligente fora do nosso quintal.

Mas isso acontece quando o ego não é maior do que a razão, diferente dos nossos vaidosos representantes. É isso aí.

Cotado para disputar Câmara Federal em 2018, Odacy afirma que PT precisa se definir sobre candidatura ao Governo de PE

Possível nome do Partido dos Trabalhadores para disputar uma vaga na Câmara Federal em 2018, o deputado estadual Odacy Amorim insiste em manter o discurso cauteloso de que seu projeto é renovar o mandato à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O parlamentar justificou quem antes de analisar candidaturas proporcionais, a legenda precisa se definir o mais breve possível se lançará ou não candidatura própria ao Governo do Estado.

Odacy frisou já ter discutido esse assunto com uma das principais lideranças do PT, o senador Humberto Costa, em Brasília (DF), há cerca de 20 dias, e com o senador Armando Monteiro Neto (PTB) – o qual foi apoiado pelos petistas em 2014. Nesta última semana, ele também colocou o assunto em pauta com o presidente estadual do partido, Bruno Ribeiro, e com a vereadora do Recife, Marília Arraes.

Esta última, inclusive, é cotada para ser o nome do PT na corrida ao Palácio do Campo das Princesas em 2018. Ao Blog, Marília disse respaldar não apenas a candidatura de Odacy à Câmara, como a da vereadora Cristina Costa à Alepe. “Eu preciso e peço que o PT tome uma decisão rápida. Se vai ter candidatura própria, ou se vai optar por um caminho de aliança, e se for aliança, em qual direção nós vamos trabalhar”, ponderou o deputado, que enalteceu a neta do ex-governador Miguel Arraes.

PSB

Ao contrário de Marília, Odacy preferiu não cravar de agora uma exclusão do PSB numa hipótese de aliança com os petistas no ano que vem. No entanto, pela postura dos socialistas, que apoiaram a derrubada da ex-presidente Dilma Rousseff e vêm mantendo um posicionamento dúbio em relação ao Governo Temer, uma nova união com a legenda – a exemplo do que ocorreu nos dois governos de Lula e no primeiro de Dilma – é considerada mais difícil na atual conjuntura.

Política com elegância

A visita ao Sertão da vereadora do Recife Marilia Arraes (PT), cotada como possível candidata ao Governo de Pernambuco, principalmente a Petrolina, registrou uma marca interessante: elegância.

Marília não fugiu de nenhum tema, mesmo os familiares, como contou em entrevista ao Blog. Foi a Marília de sempre, combativa, com visão igualitária, inconformada com problemas sociais, educada e respeitosa. Não se registrou qualquer ataque rasteiro a político nenhum fora do seu palanque, apenas críticas à gestão administrativa.

Ela não caiu na pilha dos seus pares do PT de Petrolina, acostumados ao ataque, apontando o dedo e nunca alternativas. É a prova que combater o bom combate não precisa mesmo passar pelo achincalhamento ou desrespeito aos adversários.

Gonzaga Patriota manda recado a manifestantes que protestaram na Casa Plínio Amorim: “Golpista é quem rouba”

O deputado federal Gonzaga Patriota levou na esportiva o protesto de manifestantes em Petrolina do Movimento ‘Fora Temer’, que acabou interrompendo no final da manhã de ontem (30/6) a audiência pública na Casa Plínio Amorim que abordava questões ligadas ao Rio São Francisco – da qual participava. Isso não quer dizer que os gritos de “fora golpistas”, proferido pelo grupo, tenham ficado sem resposta.

A frase era endereçada sobretudo ao parlamentar, que integra o PSB. O partido tem um representante no Governo Temer (o ministro Fernando Filho) e conta com o respaldo de uma forte liderança socialista (o pai dele, senador Fernando Bezerra Coelho). Além disso, a legenda colaborou para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, substituída pelo atual, Michel Temer (PMDB). Bem ao seu estilo, Gonzaga rebateu à altura.

“Golpista é quem dá golpe, quem rouba. Gonzaga Patriota nunca roubou. Eu vim uma bandeira do PT ali no meio (da manifestação). Quem roubou esse País mais do que o PT, nesses últimos dez anos? Quem foi que já viu um deputado preso, um senador preso e um ex-presidente da República, Deus queira que não, quase preso?”, alfinetou.

O parlamentar socialista também reforçou seu posicionamento contrário ao atual governo. E citou as propostas do Teto Salarial, a terceirização e a reforma trabalhista, que não contaram com seu voto – além da reforma previdenciária, que também irá votar contra.

Novo impeachment

Perguntado sobre a possibilidade do País testemunhar um novo impeachment, agora com Temer, Gonzaga disse achar difícil isso acontecer. Segundo ele, o motivo é que a maioria dos deputados “tem rabo preso” com o governo, ao contrário dele. “Gonzaga Patriota já declarou que vai votar pela abertura do processo para tirar Temer. Agora, tem outros deputados por aí que é melhor perguntar a eles. E talvez eles nem respondam, porque o rabo está preso através de empregos e outros tipos de coisa que Gonzaga não faz”. O socialista disse ainda que, não apenas o PT, mas todos os partidos envolvidos em corrupção devem ser alvos da justiça, inclusive o PSB, caso haja alguma condenação contra a legenda (a qual, aliás, foi aliada dos petistas durante 12 anos de governo).

Odacy e Cristina Costa terão todo apoio do PT para disputar Câmara Federal e Alepe, diz Marília Arraes

Se depender de Marília Arraes, o Partido dos Trabalhadores (PT) respaldará em Petrolina os nomes do deputado estadual Odacy Amorim à Câmara dos Deputados, e da vereadora Cristina Costa à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) nas eleições 2018. Marília, que está cumprindo uma agenda política na cidade, afirmou que os dois estão aptos a encarar o desafio.

A vereadora do Recife e possível pré-candidata do partido ao Governo do Estado argumentou que, além das várias responsabilidades da legenda em relação ao projeto nacional do PT, a meta é também incentivar seus quadros a assumirem candidaturas.

O presidente Lula estava me dizendo, no último congresso nacional do partido, que não teria como fazer um governo diferente com o Executivo dialogando com o mesmo parlamento”, explicou. Marília lembrou do trabalho já reconhecido de Odacy e da proximidade que tinha com seu avô, o ex-governador Miguel Arraes. Em relação a Cristina, ela enalteceu a “atuação coerente e combativa” da vereadora em seus mandatos na Casa Plínio Amorim.

“São dois grandes quadros da região, que com certeza terão o apoio do nosso partido. Mas tudo vai depender do contexto para 2018”, ponderou a petista.

Marília Arraes reforça tese de candidatura do PT ao Governo de PE, descarta aliança com PSB e critica Paulo Câmara: “Não inspira confiança”

A vereadora do Recife, Marília Arraes (PT), começou nesta quinta-feira (29) em Petrolina uma intensa agenda que inclui também outras cidades do Sertão pernambucano, a exemplo de Afrânio, Dormentes e Orocó (no São Francisco), até este sábado (1°/07). Possível ‘cara nova’ na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas nas eleições 2018, ela disse a este Blog que já vem percorrendo todas as regiões do Estado há algum tempo, mas não exatamente com essa intenção. O principal objetivo, garante, é mobilizar a população acerca das mudanças na Previdência e na legislação trabalhista, propostas pelo Governo Temer, as quais considera muito mais “desmontes” do que reformas.

Temos tentado conscientizar as pessoas para que vão às ruas e evitem que nossos parlamentares votem no que está acontecendo, ou mandem seu recado de que em 2018 haverá uma consequência desse posicionamento”, afirmou.

Convidada pela companheira de partido, vereadora Cristina Costa, a petista participou em Petrolina de uma coletiva de imprensa e se reuniu com lideranças locais, ainda na manhã de hoje. Já nesta sexta (30), Marília fará parte da greve geral contra Temer, coordenada pela Frente Brasil Popular, cuja concentração será a Praça do Bambuzinho, na Avenida Souza Filho, Centro da cidade.

Prima de um ex-governador (Eduardo Campos) e neta de outro (Miguel Arraes), Marília deixou claro que o debate para 2018 passa obrigatoriamente por um projeto de partido, e não pessoal. “A mídia tentou fazer as pessoas acreditarem que quem tinha inventado a corrupção foi o PT. E eu vim para o partido nesse momento, que foi o mais difícil, porque tinha confiança de que isso era passageiro. Eu sabia que isso só servia a interesses de quem estava insatisfeito com o projeto de Brasil que o PT vinha implementando, que era incluir as pessoas no mercado de consumo, colocar o pobre e o negro nas universidades, diminuir as desigualdades regionais, e o Sertão de Pernambuco é testemunha disso”, ponderou.

Candidatura própria

Reforçando sua tese, a vereadora assegurou que por enquanto o único nome de consenso para 2018 é do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, cotado para disputar novamente a Presidência da República. No campo estadual, Marília também fecha questão com um nome da legenda para concorrer ao Governo do Estado. Perguntada se estaria pronta para esse desafio, ela justificou que a partir do momento que deixou uma “zona de conforto” no seu antigo partido, o PSB, para embarcar no PT, em seu momento mais delicado, mostra estar disposta.

Mas a vereadora apontou outras lideranças importantes que também reúnem condições para essa missão. “Temos Humberto Costa, João Paulo, Bruno Ribeiro, que é o presidente do partido e que ontem, inclusive, defendeu a candidatura própria; temos o presidente da CUT, Carlos Veras, a deputada Teresa Leitão…enfim, tem muita gente que pode encabeçar esse projeto, defendendo o projeto do PT e com chances reais de ganhar a eleição”, avaliou.

Aliança improvável

Ao contrário do que disse recentemente o governador e vice-presidente nacional Paulo Câmara, em sua última visita a Petrolina, há dez dias, de que o PSB está “aberto ao diálogo”, Marília considerou “muito improvável” uma reaproximação do PT com os socialistas. “E as vozes isoladas que defendem, que são pouquíssimas, sofreriam uma forte resistência dentro do partido”, ressaltou.

Ela chegou a admitir que, caso isso acontecesse, seria o caso de se sentir traída. “Não somente eu, e não porque vim do PSB, mas todas as pessoas filiadas ou não ao PT, que vão para as ruas lutar contra as reformas, que lutam contra o desgoverno que está Pernambuco e que militam em defesa de Lula, se sentiriam traídas. E nós não ficaríamos caladas. Isso não vai acontecer, é uma hipótese muito remota”, declarou.

Sobre Paulo Câmara, aliás, a petista não poupou críticas. Segundo ela, o gestor “não aparece e nem inspira confiança” dos pernambucanos. “Nas grandes crises que o Estado sofre, ele não coloca a cara para tranquilizar a população. É um governador que parece estar esperando quem dê as ordens para ele cumprir, quando na verdade ele teria que deveria assumir o comando político e da gestão do Estado”, completou. A vereadora ainda participa, nesta noite, da missa de um ano de morte da ex-deputada estadual e principal líder do partido no Sertão, Isabel Cristina.

Em visita ao Blog, Marília Arraes admite possibilidade de disputar Governo de PE e destaca também outros nomes no PT

Cotada para disputar o Governo de Pernambuco pelo PT, a vereadora Marília Arraes disse agora há pouco, em visita ao Blog, estar à disposição da legenda. Mas destacou que, além dela, há outros nomes com todas as condições de também figurarem nessa lista.

Mesmo procurando evitar o debate em torno de indicações, Marília vem sendo tratada como uma “aposta” do partido. Tanto é que, além de Petrolina, ela também cumprirá agenda em outras cidades sertanejas neste final de semana. Por enquanto, a única proposta que defende é do lançamento de uma candidatura própria do PT ao Palácio do Campo das Princesas.

A entrevista completa será postada pelas próximas horas.

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