Fernando Filho se antecipa à bancada do PSB e garante permanecer no Ministério

Licenciado do cargo de deputado federal, Fernando Filho não esperou a decisão da bancada do seu partido – o PSB – na Câmara para confirmar que ficará à frente do Ministério das Minas e Energia.

Por meio de uma nota enviada à imprensa, o ministro garantiu nesta tarde (23) que continua comandando a Pasta no Governo Temer. Confiram, no link, a íntegra da nota de Fernando Filho: documento_ministro. (Foto/divulgação)

Setor elétrico pede permanência de Fernando Filho no Ministério das Minas e Energia

Ameaçado de expulsão pelo PSB, o ministro das Minas e Energia, Fernando Filho, recebeu apoio de associações do setor elétrico para permanecer no cargo. Em uma reunião com 22 associações na segunda-feira (22), o ministro recebeu pedidos para continuar no comando da pasta, informou a repórter do G1, Laís Lis. Associações presentes no encontro avaliam que o ministro conseguiu avanços em assuntos importantes, como o déficit de geração das usinas hidrelétricas causado pela escassez de chuva – que vinha causando prejuízo às concessionárias.

Para o presidente da Associação Brasileira dos Investidores em Autoprodução de Energia (Abiape), Mario Menel, a maior preocupação das associações é que a eventual saída do ministro signifique desmantelar a equipe técnica que ele colocou no ministério.

“Ele [Fernando Filho] se comprometeu, dentro do possível, a permanecer como ministro”, disse Menel. O PSB decidiu abrir processo contra o ministro por indisciplina partidária. Na semana passada, após a divulgação do áudio da conversa entre Michel Temer e o dono da JBS, Joesley Batista, o PSB decidiu deixar a base do governo, mas Bezerra permaneceu no cargo. Ao final do processo, Bezerra pode ser expulso do partido.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou que o fato de Bezerra não sair do ministério agrava muitíssimo a situação dele. Fernando Filho já estava na mira da comissão de ética do PSB por ter se licenciado do cargo para votar a favor da reforma Trabalhista. (Fonte: G1/foto reprodução)

Bancada do PSB na Câmara dos Deputados definirá nesta quarta posicionamento do partido em relação ao Governo Temer

Cogitado em deixar o Ministério das Minas e Energia, Fernando Filho deverá permanecer por enquanto no cargo.

O posicionamento do ministro deve valer ao menos até quarta-feira (24), quando a bancada do seu partido, o PSB, fará mais uma reunião para bater o martelo sobre os rumos dos socialistas em relação ao Governo Temer.

Como já é notório, Fernando Filho é da cota pessoal do presidente. Portanto, não foi indicado pelo PSB.

PSB rompe com o governo e pede renúncia de Michel Temer

Sexta maior bancada do Congresso, com 42 parlamentares, o Partido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu neste sábado (20) romper com o governo do presidente Michel Temer (PMDB). A decisão saiu da reunião da Executiva Nacional do partido, que esteve reunida desde o começo da manhã. Os socialistas também pedem a renúncia o “mais rápido possível” de Temer.

O partido decidiu também que todos os cargos no governo, a exemplo do Ministério da Minas e Energia que tem à frente o deputado federal licenciando, Fernando Filho, serão entregues. O senador Fernando Bezerra Coelho, pai de Fernando Filho e membro da Executiva, não participou da reunião.

A decisão veio após as delações dos executivos da JBS, que apresentaram gravações com o presidente Michel Temer sendo conivente com a entrega de propina pelo empresário Joesley Batista para manter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso por crime de corrupção dentro da Operação Lava Jato.

Em nota, o PSB afirma que “a imensa tensão entre a urgência que aflige a população, em busca de melhorias de suas condições de vida, e a incerteza quanto à demora nos resultados do julgamento que atingirá o presidente da República, lhe toma de forma irremediável a governabilidade”. O partido também fechou questão sobre eleições diretas, caso o presidente renuncie. (Com informações e foto do UOL)

 

Nova crise política nacional leva Paulo Câmara a cancelar Seminário ‘PE em Ação’

A Secretaria de Imprensa do Governo de Pernambuco comunicou nesta sexta-feira (19) que foi adiada a realização da rodada do Seminário Pernambuco em Ação do Agreste Central, que ocorreria na cidade de Caruaru. Segundo a nota, o governador Paulo Câmara (PSB), devido à grave crise nacional, precisa estar neste sábado (20) em Brasília, como vice-presidente nacional do PSB, para participar da reunião da Executiva Nacional do partido.

A nota informa que a nova data do Pernambuco em Ação do Agreste Central será divulgada em momento oportuno.

Câmara já tinha se pronunciado sobre as denúncias que envolvem o nome do presidente Michel Temer (PMDB) em vídeo postado nesta quinta, 18, nas suas redes sociais, conforme o Blog já divulgou. No vídeo, o governador pede apuração rígida dos fatos, que classifica como “muito graves”. (Foto: SEIGovPE)

 

Nova crise política leva senador FBC a convocar reunião da bancada socialista para próxima semana

A mais nova ‘hecatombe’ política que se abateu sobre o país, após denúncias envolvendo o presidente da República, Michel Temer (PMDB), levou o líder do PSB no Senado, Fernando Bezerra Coelho, a convocar uma reunião da bancada socialista na próxima segunda-feira (22). A intenção, segundo o senador pernambucano, é decidir sobre um posicionamento definitivo da legenda após os últimos acontecimentos.

“A gravidade da situação política do país, diante das novas denúncias publicadas pela imprensa nacional, exigem serenidade, maturidade e responsabilidade com a estabilidade política e a governabilidade. É preciso que todas as forças políticas se empenhem na busca de uma saída, nos marcos legais e constitucionais, que assegure um ambiente político capaz de conduzir a transição até as eleições de 2018. Nesse sentido, convoco uma reunião da Bancada do PSB no Senado Federal, para a próxima segunda-feira (22), para que, após o conhecimento pleno dos fatos, deliberemos uma posição coletiva sobre a grave conjuntura política atual”, explicou FBC, em nota enviada a este Blog. (Foto/arquivo)

 

Presidente do PSB defende saída de Fernando Filho do Governo Temer

O presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira, defendeu nesta quinta-feira (18) que o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, entregue o cargo. Ele é deputado federal pelo PSB de Pernambuco e assumiu o ministério após a chegada do presidente Michel Temer à presidência.

Siqueira defendeu a saída de Fernando Filho do governo após a revelação de que o dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, gravou o presidente Michel Temer dando aval para a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

O G1 tentou contato com o ministro, mas não havia tido resposta até a última atualização desta reportagem.

“Diante das graves denúncias contra o presidente da República e das informações veiculadas a partir da noite de ontem [quarta], o presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira, defendeu a imediata entrega do cargo ocupado pelo deputado federal Fernando Coelho Filho, como ministro de Minas e Energia“, informa nota divulgada pelo PSB.

A nota afirma que a indicação de Coelho Filho para o cargo “jamais” foi “feita, reivindicada ou chancelada pela direção nacional” do PSB, mas que “o partido não pode admitir que um de seus membros faça parte de um governo antipopular que perdeu, por inteiro, sua legitimidade para governar o Brasil“. (Fonte: G1 Brasília/foto arquivo Blog)

Paulo Câmara manda recado: “É preciso respeitar as decisões da Executiva Nacional do partido”

Vice-presidente nacional do PSB, o governador Paulo Câmara afirmou que é preciso respeitar a decisão da Executiva Nacional da sigla de destituir dos diretórios estaduais provisórios os parlamentares que não seguiram a posição partidária contra a reforma trabalhista. O dirigente disse que não se trata de “punição” aos infiéis, mas de reposicionar os comandos estaduais com lideranças “antenadas” com o pensamento da direção.

“O presidente (nacional do PSB, Carlos Siqueira), diante do que foi decidido pela Executiva e diante do que aconteceu na votação da reforma trabalhista, entendeu que as direções provisórias tinham que mudar. Mudar para colocar pessoas que estejam antenadas com a posição da executiva nacional. Não é uma punição aos deputados. É uma alteração diante da decisão que o partido tomou. Então, a gente tem que respeitar isso. Os diretórios têm que estar em consonância com o que pensa a executiva do partido, foi uma decisão exclusiva para esses quatro pontos”, afirmou o governador, após a entrega de Unidade de Pronto Atendimento Especializada (UPAE) de Ouricuri, nesta sexta-feira (5).

Sobre a possibilidade de uma debandada de lideranças por discordar da posição da Executiva Nacional, Paulo Câmara defendeu que o PSB tem posicionamentos e uma história que precisa ser respeitada. Segundo ele, os filiados sabem quais são as posições da legenda. Ele cita a decisão contra a reforma trabalhista tomada pelo Congresso Nacional do PSB, ainda sob o comando do ex-governador Eduardo Campos, em 2014.

“As pessoas que entram no PSB têm que saber que é um partido com história, que tem programa e ideias que precisam ser respeitadas. Eu acho que cabe agora uma reflexão de todos nós. Serenar os ânimos. O momento que o País passa é de buscar agregar e não dividir. Como dirigente partidário sempre me coloquei para a gente tentar unir e não buscar divisão”, concluiu. (Fonte: Folhape)

Ronaldo Silva aumenta o tom e enquadra Odacy: “Já ficou ridículo, aceita que dói menos”

O vereador Ronaldo Silva (PSDB) perdeu a  paciência com a insistência do deputado estadual Odacy Amorim (PT), que não teve êxito nas últimas eleições municipais do ano passado – quando foi candidato a prefeito de Petrolina – em impugnar a chapa vencedora e cassar o mandato do prefeito Miguel Coelho (PSB)

“Odacy tem é que trabalhar mais e falar menos. Aceita a derrota que dói menos, Odacy. Já ficou ridículo isso”, disparou.

O vereador comentou, inclusive a última decisão da Justiça Eleitoral de Petrolina, que reprovou as contas eleitorais de Odacy:

Ele primeiro tem que trabalhar direito, fazer uma campanha limpa, honesta, com contas aprovadas e tudo às claras. Procurem ver a decisão do juiz. Se eu fosse Odacy ficaria envergonhado. Já que ele diz que é evangélico, deveria cumprir o que a Palavra de Deus fala em Romanos, capítulo 13 e versículos 1 e 2, para todos cristãos: ‘Todos devem sujeitar-se às autoridades superiores; porquanto, não há autoridade que não venha de Deus, e as que existem foram ordenadas por Ele’. Portanto, quem se recusa a submeter-se à autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. Mas acho que esse crente se julga maior que a palavra de Deus”.

Depois de Miguel Arraes e Eduardo Campos, ninguém mais fala mesma língua no PSB

O mais recente conflito interno do PSB, desta vez referente às reformas trabalhista e da Previdência propostas pelo presidente da República Michel Temer, expõe de vez as feridas abertas após a Era Miguel Arraes e Eduardo campos. Nos bastidores políticos de Petrolina, o que mais se comenta é que a legenda socialista mais parece uma imensa ‘Torre de Babel’. Ninguém mais fala a mesma língua.

Foi assim também no caso do impeachment da então presidente Dilma Rousseff. Até mesmo em questões locais, como a indicação do partido sobre quem seria o candidato a prefeito de Petrolina nas eleições municipais do ano passado, o partido lavou a roupa suja para quem quisesse ver.

Quando os principais líderes do PSB estavam vivos, era inimaginável ver a legenda com tantos posicionamentos distintos. Essa página foi virada. A grandeza de outrora da legenda socialista atualmente está apequenada diante de tantas estrelas para pouca constelação.

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