Após protestos de ontem, Câmara Federal aprova seis MPs; Deputados, porém, continuam considerando “insustentável” situação do governo

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (24) seis medidas provisórias, trabalhando em ritmo de normalidade mesmo após a manifestação contra o governo de Michel Temer degringolar em um ato de vandalismo e depredação pelas ruas de Brasília e agravar a crise política. Temer editou, às pressas, um decreto para conter o ato com o apoio do Exército, o que provocou reações acaloradas entre os parlamentares – incluindo brigas, xingamentos e empurra-empurra dentro do plenário.

Após o dia tumultuado, no entanto, os deputados conseguiram aprovar medidas provisórias que aguardavam votação. O resultado foi possível porque a oposição, que nesta tarde chegou a ocupar a tribuna da Câmara para impedir os trabalhos, abandonou o plenário em protesto à presença dos militares nas ruas da capital do país.

Enquanto as matérias avançavam, o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), chegou a brincar: “Desse jeito nós vamos até aprovar a Reforma da Previdência hoje”. Os deputados aprovaram as MPs 759, 760, 761, 762, 764 e 767.

O resultado do plenário, porém, em nada significa que a crise do governo Temer, acuado pelas acusações feitas por delatores do grupo JBS, está prestes a cessar. Deputados, internamente, avaliam que a cada dia a situação do peemedebista no comando do país está mais insustentável. (Fonte: Veja/foto: Luis Bernardo Jr.)

Protesto e tumulto na saída de ministro após inauguração da Policlínica da Univasf em Petrolina

Estudantes, professores, movimentos sociais e sindicatos, estiveram na frente da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), campus Petrolina, no final da manhã desta sexta-feira, 17,  para protestar contra a visita do ministro da Educação, Mendonça Filho que veio inaugurar a Polioclínica da instituição. Com palavras de ordem e cartazes em punho, os estudantes da instituição, principalmente, reclamaram que não foram convidados para um equipamento que é ícone da luta deles para que se tornasse realidade.

“A Policlínica foi luta do movimento estudantil e agora que sai, o ministro vem inaugurar num contexto onde está havendo desmonte do SUS, da educação, reformas antipopulares e sem falar que para essa inauguração, nós não fomos convidados, o povo não foi convidado”, disse Bismark Augusto, do Levante Popular da Juventude e estudante de Farmácia da Univasf. Ele frisa. “A Policlínica só saiu com pressão da comunidade acadêmica”.
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Primeira onda de protestos no Governo Temer acontece em todo o país

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A primeira onda de protestos pós-Dilma acontece em diversas regiões do Brasil neste domingo. Os manifestantes protestam contra a corrupção e apoiam a Lava Jato. Sem uma pauta específica, eles também pedem a rejeição das mudanças no Pacote Anticorrupção, após o a Câmara dos Deputados votar na ‘calada da noite’ diversas modificações no projeto que desfiguraram o texto inicial.

Segundo os organizadores do movimento ‘Vem pra Rua’, um dos que encabeçaram os protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, as manifestações acontecem em mais de 200 cidades brasileiras. Em Brasília, o protesto aconteceu em frente ao Congresso Nacional; em São Paulo, os manifestantes se reúnem na Avenida Paulista e, no Rio de Janeiro, no Posto 5, na praia de Copacabana. (fonte/foto: Veja.com)

Juízes e promotores de Petrolina reforçam coro de protestos contra Câmara dos Deputados

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Juízes e promotores que atuam em Petrolina nas esferas estadual e federal reforçaram, na manhã desta sexta-feira (2), em frente ao Fórum Dr.Souza Filho, no Centro da cidade, o coro de protestos da classe pelo país afora contra a Câmara dos Deputados, que aprovou na última quarta-feira (30/11) o Pacote Anticorrupção. O texto original continha dez medidas e foi apresentado pelo Ministério Público Federal (MPF), com o respaldo de 2 milhões de assinaturas de cidadãos brasileiros. Mas o projeto aprovado pelos parlamentares só manteve quatro das dez medidas. (mais…)

Belém do São Francisco: Comoção e protestos marcam primeira audiência de homem acusado de estuprar e matar menina de cinco anos

Comoção, revolta e protestos marcaram a primeira audiência do homem acusado de estuprar e assassinar uma menina de cinco anos em Belém do São Francisco (PE), no Sertão de Itaparica, em dezembro passado. A audiência aconteceu no Fórum da cidade, no dia de ontem (7).

O corpo de Evelin Kaline foi encontrado no dia 15 de dezembro passado, dentro de um saco plástico. Ela foi brutalmente morta a pedradas pelo vizinho, Antonio Joaquim Nascimento, após ter sido violentada.

Segundo informações, foi necessária a intervenção da Polícia Militar nas dependências do Fórum da cidade para conter os manifestantes. Houve momentos de tumulto quando o assassino chegou ao local, sendo necessário reforço policial. O Blog não foi informado sobre o resultado da audiência. (foto/reprodução WhatsApp)

Após passagem da tocha olímpica, protestos na Orla de Petrolina

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Não foi só em Juazeiro (BA) que a passagem da tocha olímpica foi marcada por protestos ao Governo Michel Temer. (mais…)

Após protestos, Temer cria Secretaria Nacional de Cultura e coloca mulher no comando

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Em meio à polêmica sobre a ausência de mulheres no primeiro escalão do governo e do fim do Ministério da Cultura (Minc), o governo Temer decidiu criar uma Secretaria Nacional de Cultura ligada à Presidência da República e tem avaliado nomes femininos para comandá-la. Adriana Rattes, ex-secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e ligada ao PMDB, é uma das cotadas. Extinto na quinta-feira, o ministério foi transferido para a Educação, sob o comando de Mendonça Filho, da cota do DEM. No entanto, diante da forte reação da classe artística, o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) recuou da decisão formalizada em medida provisória.

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Belém do São Francisco: Servidores farão dia de protestos contra administração municipal

belemEm Belém do São Francisco (PE), Sertão de Itaparica, os servidores públicos de educação começam daqui a pouco um dia de protestos contra a administração municipal. O ato público terá início a partir das 08h10, com uma alvorada. Logo depois os participantes iniciam a mobilização na Avenida Antônio Teodósio, onde se somarão outros profissionais, como os conselheiros tutelares, que se encontram no mais completo abandono.

A partir daí, e a cada cinco minutos, será explicado à sociedade, através de carro de som, os motivos da paralisação. Posteriormente os servidores descerão pelas ruas e passarão na frente do TJPE, Secretaria Municipal de Educação (SME), Prefeitura, finalizando esse primeiro momento, em frente à sede do Ministério Público do Estado de Pernambuco (MPPE), onde entregarão uma pauta de reivindicações.

O documento contém os seguintes itens: data-base para pagamento dos funcionários da Secretaria Municipal de Educação (folha dos 40% e 60%, todo dia 10 de cada mês);.Análise técnica dos recursos da Secretaria por analistas da Prefeitura Municipal e do sindicato, de 13 a 16.10.2016; pagamento do salário do mês de dezembro e férias até o dia 10.01.2016; devolução dos professores locados em outras secretarias, para a SME, a partir de janeiro/2016; regularização do transporte e merenda escolar; reformulação do plano de cargos e carreira, a partir do mês de novembro; regularização dos pagamentos dos empréstimos dos consignados.

O protesto vai até às 19h30, quando na Academia das Cidades da Antônio Teodósio acontecerá uma palestra ministrada pelo professor Josenildo Melo, cuja temática será “Palestra Musical – Ser Educador e Não Lutar é uma Contradição Pedagógica”.

Sob protestos, Dilma entrega residencial do ‘Minha Casa, Minha Vida’ em Juazeiro

dilma solenidadeA cerimônia de entrega das 1.480 unidades habitacionais do Residencial Juazeiro I, do ‘Minha Casa, Minha Vida’, em Juazeiro (BA), foi marcada por manifestações contra a presidenta Dilma Rousseff (PT), que fez a entrega simbólica das chaves no final da manhã desta sexta-feira (14). (mais…)

Movimento ‘Brasil Livre’ em Petrolina cancela protestos contra Dilma neste domingo

RafaelContrariando as mobilizações contra a presidente Dilma Rousseff (PT), que acontecerão na maioria das cidades brasileiras neste domingo (16), O Movimento ‘Brasil Livre’ em Petrolina não terá protesto nas ruas desta vez. A informação foi repassada pelo representante do movimento e presidente da ala jovem do PV na cidade, Rafael Coelho (foto).

Segundo ele, o motivo deu-se por divergências entre o grupo organizador da mobilização, que queria dois atos públicos no mesmo dia. Rafael defendeu apenas um, que começaria às 16h, como já estava anteriormente acertado.

Defendemos o movimento das 16h porque foi a primeira semente plantada, e fazer dois movimentos no mesmo dia seria desagradável para a população”, justificou.

Antecipando-se a eventuais críticas, Rafael deixa claro que sua decisão nada tem a ver com quaisquer boatos de que poderia “ter se vendido” ao PT para não encabeçar o movimento. “Continuo com as mesmas opiniões e torcendo para que nosso país volte a se desenvolver e dar credibilidade aos investidores e ao povo brasileiro”, frisou Rafael, que defende o impeachment de Dilma. Ele diz ainda que o direito à cidadania, com a realização dos protestos, não aconteça esporádica, mas diariamente. “As pessoas têm que ir às ruas, independente de cores partidárias, demonstrar sua insatisfação”, avaliou. O movimento já tinha se mobilizado na cidade em abril e março deste ano.

Polêmica: Protestos interrompem sessão da Câmara dos Deputados que discutia redução da maioridade penal

maioridade penalDe volta aos holofotes com o início dos trabalhos de uma comissão especial na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (10), a proposta de emenda constitucional para reduzir a maioridade penal no Brasil ainda está longe de ser alvo de consenso no país.

Tramitando em regime de urgência no Congresso, a medida, que promete grandes impactos na legislação e na sociedade, divide especialistas, parlamentares e lideranças políticas. A sessão da comissão especial foi interrompida ontem por protestos contrários à proposta e adiada para quarta-feira que vem.

O parecer do relator da PEC 171/93, o deputado federal Laerte Bessa (PR-DF), deverá pedir a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos de forma geral, cumprindo pena em locais separados dos presos comuns, além de orientar a realização de um referendo para consultar a população.

Bessa tem usado como argumento uma pesquisa do Datafolha de abril deste ano, que ouviu 2.834 pessoas em 171 municípios e concluiu que 87% dos brasileiros são a favor da redução.

Para ser aprovada, a proposta precisa ser colocada em votação pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que vem se manifestando a favor da medida. Cunha já afirmou que pretende colocar o tema para votação em Plenário em 30 de junho.

Após votações em dois turnos tanto por deputados quanto por senadores, a PEC não precisa de sanção da presidente Dilma Rousseff, que tem se colocado abertamente contrária à alteração na Constituição.

Entre os especialistas, há divisão quanto à eficácia da medida para reduzir a criminalidade, os impactos da alteração em outras leis, como exploração de menores, além da compra de bebidas alcóolicas e o direito de dirigir.

Escola do crime”

Outros pontos polêmicos são o ingresso num sistema carcerário já superlotado, a possibilidade de contato com a “escola do crime” dentro dos presídios, questões sociais em torno da criminalidade infanto-juvenil e a necessidade de punição mais severa do que a prevista atualmente para crimes graves como latrocínio, homicídio e estupro.

A BBC Brasil ouviu especialistas com experiência na área do direito infanto-juvenil para discutir se o país deve ou não reduzir a maioridade penal. Veja seus principais argumentos:

Neves acredita que, a longo prazo, os efeitos da potencial redução da maioridade penal seriam “perversos” para a sociedade brasileira. “Ao saírem das cadeias com maior intimidade com o mundo do crime, esses jovens cometerão mais homicídios, latrocínios, crimes graves. É um grande equívoco achar que estaremos controlando a criminalidade”, avalia. (fonte: BBC Brasil/foto: Agência Câmara)

Artigo do leitor: A Copa do Mundo e o Brasil de todos nós

Neste longo – mas interessante – artigo, o pedagogo, poeta e escritor Manollo Ferreira é um dos que defendem que os investimentos feitos pelo governo brasileiro para garantir a Copa do Mundo no país poderiam ser priorizados em áreas fundamentais como saúde. Mas ele discorda veementemente daqueles que agora querem protestar contra a Copa. Para o leitor, é como se quisessem colocar o cadeado somente depois que o ladrão entrou e roubou a casa.

Ele afirma que os problemas crônicos do país não são por culpa do governo petista e, muito menos, por causa da Copa do Mundo. E aproveita para dar umas alfinetadas em movimentos como ‘O Vale Acordou’. Confiram:

copa 1 Até que se confirmem os inocentes, somos todos culpados

Em 30 de outubro de 2007, a FIFA ratificou o Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014. Brasileiros em todos os cantos do planeta eufóricos comemoraram, vestiram-se e cobriram patrimônios históricos e culturais por todo país com as cores da nossa bandeira. O povo em frente da televisão, da internet, nos lares, nas ruas, nos bares, em todos os lugares, quase na sua totalidade expressavam contentamento por tal feito, era a ‘realização de um sonho’ para uma nação apaixonada por futebol. O país era um sorriso só de contentamento com a possibilidade real de ver a seleção brasileira jogar uma copa do mundo em sua jurisdição, podendo ser campeã diante do seu povo… Esse foi o Brasil que vi, li e senti no dia 30 de outubro de 2007.

Quase seis anos depois da conquista do Brasil poder sediar a sua segunda copa do mundo de futebol, exatamente no mês de março do ano de 2013, aconteceram na cidade de São Paulo protestos contra reajustes incididos nas tarifas de transportes públicos no valor de R$ 0,20. Esses protestos foram o estopim para que, no mês de junho do mesmo ano, um ato antes isolado ganhasse grandes proporções, quando manifestações alastraram-se por todo país, mediante disseminação acendida por grande parte da massificadora mídia televisiva e de informatização. E assim, em poucos dias, alguns brasileiros impulsionados por um sentimento de insatisfação e de revolta, lançaram-se nas ruas. Alguns, tomados por um verdadeiro ideal democrático no exercício pleno da cidadania, expandiram a lista de exigências, indo além de um simples aumento de tarifa de transporte público – que a princípio se deu na capital São Paulo – para exigir do governo investimentos na saúde, na educação e no combate à corrupção, além de outras reivindicações.

Contudo, enquanto pessoas pensavam dessa forma, outros muitos, aproveitando-se do momento, lançaram-se às ruas com o exclusivo intento de vandalizar. Outros tantos foram mesmo sem saber por que estavam lá. Alguns para aparecer, outros porque estar presente era estar na ‘moda’, ou então, fazendo parte dos manifestos era também fazer parte da história, mesmo sem saber o porquê de estar; em uma definição mais que apropriada, tais manifestos na época foram batizados pelo amigo e professor da Uneb, Josemar Pinzoh, de “Efeito Manada”.

Em todas as grandes cidades do país, ruas, praças e avenidas transformaram-se em verdadeiros cenários de guerra. Pessoas contradiziam o verdadeiro ideário das manifestações, roubando, agredindo, matando, morrendo. E foi assim que diante de todo esse pandemônio surgiu o grande algoz dos problemas do Brasil: a Copa do Mundo. Anteriormente tão desejada, passou esta a ser o alvo da ‘causa’, já que o governo federal direciona desde então grande parte de suas atenções à construção de estádios, às reformas dos principais aeroportos do país, além de obras correlatas – na ótica de alguns muitos brasileiros – deixando de lado questões de ordem social e de necessidade básica.

Pesquisa realizada pelo Ibope no ano de 2013 evidencia a indecisão da população brasileira no que tange às manifestações, como podemos ver abaixo.

75% apoiam as manifestações

50% Acreditam que protestos provocarão mudanças

50% Não acreditam que protestos provocarão mudanças

‘O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado onde está’’. (Presidenta Dilma, 24 de junho)(Pesquisa do Ibope divulgada na revista Época – 15/06/2013)

Durante as manifestações, surgiram algumas frases de efeito, a exemplo da frase que mais marcou, assim dizendo: “O Gigante Acordou!”… Na minha humilde opinião, o Gigante ainda encontra-se preso a um pesadelo, sonhando em estar acordado. Que o povo acorde mesmo, que acorde para o real sentido do estar dormindo, que cada um acorde para si e para o outro, fazendo valer de fato e de direito o direito de poder exigir os seus direitos em conformidade com o coletivo; que cada brasileiro acorde na sua plena consciência, enquanto parte importantemente responsável por tudo que acontece e que acontecerá dentro da coletividade. Talvez assim, no seu cada um, juntas, se resignando, as pessoas possam dar significado à citada frase de efeito: “O Gigante Acordou!”.

A Copa do Mundo, inevitavelmente, irá acontecer no mês de junho do corrente ano. Se esta será dispendiosa ou lucrativa para o nosso país, não sabemos estimar, mas uma coisa nós sabemos: o Brasil tem que mudar. O país ainda não é o que sonhamos – isso nós sabemos. No entanto, não será munido pela equivocada ideia de derrubar o governo atual, responsabilizando-o por todas as moléstias que sempre afligiram a nossa sociedade, é que o povo fará do Brasil um país melhor do que no momento se encontra.

A situação a qual nos encontramos não foi instituída por este governo, ou tem a Copa do Mundo de Futebol como únicos e exclusivos responsáveis. O país pior já esteve. Estatisticamente números correspondentes ao IDH ratificam a significativa melhoria na qualidade de vida dos brasileiros nos últimos 10 anos, as pessoas têm que de fato acordarem para isso. Caindo esse governo, quem temos como opção para o Brasil nosso de cada dia fazer melhor ficar?

Não será agindo desorganizadamente, sem base, sem rumo, sem causa que alcançaremos atingir nossos ideais, Precisamos reivindicar sim, com clareza e objetividade, o que realmente ambicionamos. Temos que lutar sim: por nós brasileiros, para um bem comum, sem nos prendermos a partidos políticos. Temos que lutar sempre, sem pausas, sem parcialidades, cientes de nossos verdadeiros direitos e deveres, convictos da causa da qual vestimo-nos. Temos sim que reivindicar melhorias, exigindo melhor qualidade de vida, uma educação e uma saúde de melhor qualidade sim, mais segurança e medidas extremas de combate à corrupção, sim. Todavia, para isso é preciso fazer cada um a sua parte, pensando sempre no bem comum.

Já que o foco aqui é a Copa do Mundo de Futebol, aproveito para fazer uma pergunta: O que tem a Copa a ver com tudo isso? Pois sabemos que os múltiplos problemas do Brasil, bradados em meio às protestações durante os manifestos, infelizmente nos acompanha desde a sua colonização.

No entanto, para que possamos idear perspectivas positivamente plausíveis, será necessário extirparmos o mal maior, talvez responsável por todos os demais males que assolam o país, mal este o qual vem nos destruindo como um câncer, que de forma degenerativa mata nossa saúde, nossa educação, nossa segurança, nossa economia; que nos mata dentro do nosso lar, dentro de nós mesmos. Um mal que está intrinsecamente ligado aos políticos brasileiros, os quais regem as verbas destinadas à realização da Copa no Brasil – como não podia ser diferente – em ‘parceria’ com grandes empresários, donos de grandes empresas responsáveis pelas obras relacionadas à copa.

No clima real da copa, muitos brasileiros se manifestam por meio da virtualidade nas redes sociais ou nas ruas contra a realização da mesma, enfatizando que não haverá a Copa no Brasil, sem mesmo saber de fato do porquê dessa afirmativa, como ‘papagaio’, repetindo o que achou bonito alguém dizer ou porque está na moda ser contra a Copa. Outros tantos, aproveitando do ensejo, deflagram greves pelo Brasil afora, trazendo transtornos para o restante da população, ocasionando danos de ordem material, social e pessoal à sociedade em geral. Contraditória a toda essa celeuma em torno da Copa do Mundo a realizar-se no Brasil, a maior aquisição de ingressos para assistir aos jogos vem sendo realizada por maioria de brasileiros, como podemos ver abaixo demonstrado em informações divulgadas pelo Bol Notícias.

“A última fase da venda de ingressos da Copa do Mundo começou às 7h desta terça-feira (horário de Brasília). Desde a abertura do período de comercialização, a procura por ingressos é grande. Torcedores que acordaram cedo para tentar adquirir uma entrada, esperaram mais de uma hora na fila virtual para acessar o sistema de venda dos bilhetes. A demora gerou reclamações.”

“A FIFA já comercializou 2,5 milhões de ingressos do Mundial. Só brasileiros já compraram quase 1,6 milhão de entradas.” (Publicado e pesquisado em BOL notícias, 15 de Abril, 2014).

copa 2O dinheiro gasto na realização da Copa poderia ter sido empregado na educação, na saúde, na segurança pública e na moradia – isso eu concordo –, mas não o foi. Deveríamos termos nos atentado para isso antes. Infelizmente a população, levada pela euforia advinda da escolha do Brasil enquanto país-sede, se fez alheia às desproporcionalidades sociais existenciais no país.

Sou totalmente a favor das manifestações, desde quando estas aconteçam sem violência, executada de forma ordeira, organizada e com propósito, sem cunho político-partidário, com parcialidade, no seu pleno papel democrático e cidadão, de interesse preponderantemente comum.

Contudo, para isso, a população brasileira deveria se articular num processo de mobilização nacional com o desígnio de reivindicar a ‘não’ aprovação da Copa no país antes de tudo vir a se confirmar, precisamente na época em que foi sugerido o nome do Brasil como concorrente a realização da mesma.

Todavia, após seis anos, e em meio a toda estruturação dos cenários correlativos à Copa, é que o povo atentou para o fato de que a realização do evento tinha sido um equívoco, mediante problemas existenciais, de ordem socioeconômica e cultural, que perduram desde a sua colonização.

Problemas os quais, sem ser realizada uma análise investigativa nos ‘autos’ da história do Brasil, estão sendo atribuídos aos governos do PT, em especial ao da presidente Dilma Rousseff, conexo à realização da Copa do Mundo no país, deixando a entender que este governo e a realização da Copa são capitais responsáveis por tais problemas, indiciando-os assim como únicos e particulares culpados por um mal antigo, o qual se faz fortalecido alimentando-se do comportamento alienantemente ambíguo de um povo que ainda precisa ‘acordar’ pra muita coisa.

Emanoel Ferreira da Silva (‘Manollo Ferreira’)/Pedagogo – Professor – Especialista – Poeta – Escritor/Bairro Piranga (Juazeiro-BA)

Depois de protestos, seleção chega à Granja Comary para iniciar preparativos em busca do hexa

chegada_onibus_grabjacomary2_alexandrelozetti_95Após percorrer pouco mais de 85 km, a seleção brasileira já está na Granja Comary, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro. O grupo vai iniciar nesta segunda-feira a preparação para a Copa do Mundo. Em meio a manifestantes e torcedores, o ônibus acessou o local, reformado para receber as atividades antes do Mundial.

Nesta segunda-feira, os jogadores serão submetidos a exames médicos de rotina. A tendência é que somente na quarta-feira ocorram atividades no campo da Granja. A viagem até Teresópolis durou cerca de 1h30.

Antes de deixar o Rio de Janeiro, a delegação teve dificuldades para sair do hotel, na região do Aeroporto Internacional, por conta de uma manifestação de professores. Na chegada à Granja Comary, um grupo também protestou. Uns por moradias para desabrigados de enchentes e outros por melhores salários para os professores.

Em Teresópolis, aliás, o clima de protesto contrastou com a euforia de dezenas de moradores que acompanharam a chegada do ônibus. Um carro de som de um músico, por exemplo, tocava canção em favor da Copa do Mundo (“A Fifa, a CBF, é elite, é Seleção…”). No protesto, por outro lado, mensagens contra as entidades.

Amistosos

Comandada por Luiz Felipe Scolari, a Seleção faz dois amistosos antes da estreia no Mundial: dia 3 de junho, contra Panamá, no Serra Dourada, em Goiânia, e contra a Sérvia, dia 6 de junho, no Morumbi. A equipe estreia na Copa contra a Croácia no dia 12 de junho, na Arena Corinthians, em São Paulo. Além do duelo com os europeus, encara na primeira fase o México, no dia 17, no Castelão, em Fortaleza, e Camarões, no dia 23, no Mané Garrincha, em Brasília. (Fonte: G1/foto: Alexandre Lozeti)

Enquanto Dilma se cala, manifestantes soltam o verbo em Cabrobó

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Se de um lado a presidente Dilma Rousseff chegou muda e saiu calada durante visita a Cabrobó (PE) nesta terça-feira (13), do outro o que não faltou foram os gritos de protestos dos manifestantes que interditaram a BR-428, formando um engarrafamento de cerca de 10 km de extensão.

De acordo com um dos líderes do movimento, Elioenai Dias, o objetivo era cobrar promessas anunciadas para o município desde 2005. “Nós não podemos ficar parados vendo um governo se alimentar de promessas. Cadê os investimentos que anunciaram para o nosso município? cadê as casas do ‘Minha Casa, Minha Vida’? cadê o Cais?”, questionou o jovem.

Além da passagem relâmpago da presidente, também sobraram críticas ao forte esquema de segurança que impediu que imprensa e populares se aproximassem de Dilma. O cacique e vereador Neguinho Truká criticou os excessos e lamentou o distanciamento da presidente. “Ela é autoridade, representante do governo. Proibir o povo de se aproximar é um absurdo“, desabafou.

Protestos marcam visita relâmpago de Dilma a Cabrobó

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GEDC0217Pouco mais de 15 minutos. Este foi o tempo que durou a visita da presidente Dilma Rousseff a Cabrobó (PE), no Sertão do São Francisco, na tarde desta terça-feira (13). Dilma chegou ao município por volta das 15h e quando todos esperavam pelo discurso, eis que surge a notícia que a presidente já havia deixado a cidade em seu helicóptero presidencial.

Sem falar com a imprensa, Dilma cumprimentou autoridades, fotografou ao lado de operários e partiu com a mesma pressa que chegou. Não bastasse a frustração para os jornalistas da imprensa nacional que vieram cobrir o evento, sobraram manifestações que nem mesmo chegaram aos olhos da presidente.

Num espaço reservado às autoridades, Dilma permaneceu por poucos minutos acompanhada pelo anfitrião, prefeito Dr.Auricélio Torres (PSB); o vice-prefeito Romero Gomes; o governador João Lyra Neto (PSB); além do prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio (PMDB), dentre outros nomes da política local.

A visita de Dilma seria para vistoriar as obras do Eixo Norte da transposição do Rio São Francisco, mas depois de uma passagem criticada e inusitada, os comentários foram outros: nos bastidores há quem diga que, na verdade, a vinda de Dilma ao Sertão foi apenas um pretexto para capturar imagens que serão utilizadas em seu guia eleitoral.

Longe da presidente, índios Trukás interditaram a BR-428 em protesto contra a falta de investimentos no município. Na lista de reivindicações, os índios cobram a construção de um cais, além de uma extensão da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e melhorias na educação. A manifestação durou cerca de quatro horas e formou um engarrafamento de cerca de 10 quilômetros de extensão.

A pista só foi liberada no final da tarde, depois que Dr.Auricélio conversou com os manifestantes e pediu a liberação da via. De acordo com representantes do governo federal, as obras da transposição em Cabrobó estão 58% concluídas.

 

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