Redução de vazão de Sobradinho já limita negócios no Vale

A redução da vazão do Lago de Sobradinho, na Bahia, já está se tornando um limitador do crescimento de algumas empresas localizadas abaixo do reservatório que precisam da água do São Francisco para as suas atividades, como as situadas em Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande, no Sertão.

“Deixei de fechar um contrato de um plantio de mandioca pela insegurança na captação da água”, diz o empresário e presidente da Associação dos Produtores do Vale do São Francisco (Valexport), José Gualberto.

Desde a última quarta-feira, 22, a vazão de Sobradinho passou a ser de 650 metros cúbicos por segundo, a mais baixa da história. E não vai parar por aí. A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) está analisando a possibilidade de reduzir a vazão a 600 metros cúbicos por segundo.

O contrato que Gualberto deixou de fechar era para plantar mandioca numa parte da sua propriedade. “Teremos que fazer uma obra de engenharia para continuar captando a água com a vazão reduzida que começou na semana passada”, resumiu o empresário. Segundo ele, essa adaptação para captar a água num nível mais baixo poderá custar até R$ 1 milhão.

Gualberto é diretor da Fazenda Milano, uma das pioneiras no Vale do São Francisco em Santa Maria da Boa Vista, sertão do São Francisco. Atualmente, a empresa cultiva mil hectares irrigados. “Estou há quase 50 anos na região. Não me lembro de outra estiagem igual a essa. Estamos indo para o 6º ano de chuvas insuficientes”, conta.

Redução

A diminuição da vazão de Sobradinho está sendo analisada pela Chesf porque o lago estava com 15,22% do seu volume útil na última quinta-feira, 23. Há um ano, era 32,80%. “Este ano, as chuvas foram mais fracas. Estamos monitorando e, se tudo tiver normal, a vazão deve ficar em 600 metros cúbicos por segundo. O objetivo é garantir a segurança hídrica dos demais usuários do São Francisco”, conta o diretor de Operação da Chesf, João Henrique Franklin.

O período chuvoso da área que abastece o São Francisco (em Minas Gerais e na Bahia) vai até maio. De junho a novembro, é o período seco. Ou seja, está acabando mais um período chuvoso e o Lago de Sobradinho está com a quantidade de água no mesmo patamar a de 2015, quando tinha 17,92% do seu volume útil no dia 23 de março. Naquele ano, o lago chegou a pouco mais de 1% do seu volume útil em dezembro.

João Henrique diz que não há risco de racionamento de energia, porque as térmicas e eólicas estão produzindo 50% da energia consumida na região. No entanto, a Chesf está gerando menos nas suas hidrelétricas por falta de água. (Com informações do JC Online)

Seminário de Cebola destaca melhoramento genético e mercado para o produto

 

Melhoramento genético, produção sustentável, irrigação por gotejamento e tecnologia para alto rendimento da cebola são alguns dos temas que vão ser destaques na programação do 29º Seminário Nacional de Cebola e 20º Seminário de Cebola do Mercosul, que acontece de 26 a 28 de abril, no Complexo Multieventos da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf)  em Juazeiro, BA.

Com representantes de países a exemplo de Argentina, Chile e Uruguai e de estados como São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Norte, o Seminário terá início às 9h, com a abertura oficial do evento. Pouco depois, às 11h, o catarinense Daniel Schmitt apresenta a palestra sobre o “Mercado de Cebola do Mercosul”. Seguida, às 14h, do palestrante Valter Rodrigues, que vai falar do “Melhoramento genético da Cebola na Embrapa”.

Ainda no mesmo dia (26), o público poderá conferir palestras sobre “Nutrição eficiente para altas produtividades”, que começa às 15h; o “Cultivo de cebola por semeadura direta”, às 16h20; e a “Produção sustentável de cebola”, a partir das 17h. Além disso, os visitantes vão participar, às 17h45, de uma assembleia com o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Cebola (ANACE), Antônio Carlos Pagano.

Na quinta-feira (27), as palestras começam logo cedo. Já a partir das 8h20 será realizada uma discussão sobre o “Armazenamento de Cebola Longa Vida”. Às 9h, o tema será “Desafios da produção de sementes de cebola no semiárido” e, a partir das 10h, os produtores vão debater a “Bacia do São Francisco – recomposição e defesa”. Já a aguardada palestra “Melhoramento genético da cebola para clima tropical trás benefícios para produtores” está prevista para 11h.

O quadro de debates do Seminário da Cebola segue à tarde. A “Irrigação por gotejamento – tecnologia para alto rendimento da cebola” inicia às 14h, porque às 15h o palestrante Guilherme Ogata, da empresa Arysta, ministra o “Manejo produtivo da cultura da cebola”. Ainda às 16h20, um Painel dos Estados e do Mercosul apresenta aos produtores da região dados de produção de cebola e consolidação do quadro de oferta. O painel terá a presença de representantes dos países e estados participantes do evento.

A coordenação do seminário separou para o último dia, na sexta-feira (28), uma visita de campo à área do Projeto Salitre, em Juazeiro, às 8h, onde estrangeiros e especialistas vão tomar conhecimento das atividades e projetos desenvolvidos na região.

A realização do 29º Seminário Nacional de Cebola e 20º Seminário de Cebola do Mercosul é da Aprocesf – Associação dos Produtores de Cebola do Médio São Francisco, Anace e Embrapa Semiárido. Mais informações pelos contatos: (87) 3862-1892 ou pelo site: www.seminarionacionaldecebola.com.br/wp.

Workshop debateu novas normas e técnicas de produção e comercialização de frutas para a região

Um encontro para debater a melhor fora para agilizar a produção e comercialização de frutas. O tema foi pautado no I Workshop sobre Critérios Técnicos, Comerciais e Legislativos na Produção e Comercialização de Frutas, ocorrido na terça, 7,  no Nobile Suites Del Rio Petrolina. O evento foi realizado por meio da parceria da Adagro – Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco e a Argofruta Comercial Exportadora LTDA.

 O objetivo do Workshop foi conscientizar e orientar os produtores que comercializam suas frutas com através da Argofruta para praticarem as melhores técnicas de produção e comercialização, visando a qualificação dos seus frutos nos aspectos de saudabilidade,  segurança alimentar, sabor e sustentabilidade, atendendo as exigências de toda a legislação vigente.

Os temas em destaque foram: Demandas Nacionais e Internacionais de Consumo de Frutas-Cenários e Tendência; Certificação Fitossanitária. Nathalia Laranjeira; Uso dos Agrotóxicos na Produção de Frutas-Segurança Alimentar e Preservação Ambiental. Artur Gonçalves; Importância do Atendimento aos Critérios Técnicos, Comerciais e Legislativos na Comercialização de Frutas. Antonio Feitosa.

Para os participantes, o evento reuniu informações importantes e necessárias como normas e leis vigentes para a produção e comercialização de frutas, como também orientou sobre as exigências do mercado nacional e internacional de frutas no cenário atual e futuro.

Artesãs do Sertão de Itaparica se unem para melhorar a produção de artesanato e calçados

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A articulação do Programa Estadual de Apoio ao Pequeno Produtor Rural (ProRural) em Petrolândia (PE), no Sertão de Itaparica, vai render frutos e lucros para as mulheres artesãs da região. Com a união dos trabalhos da Associação de Mulheres Café com Arte da cidade e das Artesãs de Couro de Floresta (PE), agora articuladas em rede, cerca de 80 delas poderão aumentar a produção de artigos feitos a partir do couro da tilápia e da caprinocultura.

Com a união, as duas entidades passarão a curtir junto o couro usado na produção de sapatos, bolsas e artesanatos diversos, o que renderá economia no processo e maior poder de negociação. Além da parceria para o trato da matéria prima, as associações terão um acordo de cooperação mútua, o que possibilitará o fechamento de maiores negócios, pois os produtos poderão ser trabalhados pelos dois grupos, aumentando assim a capacidade de produção em menor prazo de entrega.

Com o apoio do ProRural e outras entidades parceiras, as mulheres da região têm se destacado na produção de calçados e artesanato com o couro disponível nos dois municípios. A cidade de Floresta tem hoje 17% do rebanho de caprino de Pernambuco e Petrolândia. Apenas nas associações apoiadas pelo programa são produzidas mensalmente 400 toneladas de tilápia, o que gera matéria prima em abundância para os dois grupos. (foto/divulgação)

Petrolina mantém primeiro lugar na fruticultura do país, aponta IBGE

videira_640x426/foto reproduçãoA cidade de Petrolina se manteve em primeiro lugar no ranking de produção de frutas no país, segundo a pesquisa ‘Produção Agrícola Municipal (PAM) – Culturas Temporárias e Permanentes’, divulgada hoje (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os números são referentes ao ano de 2015.

Com 2,8% da produção nacional e valor de R$ 749,6 milhões, o valor da produção aumentou 18% em 2015, e o município é o 28º no ranking nacional. De acordo com o IBGE, grande parte da produção da cidade é destinada à exportação.

O IBGE inclui na pesquisa a produção de 22 tipos de frutas. No total, a produção frutífera do País chegou a R$ 26,5 bilhões, com aumento de 3,4% em relação a 2014. O valor da produção nacional das frutíferas cresceu 3,4% em 2015 frente a 2014, atingindo 26,5 bilhões. Os principais produtos são a banana (21,9%), laranja (21,3%), uva (8,8%), abacaxi (8,4%), maçã (5,0%) e melancia (4,7%).

Gerente de operação da TV Grande Rio vai fazer parte da produção da próxima novela da Globo

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O gerente de Programação, Operações e Produção da TV Grande Rio, Luciano Peixinho, foi convidado pela Rede Globo para fazer parte da equipe de produção da nova novela das 21h, ‘Velho Chico’, que irá ao ar no primeiro semestre de 2016. Luciano, que mora no Vale do São Francisco há mais de 25 anos, é conhecido por valorizar a cultura sertaneja, principalmente pelas produções que vão ao ar nos intervalos da emissora em Petrolina.

O gestor está viajando por algumas cidades do Nordeste, produzindo os locais onde deve ser gravada a primeira cena da novela, que marcará o retorno à faixa do horário nobre de Benedito Ruy Barbosa, o mesmo autor de Pantanal (1990), Renascer (1993), O Rei do Gado (1996-1997) e Terra Nostra (1999-2000).

Bahia supera a marca de 1GW na produção de energia eólica

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Com 46 parques eólicos espalhados pelo estado, a Bahia atinge a potência instalada de 1,2 GW na produção de energia eólica, o equivalente à metade da energia elétrica que é distribuída no estado atualmente. A marca – alcançada depois que os parques eólicos Caetité A, B e C entraram em operação comercial, em setembro deste ano, coloca o estado na posição de quarto maior estado brasileiro em produção de energia. Nos próximos anos, a Bahia deve ocupar a primeira posição.

Segundo dados de setembro da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), o território baiano é o que mais possui parques eólicos em construção – um total de 164, quase o dobro do segundo colocado, o estado do Rio Grande do Norte, com 84 parques em andamento. Tais valores devem crescer a partir dos novos leilões de energia eólica, nos quais a Bahia tem captado grande parte dos recursos.

Nos dois últimos leilões para contratação de energia eólica, realizados em 2014, a Bahia continuou sendo destaque. Dos 67 projetos que foram arrematados, 33 serão implantados no estado. Juntos, eles vão resultar em investimentos de cerca de R$ 3,1 bilhões. O próximo leilão está marcado para novembro e, mais uma vez, o estado concorre na captação de recursos para a geração desse tipo de energia.

Numa projeção dos investimentos para os próximos anos, a expectativa é que a Bahia se torne o maior estado produtor de energia eólica em até quatro anos, de acordo com o diretor de energia da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), Celso Rodrigues. “O último Atlas Eólico da Bahia constatou que temos a capacidade de 195 GW de energia eólica no estado, o que nos torna um dos maiores potenciais eólicos do planeta. Nos tornar o maior produtor no País é uma consequência natural do processo que passamos neste momento, quando aproveitamos a capacidade produtora do estado e fortalecemos toda a cadeia produtiva“, explicou o diretor de energia. (foto: Manu Dias/GOVBA/divulgação)

Começa audiência da Alepe sobre produção de uva e vinho em Lagoa Grande

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Como parte da programação da 8ª Vinhuva Fest em Lagoa Grande (PE), Sertão do São Francisco, a audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa (Alepe) começou há poucos minutos.

O debate tem o objetivo de debater incentivos e, sobretudo, os desafios da produção de uva no município, que vem se destacando nacionalmente no setor.

A audiência foi provocada pelo presidente da Comissão de Agricultura da Alepe, deputado Miguel Coelho (PSB). Ele é um dos presentes ao evento, que também tem a participação do secretário municipal Robson Amorim, do vice-prefeito Roque Cagliari, vereadores e demais autoridades. Entre os temas a serem discutidos estão os recursos hídricos da região, que passam por um momento crítico, e o atual cenário da produção de uva e vinho de Lagoa Grande.

Deputados da Alepe discutirão em Lagoa Grande desafios da viticultura

uvaO incentivo e os desafios da produção de uva em Pernambuco serão tema de uma audiência pública, nesta sexta-feira (9), em Lagoa Grande (PE), Sertão do São Francisco. O debate será promovido pela Comissão de Agricultura da Assembleia Legislativa (Alepe), a partir das 16h, no pátio onde está acontecendo a Vinhuva Fest 2015.

A audiência foi convocada por iniciativa do deputado Miguel Coelho (PSB), que destaca a importância de ouvir os produtores sobre os problemas que o setor passa, em especial por conta da seca. “Lagoa Grande é um dos principais produtores de uva do Nordeste e tem potencial para aumentar a produtividade. Mas sabemos de todas as dificuldades que o Sertão do São Francisco vem passando com esta seca. Queremos discutir todos os pontos e definir o que os deputados e o Governo do Estado podem fazer para garantir que essa cadeia produtiva continue a crescer”, argumenta Miguel.

Bahia se destaca na produção de leite nacional

Ocupando a sexta posição nacional, com cerca de 950 mil a um milhão de litros de leite inspecionados produzidos por dia, a Bahia vive um dos melhores momentos na indústria láctea, bem como de derivados do leite – queijos, iogurte, requeijão e outros itens. A afirmação foi feita pelo novo presidente do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado da Bahia (SindiLeite), Lutz Viana. Ele tomou posse, para o triênio 2015-2018, junto com os demais membros da diretoria, durante a abertura do 6° Encontro Baiano de Laticinistas. A solenidade foi realizada na noite de sábado (26), em Salvador. Lutz Viana assume no lugar de Paulo Cintra, que ficou à frente da entidade por 15 anos.

O evento contou com a presença do governador Rui Costa, acompanhado da primeira-dama e presidente das Voluntárias Sociais da Bahia (BVSBA), Aline Peixoto, do secretário da Justiça do Estado, Geraldo Reis, e outras autoridades. Rui frisou que é necessário aumentar a produção rural para que a Bahia deixe de importar itens como leite, frango e ovos, por exemplo. “Precisamos montar uma estratégia para fazer com que produtos lácteos sejam adquiridos pelo poder público e distribuídos a unidades públicas de ensino. Juntamente com o SindiLeite, devemos convencer os prefeitos a fazerem a aquisição do produto e, para isso, organizar a comercialização“.

De acordo com Lutz, a indústria de laticínios na Bahia, apesar da longa estiagem dos últimos anos, teve as perspectivas ampliadas a partir de 2007, por meio de ações desenvolvidas pelo Governo do Estado. “Tivemos atendidas nossas necessidades sobre tributação, incentivo aos produtores, políticas voltadas para o campo, a pequenos, médios e grandes negócios. Houve uma evolução muito grande nestes oito anos“. (foto: Mateus Pereira/GOVBA/divulgação)

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