1ª Marcha da Diversidade quer chamar atenção contra preconceito em Petrolina

manifestação diversidadeO aniversário de Petrolina, a ser comemorado nesta quarta-feira (21), também será de luta contra o preconceito. Trata-se da 1ª Marcha da Diversidade, que acontecerá em forma de caminhada, após o encerramento do desfile comemorativo pelos 121 anos de emancipação política do município. O evento terá concentração a partir das 17h, na Praça das Algarobas.

Os organizadores da mobilização prometem colorir a Avenida Guararapes, ao mesmo tempo em que pretendem também chamar a sociedade para um momento de reflexão e protesto contra o preconceito e clamar por mais atenção dos Poderes Judiciário, Legislativo e Executivo.

Petrolinenses se mobilizarão contra preconceito e intolerância em caminhada neste sábado

preconceitoA comunidade petrolinense vai se mobilizar contra o preconceito e a intolerância, numa caminhada que acontecerá neste sábado (21), a partir das 9h.

Idealizada pela líder comunitária Teresinha Maria da Silva, a caminhada tem o objetivo de conscientizar a população contra manifestações negativas referentes a religião, diversidade sexual e etnia. O evento terá início a partir das 9h, com previsão de ser encerrado às 11h.

O ponto de concentração do ato público será a Rua João Clementino (em frente à Voz do São Francisco/Emissora Rural), onde também terminará. Os participantes passarão pela Avenida Souza Filho, Praça do Bambuzinho, Rua Fernando Góes, retornando para a Souza Filho; depois seguem até a Avenida Guararapes, rumo à prefeitura, passando pela Avenida Joaquim Nabuco (em frente ao Colégio Nossa Senhora Auxiliadora). De lá, encerram a caminhada na Rua João Clementino. (foto/reprodução)

Artigo do leitor: O racismo e o “retrocesso da sensibilidade”

morgadoDiante dos novos casos de racismo divulgados na mídia nacional, o professor Clesio Morgado, decidiu enviar um artigo ao Blog no qual se posiciona sobre o assunto. No artigo, o professor lamenta a prática e diz que a humanidade está “retrocedendo no campo da sensibilidade”.

Acompanhem:

É visível o retrocesso da sociedade contemporânea, pois se avançamos no âmbito da “educação e dominamos as ferramentas tecnológicas”, retrocedemos na prática da sensibilidade e do respeito mútuo, exemplo: não mais lavrarmos uma carta com versos, estrofes e rimas destinada aos nossos amigos, não gozamos mais do esforço mental para resolver uma expressão numérica. Por que estas coisas viraram demodé? Assim sendo, os programas avançados digitam através do comando de voz, e a calculadora cientifica dá o resultado do cálculo desejado para o sujeito que usufrui da praticidade, mas perde no dever de exercitar o cérebro.

Os avanços significativos são notórios, todos têm o direito de adquirir a formação básica, adentrar nos recintos universitários ou nos cursos tecnólogos pós-médios, todos têm o direito de sonhar e construir pontes para a igualdade plena. Contudo, fatos gritantes tendem a permanecer no ceio da sociedade. Exemplo: a jornalista Maria Júlia Coutinho sofreu com o preconceito racial; os jogadores de futebol Daniel Alves, do Barcelona, Grafite, do São Paulo, e Obina, do Palmeiras, entre outros, também sofreram com o preconceito racial. Um jovem de 27 anos foi ao centro comercial de Juazeiro com as indumentárias simples e sofreu preconceito, pois os vendedores simplesmente o ignoraram, e depois de 10 minutos o jovem foi atendido por um vendedor com tom de superioridade. E este julgamento prévio ilícito cometido pelo vendedor também é preconceito.

Caro leitor, estas alinhas são expressões sofridas pelo ‘eu’ lírico, pois o preconceito está arraigado na prepotência humana. O célebre Albert Einstein relata: “época triste a nossa, mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito!”. Explicação lógica (do latim atŏmum, um átomo é a quantidade menor de um elemento químico com existência própria, considerada indivisível). Dessa forma, fica a pergunta: quem nunca sofreu preconceito/pré-conceito?

Portanto, convoco a todos a proferirem bem alto pra lá a toda ação ou expressão que corrompe ou denigre a dignidade humana, independente de cor, raça, religião ou detenção financeira. Somos iguais! Todos iguais perante as leis teocêntricas, ou as constitucionais do nosso país. 

Em suma, devemos proclamar com bastante afinco um pra cá a todo sentimento benéfico, de paz, igualdade, prosperidade para a nação brasileira. Assim sendo, vejo com expectativa de abolir todas as formas preconceituosas, o investimento no protagonismo da juventude letrada consciente e preocupada com o presente bem articulado no intuito de gozarmos a prosperidade no futuro.

Clesio Morgado/Professor

Jovens de Dormentes repudiam comentários preconceituosos nas redes sociais referentes à Caprishow

Um grupo de jovens de Dormentes (PE), no Sertão do São Francisco, rechaçou os comentários preconceituosos referentes à 10ª Caprishow, realizada no último final de semana na cidade.

Pelo Facebook, alguns adolescentes referiram-se de forma pejorativa à tradicional festa. Um dos comentários dizia o seguinte: “vou aqui na Caprishow só de zoas…ué, isso é uma festa ou um curral?”. Outro comentário fazia a seguinte afirmação: “beijei uma guria de Dormentes ontem. Acordei com bafo de bode, afff!”.

Na nota de repúdio – assinada por Danilo Cavalcanti, Gilmar Macedo, Túlio Macedo, Jaiane Castro, Leonardo Cavalcante e Gessika Priscila – os jovens criticam veementemente os comentários.

Confiram:

Nós, da juventude de Dormentes, manifestamos todo nosso repúdio e de toda a população dessa importante cidade aos comentários preconceituosos, maldosos e sem propósito emitidos na rede social Facebook por Erpo Araújo, André Nunes, Joamerson Lima, Narayanne Dias e Jefferson Junnior. Essas pessoas, norteadas pelo preconceito, o mesmo que muitas vezes o nordestino sofre por parte de alguns poucos desinformados do sul e sudeste, proferiram inúmeras palavras para denegrir nossa maravilhosa cidade.

Não sabem eles a importância de Dormentes. Não sabem que Dormentes é a maior cidade produtora de caprinos e ovinos do Estado, que produz muitas riquezas. Essa é uma cidade feita de homens e mulheres honrados, fortes, trabalhadores, empreendedores, que têm participação imprescindível no crescimento e desenvolvimento da região, inclusive da cidade de Petrolina, na qual os jovens moram.

São pessoas que não medem esforços para falar mal daquilo que sequer conhecem direito. Pessoas que, sendo nordestinas, sendo sertanejas, jogam suas origens familiares no lixo ao se referirem de forma jocosa às características rurais que estão ao nosso redor. No entanto, nossa cidade é maior que isso e continuará sendo um lugar maravilhoso do qual temos muito orgulho. Além do mais, Dormentes não depende dessas pessoas e lamentamos muito que um dia elas tenham sonhado em estar em nossa cidade. Reconhecemos, sim, e agradecemos a presença das dezenas de milhares de pessoas de Petrolina, Juazeiro e toda região, que com educação e gentileza prestigiaram mais uma vez a nossa Caprishow.

Seguindo exemplo de Pernambuco, OAB Bahia também cria canal para receber denúncias de discriminação contra nordestinos

OAB-Bahia...[1]A OAB da Bahia, por meio da Comissão de Direitos Humanos e da Comissão de Promoção da Igualdade Racial, também está recebendo denúncias de ocorrência dos crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional nas redes sociais.

Em Pernambuco, a Ordem também criou esse mesmo canal.

Qualquer um pode enviar a denúncia, mesmo de outros estados. Basta enviar o “print” (imagem) da tela da manifestação preconceituosa e informações para o e-maildireitoshumanos@oab-ba.org.br. A OAB denunciará os casos ao Ministério Público e acompanhará os processos.

OAB Pernambuco entra com ações por crimes de preconceito nas redes sociais

OAB PEA OAB Pernambuco entrou com ações por crimes de preconceito contra nordestinos nas redes sociais. De acordo com o presidente da Ordem de Advogados do Brasil- seccional Pernambuco (OAB-PE), Pedro Reynaldo Alves, seis pessoas já foram representadas, junto ao Ministério Público Federal (MPF).

A acusação foi por incitação ao ódio e ao preconceito nas redes sociais. Esse tipo de crime pode levar a revisão de pena de dois a cinco anos de reclusão.

Ao todo foram cinco pessoas no Recife e uma advogada no Ministério Público Federal em São Paulo. Nesse tipo de crime praticado nas redes sociais quanto maior a difusão da manifestação odiosa e preconceituosa, maior é a pena. (Fonte: Blog da Folha de PE)

Jornalista cria polêmica pelo Facebook ao comentar sobre médicas cubanas: “Têm cara de empregada doméstica”

jornalista RNA declaração de uma jornalista do Rio Grande do Norte sobre a aparência das médicas cubanas que chegaram ao Brasil para trabalhar no Programa ‘Mais Médicos’ gerou polêmica nas redes sociais ontem (27). A jornalista Micheline Borges publicou que as médicas têm cara de “empregada doméstica” e questiona se as mulheres são mesmo profissionais da saúde. “Será que são médicas mesmo?”, contesta. Ela excluiu a conta na rede social após a repercussão da mensagem, que gerou mais de 5 mil compartilhamentos até às 16h da terça.

Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma Cara de empregada doméstica. Será que São médicas Mesmo? Afe, que terrível. Médico, geralmente, tem postura, tem cara de médico, se impõe a partir da aparência…Coitada da nossa população. Será que eles entendem de dengue? Febre amarela? Deus proteja O nosso povo! (sic)”, diz a mensagem postada durante a manhã.

Ao G1, a jornalista pediu desculpas aos que se sentiram ofendidos e afirmou ter sido mal interpretada. “Foi um comentário infeliz, só gostaria de pedir desculpas, fiquei muito angustiada. Ganhou uma proporção muito grande nas redes sociais, onde as pessoas interpretam do jeito que querem. Não tenho preconceito com ninguém, não quis atingir ninguém, nem ferir a imagem nem a profissão de ninguém”, declarou.

Justiça

O diretor do Sindicato das Empregadas Domésticas do Rio Grande do Norte, Israel Fernandes, informou que vai analisar a possibilidade de entrar na Justiça contra a jornalista. “Isso é um absurdo. Em pleno século 21 uma pessoa ainda ter esse tipo de pensamento. Não acredito que essa moça seja jornalista mesmo. É racismo, discriminação, é crime. Vou me reunir com os demais membros do sindicato para analisar a possibilidade de entrar na Justiça. Ela vai responder por esses crimes”. (Fonte: G1)

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