Operação Lava Jato: PF ouve membros do Comitê de Investimentos do Igeprev de Petrolina

Dentro da Operação Lava Jato, a Polícia Federal (PF) em Juazeiro (BA) ouviu, nos últimos dias 27 e 28, membros do Comitê de Investimentos do Instituto de Gestão Previdenciária do Município (Igeprev) de Petrolina para apurar quem teria recebido 10% dos valores aplicados na empresa laranja do doleiro Alberto Youssef.

De acordo com informações repassadas ao Blog, os dois últimos gestores do Igeprev na gestão passada foram ouvidos no final de dezembro de 2016. Essas oitivas são perguntas enviadas pelo o Juiz Federal Sérgio Moro, que comanda a operação Lava Jato.

Informações dão conta de que os servidores municipais de Petrolina ficaram no prejuízo. É que, como este Blog publicou em 2015, o Igeprev fez negócio com empresas do doleiro, como fizeram outros 6 Institutos de previdência própria do país, que investiram no Fundo Viaja Brasil, pertencente a Youssef, quando herdaram um débito de mais de R$ 200 milhões, conforme notícia veiculada pela Folha de S. Paulo.

Superintendente da Codevasf solicita da PF providências contra invasões em áreas de perímetros irrigados de Petrolina

O superintendente da 3ª Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), em Petrolina, Aurivalter Cordeiro, esteve nesta quinta-feira, 23, na superintendência da Polícia Federal (PF) em Juazeiro (BA). O gestor foi solicitar providências sobre invasões de áreas nos perímetros irrigados localizados na principal cidade do Sertão pernambucano.

Segundo uma fonte do Blog, as invasões ocorrem especialmente no Perímetro Senador Nilo Coelho e no Pontal. Um mandado de segurança existe desde 2012 para que as terras, que são boa parte de reserva legal de preservação do bioma Caatinga, sejam desocupadas. O Blog apurou ainda que já chega a 709 hectares o total de área de reserva legal invadida e totalmente destruída. Nas invasões, conforme informações, pode-se ver carros como caminhonetes de luxo, estacionadas.

Além de invadir área de reserva legal nos perímetros, os invasores também causam prejuízos para os agricultores legalmente instalados nas terras. Um dos problemas é o rateio da água que vem sendo retirada para atender as áreas ocupadas, em detrimento dos ocupantes legais das áreas irrigadas.

Mãe de estudante morta no IF Sertão-PE afirma que filha inalou substância tóxica

Nove meses após a morte da estudante Samara Andrade Bezerra, de 18 anos, ocorrida nas dependências do IF Sertão-PE campus Petrolina, no Bairro Jardim São Paulo (zona oeste da cidade), uma nova informação pode provocar uma reviravolta no caso. A mãe de Samara, Cleomilda Andrade dos Santos (foto), contesta a versão inicial sobre o óbito, de que a jovem teria desmaiado e batido com a cabeça no vaso sanitário. Segundo Cleide do Nova Vida I, como a comunitária é mais conhecida, a causa mais provável é a de que sua filha tenha sido intoxicada por inalação de cianeto (ou cianureto) de potássio.

Ela revelou que teve acesso ao celular de Samara, à época do fato, no qual aparecem fotos, tiradas pela estudante, de um produto químico que estava manuseando – e que provavelmente seria o cianeto.

Cleide disse ter entregado o celular à Polícia Federal (PF) em Juazeiro (BA), que baixou todas as fotos e descartou a suposta versão sobre a morte da jovem. “Hoje estou contando porque vi as imagens. Vi um professor entregando cianeto à minha filha, dentro do laboratório. A escola mentiu pra gente”, desabafou a mãe, ao Blog.

O celular ainda está com a PF, que entrou no caso. Ela disse ter recebido, semana passada, um laudo médico do Instituto Médico Legal (IML), o qual foi encaminhado para a PF. Cleide informou que, quando receber as cópias do laudo, comprovando o óbito por inalação de substância tóxica, irá até o IF-Sertão-PE mostrar a verdadeira causa da morte de sua filha. Procurada pela reportagem, a direção do Instituto afirmou que só irá se pronunciar oficialmente, até por orientação da PF, assim que tiver acesso ao exame toxicológico realizado pela Polícia Civil no Recife (PE). No entanto, o IF assegura que em nenhum momento saiu do Instituto a versão de que a jovem teria morrido por ter batido com a cabeça no vaso sanitário enquanto estava no banheiro.

Polícia Federal faz perícia em obras realizadas em Uauá

A Polícia Federal (PF) está realizando perícias em obras que foram realizadas com recurso federais no município de Uauá, no norte da Bahia. De acordo com informações do Portal Uauá, os agentes estão na cidade desde a última terça-feira (24), vistoriando a sede e povoados conferindo serviços realizados em vias públicas.

A investigação é  referente ao ano de 2009. Funcionários da atual administração estão dando suporte aos agentes federais, a fim de contribuir com o serviço. A PF deve permanecer em Uauá até esta quinta-feira (26). Outros detalhes da ação serão divulgados posteriormente.

Morte de Teori Zavascki será investigada pela Polícia Federal e MPF

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal (MPF) em Angra dos Reis abriram inquéritos para apurar as causas do acidente aéreo que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki.

No MPF, o inquérito foi aberto pela procuradora da República Cristina Nascimento de Melo, que está a caminho do local do acidente, em Paraty (RJ). Uma equipe de policiais federais especializados nesse tipo de investigação também se deslocou para a região.

Relator das investigações da Operação Lava Jato na Suprema Corte, Teori Zavascki morreu ontem (19), aos 68 anos. Mais três pessoas estavam na aeronave, que, no momento da queda, próxima à Ilha Rasa, já se preparava para pousar no aeroporto de Paraty.

Apesar de o regimento interno do STF prever que o ministro substituto deva herdar os processos em caso de uma cadeira vaga, há a possibilidade de que algumas ações sejam redistribuídas para outros ministros do tribunal. Por causa da responsabilidade de Teori sobre os processos da Lava Jato no STF, que envolvem acusados com foro privilegiado, associações de juízes cobraram investigação das circunstâncias da queda do avião. (fonte/foto: Agência Brasil)

Enquanto Temer afirma que investigação da PF em gráficas da campanha de 2014 não o preocupam, defesa de Dilma diz que contratação foi legal

O presidente Michel Temer disse hoje (27) que as operações de busca e apreensão realizadas pela Polícia Federal (PF) em empresas que prestaram serviços para a campanha eleitoral da chapa em que era vice de Dilma Rousseff em 2014 não o preocupam e são parte da investigação.

As buscas e apreensões foram determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Isso é natural. Não há nenhuma irregularidade nisso. A investigação segue adiante com depoimentos, perícias, fatos como esse que visam instruir processo que está no Tribunal Superior. Nenhuma preocupação”, disse Temer em Maceió, durante entrevista coletiva após participar de anúncio de recursos de combate à seca. Os mandados determinados pelo TSE investigam gráficas que prestaram serviços para a campanha eleitoral da chapa Dilma-Temer em 2014.

Dilma

A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff afirmou hoje (27), após o cumprimento de mandados de busca e apreensão pela PF em gráficas que prestaram serviços para a chapa Dilma-Temer em 2014, que a contratação das empresas foi legal.

Todas as empresas contratadas pela chapa Dilma-Temer atenderam aos requisitos legais de regularidade jurídica e de capacidade operacional, com a integral prestação dos serviços contratados”, disse, em nota, o advogado de Dilma, Flávio Caetano.

A defesa também argumenta que mais de 8 mil documentos que podem comprovar a regularidade dos contratos ainda não foram “devidamente analisados” pela Justiça Eleitoral. Os mandados de busca e apreensão cumpridos nesta terça-feira tiveram como alvos as empresas VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda., Focal Confecção e Comunicação Visual Ltda. e Rede Seg Gráfica Eireli.

Os mandados judiciais foram expedidos pelo ministro Herman Benjamin, relator do processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que autorizou a quebra de sigilo fiscal de cerca de 15 pessoas jurídicas e físicas que “demonstraram indícios de irregularidades nos dispêndios eleitorais”. Os nomes não serão divulgados por questão de sigilo. (fonte: Agência Brasil/foto arquivo)

Deputado sertanejo quer Exército e Polícia Federal investigando roubos a bancos no Interior de Pernambuco

rodrigo novaesO grande número de roubos a bancos e a caixas eletrônicos no Interior de Pernambuco deve ser apurado também pelo Exército e pela Polícia Federal (PF). Essa foi a sugestão apresentada pelo deputado Rodrigo Novaes (PSD), durante a reunião plenária desta quinta-feira (15) na Assembleia Legislativa (Alepe). Na opinião do parlamentar, o problema não aflige apenas o Estado. “É algo muito maior, que atinge toda a Região Nordeste”, avaliou.

Novaes quer a atuação de agentes das forças federais na repressão às quadrilhas e nas investigações sobre como se articulam os grupos criminosos. “Precisamos saber de onde chegam os fuzis que são usados nas ações e como essas pessoas conseguem acesso a explosivos”, apontou.

O deputado lembrou que pequenos municípios pernambucanos já não contam com serviços bancários por falta de segurança. Para o parlamentar, também é preciso cobrar, das instituições financeiras, investimentos em segurança e em tecnologias que inibam a ação de criminosos. “A população está refém. Precisamos por fim a essa bandidagem”, afirmou. (fonte/foto: Alepe)

Polícia Federal indicia Lula, Marisa Letícia, Palocci e mais quatro na Lava Jato

A Polícia Federal (PF) decidiu indiciar o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, a ex-primeira-dama Marisa Letícia e outras quatro pessoas, na Operação Lava Jato. O ex-presidente foi indiciado pelo crime de corrupção passiva, enquanto todas as demais pessoas citadas foram indiciadas por lavagem de dinheiro. (mais…)

Relatório da PF conclui que houve vazamento do Enem 2016, diz MPF

O Ministério Público Federal (MPF) informou ontem (1) que recebeu relatório da Polícia Federal (PF) apontando que houve vazamento das provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2016). Segundo o MPF, no relatório do inquérito a PF afirma que as provas do primeiro e do segundo dia do exame, além da redação, vazaram antes do início da aplicação para, pelo menos, dois candidatos.

Em comunicado divulgado na tarde desta quinta, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) criticou a divulgação, pelo MPF, de informações sobre o inquérito da Polícia Federal, e afirmou que “não há indício de vazamento do gabarito oficial” do Enem. O ministro da Educação, Mendonça Filho, disse que o Enem não será cancelado.

Segundo o MPF, no texto a PF expressa sua convicção de que houve crime de estelionato qualificado. No domingo, 6 de novembro (segundo dia de provas do Enem), candidatos foram presos no Ceará e no Amapá flagrados com o tema da redação. Em Fortaleza, a polícia encontrou no bolso de um homem de 34 anos o tema e um texto pronto para ser transcrito. Ele ainda recebeu o gabarito pelo celular e usou também ponto eletrônico na sala do exame.

Em Macapá, um homem de 31 anos foi preso logo depois de deixar o local de prova. Ele confessou que sabia previamente o tema da redação. Com ele, foi encontrado um texto com o assunto “intolerância religiosa”, aplicado no Enem a quase 6 milhões de candidatos em todo o país.

Ministro Mendonça Filho quer Polícia Federal na investigação de vandalismo ao prédio do MEC

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O ministro da Educação, Mendonça Filho, pediu nesta quarta-feira (30), à Polícia Federal (PF), que apure aos atos de vandalismo que destruíram o patrimônio do Ministério da Educação (MEC) em três andares, no início da noite de ontem (29). “Um vandalismo como nunca vi na vida”, disse. “Mostrou que a intolerância e a violência têm sido a prática política de alguns grupos radicais, que a gente tem de enquadrar dentro daquilo que estabelece a lei brasileira”, declarou o ministro. (mais…)

Mais um ex-governador do Rio é preso em operação da Polícia Federal

Sérgio Cabral

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (17) a 37ª fase da Operação Lava Jato e prendeu o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral.

Ele é acusado de liderar um esquema que desviou mais de R$ 200 milhões.

Batizada de ‘Calicute’, a operação é uma ação conjunta da PF com Ministério Público e Receita Federal com objetivo de investigar o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do Estado do Rio de Janeiro. O prejuízo estimado é superior a 220 milhões de reais, segundo a PF.

“A apuração em curso identificou fortes indícios de cartelização de grandes obras executadas com recursos federais mediante o pagamento de propinas a agentes estatais, incluindo um ex-governador do Estado do Rio de Janeiro”, diz nota da PF.

Participam da operação 230 policiais federais que cumprem 38 mandados de busca e apreensão, 8 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisão temporária e 14 mandados de condução coercitiva, expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. Agentes cumprem ainda 14 mandados de busca e apreensão, 2 mandados de prisão preventiva e 1 mandado de prisão temporária expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

Investigação

São investigados os crimes de organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, entre outros. Também participam das diligências 19 procuradores do MPF e cinco auditores fiscais da Receita. A Operação Calicute é resultado de investigação em curso da Lava Jato no Rio de Janeiro, em atuação coordenada com a força-tarefa do Paraná. (Fonte: Veja/foto reprodução)

Diretor da Polícia do Senado é solto após denúncia de estar atrapalhando Operação Lava Jato

policia federal brasíliaA Polícia Federal (PF) confirmou que o diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo de Carvalho, foi solto no início da madrugada de hoje (26), após o prazo de prisão temporária ter vencido. Ele foi preso na sexta-feira (21) junto com outros três policiais legislativos, suspeitos de prestar serviço de contrainteligência para ajudar senadores investigados na Operação Lava Jato e em outros casos envolvendo políticos.

Na operação denominada ‘Métis’, a PF aponta o diretor da Polícia do Senado como líder do grupo que utilizava a estrutura de inteligência da Polícia Legislativa para atrapalhar investigações contra senadores e ex-senadores. Carvalho foi preso temporariamente, junto com os agentes Everton Taborda, Geraldo Cézar e Antônio Tavares. Todos foram levados para a Superintendência da PF em Brasília. Entre sexta-feira e sábado (22), os três policiais legislativos foram soltos.

Ontem (25), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse vai entrar hoje (26) com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a ação da PF que resultou na prisão dos quatro policiais legislativos. Renan argumentou que a ação feriu o princípio da separação de poderes e que provavelmente vai ingressar na Corte com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF).

Renan criticou a decisão do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal, no Distrito Federal, que autorizou a operação no Senado e ordenou a suspensão das atividades funcionais dos acusados.

Para o presidente do Senado, a decisão de realizar a operação nas dependências da Casa não seria da competência de um juiz de primeira instância e deveria ter passado pelo Supremo. “Houve uma decisão equivocada de um juiz de primeira instância. A decisão deveria ter partido do Supremo Tribunal Federal. Foi uma operação duvidosa. Hoje é Senado, amanhã pode ser a Presidência da República”, disse.

O peemedebista também criticou o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes. Após a operação, Moraes disse que os policiais do Senado “extrapolaram o que seria de sua competência” e “realizaram uma série de atividades direcionadas à obstrução da Justiça”. Em entrevista coletiva na segunda-feira (24), Renan Calheiros disse que Moraes não tem se portado como ministro de Estado, mas “no máximo” como um “chefete de polícia“, e chamou Vallisney de “juizeco”.

Cármen Lúcia

As declarações de Renan foram rebatidas ontem pela presidente do STF, Cármen Lúcia. Ela chegou a dizer que se um juiz é agredido ela também se sente agredida, e que o Judiciário deve exigir respeito. “Não é admissível aqui, fora dos autos, que qualquer juiz seja diminuído ou desmoralizado. Como eu disse, quando um juiz é destratado, eu também sou”, afirmou a ministra, no início de sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). (fonte/foto: Agência Brasil)

Polícia Federal anuncia maior apreensão de cocaína já realizada na Bahia

A Polícia Federal anunciou ontem (7) a maior apreensão de cocaína já realizada na Bahia. A apreensão de aproximadamente 810 quilos da droga ocorreu em Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, na tarde de quarta-feira (5). Três pessoas foram presas.

Ao investigar a quadrilha, a polícia descobriu um galpão, em Lauro de Freitas, usado para armazenar drogas. A abordagem na quinta-feira (6) foi feita no local, no momento em que chegava um caminhão carregado com cerca de 600 quilos de cocaína escondidos em um compartimento embaixo da carroceria. Segundo a PF, o restante da droga estava no galpão, dentro de uma caixa d’água.

As investigações, que começaram há cerca de dois meses, indicam que a droga vinha do Paraná e seria distribuída em Salvador e outras cidades do interior da Bahia. Os presos foram encaminhados para a Superintendência da PF e, em seguida, para o sistema prisional, onde devem ficar à disposição da justiça.

Todos foram indiciados por tráfico de drogas e associação para o tráfico. A PF informou que vai continuar as investigações, para que outras pessoas envolvidas no esquema sejam identificadas. (fonte: Agência Brasil)

Adalberto Cavalcanti presta esclarecimentos à Polícia Federal sobre suspeita de estar com dinheiro para campanha

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Às vésperas das eleições municipais, o candidato a prefeito pela coligação ‘Pra Frente Petrolina’, Adalberto Cavalcanti (PTB), foi parar na Delegacia da Polícia Federal (PF) em Juazeiro (BA), nesta sexta-feira (30).

Segundo informações, Adalberto teve de prestar esclarecimentos sobre a suspeita de que estaria com dinheiro para investir na reta final de sua campanha, o que é proibido pela Justiça Eleitoral. O candidato foi abordado por um agente da PF em frente ao prédio onde mora, na Avenida Cardoso de Sá (Orla de Petrolina). Em seguida, foi levado à sede do órgão, onde ficou por cerca de 20 minutos, e depois liberado.

Como não há provas contundentes contra Adalberto, a PF não deve se pronunciar sobre o caso até o fim das eleições, para não causar prejuízos ao candidato.

Polícia Federal abre novo inquérito para apurar 38 obras da Odebrecht no país

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A Polícia Federal (PF) abriu novo inquérito para apurar pagamentos de propinas da Odebrecht em outros contratos, além do que estavam sob investigação na Petrobras pela Operação Lava Jato. O alvo são 38 negócios identificados nos registros de pagamentos do Setor de Operações Estruturadas da empresa – o chamado “departamento da propina” – nas apurações da 35ª fase, batizada de Operação ‘Omertà’, que prendeu na segunda-feira (26) o ex-ministro Antonio Palocci.

“Resolve: instaurar Inquérito Policial para amparar as medidas de polícia judiciária decorrentes dada deflagração da 35ª fase ostensiva da Operação Lava Jato, batizada de ‘Omertà’, especificamente em relação ao núcleo de investigação objeto das medidas cautelares deferidas”, informa o delegado da PF, Filipe Hille Pace, em seu despacho.

São apurados suposta prática dos crimes de corrupção ativa passiva, quadrilha, lavagem de capitais e de fraude em licitações. “Foram identificados diversos beneficiários de recursos ilícitos disponibilizados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht”, informa o delegado.

Lista

Na mira da PF estão 38 obras da empreiteira Odebrecht em todo o País e no exterior. Os empreendimentos foram destacados pelo delegado em relatório da Omertà. “Relaciono algumas das obras públicas e/ou consórcios e empresas indicadas no documento mencionado, repetindo que, por se tratarem de arquivos recuperados, estão parcialmente corrompidos, não sendo permitido vincular diretamente as obras e/ou consórcios e empresas indicadas com os beneficiários encontrados e mencionados acima”, afirma.

Pace é taxativo. “É indubitável que os nomes que colaciono motivaram pagamento de vantagens indevidas a agentes ainda não identificados”, diz. A Omertà investiga as relações de Antonio Palocci com a Odebrecht. Planilha apreendida durante a operação identificou que, entre 2008 e o final de 2013, foram pagos mais de R$ 128 milhões ao PT e seus agentes, incluindo Palocci.

As obras alvo do novo inquérito não tem relação necessária com as propinas pagas ao PT, via Palocci. Novos nomes devem surgir, tanto de agentes públicos, como de políticos e operadores. (fonte: Agência Estado/foto: Cristina Índio do Brasil/AgBr)

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