Ronaldo Cancão lamenta nota que o tachou de fazer ‘parlamentarismo individualista’

Muito “chateado e injustiçado”. É assim que se sente o vereador Ronaldo Cancão (PTB) após a divulgação de uma nota da oposição, que o tachou de praticar um ‘parlamentarismo individualista’. Segundo o texto, o petebista teria ido sozinho ao governador Paulo Câmara (PSB) entregar o relatório das audiências que ele promoveu sobre segurança pública nos Bairros Dom Avelar, zona norte de Petrolina, e São Gonçalo, na zona oeste. A nota informou que teria ficado acertado que uma comissão da Câmara entregaria o documento oficial, apontando caminhos que resolvessem problemas que afligem o petrolinense no tocante à segurança pública do município.

Cancão discordou dos colegas e se defendeu. “Primeiro porque, por direito, poderia entregar o relatório, afinal fui autor das audiências, mas tinha tentado agendar essa audiência há 15 dias para ir com a comissão da Câmara. Na quinta recebi um telefonema do Palácio, pedindo para eu entrar em contato com a assessoria do governo no interior, pois talvez o governador receberia a gente na sexta, 5, na visita a Ouricuri. Me confirmaram a agenda somente às 10h da sexta. Pedi para o pessoal da Câmara acelerar o documento que seria entregue, porque o governador iria atender por volta das 16h30”, relatou.

Com o sinal positivo da audiência em Ouricuri com Paulo Câmara, Ronaldo então procurou alguns colegas para ir com ele. “Fui aos gabinetes de Rodrigo Araújo, Ronaldo Silva, falei com Manoel da Acosap e com o vereador Gaturiano Cigano, mas os que falei disseram que não poderiam ir. Ainda passei no gabinete do vereador Gilmar e entreguei uma cópia da pauta que despacharia com o governador”, frisou o petebista. “Fui entregar o documento diante da urgência do tema. Todos me conhecem. Sabem que não sou assim. Vou levantar o assunto, sim, na reunião desta terça, 9. Preciso colocar minha versão”, antecipou.

Pauta

Onze pontos foram levantados nas audiências públicas e apontados como prioritários para amenizar os problemas com a falta de segurança na maior cidade do Sertão pernambucano. Itens como aumento de efetivo, que hoje ainda é de 15 anos atrás, sem que isso atinja os militares que estão perto de se aposentar; reforço da Polícia Civil para que a PM não perca tempo para emitir um TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência), retorno de policiamento noturno nas comunidades do interior e a implantação de um batalhão especializado estão entre as demandas.

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