Artigo do leitor: “Os 90 anos do Colégio Dom Bosco”

colégio dom bosco_640x480No 90º aniversário do Colégio Dom Bosco, o atual diretor de uma das instituições de ensino mais tradicionais de Petrolina, Padre Antonio Moreno, deixa sua mensagem.

Confiram:

Saber agradecer pelo passado! Tirar lições de vida. Estar atentos aos desafios do presente para abrir caminhos, com sabedoria e coragem profética. É com esta consciência que chegamos aqui para colaborar com cada um dos que fazem parte desta experiência tão bonita, o Colégio Diocesano Dom Bosco. Queremos também fazer a memória da caminhada educativa, que teve à frente as Professoras Teresinha e Mundica Teixeira, percebendo ações, luzes e sombras, bem como os atores e protagonistas da história educativa escrita até aqui.

Fazer memória é olhar para o passado e reconhecer as ações relevantes, os fatos e as ações que, de alguma forma, ajudaram a consolidar o CDB em Petrolina. Muitos plantaram, outros regaram, mas é Deus quem fez crescer. A elas, o reconhecimento da Igreja de Petrolina e a Deus, a nossa Ação de Graças.

Agradecer pelo passado, tirar lições dos acertos e erros e, sobretudo, estar atentos aos desafios do presente, para abrir novas alternativas de caminhada, com sabedoria e coragem profética. Como dizia a professora Teresinha Teixeira: “é hora de trilhar novos caminhos, de seguir em frente”.

Considerando a realidade do mundo atual, marcada pelo vazio existencial, o nosso compromisso é com uma proposta educativa voltada para promover atitudes e valores humanos, éticos, conduzindo o educando à descoberta do sentido da vida e prevenir o vazio existencial em ambiente escolar.

Aqui está a base de uma educação cristã que seja capaz de formar profissionais comprometidos com a construção de uma sociedade mais justa, igualitária e solidária. Uma educação autêntica é aquela que constrói, ensina conceitos, hábitos e valores.

Em nosso tempo, o pacto educacional entre a família e a escola quebrou-se ou está fragilizado. Aqui entra o nosso compromisso de procurar caminhos novos, restabelecendo o pacto com a família, para oferecermos uma educação competitiva sem ser seletiva. “Não queremos selecionar ‘super-homens’ apenas com critérios da razão, da ciência e baseados em interesses”. (Papa Francisco)

Essa formação humana e cristã é a base da educação. Construir e transmitir conhecimentos científicos, técnicos, tecnológicos, filosóficos continua a ser o grande objetivo da educação do CDB, mas consolidando atitudes e valores humanos, éticos e cristãos. Nossa sociedade está carente de líderes com atitudes humanas, éticas, honestas e solidárias. A razão sem ética e sem fé pode conduzir um povo ao caos.

É o que presenciamos atualmente no mundo todo. Com os pés firmes na prática, que trouxe o Dom Bosco até aqui, queremos arriscar com os educandos, suas famílias, e nossos professores, pois “um educador que não sabe arriscar, não serve para educar. Um pai e uma mãe que não sabem ousar, não educam bem o filho. […] Ousar de forma razoável. Ensinar a caminhar. Quando se ensina uma criança a caminhar, lhe ensina que uma perna deve estar firme no chão que conhece e, com a outra (perna), procura ir à frente. […] Educar é isso. Você está seguro nesse ponto, mas isso não é definitivo. Preciso avançar!

Queremos dar um passo adiante. Podemos correr o risco de escorregar, mas nos levantaremos e seguiremos adiante juntos. O verdadeiro educador deve ser um mestre do risco, mas do risco razoável. (Papa Francisco).

Ao celebrar os 90 anos do CDB, agradecemos pelo passado construído por todos que ainda estão aqui, sem esquecer todos que já não estão no CDB, professores, servidores, coordenadores e diretores, atentos aos desafios do presente e convocamos todos para restabelecer o pacto educativo entre família e escola e, nesta integrando todos, certos de que um planta, outro rega, mas é Deus quem faz crescer!(1Cor 3, 6) Cabe a nós, educadores e família, plantar e semear, certos de que “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os construtores”.

Padre Antonio Moreno/Diretor – Colégio Dom Bosco

Sobre Caso Beatriz, Diretor do Dom Bosco se solidariza com Irmãs Salesianas: “É injusto a tentativa de incriminar ou culpar as irmãs”

O diretor do Colégio Dom Bosco de Petrolina, padre Antonio Moreno, enviou nota a este Blog, no qual relata com tristeza a situação enfrentada pelas irãs salesianas do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, local onde a menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, foi morta.

De acordo com o religioso, é injusto a falta de sensibilidade a tentativa de incriminar ou culpar as irmãs por algo que algo que, supostamente, elas poderiam fazer e não o fizeram.

Para o padre Antonio Moreno, o importante, neste momento, é mirar bem os responsáveis pela investigação e cobrar medidas e diligências mais rápidas e inteligentes para encontrar o culpado, para que a justiça seja feita.

Acompanhe a nota na íntegra:

Em artigo, leitor contesta ex-vereador Padre Antônio sobre doação de terreno do antigo Motiva

O estudante Cauby Fernandes (foto),cargo comissionado do prefeito Júlio Lóssio, escreveu ao Blog para contestar as críticas feitas pelo ex-vereador Padre Antônio Moreno, sobre a intenção da Prefeitura de Petrolina em doar o terreno onde se localiza o antigo Colégio Motiva para um grupo de call center que vai se instalar na cidade.

Confiram:

caubyNão pude me conter ao ler o artigo enviado pelo padre Antonio Moreno aos blogs da cidade, enfatizando que é absolutamente contra a doação do prédio do antigo colégio Motiva. Eu não sei se você é assim como eu sou…um curioso! E como todo curioso, depois de ler e meditar sobre o assunto, eu fui especular como era o mandato do padre-político na época em que legislava na nossa cidade e fiquei um tanto que em dúvida quanto a sua escrita nos dias atuais.

Fiquei vasculhando os projetos de lei de 2001, 2002,2003 e 2004, anos em que ele era vereador, e me deparei com uma série de doações de terrenos para diversas entidades, entre elas a Amacoco, Asccoper, diversas Igrejas de diversas religiões e Associações de diversas placas denominacionais.

Bom! O que me chama a atenção é o fato de que o padre, de um ano pra cá, tem mandado seus artigos com mais força, com mais presença de espírito do que antes (ele é candidato?) e isso me soa estranho, parece militante em época de eleição.

O padre disse que nenhuma família, nenhum sindicato, nenhuma associação ou movimento pode permanecer indiferente ao contexto onde está inserido. Padre, eu quero dizer que nossa cidade nunca esteve indiferente aos assuntos que acontecem aqui, ou o senhor não escuta os rádios? Sim, porque ali está o termômetro que avalia que o povo está atento a tudo o que diz respeito ao município, e o povo tem se manifestado!

Não se manifestado como vândalos que saem quebrando tudo, invadindo prédios públicos ou depredando o bem comum, mas se manifestando no dia-a-dia, na denúncia, no “Eu não aceito”. Isso sim é ter vinculação com o verdadeiro movimento de um “Vale Acordado e Atento”. O povo não está letárgico, pelo contrário, o povo está ligado, antenado!

Mas voltando a minha curiosidade, vi que o padre votou em muitas (muitas) doações de terrenos nos anos de sua legislatura. Por que essa postura de ser contra num quesito que o senhor sempre foi a favor? O senhor por acaso quer apenas desmoralizar uma gestão que decidiu doar um prédio que está caindo aos pedaços para que de lá renasça um celeiro de empregos? Eu deixo pra vocês uma série de leis que o padre votou em doar terrenos públicos na cidade. Essas leis podem ser encontradas no site da câmara de Petrolina, que estão datadas daquela época em que o padre era legislador…me pergunto: por que essa mudança? Resolvi fazer esse artigo só por conta dessa frase do padre. Leiam:

“Ninguém venha me dizer que não entendo dessas coisas! Eu sei da prática de dar incentivo para que empresas, fábricas e indústrias se instalem em determinado município. Embora exista essa prática, os cidadãos comprometidos com o destino de sua cidade são chamados a analisar os casos, que incentivos são esses, se há mesmo necessidade e outros aspectos”.

É padre, o senhor entende! Nós é que não estamos entendendo as suas palavras, que parecem que nesse caso tem dois pesos e duas medidas! Abraços!

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LEI 1106 2001 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO AO GOVERNO ESTADUAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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LEI 1103 2001 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO AO GRUPO DO COCO DO VALE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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LEI 1096 2001 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEIS PÚBLICOS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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LEI 1091 2001 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO À APAMI – ASSOCIAÇÃO PETROLINENSE DE AMPARO À MATERNIDADE E A INFÂNCIA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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LEI 1084 2001 – Lei

REVOGA A LEI Nº 994/00, DE 15/12/00, AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DO IMÓVEL PÚBLICO QUE ESPECIFICA PARA A REURBANIZAÇÃO DO “BAR DO FRANÇA” E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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LEI 1058 2001 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO AO CENTRO DE ATIVIDADES NILO COELHO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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LEI 1052 2001 – Lei

REVOGA A LEI Nº 369, DE 31/07/92, AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A ASSOCIAÇÃO DE MORADORES DO CONJUNTO HABITACIONAL QUATI I E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

 LEI 1048 2001 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO À IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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LEI 1047 2001 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO À DIOCESE DE PETROLINA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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LEI 1040 2001 – Lei

REVOGA A LEI Nº 516, DE 09/06/94, AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO AO MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE PERNAMBUCO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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LEI 1030 2001 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO AO HOSPITAL MEMORIAL PETROLINA LTDA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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LEI 1029 2001 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO AO INSTITUTO DE OLHOS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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LEI 1028 2001 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO À 1ª IGREJA BATISTA DE PETROLINA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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LEI 1026 2001 – Lei

ALTERA LEI N.º 933, DE 26/06/00, QUE AUTORIZA A DOAÇÃO DE UM TERRENO PÚBLICO, A IGREJA CATÓLICA DO BAIRRO MARIA AUXILIADORA.

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LEI 1022 2001 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO À AMACOCO DO NORDESTE LTDA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

2002

LEI 1210 2002 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO E/OU CESSÃO A ASFOVALE – ASSOSSIAÇÃO DOS FONOAUDIÓLOGOS DO VALE E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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 LEI 1202 2002 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO E/OU CESSÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A ASSOCIAÇÃO DE MOTORISTAS E OPERADORES DE MÁQUINAS DE PETROLINA – ASMOPE, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

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LEI 1200 2002 – Lei

ALTERA A LEI 1.114, DE 27 DE DEZEMBRO DE 2001, QUE AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO AO CENTRO DE PROFESSORES DE PERNAMBUCO – CPP E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1198 2002 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO AO GOVERNO DO ESTADO DE PERNAMBUCO E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1193 2002 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A DIOCESE DE PETROLINA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1192 2002 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A IGREJA ASSEMBLÉIA DE DEUS E OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1191 2002 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A IGREJA BATISTA INDEPENDENTE LÍRIO DOS VALES E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1184 2002 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO E/OU CESSÃO DE IMÓVEL PÚBLICO AO SINDSEMP – SINDICATO DOS SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. .

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2003

LEI 1408 2003 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO ASSOCIAÇÃO DOS CRIADORES DE CAPRINOS E OVINOS DE PETROLINA – ASCCOPER E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. .

LEI 1406 2003 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO E/OU CESSÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A ASSOCIAÇÃO CULTURAL ESPORTIVA NIPO BRASILEIRA DO MÉDIO SÃO FRANCISCO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

 LEI 1405 2003 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO E/OU CESSÃO DE IMÓVEL PÚBLICO AO CENTRO DESPORTIVO JOÃO DE DEUS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1397 2003 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A FUNDAÇÃO ASSISTÊNCIAL, EDUCACIONAL E CULTURAL DE PETROLINA – FAEPE, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. .

LEI 1396 2003 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO AO PETROLINA SOCIAL FUTEBOL CLUBE, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1395 2003 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A SOCIEDADE DE EDUCAÇÃO E BENEFICIÊNCIA SANTA CATARINA SENA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1394 2003 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A ASSOCIAÇÃO DOS MORADORES DO BAIRRO COSME E DAMIÃO, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

2004

LEI 1620 2004 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A AUGUSTA RESPEITÁVEL E BENEMÉRITA LOJA SIMBÓLICA HARMONIA E FRATERNIDADE Nº 42, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1617 2004 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A LOJA MAÇÔNICA SEGREDO E HARMONIA PETROLINENSE Nº 1958, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1594 2004 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO AO INSTITUTO SOCIAL DAS MEDIANEIRAS DA PAZ E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1593 2004 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A ASSOCIAÇÃO SÃO VICENTE DE PAULA, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1591 2004 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A DIOCESE DE PETROLINA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1590 2004 – Lei

AUTORIZA A DESAFETAÇÃO E A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A DIOCESE DE PETROLINA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

LEI 1589 2004 – Lei

DESAFETA E AUTORIZA A DOAÇÃO DE IMÓVEL PÚBLICO A DIOCESE DE PETROLINA E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Cauby Fernandes de Assunção/estudante

Artigo: Ex-vereador padre Antonio reprova doação de terreno do antigo Motiva a empresa de call center

Num comentário feito ao Blog, o ex-vereador de Petrolina, Padre Antônio Moreno, resolver entrar na polêmica envolvendo a intenção da prefeitura municipal em doar o terreno do antigo Colégio Motiva para um grupo de empresários de call center que deseja se instalar na cidade. Padre Antônio, claro, é contra.

Confiram:

padre antonioNossos municípios estão carentes de movimentos sociais comprometidos com um desenvolvimento que saiba aliar o crescimento econômico e social, sem comprometer o meio ambiente e o patrimônio público. A sociedade civil organizada em movimentos, sindicatos e outras organizações voltadas para algum segmento ou setor da sociedade não pode mobilizar suas forças apenas para as suas causas e interesses internos de seu segmento.

Nenhuma família, nenhum sindicato, nenhuma associação ou movimento pode permanecer indiferente ao contexto onde está inserido. Sem nenhuma vinculação com o recente Movimento “O Vale acordou”, me pergunto: é urgente despertar da letargia, do torpor, da indiferença diante das ações do poder público das três esferas, municipal, estadual e federal. Causa impressão que a população em geral, seja mais crítica em relação às ações e políticas do poder público federal, mas permanece passiva e indiferente às ações do poder público no seu município.

Como pode os movimentos sociais, associações de moradores, sindicatos e até mesmo os partidos políticos que se dizem defensores dos trabalhadores, de políticas voltadas para as populações mais excluídas assistiram passivamente a uma proposta como a de doar o patrimônio público para empresários apenas com a justificativa de que o empreendimento vai gerar empregos!!! Sinceramente, isso é inconcebível, é um absurdo. A venda de várias áreas do município já foi um erro e um prejuízo, imaginem presentear!!!!

Ninguém venha me dizer que não entendo dessas coisas! Eu sei da prática de dar incentivo para que empresas, fábricas e indústrias se instalem em determinado município. Embora exista essa prática, os cidadãos comprometidos com o destino de sua cidade são chamados a analisar os casos, que incentivos são esses, se há mesmo necessidade e outros aspectos.

Fazer perguntas não ofende ninguém:

O poder municipal deve contribuir para a geração de emprego no seu município. Mas a empresa, o grupo empresarial também precisa de trabalhadores, de operários, de profissionais para o seu empreendimento se concretizar, prestar o serviço e lucrar, aumentar o patrimônio da empresa. O empreendimento não faz favor algum contratando os profissionais de que precisa. Sem os profissionais, nenhuma empresa se instala ou funciona.

Por que nós (digo nós porque o patrimônio é público, é nosso, é do povo, e não da prefeitura) vamos doar um patrimônio no valor de 5, 8 ou 10 milhões de reais para um grupo empresarial só pensando no número de empregos que vai gerar??

Esse grupo quer se instalar aqui porque já foi feito o estudo prévio e já foi constatado que é viável economicamente para o grupo. Eles vão auferir muito rendimento, vão crescer economicamente, aumentar o patrimônio e nós vamos perder um patrimônio público que poderia ser utilizado em benefício de toda população que é a proprietária.

Além da proposta de ceder o terreno por um tempo determinado, ou arrendar, existem outras formas de o poder público colaborar para a geração de emprego. Por exemplo, qualquer coisa em relação aos impostos e taxas cobradas pelo poder municipal. Por que outras empresas que querem se instalar aqui procuram comprar áreas de particulares para o seu empreendimento e algumas logo procuram o poder municipal com esse tipo de proposta: doação!

Padre Antonio Moreno/Ex-vereador de Petrolina

Bispo Dom Manuel dos Reis presidirá 25ª Assembleia de Pastoral de Petrolina

Dom Manuel/Blog Carlos BrittoO bispo Dom Manuel dos Reis de Farias presidirá a 25ª Assembleia de Pastoral da Diocese de Petrolina, que acontecerá de amanhã (8) até domingo (10) no Centro de Treinamento Monte Carmelo.

Sob o tema ‘a Igreja em Missão’, o evento é coordenado pelo padre Antonio Moreno. O lema da assembleia deste ano será ‘Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura (MC 16,15).

A assembleia diocesana é composta por todo o Clero, além de representantes leigos e/ou leigas das paróquias, de movimentos e associações e congregações religiosas.

Artigo: Padre Antonio externa pesar pela morte de servidor da Chesf assassinado no DF

Neste artigo enviado ao Blog, o padre Antonio Moreno (foto) externa seu sentimento de pesar pela morte do servidor da Chesf, Luiz Manoel Gonçalves, o ‘Luizinho’, assassinado na última sexta-feira (16) numa tentativa de assalto na cidade de Planaltina (DF). Padre Antonio lembra Luizinho como um exemplo de figura humana, pai e cristão.

Confiram:

padre antonioAtribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; abatidos, mas não destruídos. Porque Deus é fiel!

Lamentavelmente, com a morte cerebral, humanamente falando, nada mais se pode fazer! Estamos, desde o dia da festa de Nossa Senhora Rainha dos Anjos, em profunda união e solidariedade com toda família de nosso querido irmão e amigo. Com uma notícia tão triste e inesperada é normal que cause a todos o sentimento de solidariedade. É um sentimento humano e cristão.

No caso de Luizinho, como era carinhosamente conhecido na Paróquia São José Operário e, mais especificamente, na Comunidade de Palhinhas, onde era católico engajado, ativo e admirado por todos, como exemplo de pai, esposo e de leigo cristão, a notícia tomou a todos de surpresa e encheu-nos a de grande consternação.

Na Paróquia, Luiz exercia com dedicação e amor os seguintes Ministérios: Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão, Pastoral do Batismo e na comunidade de Palhinhas Luizinho exercia influência positiva em todos os aspectos da vida eclesial e pastoral da comunidade.

Em nome da Paróquia e da Diocese de Petrolina, como pároco e coordenador diocesano de Pastoral, creio expressar nosso profundo pesar pela grande perda que representa a morte de nosso amigo e irmão Luizinho. Não faz ainda sequer um ano que estou na Paróquia São José, mas posso dizer, sem medo de errar, admirei a pessoa e o trabalho do nosso irmão desde o primeiro dia que o encontrei na comunidade!

Estou realmente e sinceramente “triste”. Triste, sim. A tristeza é um sentimento humano, expressão de vínculos de amizade e fraternidades, neste caso, desfeitos pela morte. A nossa tristeza, porém, é iluminada pela esperança da feliz Ressurreição.

Rezávamos na Festa de Nossa Senhora Rainha dos Anjos com as palavras do Papa Francisco e pedíamos que Nossa Senhora nos ajudasse a confiar-nos plenamente a Deus, a crer no seu amor, sobretudo nos momentos de tribulação e cruz, quando a nossa fé é chamada a amadurecer!

Esta oração se repete em meu coração e pensamento nestes dias de tribulação e de cruz para a Paróquia São José e, como não dizer, mais ainda para Glorinha, seus filhos e para todos da família de nosso amigo e irmão Luizinho! É nesta encruzilhada, onde se encontram de um lado, as tribulações (dor e tristeza) e, de outro, nossa experiência cristã, que a nossa fé é chamada a amadurecer!

Ainda ontem, nas exéquias do Sr. José de Souza Araújo, esposo de D. Lurdinha, das filhas de São Francisco de Sales, que me dizia: “estou dilacerada”. Pensei nestas palavras de São Paulo bem apropriadas também para os familiares de Luizinho e para nós, da família dele também, a Igreja: “Somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; abatidos, mas não destruídos; Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos; E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal” (2 Coríntios 4, 8-11). E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos, como escreveu São Paulo.

Se o espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou, a Jesus habita em nós; aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo vivificará nossos corpos mortais, pelo seu espírito que habita em nós. É o que nos recorda São Paulo. É o que nós esperamos e acreditamos! E Deus é fiel!

Padre Antonio Moreno

Em artigo, padre Antonio ressalta importância da mensagem deixada pelo Papa Francisco aos brasileiros

Neste artigo enviado ao Blog, o padre Antonio Moreno ressalta a importância que ficará para os brasileiros da mensagem deixada pelo papa Francisco, em sua passagem pelo País para mais uma Jornada Mundial da Juventude (JMJ), encerrada no último domingo (28).

Confiram:

padre antonioManter viva esperança de que realidade pode mudar, o homem pode mudar.

É importante captar, guardar e concretizar em nossa vida cotidiana o que a visita do Papa trouxe de melhor, de mais fundamental: a sua palavra de esperança para todo povo brasileiro, para todo homem e mulher de boa vontade, independente de credo religioso. Em discurso na favela de Varginha o papa Francisco fez um apelo para que os jovens não desistam de lutar contra a corrupção:

“Vocês, queridos jovens, possuem uma sensibilidade especial frente às injustiças, mas muitas vezes se desiludem com notícias que falam de corrupção, com pessoas que, em vez de buscar o bem comum, procuram o seu próprio benefício. Também para vocês e para todas as pessoas repito: nunca desanimem, não percam a confiança, não deixem que se apague a esperança. A realidade pode mudar, o homem pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem, a não se acostumarem ao mal, mas a vencê-lo”.

Aos governos e à sociedade em geral, o Papa afirmou: “Nenhum esforço de ‘pacificação’ será duradouro, não haverá harmonia e felicidade para uma sociedade que ignora, que deixa à margem, que abandona na periferia parte de si mesma. Uma sociedade assim simplesmente empobrece a si mesma; antes, perde algo de essencial para si mesma”. “A medida da grandeza de uma sociedade é dada pelo modo como esta trata os mais necessitados, quem não tem outra coisa senão a sua pobreza!”. E continuou: “Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo! Cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais!”.

“Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que frequentemente regula a nossa sociedade, aquela que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas sim a cultura da solidariedade; ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão”.

Francisco elogiou a disposição de “colocar mais água no feijão” dos moradores de Varginha. “Vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida: como diz o ditado, sempre se pode ‘colocar mais água no feijão’, e vocês fazem isto com amor, mostrando que a verdadeira riqueza não está nas coisas, mas no coração!”. Para o Papa, os “pilares fundamentais” e “bens imateriais” de um país são: “vida, família, educação integral, saúde e segurança”.

“A vida, que é dom de Deus, um valor que deve ser sempre tutelado e promovido; a família, fundamento da convivência, é remédio contra a desagregação social; a educação integral, que não se reduz a uma simples transmissão de informações com o fim de gerar lucro; a saúde, que deve buscar o bem-estar integral da pessoa, incluindo a dimensão espiritual, que é essencial para o equilíbrio humano e uma convivência saudável; a segurança, na convicção de que a violência só pode ser vencida a partir da mudança do coração humano”

Guardemos bem o que nos recorda o Papa Francisco: “a realidade pode mudar, o homem pode mudar”. E sejamos nós os primeiros a praticar o bem, a não nos acostumarmos ao mal, mas a vencê-lo pelo bem!

Padre Antonio Moreno

A Diocese de Petrolina e o passo importante para o entendimento

Vale1Como o Blog cobrou na manhã desta quinta feira (18) a participação da igreja católica em relação ao movimento ‘O Vale Acordou’, acampado em frente à Prefeitura de Petrolina (e logo à tarde a reunião aconteceu), cabe agora um registro de reconhecimento.

A igreja católica, tradicionalmente, caminha com os movimentos sociais. O próprio Papa Francisco disse recentemente que o cristão tem que se envolver com a “Política com ‘P’ grande”.

O certo é que, intermediado por padre Antônio Moreno, que é coordenador diocesano de Pastoral e representante dos Presbíteros da Diocese e com total apoio do bispo Dom Manuel dos Reis de Farias, a primeira reunião aconteceu, como este Blog já noticiou.

Reconhecemos o papel vital da Diocese e dos seus representantes em prol do entendimento. O próprio prefeito Júlio Lóssio (PMDB), inclusive, agradeceu a intervenção da Diocese em sua página do Facebook.

Sem acordo com ‘O Vale Acordou’, Prefeitura de Petrolina apresenta sugestões para reduzir valor de passagem

Reunião Vale AcordouPelas redes sociais, a Prefeitura de Petrolina divulgou o que foi apresentado na reunião de ontem (18) à comissão do Movimento ‘O Vale Acordou’. Os manifestantes e representantes do prefeito Júlio Lóssio não chegaram a um consenso e poderão se reunir ainda nesta sexta-feira (19).

O encontro foi intermediado pelo padre Antônio Moreno. O prefeito Júlio Lóssio (PMDB) não compareceu e foi representado por Orlando Tolentino (secretário de Governo), Geraldo Júnior (diretor-presidente da Armup), Denise Gurgel (assessora de Governo), Darlhyane Bispo (assessora da Armup) e Iuric Pires (secretário de Turismo).

Durante o encontro foram apresentadas pelo Poder Executivo as seguintes propostas: redução do ISS de 2% para 0,1% para as empresas de transporte coletivo; criação do Fundo de Mobilidade (formado por um 1% do faturamento das empresas, que seria destinado ao investimento no melhoramento da frota) e implantação do Conselho Municipal de Transporte.

Os representantes da prefeitura garantiram que o município irá reforçar a cobrança da redução do ICMS para o combustível, sendo em tratamento isonômico com a Região Metropolitana do Recife (RMR).

O projeto de lei para a redução do ISS do transporte coletivo já estaria pronto para ser encaminhado à Câmara de Vereadores. No fim da reunião, ficou definido que será realizada uma audiência pública com a participação de todos os envolvidos. (Foto: reprodução Facebook)

Em artigo, ex-vereador Padre Antonio Moreno enaltece atitude do povo brasileiro

Neste artigo, o ex-vereador de Petrolina, Padre Antônio Moreno, enaltece o fim da letargia do povo brasileiro após as várias manifestações de norte a sul do País e acredita que esse clamor veio para ficar.

Confiram:

padre antonio“Somos gente, temos mente, podemos fazer um Brasil diferente”. Era uma de milhares de frases que balançavam nas mãos de manifestantes e soavam como grito de guerra na voz de gente de todas as idades nas praças e ruas do país nestes dias de manifestação de civismo e cidadania. Custou, mas aconteceu, o povo acordou. O Brasil despertou de sua longa hibernação e prostração diante de tanta politicagem barata e irresponsável. Foram décadas de roubalheiras desenfreadas, sem que ninguém fizesse algo que pusesse medo nos grandes ladrões dessa pátria.

Agora a coisa será diferente. O povo acordou e não vai dormir tão cedo! O povo acordado, mobilizado, cutucou e conseguiu acordar o poder, o governo e o Congresso Nacional, acostumados a mandar e desmandar sem se preocupar com aqueles que lhes delegaram o poder de governar e legislar, tendo em vista a promoção do bem do povo brasileiro. Esperamos que nossos dirigentes permaneçam atentos à voz do povo brasileiro que invade ruas e praças e chega até mesmo à sede do poder executivo e legislativo. A nossa expectativa é que passem a acreditar que nossa paciência chegou ao limite. Não toleramos mais “ginásticas” contábeis para maquiar as nebulosas contas públicas com resultados mentirosos.

Não toleramos mais obras superfaturadas para que políticos e empreiteiros possam depois festejar em luxuosos restaurantes parisienses ou comprando imóveis cinematográficos, que estão muito além da capacidade de sonhar da maioria dos brasileiros. Não suportaremos mais nada desses políticos que não sejam competência com a gestão da coisa pública, austeridade e honestidade. Se os políticos, detentores de mandados ou cargos públicos, não forem competentes, austeros e honestos, não nos servem!

Estamos vivendo uma verdadeira revolução feita pelos brasileiros que não deixaram de sonhar com um Brasil diferente. Uma revolução do modo de pensar e agir do povo brasileiro. Saímos de nosso característico comodismo para extravasar um grito de há muito atravessado na garganta de quase todos nós. Um mau político bradou que não eram só pobres a encherem as ruas, como se isso fosse negativo. Isso é extremamente positivo. É sinal que revolta é do povo brasileiro. A classe média está em peso nas manifestações, indignada com a condução de nossa política nacional e indignando aqueles que insistem em continuar roubando em paz, pois se consideram em pleno direito de usurpar recursos dos cofres da nação como se fossem deles. Grande engano!

Somos contrários a todo vandalismo, não só o vandalismo daqueles que indignados ou mal formados se insurgem contra o patrimônio público ou privado. Mas somos igualmente contrários a outro vandalismo presente em nosso país há séculos. Aqueles vândalos maiores que estão nos gabinetes dos palácios governamentais espalhados no país. Ou não será vandalismo, por exemplo, sucatear a saúde pública para privilegiar a saúde privada e os famigerados “planos de saúde complementar” e outros tantos crimes de mau uso dos recursos públicos?

O brasileiro de classe média não está mais disposto a trabalhar quatro meses por ano só para pagar imposto e ver este dinheiro que lhe faz falta sumir em obras inúteis e/ou em desvios de verbas inacreditáveis de tão descarados, como ocorreu com o “Mensalão”, sem que ninguém fosse ou vá ser preso, apesar das condenações. É inadmissível termos um presidente do Senado com uma ficha corrida de dar inveja a muitos meliantes por aí, e um deputado federal condenado integrando o Conselho de Ética do Congresso Nacional. Agora é hora de construirmos um novo Brasil. É hora dos vândalos e vendilhões que aí estão assumirem nova postura exercendo seus cargos com competência, austeridade e honestidade.

A presidente, que ainda conta com nosso respeito, acordou para articular as mudanças que o povo exige. O Congresso começa a votar projetos há tempos engavetados. Vemos tornar realidade o que se gritava nas manifestações neste País: o povo unido jamais será vencido. As manifestações têm conseguido acordar os governos federal e estadual, o Senado e a Câmara dos Deputados. É importante acordar também os governos locais e o legislativo de cada município. Não podemos voltar ao estado de aparente inércia. Vamos para as ruas protestar, exigir direitos, exercer nossa cidadania. Somos gente, temos mente para pensar e fazer um Brasil diferente. Se todos trabalhassem em harmonia, visando sempre ao bem estar social de todos, ninguém sairia às ruas gritando contra os desmandos e dilapidação do patrimônio público.

Padre Antônio Moreno/Ex-Vereador de Petrolina

Artigo: Ex-vereador Padre Antônio critica projeto de reeleição da Mesa Diretora da Casa Plínio Amorim

No artigo abaixo enviado ao Blog, o ex-vereador de Petrolina, Padre Antônio Moreno, reprovou com veemência um projeto apresentado pelo vereador e presidente da Casa Plínio Amorim, Osório Siqueira, o qual permite a reeleição dos integrantes da Mesa Diretora.

Entre seus questionamentos, Padre Antônio se pergunta o que isso trará de benefício à população da cidade e qual seriam os interesses do atual presidente em disputar a reeleição. Boa leitura:

padre antonioReeleição de vereador para a mesa diretora da Câmara de Petrolina é um projeto necessário, útil, atual e responde às reais expectativas da população? A propósito do projeto de lei aprovado na Câmara de Vereadores de Petrolina, como cidadão, gostaria de convidar a sociedade civil organizada a refletir, começando por perceber que no cenário nacional outras câmaras estão procurando aperfeiçoar a legislação e a prática em suas respectivas câmaras municipais, para permitir alternância do e compartilhamento do poder nas câmaras, evitando vícios tão conhecidos por todos nós.

Cito apenas um exemplo, por sinal, partindo justamente de uma vice-presidente de uma Câmara municipal. E já alerto: pensar, refletir, expressar nossa posição, seja deste ou daquele projeto, é uma prerrogativa de todos nós, cidadãos, pois os vereadores, em tese, são nossos representantes. E como tais, deveriam estar preparados para nos escutar e, não concordando, apresentar justificativas e fundamentação para sua atuação.

Em sessão ordinária realizada no dia 18 de maio de 2012, os vereadores da Câmara Municipal de Lúna aprovaram uma Emenda proposta pela Vereadora e Vice-presidente da Câmara, Maria da Penha Barros Pereira, aprovada por seis votos, proposta que prevê o fim da reeleição da mesa diretora. Comparemos a opinião da vereadora sobre a proposta com a postura de nossos vereadores, que acabam de aprovar uma lei que vai exatamente ao contrário, que revela mais uma vez o que significa legislar em causa própria.

“A princípio eu sou contra qualquer reeleição, seja em qualquer nível. Acho que o poder deve ser compartilhado, acho que a continuidade no poder traz muitos vícios e também é uma questão de oportunidade para outros. Aqui na Câmara, hoje, eu pude realizar esse meu desejo propondo essa emenda para suprimir do regimento à reeleição para a mesa diretora. Ainda não está concluído o processo, a Lei Orgânica também precisa ser alterada, visto que a Lei Orgânica prevê a reeleição. Então, na próxima sessão, vamos apresentar uma emenda à Lei Orgânica suprimindo essa prerrogativa de reeleição”.

Sabe-se que há quem compreenda que, do ponto de vista estritamente legal, o que está estabelecido no art. 57, § 4º, da Constituição Federal proibindo a reeleição para a mesa diretora na câmara federal, não se configura padrão de compulsória observância por parte dos Estados – membros e municípios – por ser específica para o Congresso Nacional, não se constituindo em qualquer princípio de observância obrigatória pelos demais entes federados. No entanto, podemos questionar a aprovação da reeleição da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Petrolina, baseados em princípios de legitimidade, da democratização, descentralização do poder e da necessidade de ações que visem à moralidade e credibilidade do poder político de nossas câmaras municipais e, por que não dizer, dos políticos em geral?

Ora, se a Constituição Federal estabelece como princípio e prática a proibição da reeleição para um novo mandado dos membros da mesa diretora na Câmara dos Deputados, é por compreender, como disse a vereadora, que o poder deve ser compartilhado, que a continuidade no poder traz muitos vícios e por ser uma questão de oportunidade para outros, o que justifica a aprovação de uma lei justamente contrária?

Além disso, podemos fazer o seguinte questionamento: qual o benefício que a reeleição da mesa diretora da câmara trará para o município e para os cidadãos de nosso município? Permitir a recondução da mesa diretora para mais um mandato traz beneficio para melhorar a atuação da Câmara de Vereadores? E ainda, qual o interesse do atual presidente da Câmara ao apresentar o projeto da reeleição da mesa diretora? Os leitores do Blog poderiam fazer outros inúmeros questionamentos à Câmara.

Padre Antônio Moreno/Ex-vereador de Petrolina

Em artigo, ex-vereador Padre Antônio critica atendimento em hospitais particulares de Petrolina

Além do caos na saúde pública, a rede privada de Petrolina também tem sido alvo de críticas da população. Neste artigo enviado ao Blog, o ex-vereador Padre Antônio Moreno relata os absurdos que sofreu ao buscar atendimento de emergência em dois conhecidos Hospitais particulares da cidade.

Acompanhem:

A humanização é o processo fundamentado no respeito e valorização da pessoa humana, que visa à transformação da cultura institucional por meio da construção coletiva de compromissos éticos e de métodos para as ações de atenção à saúde e de gestão dos serviços. Sua essência é a aliança da competência técnica e tecnológica com a competência ética e relacional. Pensando assim, afirmamos que não podemos mais nos omitir diante do que acontece com grande parte da população que busca os serviços médicos em nossa cidade todos os dias.

Procurei os serviços médicos no setor de emergência de dois hospitais com um problema no cotovelo esquerdo. Na quarta-feira (05), depois de consulta a uma médica, fui orientado a procurar um médico ortopedista, o que fiz na quinta-feira. O médico atendeu-me e pediu que voltasse na sexta-feira da próxima semana.

Na sexta-feira o problema voltou e procurei a Emergência do Hospital Neurocárdio. Cheguei ao Hospital às 12h. Às 15h tive que sair para resolver um problema em casa, já que pensara antes que um atendimento de emergência deveria ser realmente de emergência. Voltei à tarde e só fui atendido exatamente às 18h.

No atendimento da emergência do hospital Neurocárdio, os médicos não podem dar importância para a demora do atendimento. São os hospitais e clínicas que não oferecem as condições necessárias para que o médico desempenhe bem as suas tarefas.

O que ouço sempre é que no Memorial não havia ou não há médico de plantão. Como os dois hospitais são de propriedade de um mesmo grupo e se o atendimento se concentra em um, claro só pode haver uma concentração grande de pessoas com uma demora no atendimento exorbitante.

Reduzem-se os custos, mas desumaniza-se o atendimento.

Se o fluxo é grande, bastaria escalar mais um plantonista.

A falta de respeito à dignidade da pessoa humana chegou ao cúmulo do absurdo quando, na segunda-feira, por indicação de um médico que considero amigo, procurei o médico Eduardo Borges, para analisar o problema do sangramento do cotovelo. Depois dos procedimentos burocráticos na recepção, justiça seja feita, foi de ótima qualidade, fiquei a esperar o atendimento, que infelizmente não aconteceu.

As 17h55 o médico sai e simplesmente anuncia que não vai atender, porque recebeu uma ligação de um hospital, dizendo que me atenderia em outra oportunidade. Mesmo a atendente dizendo que eu estava a esperar, ele simplesmente foi embora. Se o hospital ligou ou não, não vem ao caso.

Se o referido médico ia atender a um paciente no hospital, ali estava diante dele outro paciente que, por uma necessidade, estava naquela clínica àquela hora, pois somente um problema preocupante me levaria a estar àquela hora em uma clínica; não era uma questão de estética ou consulta de rotina. O médico sequer se preocupou em procurar saber se o problema era urgente, procurando tranquilizar-me, dizendo o horário exato para o atendimento posterior.

Alguns profissionais da saúde precisam tomar consciência de que estão a tratar com gente, com pessoas, com vidas que merecem ser tratadas com respeito, e não tratar os pacientes como alguém desprovido de dignidade e de cidadania, como se pelo fato de precisarmos de seus serviços, sejamos obrigados a aceitar passivamente qualquer tratamento, qualquer atitude ou postura frente aos pacientes. Exigimos respeito, cuidado humano e ética. Afinal, onde fica o juramento feito na formatura?.

Padre Antonio Moreno/Ex-vereador de Petrolina

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