Paulo Câmara empossa novo comandante da PMPE e volta a defender ‘Pacto pela Vida’

O governador Paulo Câmara reafirmou, nesta segunda-feira (20.02), o compromisso da sua gestão com a segurança pública de Pernambuco, durante a solenidade de passagem de comando da Polícia Militar, no Quartel do Comando Geral, Bairro do Derby. Na ocasião, o chefe do Executivo estadual destacou que o novo comandante da corporação, coronel Vanildo Maranhão, terá a responsabilidade de reforçar o trabalho realizado pela Secretaria de Defesa Social (SDS) com vistas à construção de uma “cultura de paz” no Estado. O oficial substitui o também coronel Carlos D’Albuquerque.

Quero dizer ao novo comandante e à toda a equipe da Polícia Militar que, para que Pernambuco tenha uma maior segurança pública, é preciso que seja feito um esforço diário e que se busque, de forma incansável, obter resultados na redução da criminalidade. E quero dizer a todos pernambucanos que a PM trabalhará em favor de um Pernambuco melhor e mais seguro “, afirmou Paulo.

O governador também ressaltou a importância do Programa Pacto pela Vida. “Sabemos que é com o Pacto pela Vida e com a dedicação diária de todos que fazem a Polícia Militar que os resultados vão continuar a vir”, pontuou. Paulo destacou, ainda, o trabalho feito pelo coronel D’Albuquerque. “Ele se dedicou à causa e a melhorar a segurança pública do Estado. Passou valores fundamentais aos seus comandados e buscou, incansavelmente resultados no âmbito da segurança“, agradeceu. (fonte/foto: SEI-PE)

Estado-violência: Pernambuco registra 28 homicídios em 24 horas

A violência em Pernambuco chegou às raias do absurdo. Nas últimas 72 horas foram registrados 52 homicídios – destes, 25 aconteceram no Grande Recife e 27 no interior do Estado. Apenas nas últimas 24 horas, 28 homicídios foram registrados, o que dá mais de uma pessoa morta por hora.

Entre a sexta-feira (10) e o sábado (11), seis mortes violentas foram cometidas – quatro no interior e duas na Região Metropolitana. Já do domingo (12) para segunda (13), 28 pessoas foram assassinadas. Desse total, 13 no interior e 15 na Região Metropolitana.

Os números não deixam mais dúvida alguma de que o Pacto Pela Vida fez água. (com informações da Rádio Jornal)

Mesmo com números alarmantes da violência em Pernambuco, secretário diz que Pacto Pela Vida ainda é “a saída”

Embora o número de homicídios na Área Integrada de Segurança 26 (AIS-26), que abrange os municípios de Petrolina, Dormentes e Afrânio – no Sertão do São Francisco – tenha reduzido, os resultados do Pacto Pela Vida no restante do Estado de Pernambuco em 2016 são os piores desde a criação do programa pelo então governador Eduardo Campos, há quase dez anos. Mas para o atual secretário de Defesa Social, Ângelo Gioia, o Pacto ainda continua sendo “a saída” para diminuir a criminalidade.

A afirmação foi dada por Gioia ao comunicador Geraldo Freire, da Rádio Jornal, nesta quarta-feira (18). “O Pacto é a saída que nós temos para a redução da criminalidade, ainda que, por diversas vezes, o cenário hoje não seja o ideal que gostaríamos de estar vivendo. Mas estamos trabalhando duramente para atingir metas para dar tranquilidade à população de Pernambuco”, pontuou.

Gioia também comentou sobre o protesto de policiais na Praia de Boa Viagem, que afixaram cruzes na faixa de areia, em memória às vítimas da violência no Estado. O ato simbólico serviu para marcar, segundo a categoria, o ‘sepultamento’ do Pacto. “Cada um faz, na verdade, o sepultamento daquilo que entende que deva fazer”, declarou Gioia. (foto: Rádio Jornal/reprodução)

Bancada de oposição na Alepe ‘pega no pé’ de Paulo Câmara sobre homicídios no Estado: “Criminalidade crescente”

O governador Paulo Câmara (PSB) não está conseguindo nenhum momento de trégua na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) quando o assunto é violência. O líder da bancada de oposição, Silvio Costa Filho (PRB), fez mais um discurso contundente sobre o número de homicídios no Estado, que segundo ele cresceu 30% desde o início da gestão. No ano passado foram registrados 4.458 assassinatos até o dia 30 de dezembro – o pior resultado desde 2008, quando foram notificados 4.528 casos.

“Desde 2008 e 2009 não eram registrados mais de 4 mil mortes no Estado, o que infelizmente voltou a acontecer em 2016 por causa da falta de comando do Governo”, avalia o deputado Silvio Costa Filho (PRB), líder da Bancada de Oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

A Bancada vem chamando a atenção, desde 2015, para a necessidade de rediscutir o Pacto pela Vida. Silvio lembra, inclusive, que os parlamentares da oposição estão à disposição do Governo e da presidência da Alepe, caso seja necessário votar o projeto para policiais e bombeiros militares antes da volta do recesso. Além dos homicídios, os índices de criminalidade aumentam também em outras áreas. Em 2016 foram cometidos 1.916 assaltos a ônibus, segundo o Sindicato dos Rodoviários do Estado; e até o mês de novembro foram registradas 13 assaltos a bancos, cinco sequestros, 28 explosões e 13 arrombamentos de agências bancárias, além de 128 explosões de caixas eletrônicos e cinco ataques a carros-fortes.

A oposição na Alepe vem intensificando o diálogo com a sociedade, entidades e representantes dos demais poderes do Estado, como o presidente da OAB de Pernambuco, Ronnie Duarte, e o presidente do TJPE, Leopoldo Raposo. “Nas próximas semanas devemos agendar uma visita ao novo procurador-geral de Justiça do Estado, Francisco Barros, para discutir como reduzir a criminalidade. Na volta do recesso parlamentar vamos agendar uma audiência pública para fazer um amplo debate com a sociedade sobre o tema”, reforçou o parlamentar. (foto:Rinaldo Marques/divulgação)

Mortes violentas diminuem em Petrolina

Apesar dos números negativos sobre os homicídios em Pernambuco, quando o índice de 13% ficou acima da meta de 12% do Pacto pela Vida, Petrolina andou nessa contramão e conquistou o primeiro lugar em todo o Estado na redução de mortes violentas de 2015 para 2016, em números absolutos. A maior cidade do Sertão do Estado havia contabilizado 146 homicídios em 2015, mas terminou 2016 com 138 pessoas vítimas de mortes violentas, atingindo 8,7% de redução numa comparação com o ano anterior.

“São números que demonstram o total empenho de nossa corporação, que apesar das dificuldades que o País e o Estado passam, não mediu esforços para a obtenção dessa redução. Também atribuo essa diminuição dos homicídios em nossa cidade ao apoio da população que foi fundamental para esse bom resultado“, avaliou o Major Marcos Costa, chefe da Central de Operações do 5º BPM de Petrolina.

E o Major Costa afirma que 2017 continua nesse ritmo até o momento. Conforme o oficial, não houve nenhum homicídio na cidade nesses primeiros dias do ano. “Neste mesmo período no começo de 2016, tínhamos notificados já dois homicídios na cidade. Então em termos de comparação, essa redução chega a 100% este ano”, comemorou.

 

 

Número de homicídios aumenta 9,8% em Pernambuco no ano passado em relação a 2015

Pernambuco registrou crescimento de mais de 13% de crimes contra a vida em 2016, contrariando a meta estabelecida pelo Pacto Pela Vida, que é de reduzir, anualmente, em 12%, o número de homicídios no Estado. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), de janeiro a novembro de 2015 foram 3.541 homicídios. Em 2016, esse número subiu para 4.007, levando em conta o mesmo período do ano. A última vez que o estado havia registrado mais de 4 mil assassinatos foi no ano de 2009, quando o número chegou a 4.018 mortes em Pernambuco.

A PCPE divulgou ontem (3) que realizou 44 Operações de Repressão Qualificada (ORQ) e prendeu 580 envolvidos durante o ano de 2016. As investigações de inteligência da PCPE são o principal meio de combater quadrilhas e associações criminosas no estado. O principal delito de 2016 foi homicídio, com aumento de 9,8% em relação a 2015, além de tráfico de drogas e crimes contra a administração púbica. Entre os presos, 110 pessoas tiveram envolvimento em ações criminosas contra bancos e instituições financeiras.

O balanço das Operações de Repressão Qualificada foi apresentado pelo chefe da PCPE, Antônio Barros. O número de homicídios é, entre todos os crimes, o maior, equivalente a 32% das investigações. De janeiro a novembro de 2016, foram registrados 4.007 homicídios (relacionados a ações de quadrilhas) – 466 a mais, se comparado com o mesmo período de 2015, quando foram registrados 3541 homicídios. Já o tráfico de drogas representa 23% das operações. “Os homicídios, em sua maioria, estão também relacionados ao tráfico de drogas, são crimes interligados”, destacou Antônio Barros. (Fonte: Diário de PE)

Número de homicídios em Pernambuco passa dos 50 somente nas últimas 72 horas

ViolênciaA sociedade pernambucana não para de se assustar com a escalada de violência que atinge o Estado. E não é para menos.

Somente nas últimas 72 horas, o número de homicídios chegou a 51 – entre a Região Metropolitana e o interior, de acordo com a grande imprensa da capital. É, de fato, alarmante.

O mais aflitivo de tudo é perceber que, mesmo com a mudança na Secretaria de Defesa Social (SDS), o resultado ainda não se refletiu naquilo que o Governo Paulo Câmara espera – e muito menos no que os cidadãos pernambucanos, que pagam seus impostos, esperam. E o Pacto Pela Vida, a cada dia, vai  ficando no passado.

Policiais civis realizam protesto em Juazeiro contra falência do ‘Pacto pela Vida’

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Policiais Civis de Juazeiro (AB) realizaram um protesto no final da tarde de ontem (21) na Avenida Adolfo Viana, principal via do Centro da cidade. A mobilização é uma maneira de pressionar o Governo do Estado para melhores condições de trabalho e maior valorização dos profissionais. (mais…)

Artigo do leitor: Senador Armando Monteiro Neto lamenta “falência” do Pacto Pela Vida

Armando Monteiro 2Para o senador pernambucano Armando Monteiro Neto (PTB), o Pacto Pela Vida, criado em 2007 pelo então governador Eduardo Campos, não existe mais. Neste artigo, Armando conclui que falta “comprometimento e gestão” ao atual governador Paulo Câmara para reduzir a escalada de violência no Estado.

Confiram:

Em 2015, a cada duas horas um pernambucano foi assassinado: foram quase 3.900 mortes violentas no ano, o que representou um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Aumentaram também, de forma significativa, os assaltos a ônibus, roubos de carro e explosões de caixas eletrônicos. E este ano a escalada de violência continua.

Se é verdade que a segurança pública é um problema em todo o país, também é fato há diferenças importantes entre regiões e mesmo entre Estados. No Nordeste, por exemplo, Alagoas reduziu em 21% a taxa de homicídios, e o Ceará registrou queda de 9% – ao contrário do que aconteceu em Pernambuco.

O que acontece em nosso Estado? Por que o Pacto pela Vida, que foi referência nacional ao reduzir o número de assassinatos em 30% entre 2007 e 2013, agora sofre tal retrocesso?

Na raiz dos problemas de hoje estão ausência de gestão e de comprometimento do governo estadual com as metas do programa e com o acompanhamento dos indicadores de criminalidade. Faltou investimento em áreas essenciais de tecnologia, inteligência e infraestrutura. Não foi institucionalizado um fórum de segurança pública, com participação das organizações da sociedade civil para acompanhar e monitorar o programa.

Este diagnóstico não é meu, é do idealizador do Pacto Pela Vida, o sociólogo José Luiz Ratton, que foi incisivo em sua entrevista recente no JC: para ele, o programa morreu.

Em gestões passadas, o governador participava diretamente das reuniões e impunha um sentido de urgência. Hoje, existe afastamento proposital do tema, talvez pelos índices desastrosos e pela sensação de insegurança que inquieta o povo pernambucano. Enquanto isso, o Pacto pela Vida sobrevive apenas na propaganda do governo.

O Brasil precisa de uma política nacional de segurança pública, em que possamos valorizar a cooperação federativa no combate à criminalidade, melhorar e ampliar o nosso sistema penitenciário e proteger nossas fronteiras do tráfico de drogas e armas.

Mas Pernambuco não pode assistir passivamente ao aumento da criminalidade. Nossa população reclama por medidas urgentes, que coloquem um freio à escalada de violência e tragam paz e segurança para as ruas e os lares das nossas cidades.

Armando Monteiro Neto/Senador (PTB-PE)

Armando Monteiro volta a elevar tom contra Paulo Câmara ao atacar Pacto Pela Vida: “Sobrevive de propaganda”

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Com postura de pré-candidato ao Palácio do Campo das Princesas em 2018, o senador Armando Monteiro (PTB-PE) voltou a elevar o tom contra o governador Paulo Câmara (PSB). Desta vez o líder petebista culpou “o descaso e a falta de priorização” do governo socialista pelo que classificou como “sinais de esgotamento” do Pacto pela Vida, programa de segurança pública criado em Pernambuco em 2007.

Em discurso no plenário, nesta segunda-feira (7), Armando disse que o programa de segurança pública “sobrevive somente na propaganda do governo“.

“O Pacto pela Vida sobrevive somente na propaganda do governo. E a sensação de insegurança e medo dominam a população do Estado“, sublinhou o senador.

“Na raiz dos problemas está a ausência de gestão e comprometimento do governo estadual com as metas do Programa e o acompanhamento dos indicadores de criminalidade”, enfatizou. O pronunciamento no plenário do Senado foi feito a propósito da divulgação recente do 10º Anuário Brasileiro de Segurança Pública e da reunião no Palácio do Planalto, há dez dias, entre os presidentes da República, do Supremo Tribunal Federal (STF), da Câmara de Deputados e do Senado para discutir a criação de um Plano Nacional de Segurança Pública.

“Esgotamento”

Armando assinalou que, considerado um êxito até 2013, quando conseguiu reduzir substancialmente a taxa de homicídios em Pernambuco, o Pacto pela Vida registra “sinais de esgotamento” desde 2014. Lembrou que, se em 2015 a taxa de homicídios aumentou 12% (o quarto maior índice de crescimento entre todos os estados e o pior resultado do Pacto pela Vida, com 3.900 mortes violentas ou 11 assassinatos em média, por dia, conforme os dados do 10º Anuário), os números deste ano são ainda mais desalentadores. (foto: Assessoria/divulgação)

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