Ronaldo Cancão rebate críticas à reforma administrativa de Miguel e garante que erro foi da gestão passada

O vereador governista Ronaldo Cancão (PTB) rebateu as críticas dos integrantes da oposição que votaram contra a reforma administrativa do atual prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (PSB).

Segundo Cancão, os sete projetos de lei enviados pelo socialista à Casa Plínio Amorim estão conforme a lei. A questão, explica, o vereador, é que o antecessor de Miguel, Julio Lossio (PMDB), promoveu 21 alterações em leis municipais, sem que pedisse para extinguir nenhuma lei anterior.

“O problema de hoje (referindo-se à reforma) foi a falta de respeito do governo anterior na consolidação da lei, que está na Constituição Federal. Quando você consolida todas as leis, efetivamente não estariam pairando as dúvidas de hoje sobre as leis que ora foram aprovadas”, avaliou.

Cancão revelou ainda que há mais leis não incluídas na reforma que dão margem a esse tipo de interpretação. “E eu disse aqui, porque comigo é na transparência. Hoje sou aliado do governo, mas não sou conivente, nem leviano e nem ‘balança cabeça’. Vou defender o governo, mas dentro de uma prerrogativa constitucional”, completou.

Vozes isoladas, vereadores da oposição justificam voto contrário a reforma administrativa de Miguel Coelho

Vozes isoladas na segunda votação da reforma administrativa enviada pelo prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, a qual foi aprovada por ampla maioria na sessão extraordinária da última quinta-feira (19), os vereadores Cristina Costa e Professor Gilmar Santos (ambos do PT), além de Paulo Valgueiro (PMDB), reforçaram o porquê de terem votado contra os sete projetos de lei do Executivo.

Numa nota à imprensa assinada pelos três, os vereadores justificam, em linhas gerais, que o discurso do prefeito quanto a diminuir os gastos públicos vai de encontro ao que ele fez, na prática.

Confiram a íntegra da nota:

Em atenção à sociedade petrolinense, a Vereadora Cristina Costa (PT) e os Vereadores Gilmar Santos (PT) e Paulo Valgueiro (PMDB) apresentam a síntese dos motivos que os levaram a votar contrariamente aos sete Projetos de Lei de autoria do Poder Executivo, apreciados na Sessão Extraordinária ocorrida nesta quinta-feira, 19 de janeiro.

Acerca do PL 002/2017, que dispõe sobre a organização básica da administração direta, cabe ressaltar uma melhora significativa em seu teor e redação, quando comparado ao PL 001/2017, que deu início à Reforma Administrativa. Todavia, este segundo projeto também possui inconsistências que poderão acarretar males futuros à Administração Municipal.

O Projeto de Lei mencionado, nos termos de seu próprio artigo 4º, alíneas “a” e “b”, diz que o modelo de gestão adotado buscará ter “seu desempenho administrativo, financeiro e institucional avaliados permanentemente” a partir das diretrizes da “economicidade dos recursos” e da “racionalização dos custos”, mas não é isso o que se observa no conjunto do Projeto. Embora tenha extinguido vários cargos, dando a impressão equivocada de redução de gastos, o Executivo criou muitos outros, fato que irá impactar de sobremaneira a folha de pagamento municipal.

Faltou ao projeto em questão, clareza na distribuição dos cargos que irão fazer parte de cada órgão. O Poder Executivo cria as Assessorias Técnicas e não discrimina se será assessoria técnica I, II ou III. Da mesma forma, cria as Secretarias Executivas estipulando apenas o seu número total, sem discriminar quantas serão criadas em cada secretaria da estrutura municipal.

O PL não apresenta inovações na busca da valorização da carreira dos servidores. Inversamente a isso, supervaloriza cargos comissionados do primeiro escalão do Governo, em detrimento de cargos de complexas atribuições, como é o caso do cargo Gestor do Programa Nova Semente, que terá como uma das funções gerir 180 unidades da Nova Semente com a contrapartida de uma representação desvalorizada.

No que se refere à distribuição das competências, algumas delas empobreceram a atuação das Secretarias, a exemplo das competências destinadas à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade, que não contemplou no seu rol nenhuma competência em relação ao Meio Ambiente.

Sobre o PL 003/2017, que dispõe sobre a organização básica da agência Municipal do Empreendedor – AGE, reduzem-se drasticamente seus cargos, que a partir da sanção do projeto funcionará apenas com 4 cargos, ato que afetará a efetiva prestação dos serviços nesta agência.

Na oportunidade faz-se importante ressaltar que os Vereadores acima mencionados, que compõem a bancada da oposição na Casa Plínio Amorim, têm feito uma oposição com coerência e responsabilidade e tem total interesse em qualificar o debate, trazer melhorias para a cidade e buscar de forma harmoniosa interagir e contribuir com o Poder Municipal.

Cristina Costa (PT)/Vereadora

Professor Gilmar Santos (PT)/Vereador

Paulo Valgueiro (PMDB)/Vereador

Vereador Paulo Valgueiro minimiza apoio de aliados de Lossio à reforma administrativa de Miguel: “Não temos ninguém subserviente”

Com todas as credenciais para assumir a liderança da bancada de oposição na Casa Plínio Amorim, o vereador Paulo Valgueiro (PMDB) minimizou o fato dos demais companheiros do grupo político do ex-prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB), terem optado por votar favorável ao projeto de reforma administrativa enviada pelo atual prefeito Miguel Coelho (PSB). Na segunda sessão extraordinária do ano, convocada a pedido do socialista, na manhã de ontem (19), o projeto foi aprovado de forma acachapante – 19 votos a 3.

Entre os vereadores que votaram a favor estavam os aliados de Lossio, Gabriel Menezes e Domingos de Cristália (ambos do PSL). A decisão dos dois já começou a suscitar rumores de que estariam ensaiando uma aproximação com Miguel. Mas Valgueiro, que inclusive foi o único do grupo a votar contra, viu de outra forma.

“Isso mostra que não temos nenhum vereador subserviente. A gente tem nossa independência, a forma de cada um analisar o processo. Vai haver momentos aqui em que eu vou votar contra um projeto, e meus colegas a favor, ou vou votar a favor, e meus colegas contra. A gente não tem que estar pedindo a opinião de ninguém para saber como vai votar. Nosso voto é o voto da consciência de cada um dos membros da oposição”, ponderou o vereador, que considerou uma “contradição” enxugar secretarias, mas aumentar despesas com cargos comissionados.

Valgueiro também explicou a abstenção do seu voto em relação ao projeto 007/17, que trata da reorganização da Autarquia Municipal de Mobilidade Urbana de Petrolina (AMMPLA). Segundo o vereador, por ser do quadro da AMMPLA ele estaria legislando em causa própria, ferindo assim os princípios hierárquicos do órgão. Além de Valgueiro, apenas os dois representantes do PT na Casa, Professor Gilmar Santos e Cristina Costa, votaram contra a reforma administrativa do Executivo.

Vereador Gabriel Menezes: “Coerência sim, surpresa não”

Integrante da bancada de oposição na Casa Plínio Amorim e um dos que se elegeram no ano passado pelo grupo do ex-prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB), o vereador Gabriel Menezes (PSL) deixou claro, com todas as letras, que sua decisão de votar favorável à reforma administrativa do atual prefeito Miguel Coelho (PSB) não pode ser considerada “uma surpresa”.

Na segunda sessão extraordinária do ano, ontem (19), Gabriel lembrou ter seguido seus companheiros de bancada na primeira sessão extraordinária, do último dia 5, quando os vereadores analisaram as nomenclaturas das novas secretarias da administração. Gabriel votou contrário por entender que faltavam informações mais precisas. Desta vez, porém, respaldou o projeto do socialista por entender que Miguel precisa deixar a marca do seu governo.

O vereador ressaltou que vai mostrar coerência na Casa e que fará oposição, “mas uma oposição independente”. Gabriel afirmou que haverá momentos em que acompanhará seus colegas de bancada, mas quando entender que um projeto enviado pelo prefeito for de interesse da população, terá seu apoio. (foto: Ascom CMP/divulgação)

Na ‘cola’ de Paulo Bomfim

É cada vez mais evidente a aproximação da oposição em Juazeiro ao grupo do prefeito Paulo Bomfim (PCdoB). Onde quer que o prefeito vá, os vereadores vão atrás. Seja na Caravana da Saúde, na inauguração de pavimentação de rua ou num ‘chá de bonecas’, lá estão eles, rodeados do gestor.

O que se comenta nos bastidores é que a tal “harmonia” disseminada pelo novo presidente da Câmara, Alex Tanuri (PSL), serviu de consolo para alguns vereadores.

Com um discurso de aproximação apenas para acompanhar de perto as promessas feitas ou fazer avaliação dos serviços, baseada na gestão do ex-prefeito Isaac Carvalho,  essa ‘cola’ toda da oposição está deixando Bomfim cada dia mais sorridente. O motivo? Nem precisa dizer. (foto: Ascom PMJ/divulgação)

Charles Leão concede entrevista ao Blog, diz que se manterá na oposição e faz revelação sobre seu futuro político

O delegado e ex-candidato a prefeito de Juazeiro (BA), Charles Leão (PPS), concedeu entrevista a este Blog na tarde de hoje (12) e fez um balanço sobre a sua participação na eleição municipal de 2016.

Leão deixou claro que se manterá na oposição e que fiscalizará de perto a gestão do prefeito Paulo Bomfim (PCdoB). Ele ainda fez revelações sobre seu futuro político. A matéria completa você confere na manhã desta sexta-feira (13).

Osório Siqueira e a missão de separar o presidente do aliado

O recente episódio protagonizado pelos vereadores Manoel da Acosap (PTB) e Cristina Costa (PT), que prestaram queixa mútua de agressão após discutirem numa emissora de rádio de Petrolina, expôs à prova a missão do presidente eleito da Casa Plínio Amorim, Osório Siqueira (PSB).

Pela quarta vez Osório vai comandar o Legislativo Municipal para o próximo biênio (2017/18). Segundo comentários de bastidores, será justamente nesse mandato que Osório terá de mostrar mais pulso do que nunca.

Primeiro, porque vai se deparar com uma legislatura ampliada no número de vereadores, que saíram de 19 para 23. Segundo, porque o presidente estará alinhado com um prefeito – o que não aconteceu das vezes anteriores em que presidiu a Casa.

Portanto, ficará ainda mais na vitrine, exposto às estilingadas da oposição.

Exemplo disso já aconteceu no ano passado, quando Osório recebeu críticas duras de Cristina Costa por ter colocado para votação o remanejamento dos 40% previstos pela Lei Orçamentária Anual (LOA) para o exercício de 2017, quando a Casa já tinha aprovado a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e o então prefeito Julio Lossio (PMDB) sancionado 20%.

Saber separar o separar o socialista Osório do presidente Osório será a principal tarefa do vereador pelos próximos dois anos. Mas está convicto de que dará conta. Afinal, principiante ele já mostrou há muito tempo que não é.

Remanso: Oposição pede cassação de mandato do prefeito recém empossado

O prefeito eleito de Remanso, no norte baiano, José Clementino Carvalho Filho – o Zé Filho (PSD) -, mal assumiu e já enfrenta uma série de processos impetrados por partidos que lhe fazem oposição no município. Os adversários pedem a cassação do mandato e a inelegibilidade do gestor por oito anos. As ações incluem também vereadores aliados do prefeito.

Para a oposição em Remanso, Zé Filho teria montado um esquema de compra de votos que lhe garantiu a vitória em outubro. No processo eles colocaram uma citação do prefeito, como se estivesse zombando da justiça.“Com a velocidade de nossa Justiça, serei reeleito em 2020 e os processos ainda vão estar na gaveta do juiz”, disse Zé Filho numa praça movimentada da cidade. (foto/divulgação)

Elismar não confirma ida para a base de Miguel, mas diz que vai ajudar o prefeito a fazer uma gestão “exitosa”

O vereador Elismar Gonçalves (PMDB) entrou em contato com a reportagem do Blog após tomar conhecimento da nota postada sobre seu destino na Câmara Municipal de Petrolina – se fica na oposição ou reforça a base do prefeito Miguel Coelho (PSB). O peemedebista ressaltou que apesar de ser aliado do ex-prefeito Julio Lossio (PMDB), sua relação com Miguel e com o grupo político liderado pelo senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) foi sempre tranquila e respeitosa.

“Eu sempre coloquei que mesmo apoiando o candidato do ex-prefeito Julio, eu sempre tive uma relação muito tranquila com o povo de Fernando, muito respeitosa. A eleição passou, os palanques precisam ser desarmados e agora a gente precisa trabalhar por Petrolina, pelas pessoas, para o povo do interior independente de que esteja prefeito“, salientou.

Sem rodeios, Elismar foi direto ao ponto. “Vou ajudar Miguel a melhorar a cidade. Se ele fizer uma gestão bem feita, ele vai atender na realidade, o povo de Petrolina, quem precisa de educação, de saúde, de infraestrutura, quem precisa de uma cidade limpa, e neste ponto Miguel já começou o mandato fazendo um trabalho que para algumas pessoas pode até parecer simples, mas é de uma dimensão muito grande que é manter a cidade limpa“, pontuou o ex-líder de Lóssio na Casa Plínio Amorim.

O vereador reeleito afirma que vai, sim, contribuir com o governo do socialista. “Torço para um mandato de sucesso de Miguel e, no que eu puder contribuir, não hesitarei, porque se ele fizer uma gestão exitosa, quem ganha é o povo de Petrolina. Vou procurar a gestão, vou procurar alguns secretários, conversar com o prefeito, para atender alguns pleitos tanto do interior quanto da cidade. Miguel vai contar com meu apoio para qualquer projeto que seja importante para a cidade“, concluiu.

Oposição e situação caminhando no mesmo rumo em Juazeiro

Como este Blog vem adiantando nos últimos dias, pouco se fala em oposição em Juazeiro (BA). Se no governo de Isaac Carvalho (PCdoB) a bancada quase não aparecia, agora, no de Paulo Bomfim (PCdoB) o que aparenta é que todo mundo está no mesmo time.

Mesmo alguns vereadores deixando claro que se manterão na oposição e terão voz na Casa Aprígio Duarte Filho, o que se vê na prática é um ambiente consensual e harmônico, como já previa o novo presidente da Câmara, Alex Tanuri (PSL). Resta saber se continuará do jeito que está.

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