Bandeira vermelha continua nas contas de luz até novembro

A bandeira tarifária vermelha de patamar 1 deve continuar a elevar o preço das contas de luz até o fim do período seco, em novembro, quando o volume de chuvas deve aumentar e elevar o nível dos reservatórios de hidrelétricas brasileiras. A previsão é do diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Barata.

As nossas avaliações são de que, ao longo do período seco, o preço vai subir, porque cada vez mais vamos precisar das usinas térmicas. Se o lado benéfico delas é o fato de serem presumíveis e gerenciáveis e termos o controle dos combustíveis, o outro lado é serem mais caras”, disse Barata.

Segundo o diretor do ONS, em novembro, os reservatórios do Sudeste estarão com 20% da capacidade, e os do Nordeste, possivelmente abaixo dos 10%. Quando a bandeira vermelha patamar 1 está em vigor, os consumidores pagam R$ 3 a mais para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Em 2017, a bandeira patamar 1 está em vigor desde abril.

Campanha 

Barata informou que o governo pretende fazer uma campanha para estimular o uso de energia elétrica sem desperdícios. No entanto, segundo ele, não há previsão de racionamento.

“Não há risco de desabastecimento, mas existe quase uma certeza de encarecimento de energia, que às vezes só aparece no ano que vem, quando houver o reajuste tarifário.

O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse que a proposta da campanha já foi discutida em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico e que a medida deve ser lançada no segundo semestre. (Com informações da Agência Brasil)

Após diminuir vazão, Lago de Sobradinho atinge novamente 14% de sua capacidade

O nível do Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, voltou a subir. No mês de janeiro último, a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) aumentou a vazão do reservatório para aumentar o nível do Lago de Itaparica, da Usina de Luiz Gonzaga, em Petrolândia (PE), o que diminuiu consideravelmente o nível d’água no lago baiano.

A defluência (água que sai) praticada no Lago de Sobradinho foi de 1.200 metros cúbicos por segundo (m³/s), acumulando água em Itaparica. Após Itaparica atingir o patamar de 20%, a Chesf reduziu novamente a vazão de Sobradinho para 700 m³/s. De acordo com boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS),  Sobradinho está com 14,22% de sua capacidade, enquanto Itaparica está com 22,71%.

Lago de Sobradinho mostra recuperação e inicia 2017 com quase 13% de sua capacidade

O ano começou com uma boa notícia. O Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, vem se recuperando e o nível d’água chegou a 12,92% de seu volume útil, segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A  previsão é de que o volume continue aumentando, já que foi autorizada a redução da vazão de 750 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 700 (m³/s). A expectativa é de que a redução da defluência entre em vigor nesta terça-feira (3), como informou o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF) no final de dezembro.

A medida, solicitada pelo setor elétrico, com o argumento de que somente assim seria possível garantir os usos múltiplos das águas, recebeu o aval do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que analisou os possíveis impactos que a vazão poderá provocar ao ecossistema. O órgão ambiental estabeleceu algumas condições à Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), responsável pela administração dos reservatórios, a exemplo de estudos sobre o monitoramento das águas, antes de autorizar a diminuição da vazão. (foto/reprodução)

Lago de Sobradinho atinge novamente 10% de sua capacidade

lago de sobradinho - chesfO volume de água no Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, finalmente voltou a subir, como já previa a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf). Segundo informações, nesta quinta-feira (22) o nível voltou a atingir 10% de seu volume útil.

O Operador Nacional do Sistema (ONS) destacou que, com a diminuição da vazão de 800 para 700 m³/s, o nível da barragem foi aumentando lentamente, porém o leito à jusante vai ficando mais seco. Já o reservatório de Três Marias (MG) está com 23,11% de volume útil, enquanto o reservatório Luiz Gonzaga tem 12,48% de sua capacidade.

Lago de Sobradinho: Cenário volta a ficar crítico

lago de sobradinho - chesfO nível do Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, continua diminuindo. Segundo Boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a barragem está com apenas 9,25% de sua capacidade. E o quadro só tende a piorar no decorrer dos próximos meses – como este Blog já havia informado.

O baixo nível do reservatório voltou a afetar algumas cidades da região, a exemplo de Sento Sé, Casa Nova e Remanso (ambas no norte do Estado), que estão com dificuldade na captação de água.

Construído há 40 anos, o Lago de Sobradinho colocou debaixo d’água 4,2 mil quilômetros quadrados de área – equivalente à de seis capitais somadas: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Salvador.

O reservatório tem cerca de 320 km de extensão, com capacidade de armazenamento de 34,1 bilhões de metros cúbicos de água. Além do abastecimento, a barragem é responsável por 58% do consumo de energia do Nordeste. (foto/reprodução)

Falta de chuvas leva Barragem de Sobradinho a pior cenário em 85 anos

A quantidade de chuva que caiu nos nove primeiros meses de 2016 representa o pior cenário registrado em 85 anos na bacia do Rio São Francisco, que abastece o Reservatório do Sobradinho, principal do Nordeste, e que está localizado na região norte da Bahia. A afirmação é do diretor de operações da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), João Henrique Franklin.

Essa é a grande caixa d’água que tem no Nordeste“, diz ele, resumindo a importância do reservatório, que tem previsão de chegar a zero o volume útil até o final de 2016. Atualmente, este índice está em torno de 12%.

Ainda assim, Franklin afirma que não há risco de desabastecimento de energia elétrica, já que os estados do Nordeste dispõem de outras fontes de energia: eólica, térmica, além das linhas de transmissão, que “carregam” a energia produzida em outras regiões. Apesar da destacada importância de Sobradinho, sua capacidade de geração de energia elétrica está em aproximadamente um sexto da capacidade total. Isso porque no reservatório existem seis unidades geradoras, cada uma com capacidade de 175 megawats, o que totaliza 1.050. No entanto, 170 megawats é o que está sendo gerado de energia no Sobradinho atualmente, aponta o diretor de operações.

Antes do agravamento este ano, desde 2013, a seca já era considerada muito severa na Bacia do São Francisco. Ainda para 2016, há a esperança de que a partir do mês de novembro, até maio, conhecido como ‘período úmido’, traga mais chuva e a melhora no nível do Sobradinho. Entretanto, ao lado do otimismo mora o temor de que a chuva não chegue. Atualmente, a quantidade de chuva é de aproximadamente “um terço da normalidade“, aponta Franklin.

Diante do cenário de esvaziamento, o governo encaminhou à Casa Civil, para análise, um pedido da Chesf para reduzir a vazão de água de 800 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 700 m³/s. “É uma medida de guardar mais água no reservatório“, explica.

Redução da vazão

O pedido de redução, no entanto, enfrenta resistência de órgãos ambientais como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e de companhias estaduais de água. Franklin explica que a diminuição progressiva do nível do Sobradinho ocorre porque a vazão de saída (800 m³/s), é a metade da água que chega, cujo volume é de 400 m³/s. Sobre a previsão do nível chamado de “volume morto“, ele detalha que quando a situação ocorre ainda há água no reservatório, mas em um nível mínimo para a geração de energia.

Segundo informou no último dia 14 o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que monitora a situação dos reservatórios que atendem às hidrelétricas brasileiras, apontou que se o volume de chuvas de 2017 for o mesmo de 2016 e a vazão de água de Sobradinho for mantida, a represa pode chegar no final de 2017 com volume negativo em 15%, ou seja, abaixo do volume morto.

No Estado da Bahia, os reservatórios de acumulação para geração de energia elétrica operados pela Chesf são Sobradinho, localizado na Bacia do Rio São Francisco, e Pedra, localizado na Bacia do Rio de Contas – com grande destaque para Sobradinho, cujo volume útil total é de 28.669,00 hm3, enquanto o segundo é 1.305,00 hm3 (este em aferição feita no dia 12 de setembro estava com 44% do seu volume útil). (fonte: G1-BA/foto: reprodução)

Lago de Sobradinho deve atingir volume morto no fim de 2016, afirma ministro

O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, afirmou que o Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, deve chegar a zero do volume útil até o final de 2016. Assim, só restaria no reservatório o chamado ‘volume morto’. A represa é a maior da região Nordeste e tem sofrido com a falta de chuvas dos últimos anos.

Segundo o ministro, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que monitora a situação dos reservatórios que atendem às hidrelétricas brasileiras, apontou que se o volume de chuvas de 2017 for o mesmo de 2016 e a vazão de água de Sobradinho for mantida, a represa pode chegar no final de 2017 com volume negativo em 15%, ou seja, abaixo do volume morto.

O governo já encaminhou à Casa Civil, para análise, um pedido da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), subsidiária da Eletrobras e responsável pela Usina Hidrelétrica de Sobradinho, para reduzir a vazão de água do reservatório de 800 metros cúbicos por segundo (m³/s) para 700 m³/s. O pedido de redução, no entanto, enfrenta resistência de órgãos ambientais como o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e de companhias estaduais de água.

Essas companhias teriam que fazer investimentos Sobradinho abaixo para poder adequar as captações, não só para abastecimento humano, mas também para irrigação”, afirmou o ministro.

Recuperação

Fernando Filho disse ainda que deve ser preciso dois invernos, que é o período chuvoso do Nordeste, com chuvas acima da média, para que o reservatório se recupere. “No fundo, no fundo, a gente precisa de uns dois invernos melhores para que a gente tenha um certo grau de segurança nos reservatórios e poder voltar a ter um mix mais favorável na composição do preço de energia do Nordeste”, disse. (fonte: G1-Brasília/foto: reprodução)

Volume d’água no Lago de Sobradinho cai para 12%, segundo ONS

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O volume d’água no Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, continua caindo e agora está com 12% de seu volume total de armazenamento, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Apesar desse cenário, a vazão do Rio São Francisco não será reduzida do atual patamar, de 800 metros cúbicos por segundo (m³/s), até o dia 1º de outubro. A não ser que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) se manifeste de maneira contrária antes desse prazo.

A decisão foi anunciada no último dia 29/08, na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, onde aconteceu mais uma reunião para avaliar os efeitos da defluência reduzida. O setor elétrico havia solicitado autorização para reduzir a vazão do rio para 700 m³/s. O ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, disse, na última semana em Petrolina, que a situação do reservatório de Sobradinho “é crítica”. Ele reforçou que uma nova redução tem de ser estudada entre Chesf, Ibama e os Estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. (foto/reprodução)

Vazão do Rio São Francisco será mantida no nível atual até outubro

A vazão do Rio São Francisco não será reduzida do atual patamar, de 800 metros cúbicos por segundo (m³/s), até o dia 1º de outubro. A não ser que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) se manifeste de maneira contrária antes desse prazo. A decisão foi anunciada ontem (29), na sede da Agência Nacional de Águas (ANA), em Brasília, onde aconteceu mais uma reunião para avaliar os efeitos da defluência reduzida. O setor elétrico havia solicitado autorização para reduzir a vazão do rio para 700 m³/s.

Para subsidiar seu pedido de redução, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apresentou estudos sobre a previsão hidrológica para a bacia até o final do ano. Os cenários apresentados apontam para um quadro mais dramático que em anos anteriores. Diante das previsões, a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) confirmou a formalização do pedido ao Ibama, até mesmo para garantir os usos múltiplos das águas são-franciscanas.

O superintendente da ANA, Joaquim Gondim, apresentou uma nota, contendo 17 itens, reportando à reunião realizada na semana passada, na própria agência federal, com representantes dos governos inseridos na Bacia do São Francisco. Na relação de itens, Gondim deixa claro que qualquer alteração na defluência dos reservatórios de Sobradinho, na Bahia; e Xingó, entre Alagoas e Sergipe, não será aplicada antes de outubro. Já o superintendente da Chesf, João Henrique Franklin, argumentou que a redução do nível do São Francisco também significa uma geração menor de energia, provocando um risco de sobrecarga. Segundo ele, alguns segmentos já estão preparados para uma redução do nível do rio, estimado entre 15 e 20 centímetros, em virtude da menor defluência.

Por meio de videoconferência, o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda, participou da reunião no escritório do colegiado, em Maceió. Ele avaliou como “um avanço” as decisões anunciadas por Gondim. O presidente do CBHSF aproveitou para defender que os estados formalizem um pacto capaz de instrumentalizar a fiscalização. O presidente da ANA, Vicente Andreu Guillo, lembrou que a agência não integra o Comitê Gestor da Revitalização, por isso sugeriu que a proposta seja apresentada naquele grupo. O secretário do CBHSF, Maciel Oliveira, participou da reunião de forma presencial e reforçou a necessidade de os estados assumirem suas responsabilidades, até mesmo para deixar claro que as águas do São Francisco devem atender aos usos múltiplos.

Chesf quer reduzir mais uma vez vazão da Barragem de Sobradinho

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A Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) quer reduzir mais uma vez a vazão da Barragem de Sobradinho, no norte da Bahia. Atualmente o lago está operando com uma vazão de aproximadamente 840 metros cúbicos de água por segundo (m³/s), mas a Companhia já pediu autorização à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Ibama para diminuir para 700 m³/s.

“Essa nova flexibilização, caso venha a ser adotada, visa a minimizar o deplecionamento de Sobradinho, objetivando a segurança hídrica na Bacia do São Francisco, que poderá ser de fundamental importância, caso o próximo período úmido se apresente com condições hidrometeorológicas semelhantes as que vêm sendo observadas nos últimos quatro anos”, ressalta a Chesf, em nota.

O pedido foi encaminhado à ANA e ao Ibama no último dia 12 pelo superintendente de Operações e Controle de Transmissão de Energia da empresa, Ruy Barbosa Pinto Júnior. Vale frisar que o Lago de Sobradinho está com 16,8% de sua capacidade total de armazenamento, segundo boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgado ontem (15). (foto/reprodução)

Nível do Lago de Sobradinho cai para 17%, segundo ONS

O nível do Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, continua diminuindo. Segundo Boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgado ontem (11), a barragem está com apenas 17,27% de sua capacidade total de armazenamento.

O volume de água do reservatório continua caindo por causa da pouca chuva ocorrida na região de Minas gerais e também no estado da Bahia. A Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) trabalha com a vazão mínima defluente de 830 metros cúbicos de água por segundo (m³/s) no lago. (foto/reprodução)

Armazenamento d’água em Sobradinho continua menor que vazão e nível cai para menos de 20%

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O volume d’água no Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, continua diminuindo e agora já chega a menos de 20%. Segundo Boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgado ontem (27), a barragem está com apenas 19,31% de sua capacidade total de armazenamento.

A afluência (quantidade de água que entra no reservatório), segundo o ONS, está sendo de 330 metros cúbicos por segundo (m³/s) e defluência (quantidade de água que é liberada do Lago) de 824 m³/s.

Outro reservatório que fica no leito do Rio São Francisco, O Lago de Itaparica, reservatório da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga, em Petrolândia (PE), também está com seu nível d’água diminuindo a cada dia. De acordo com o mesmo Boletim divulgado pelo ONS, o lago está com apenas 25,33%. O alerta continua. (foto/reprodução)

Nível do Lago de Sobradinho cai para 20%, segundo ONS

O nível d’água no Lago de Sobradinho, no norte da Bahia, continua diminuindo. Segundo Boletim do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) divulgado ontem (18), a barragem está com apenas 20,43% de sua capacidade total de armazenamento.

A preocupação volta à tona, visto que o lago chegou a 1% de sua capacidade no ano passado, justamente pela estiagem prolongada. A Companhia Hidroelétrica do são Francisco (Chesf) trabalha com a vazão mínima defluente de 830 metros cúbicos de água por segundo (m³/s) no lago. (foto: Agência Brasil)

Resolução da ANA fixa vazão de 800 m³/s até setembro para Lago de Sobradinho

A vazão mínima defluente dos reservatórios de Sobradinho, no norte da Bahia, e Xingó, entre Alagoas e Sergipe, será mantida em 800 metros cúbicos por segundo (m³/s) pelo menos até o dia 30 de setembro. A resolução da Agência Nacional de Águas (ANA) com a decisão foi publicada na edição desta quinta-feira (30.06) do Diário Oficial da União. Desde meados de 2013, a agência federal atende aos pedidos apresentados pelo sistema elétrico para a bacia do rio São Francisco. Com isso, a vazão vem sendo reduzida gradativamente, de 1.300 m³/s para o patamar atual.

A justificativa do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) é que a bacia hidrográfica enfrenta condições hidrológicas adversas, com vazões e chuvas abaixo da média, impactando nos níveis dos reservatórios. A resolução é resultado das previsões meteorológicas que indicam a continuidade dessa escassez hídrica até o próximo período chuvoso.

Segundo o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF), essa prorrogação é consequência das previsões hidrometeorológicas que definem o cenário de continuidade da estiagem até pelo menos outubro deste ano. Os técnicos da ANA apontam que há um processo de enfraquecimento do fenômeno El Niño, o qual consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico. Com isso, a tendência é que o início do período úmido na bacia seja antecipado do mês de novembro para outubro. (foto: Agência Brasil)

Previsão do ONS aponta nova crise hídrica no Vale do São Francisco

ONS nível barragem sobradinho

Mal as cidades de Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) respiraram aliviadas pela melhoria razoável no volume de água da Barragem de Sobradinho (BA), uma nova crise hídrica poderá estar a caminho do Vale do São Francisco. Pelo menos é isso que aponta uma previsão do Operador Nacional do Sistema (ONS).

Segundo dados do ONS, até o final deste ano o nível das barragens de Três Marias e Itaparica também será afetado, mas a Barragem de Sobradinho deverá atingir apenas 0,3% de sua capacidade – o menor nível das três.

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