Gerente do Distrito de Irrigação Nilo Coelho fala sobre operação da Polícia Federal

“O Distrito de Irrigação provocou a Codevasf para resolver o problema do furto de água no canal do Nilo Coelho”, diz diretor

O diretor executivo do Distrito de Irrigação Nilo Coelho, Paulo Henrique Sales, afirmou que desde o final do ano que tem provocado a Codevasf em Petrolina e a Polícia Federal, sobre a questão dos desvios de água que vinham ocorrendo no canal principal do perímetro irrigado Nilo Coelho. Mais cedo nesta terça-feira, 21, a PF retirou 167 bombas que faziam o furto de água do canal. São equipamentos clandestinos.

Não temos mais detalhes da operação, porque essa é uma ação sigilosa da polícia, mas ressalto que o Distrito vem acompanhando desde o começo toda a situação, juntamento com as outras instituições”, frisou Paulo.

O diretor não sabe precisar ao certo quantas famílias estavam na área. “Fala-se em um grupo grande, mas de 100 famílias, mas não sabemos precisar. A Codevasf iniciou esse levantamento”, destacou Paulo Henrique.

Éramos assim…

Mais uma foto da história no Éramos assim de hoje. Era novembro de 1968 e o petrolinense Nilo Coelho, governador do estado de Pernambuco recebia no aeroporto do Recife a Rainha Elizabeth II.

Mas outro detalhe deixou o evento ainda mais bonito. Dona Josepha Coelho, sua mãe estava no desembarque, à espera da rainha, quando Nilo disparou: “Agora, Sua Alteza, vou lhe apresentar a minha rainha”.

Furto de água no canal principal do Nilo Coelho pode causar danos à estrutura e muitos prejuízos à produção irrigada da região

Os constantes desvios de água no canal principal do perímetro irrigado Senador Nilo Coelho, em Petrolina, podem danificar a estrutura do equipamento e causar grandes prejuízos aos produtores do Vale do São Francisco. A situação é de apreensão, diante do quadro apontado pelos produtores.

“Por ser o caminho principal dos pomares do vale, esse canal era pra ter proteção permanente, inclusive da Policia Federal. Essa invasão nele é criminosa. Codevasf e Distrito de Irrigação providencias”, disse Caio Coelho, diretor de marketing da Valexport.

O problema levou os produtores a constituírem um documento que será entregue às autoridades para que providências sejam tomadas. “Vimos manifestar a nossa insegurança, pois nos sentimos ameaçados, já que nos referimos a infraestrutura que dá sustentação ao projeto e entendemos que pode vir sofrer um colapso”, retrata trecho do documento.

O perímetro Nilo Coelho possui 21 hectares de áreas irrigáveis. Cerca de 60 mil habitantes é o número da população atual do Nilo Coelho. O modelo é responsável pela produção de quase metade da fruticultura brasileira, gerando 240 mil empregos entre diretos e movimenta na economia quase R$ 1 bilhão.

“Neste cenário da irrigação, o projeto Nilo Coelho tem forte impacto na economia de cidades como Petrolina, Juazeiro e Casa Nova. Caso nosso temor seja procedente, será necessário tomar medidas garantidoras (administrativas, legais e ambientais) a continuação e perpetuação do projeto“, conclui o documento.

Artigo do Leitor: A Casa de Dr.Moraes

PetrolinaNeste artigo, o leitor Fernando Dourado Filho rememora um pouco da história de Petrolina e da família Coelho. Confiram:

Ao longo da agonia de Tancredo Neves, eu morava nas Perdizes e, diariamente, na volta da fábrica, parava à porta do Incor para saber da saúde do presidente eleito. Em expectativa muda, me deparava com o porta-voz Antonio Brito. De olhar esgazeado, o gaúcho dava uma versão manietada dos fatos. Visitantes ilustres paravam na rampa para entrevistas. No estacionamento, ambulantes e pregadores vendiam picolé e esperança. Os boletins só se renderam à verdade no dia 21 de abril. Que sina.

Aquele endereço evocava sentimentos que me eram dolorosos. Ali tinha morrido Elis Regina, trazida em desespero do apartamento ao lado, na rua Melo Alves. Lá também falecera Nilo Coelho, referência de afeto. Pois bem, a escrita foi mantida. Tancredo expirou no prédio suspenso da avenida Rebouças. Ainda hoje, viro o rosto quando passo lá. 

Como uma tristeza não vem sozinha, semanas depois eu perdi Dr. Moraes. Médico alagoano, nativo de Penedo, ele e Heloísa formavam um casal solar. Quando chegaram a São Paulo, na década de 40, foram viver na Água Rasa – um bairro operário -, origens de que tinham orgulho. Lá ele clinicou e, pouco a pouco, surgiu a ideia de fabricar panelas. Batizou o empreendimento de Alumínio Penedo, marca presente em milhões de lares do Brasil. A bem da verdade, eu herdara essa amizade da família Coelho. Isso porque, nos idos do passado, D. Josepha perdera um filho para o rio, chamado Caio.

Ora, esse jovem fora colega de Dr. Moraes em Salvador. Ao chegar à escola, ele soube da notícia triste. Ato contínuo, foi até Petrolina e se apresentou à família para dizer o quanto estava sofrendo. Foi o ponto de partida de uma amizade sólida.       

Visionário e próspero, a riqueza do coração ofuscava a do bolso. Quando o conheci – apenas seis anos antes de falecer -, ele só ia à indústria de vez em quando. Geralmente, para levar amigos e almoçar com os operários, em Guarulhos. Outro programa de que gostava muito era de ir ao clube de campo. Vezes sem conta, nos chamou para o almoço do domingo. Depois de um cochilo, ficávamos conversando na sede – não raro na companhia de alguns de seus convidados, como Dr. Fernando e D. Clarinha, que vinham periodicamente de Salvador. Já na casa dos Jardins, reinava um entra-e-sai divertido.

Eu chegava como alguém da família; ia à cozinha cumprimentar Bina – doce relíquia do século XIX. À mesa, sempre cabia mais um; os netos brincavam em uniforme escolar; a cidade trepidava; ali se sorria e se fazia uma pausa festiva.      

Ontem como hoje, a cultura política abrigava nas famílias facções talibãs. Mas na casa de Dr. Moraes, a regra era outra. Pois se as duas filhas se assemelhavam por natureza, os seis rapazes compunham um mosaico do Brasil. Divergiam na política, mas o respeito era de regra. Ironia, só com o time adversário. Assim, quem chegasse à Fazenda São Domingos, em Itu, os veria em renhida partida de futebol – nem sempre amistosa. Fato é que nos domínios do patriarca benevolente, diferenças não degeneravam, só somavam. Ao acordar cedinho – feito raro porque eu curtia a caninha de alambique -, via o casal na capela.

Na paz do interior, íamos então ao terraço. Então ele perguntava da vida. Eu destrinchava os anseios de meus 25 anos. Ele assentia. No final, me tocava o braço e se saía com um surpreendente “Fernando, amigo velho, você ainda vai longe, o caminho é esse mesmo”. Ora, eu não podia ser mais banal. Mas não na régua generosa dele. Na volta, pela Bandeirantes, eu acelerava revigorado.

Dr. Moraes, e o presidente eleito se foram num espaço de seis semanas e as dores se confundiram aqui dentro. Eu e o Brasil tínhamos ficado meio órfãos. A entronização de Sarney provava que a vida era irônica e, às vezes, nos cabia pegar cartas ruins. Quando o corpo de Tancredo viajou para Brasília, o avião sobrevoou São Paulo em despedida. Dr. Moraes me acompanhou até a calçada e, olhando para o céu, deixou escapar uma lágrima, uma mão na bengala, a outra no lenço. Chorou menos por ele e mais por nós – os filhos e amigos que ficariam. E que, trinta anos depois, se sentem privilegiados por lhe ter frequentado a casa.

Quem quer tenha transposto a soleira do portão de madeira por um só dia, foi tratado como rei. Lá não havia os rapapés da frivolidade. Havia o abraço largo de D. Heloísa e a exortação do capitão: “Chegou o homem do mundo. Vamos entrando que Bina vai passar um cafezinho”. 

Fernando Dourado Filho/Consultor em Internacionalização de Empresas

Dois dias após ser empossado senador, FBC preside sessão plenária

fernando bezerra senadorDois dias após ser empossado senador, Fernando Bezerra Coelho esteve presidindo a sessão plenária da Casa, na tarde desta terça feira (3).

Natural de Petrolina, FBC deve certamente ter voltado no tempo – à época em que senador Nilo de Souza Coelho (tio dele), sentava-se naquela mesma cadeira como presidente do Senado, há 32 anos, eleito para presidir o Congresso Nacional no biênio 1983/1985.

Nilo, no entanto, faleceu antes de concluir o mandato.

FBC volta ao passado e relembra ex-vereador Plínio Amorim: “O Nilo do futuro”

Foto 2 (3)Na entrevista coletiva que concedeu em Petrolina na tarde da última quinta-feira (9), o senador eleito Fernando Bezerra Coelho (PSB) voltou no tempo para uma lembrança e uma homenagem. Ele disse que, num passado já muito distante, em uma tarde no distrito de Rajada, o ex-vereador de Petrolina e líder-político nato, Plínio Amorim chegou a prever o que aconteceu agora ao compará-lo ao saudoso senador Nilo Coelho.

“Seu Plínio mandou estender uma faixa lá em Rajada, e nela estava escrito assim: ‘Fernando, o Nilo do futuro.’ Não sei o que ele previa, mas sei que estamos na mesma estrada”, afirmou.

Plínio Amorim foi vereador de Petrolina no tempo em que esses parlamentares trabalhavam sem receber salário. O nome da câmara de vereadores é em homenagem a ele.

Éramos assim…

10537146_681984638522349_6149509794507164636_nNo ‘Éramos assim…’ de hoje, uma foto de 1973 na qual aparecem o então presidente da república, Ernesto Geisel e o Nilo Coelho em visita ao Projeto Bebedouro, que ainda engatinhava. O Bebedouro foi o pioneiro nos perímetros irrigados do Vale do São Francisco. 

Éramos assim…

1414630_207639722751341_532923361_nA foto acima é de maio de 1972. Na ocasião, o governador Nilo Coelho visitava o Projeto de Irrigação Bebedouro, em Petrolina, com Rodman Rockefeller, filho do legendário Nelson Rockfeller.

Os jornais da época narravam: “Expressando o seu interesse, Rodman Rockfeller disse que o projeto Bebedouro era a face mais visível e tangível do progresso que ele pode observar em sua viagem ao Brasil. Os dignatários e visitantes de Petrolina eram recebidos pelos Coelho, que desejavam influenciar em decisões que beneficiassem a região“.

Na foto aparecem ainda o ex-prefeito Augusto Coelho e o empresário Rafael Coelho, que é o garoto loirinho.

Éramos assim…

eramosNo ‘Éramos assim…’ de hoje, às vésperas dos 118 anos de Petrolina, uma foto memorável dos anos 80.

Na inauguração da rádio Grande Rio AM, Nilo Coelho discursa e três repórteres gravam (pra rodar na mesma rádio).

Os repórteres são Miguel Pedrosa, Daniel Campos e Sivuca. Ao lado, Fernando Bezerra Coelho e Leãozinho observam a cena.

Quem identificar mais pessoas, pode comentar.

Éramos assim…

Nilo e AdelinaNo Éramos Assim de hoje o Senador Nilo Coelho aparece ao lado de uma professora que tem o seu nome imortalizado em uma escola em Petrolina: Adelina Almeida. A foto foi retirada do livro “Um rio, uma cidade, uma escola”, de Elza Queiroz.

(c) 2015 Blog do Carlos Britto | produzido por proximavenda.com.br