Assaltante de bancos e carros-forte morre após confronto com a polícia em Cabrobó

Um dos maiores assaltantes de banco do Nordeste morreu após confronto com a Polícia Militar em Cabrobó (PE), no Sertão do São Francisco, na tarde de ontem (26). Nilo Moreira Moraes, que também era acusado de assaltar carros-fortes, possuía vários mandados de prisão e estava acompanhado de um bando.

Ele foi localizado pelo Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (Bepi), no Sítio Santa Cruz, zona rural de Cabrobó, onde morava. Na ação, o chefe da quadrilha foi atingido, mas seus comparsas fugiram pela Caatinga. Com Nilo foi encontrada uma espingarda calibre 12.

Após o tiroteio, a polícia socorreu o assaltante até o hospital da cidade, mas ele não resistiu aos ferimentos. Nilo também era acusado de matar policiais em diferentes ocasiões. Entre as vítimas estão um PM, um cabo e um soldado de Terra Nova (PE), também no Sertão do São Francisco.

Em nota, Paulo Bomfim lamenta morte do coordenador da Defesa Civil de Juazeiro

Em nota de pesar, o prefeito de Juazeiro (BA), Paulo Bomfim, lamentou a morte do coordenador municipal da Defesa Civil, Adalberto Carvalho, ocorrida na noite de ontem (23). O servidor, que também era presidente do Conselho Municipal de Proteção e Defesa Civil, foi assassinado dentro da própria casa, no bairro piranga.

Quero externar meus mais sinceros votos de pesar pelo trágico falecimento de Adalberto. Um homem íntegro e servidor atuante. Que Deus possa confortar a família nesse momento de dor”, declarou. (foto/reprodução Facebook)

Morre no Recife fundador da empresa Agrodan de Belém do São Francisco

Faleceu no Recife (PE) o empresário Álvaro Dantas, fundador da maior exportadora de mangas do Brasil – a Agrodan. A causa da morte não foi informada.

Álvaro nasceu em 1925 na Fazenda Saraiva, município de São Bento, no Sertão da Paraíba. Durante boa parte de sua vida exerceu medicina, inclusive de forma voluntaria, na região de Belém de São Francisco (PE), Sertão de Itaparica.

Em 1987, ele e seus filhos iniciaram um projeto de irrigação de 40 hectares na Fazenda Brandões, onde cultivaram uva, banana e manga usando como capital todo o patrimônio da família, dando origem à Agrodan. Situada em Belém de São Francisco, com fazendas de produção também nos municípios de Abaré e Curaçá (ambos no norte baiano), a Agrodan responde por 14% de toda a manga exportada pelo país, ajudando a empregar milhares de famílias em toda região.

 O velório de Álvaro está acontecendo desde a manhã de hoje (20) no Cemitério Morada da Paz. O sepultamento está marcado para as 13h, no mesmo cemitério. O atual prefeito, Professor Licínio Lustosa, decretou três dias de luto em memória ao empresário.

Tragédia: Acidente de moto mata condutor e duas crianças em estrada de Nova Descoberta

A comunidade de Nova Descoberta, zona rural de Petrolina, ainda está se refazendo da tragédia ocorrida na noite de ontem (19), que deixou três mortos em um acidente de moto na Estrada das Pedrinhas, nas proximidades do povoado. As vítimas são o condutor do veículo e duas crianças que vinham na garupa, juntamente com a mãe delas.

Informações dão conta de que Evandro da Silva Barbosa, de 21 anos, perdeu o controle da moto numa curva e acabou colidindo contra um muro. Ele e as duas crianças, identificadas por Wennyk e Weryk Danilo dos Santos Marinho, respectivamente de oito e quatro anos, morreram no local.

A mãe, até o momento não identificada, foi socorrida a um hospital com vários ferimentos. Os corpos das três vítimas do acidente foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) e liberados na manhã de hoje (20). Segundo um perito do IML, um exame vai detectar se o condutor havia ingerido ou não bebida alcóolica.

Caso de adolescente morta durante parto no HDM/Imip leva vereadores a pressionar por Maternidade Municipal de Petrolina

 

O caso da adolescente Adriana Silva, de 17 anos, que morreu na última sexta-feira, 10, durante o parto no Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, em Petrolina, ocupou parte dos debates da sessão desta terça-feira, 14, da Câmara Municipal. A vereadora Cristina Costa (PT) apresentou requerimento às Comissões de Saúde e de Direitos Humanos da Casa Plínio Amorim e ao Juizado da infância, solicitando a implantação urgente da maternidade municipal para desafogar a unidade médica.

O requerimento foi solicitado também ao município, cobrando prazo para construção da maternidade municipal, que deve ocupar o antigo prédio da Secretaria de Saúde.

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Depois da morte de dois jovens em Petrolina, moradores de Juazeiro alertam para ‘rachas’ de motos em dois pontos da cidade

Como este Blog mostrou ontem (13), dois jovens morreram no final da tarde de domingo (12), em Petrolina, num acidente envolvendo as motocicletas que conduziam. De acordo com o 5º BPM, um deles estaria praticando um ‘racha’ na avenida principal do Loteamento Nova Petrolina e acabou colidindo de frente com a outra vítima, que vinha em sentido contrário. Assista ao vídeo do acidente acessando aqui.

Após a repercussão do fato, moradores de Juazeiro (BA) informaram que esse tipo de prática continua acontecendo pelo menos em dois pontos da cidade.

Um dos locais, como este Blog já divulgou recentemente, é a BR-235, entre os bairros Itaberaba e Jardim Primavera. O outro local é próximo ao Porto, nas margens do Rio São Francisco. Os denunciantes afirmam que esse tipo de prática é mais comum nos finais de semana e alertam as autoridades policiais para que façam rondas nessas áreas. (foto/reprodução WhatsApp)

HDM/Imip volta a se pronunciar sobre morte de gestante de 17 anos e diz que vai abrir uma sindicância interna

O Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, em Petrolina, voltou a se pronunciar sobre o caso da adolescente gestante de 17 anos, Adriana Silva Rodrigues, que faleceu na unidade na última sexta-feira (10). Em nota, o hospital reforçou que “o incidente foi uma fatalidade sem precedentes clínicos aparentes”. A família Adriana disse que a jovem passou o dia todo sofrendo, com pressão alta. Já o HDM explicou que “a pressão arterial [da paciente] estava controlada, tendo o trabalho de parto evoluído sem qualquer intercorrência.

Os parentes da jovem também alegam que houve recusa da unidade em realizar o parto cesariano, mas a direção do hospital rebateu dizendo que o índice de cesarianas realizadas na unidade é bem maior que o recomendado pelo Ministério da Saúde.

A equipe de ginecologia e obstetrícia reforça que não existe uma recusa por parte do hospital em realizar o parto cesariano. Para fins estatísticos e comparativos, a unidade materno/infantil esclarece que somente no ano passado foram realizados 3.064 partos por cesárea e 4.218 partos normais. Ou seja, as cesarianas correspondem a 42% do total de partos realizados no HDM, um índice inclusive bem maior do que o recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de 30%”, ressaltou a direção. “A decisão da equipe médica-obstétrica do HDM baseia-se sempre no Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para cesariana, do Ministério da Saúde, que estabelece um modelo de indicação para o procedimento. No caso da paciente citada, a equipe avaliou que não havia recomendação para o parto cesárea, visto que não havia comprometimento materno ou fetal”, reforça a nota.

Com relação ao bebê, o hospital disse que “ele continua sendo acompanhado na UTI pediátrica”, mas não deu maiores detalhes sobre seu estado de saúde. O nome da criança é Davi. A família alega, também, que a jovem passou por todos os acompanhamentos necessários durante a gravidez. Agora, eles vão procurar a justiça para as medidas cabíveis.  O HDM se colocou à disposição dos familiares de Adriana para mais esclarecimentos e disse estar abrindo uma sindicância interna “para melhor investigar” o caso.

Artigo do leitor: Após morte de jovem gestante, médico propõe novo modelo de saúde pública da mulher no Vale do São Francisco

Após a trágica morte de uma jovem de 17 anos durante trabalho de parto no Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, em Petrolina, o médido e professor Álvaro Pacheco enviou este artido ao Blog, pelo qual defende um novo modelo de saúde pública para mulheres da região, com o envolvimento da sociedade e dos órgãos governamentais.

Confiram:

Repercute nas redes sociais o óbito de gestante de 17 anos no Hospital Dom Malan-IMIP em Petrolina, o qual é atribuído, segundo conhecido Blog local (http://www.carlosbritto.com/gestante-de-17-anos-morre-no-hdmimip-porque-equipe-medica-teria-se-recusado-a-fazer-cesariana-denuncia), à “não realização de parto cesariano que teria sido solicitado pela paciente, pois a mesma estava com pressão alta e com dor”.

Tragédia, ninguém tenha dúvida. Todos, certamente, sofremos com isso. Obviamente, ninguém sofre tanto quanto à família da falecida. Isso também é indiscutível. Pergunto, porém, o que acontece depois de vir a público uma situação como essa? Quais as lições, como reagem e quais os desdobramentos que conduzimos – enquanto comunidade – com esse fato que, com toda a razão, a todos nos toca?

Observando as reações nestas mesmas redes sociais, parece-me que uma das formas das pessoas reagirem é extremamente intempestiva, manifestada pela “revolta e pela indignação com o fato”, ”culpando a tudo e a todos”, exigindo a “punição dos culpados” ou até mesmo capitalizando de maneira mesquinha seus interesses pessoais. Há pessoas que vivem de explorar a desgraça alheia e alguns até ganham muito bem pra isso.

Vamos abordar outros pontos. Desde pequeno, nas lições do Catecismo e em casa, uma sentença entrou em minha cabeça e me serve de guia para muitos dos meus passos: ”A verdade é o que nos liberta”. Atualmente, inclusive, vivemos a época da informação, da internet e seus “aplicativos para 140 caracteres”, escravos de conteúdos resumidos e que enchem de conhecimentos, mas não garantem sabedoria.

Esta vem com profundidade, conhecimento mais radical, aprofundado e bom uso deste. E nos aproxima da verdade. Já que esta se encontra em algum ponto entre as diferentes versões apresentadas da história.

Pessoalmente, parece-me irresponsável emitir opinião específica sobre o episódio publicado, sem antes ouvir as versões da história oferecidas pelo Hospital, pelos assistentes ou pelos demais envolvidos no caso, valorizando apenas a informação de um suposto e não identificado “leitor do blog”.

Portanto, minha contribuição inicia com alguns esclarecimentos que podem nos ajudar a ter uma visão mais profunda sobre o tema. Permitam-me tentar contribuir com alguns fatos.

O primeiro e mais gritante deles é que o Brasil é o campeão  de partos cesarianos. Atualmente a maioria das mulheres no Brasil traz seus bebês à luz através de cirurgia. Em nenhum país no mundo são realizadas tantas cesáreas quanto no Brasil. Isso também porque talvez em nenhum país do mundo se acredite, ou se venda levianamente, a falsa ideia de que a cesárea é sempre a melhor solução.

O parto no Brasil há muito deixou de ser encarado como um evento familiar e fisiológico e passou a ser divulgado e trabalhado como uma situação patológica, um evento médico, para o qual “a solução” é: a cesariana. Por outro lado, apesar das altas taxas de cesárea, nossos indicadores de mortalidade materna são significativamente piores que da maioria dos países do chamado Primeiro Mundo, nos quais prevalecem os partos normais.

Para esclarecimento, nós temos uma Razão de Mortalidade Materna (a forma que os estudiosos avaliam a frequência de morte materna no mundo), atualmente quase 10 vezes maior que de países como Noruega, Finlândia, Holanda – todos com uma taxa de partos cesarianos no mínimo a metade do que o Brasil realiza atualmente.

Ao contrário da impressão de muitos leigos, o parto cesariano está associado a maior risco de complicações como infecção, trombose ou sangramentos que aumentam em muito a chance de morte materna. Portanto, é uma visão simplória que a cesárea tem efeito protetor para as mulheres e o parto normal é um indicador de assistência inadequada. Não falo de impressões pessoais, mas como alguém que contribuiu com o tema.

Em minha dissertação de Mestrado, na qual foram estudados os fatores que aumentam o risco da mulher ter alguma complicação ou risco de morte por causa da gestação, foi evidenciado que o parto cesariano aumenta em até 2 vezes o risco de morbidade grave, comparado ao parto normal, o que está em acordo com a literatura médica atual sobre o assunto.

Importante considerar também que, ao contrário do que a população leiga imagina, os riscos de morrer por causa de hipertensão na gravidez não cessam após o parto. Na verdade, a maioria das mortes de mulheres durante o ciclo de gravidez e parto em nossa realidade ocorre depois do nascimento, por complicações da própria doença, mas que podem ser potencializadas pelo parto cesariano, associado com as complicações citadas, e outras não descritas.

Além disso, ao contrário do que muito se fala, para os médicos é mais fácil fazer uma cesariana – a qual dura em média 30 minutos – do que assistir a um parto normal – o que pode demorar significativamente mais, a depender de cada situação. São fatos expostos. A sabedoria de usá-los nos julgamentos e opiniões sobre o assunto dependem, a partir de agora, de cada um.

Agora, a minha segunda contribuição passa a ser uma convocação. Além de refletirmos e debatermos sobre o assunto, acredito ser fundamental partirmos para a ação. A comoção e indignação que fatos como o acima descrito nos trazem devem nos motivar (e não acovardar por julgamentos superficiais no falso anonimato da Internet) a avaliar de verdade qual é o nosso atual modelo de atenção as nossas famílias antes, durante e após a gravidez.

É uma realidade e fatos que para muitos ainda não são conhecidos e, por esse motivo, simplificam-se as respostas com uma acusação leviana: “a culpa foi dos médicos que não fizeram a cesárea”.

Foi mesmo? É só isso que nos incomoda? É só isso que conseguimos pensar? E quanto às outras grávidas em trabalho de parto diariamente em macas, devido a maternidades superlotadas? E aquelas que são transferidas de ambulância por mais de 400 km, porque seus municípios não têm maternidades próximas? Isso não nos motiva a nada?

É preciso que paremos um pouco para avaliar se os profissionais têm trabalhado em condições adequadas (materiais, número proporcional de pacientes por turno de atendimento) acomodações justas para pacientes e equipe, se todos os serviços e municípios contribuem com o cuidado (comprar ambulância é a única solução, uma atitude “humanizada”?) e se todos os esforços governamentais para que a linha de atenção à saúde de nossas mulheres seja realmente executada.

O problema vai mais além do que os vossos olhos inquisidores veem.

Portanto, estou criando a proposta de nos reunirmos enquanto comunidade interessada, atuante e cidadã, para passarmos a limpo quais os verdadeiros problemas relacionados à Saúde da Mulher, de modo a elaborarmos propostas e atuarmos para melhorar nossa qualidade assistencial.

Sugiro e convido aqui, a quaisquer interessados a um movimento politizado, porém não partidarizado, para iniciarmos esse movimento de vigilância e cuidado social. Um observatório da Saúde da mulher do Vale do São Francisco.

Disponibilizo meu endereço eletrônico (negoalvo@bol.com.br) para que os interessados entrem em contato para irmos além da “rebeldia de Facebook” e passarmos a agir como verdadeiros cidadãos.

Que a verdade nos liberte e nos permita crescer.

Álvaro Pacheco/Médico Ginecologista e Obstetra e Professor de Saúde da Mulher da Univasf

HDM-Imip diz que morte de gestante de 17 anos durante parto teria sido “fatalidade sem precedentes clínicos”

Em nova enviada ao Blog, a assessoria do Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, em Petrolina, presta esclarecimentos sobre morte da jovem gestante de 17 anos, que nesta sexta, 10, morreu durante o parto. O bebê encontra-se na UTI. Um leitor denunciou que médicos não fizeram a cesariana na jovem a tempo, mesmo a paciente estando com pressão alta e, segundo novos relatos encaminhados à redação, se queixado de palpitações. Ao reclamar o que estava sentindo, ela foi informada que era normal. Mas em nota enviada ao Blog, a direção da unidade médica justifica que o ocorrido “foi uma fatalidade, sem precedentes clínicos”.

Confira a nota do HDM/Imip:

O Hospital Dom Malan/Imip informa que a paciente em questão deu entrada na unidade materno-infantil no dia 10/02, às 9h38, com o quadro de gestação única a termo, com 4 cm de dilatação, e a pressão arterial controlada, tendo o trabalho de parto evoluído sem qualquer intercorrência.

A equipe de ginecologia e obstetrícia reforça que não houve nenhuma indicação que demonstrasse complicação. Portanto, não houve recusa pelo parto cesária, já que não havia comprometimento materno ou fetal. O que houve foi uma fatalidade, sem precedentes clínicos.

Foi prestada à paciente toda assistência necessária durante toda a passagem da mesma pelo hospital. O HDM/Imip ratifica que está à disposição da família para maiores esclarecimentos.

Gestante de 17 anos morre no HDM/Imip porque equipe médica teria se recusado a fazer cesariana, denuncia leitor

 

Um leitor informou ao Blog que uma paciente de apenas 17 anos morreu nesta sexta-feira, 10, no Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, em Petrolina. A jovem, segundo ele, teria morrido porque a equipe médica da unidade teria se negado a fazer o parto cesáreo.

A paciente teria passado o dia todo sofrendo, com pressão alta e dor. O leitor informou que somente no final do dia, quando ocorreu a primeira parada cardíaca da jovem, foi que fizeram o parto ainda na maca, mas teria sido tarde. A mãe faleceu e o bebê foi encaminhado direto para a UTI.

O velório da jovem está acontecendo neste sábado, 11, no Bairro Cohab Massangano, zona oeste da cidade. O Blog reserva o espaço para os esclarecimentos do HDM/Imip.

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