Temer adia para próxima semana visita ao Agreste de Pernambuco

O presidente Michel Temer (PMDB) adiou a agenda em Caruaru (PE), no Agreste, com o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), nesta quarta-feira (19). O ato será, agora, no próximo dia 25, às 10h.

O peemedebista vai realizar a entrega simbólica do primeiro Cartão Reforma do país, no principal reduto eleitoral do PSDB em Pernambuco, comandada pela prefeita Raquel Lyra (PSDB), fazendo assim um afago a Araújo e aos tucanos.

A justificativa oficial é que o Gabinete de Segurança Institucional não conseguiu viabilizar a logística a tempo da solenidade nesta quarta. Mas, nos bastidores, comenta-se que a visita de Temer à líder do PSB na Câmara, Teresa Cristina (MS), ampliou o ‘mal-estar’ com a cúpula nacional do PSB e inviabilizou momentaneamente a viagem do presidente. (Fonte: Diário de PE)

Temer cumprirá agenda no Agreste pernambucano nesta quarta

Em meio aos sobressaltos vividos por seu governo nas últimas semanas, e em um gesto de “afago” ao PSDB – que tem discutido o desembarque da sua base aliada – o presidente Michel Temer (PMDB) confirmou visita a Pernambuco nesta quarta-feira (19), atendendo a um convite do ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB).

Temer estará em Caruaru (Agreste) para fazer a entrega simbólica do primeiro Cartão Reforma do país, programa da pasta do tucano, e deve estar acompanhado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) – segundo na linha sucessória da República – e pelo ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE).

A solenidade ocorrerá às 10h, na quadra da Escola Municipal Professora Josélia Florêncio da Silveira, no bairro São João da Escócia, sob a coordenação da prefeita, Raquel Lyra (PSDB), além de políticos da região. Em princípio, a assessoria do Ministério das Cidades descartou a presença do presidente, mas no início da noite o próprio Bruno Araújo confirmou que Temer havia aceito seu convite.

O peemedebista já havia dito que gostaria de participar do lançamento do Cartão Reforma, previsto, inicialmente, para janeiro. Depois disso, esteve em Pernambuco para visitar obras da transposição do Rio São Francisco, e no final de maio fez uma passagem relâmpago pelo Estado para ver de perto os estragos causados pelas fortes chuvas na Mata Sul.

Reforma ministerial

Em meio às indefinições do PSDB em relação ao governo Temer, Bruno Araújo tem agilizado a implementação e início de execução do programa, com o objetivo de deixar sua marca e implementar uma plataforma tucana no governo. Nos bastidores, comenta-se a possibilidade de uma reforma ministerial após a votação no plenário da Câmara dos Deputados, em agosto, da denúncia contra Temer. Ministérios e cargos do PSDB poderão ser rifados e entregues a outros partidos aliados, inclusive a pasta das Cidades, por conta da “rebeldia” dos tucanos, que cada vez mais se afastam do presidente. (Fonte: Diário de PE/foto reprodução)

Bancada de Pernambuco na Câmara Federal terá 13 dos 25 deputados votando contra Temer

Levantamento feito pelo Jornal do Commercio de domingo (16) indica que 13 dos 25 deputados federais pernambucanos irão votar pela aceitação da denúncia contra o presidente Michel Temer, caso seja levada a plenário pelo presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Três vão votar a favor do presidente e nove se declaram indefinidos.

Temer foi denunciado pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, por crime de corrupção passiva. Mas para que o processo seja instaurado no Supremo Tribunal Federal (STF), a Câmara tem que autorizar com os votos de dois terços dos seus membros (342 parlamentares).

Vão votar pela aceitação da denúncia os deputados André de Paula (PSD), Betinho Gomes (PSDB), Creuza Pereira (PSB), Daniel Coelho (PSDB), Danilo Cabral (PSB), Gonzaga Patriota (PSB), Jarbas Vasconcelos (PMDB), Luciana Santos (PCdoB), Pastor Eurico (PHS), Severino Ninho (PSB), Sílvio Costa (Avante), Tadeu Alencar (PSB) e Wôlney Queiroz (PDT).

Vão votar pelo arquivamento da denúncia os deputados Fernando Monteiro (PP), Guilherme Coelho (PSDB) e Luciano Bivar (PSL).

Declaram-se indefinidos os deputados Adalberto Cavalcanti (PTB), Augusto Coutinho (SD), Cadoca (sem partido), Eduardo da Fonte (PP), Jorge Corte Real (PTB), João Fernando Coutinho (PSB), Marinaldo Rosendo (PSB), Ricardo Teobaldo (Podemos) e Zeca Cavalcanti (PTB). (fonte: Inaldo Sampaio/foto reprodução)

Rodrigo Maia diz que não vai adiar análise da denúncia contra Michel Temer

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, descartou postergar a votação da denúncia contra Michel Temer no plenário da Câmara, se a Casa não atingir o quórum de 342 deputados no dia 2 de agosto.

Maia diz que aplicará efeito administrativo, ou seja, dará falta para o deputado que se ausentar. E, se não houver quórum no dia marcado para a votação, vai pautar novamente em agosto até que o quórum seja atingido.

A expectativa deste assunto precisa ter fim ainda em agosto. O quórum precisa ser elevado. Se não tiver quórum no dia 2, vou repautar ainda em agosto. Mais para o meio de agosto do que para o fim, até porque ninguém quer esta situação. Não podemos deixar o governo nessa situação, pendurado“, disse Maia.  (fonte: G1-Brasília/foto: reprodução)

Temer já planeja reforma ministerial para excluir ‘traidores’

O presidente Michel Temer (PMDB) prepara uma reforma ministerial a fim de desalojar da Esplanada partidos que tenham “traído” o governo, trocando o espaço daqueles que tiveram deputados votando a favor da autorização para que o STF julgue a denúncia contra o peemedebista por representantes de bancadas com expressiva votação por rejeitar a acusação criminal, apurou a Reuters com duas fontes envolvidas diretamente nas negociações.

A intenção, segundo um dirigente partidário que participou das conversas, é que a participação dos partidos no governo reflita os resultados das votações na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário da Câmara.

Apesar da traição de partidos da base, o governo conseguiu uma expressiva vitória ao rejeitar o parecer do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), que recomendava a autorização para o Supremo Tribunal Federal julgar a denúncia, por 40 votos a 25, com uma abstenção.

A promessa de maior espaço na Esplanada fez parte das negociações das últimas semanas entre os partidos da base com interlocutores do presidente. A iniciativa estimulou até as direções e lideranças partidárias a fecharem questão, nos últimos dias, em favor da rejeição da denúncia.

Ao todo, quatro partidos – PMDB, PP, PSD e PR – adotaram essa posição que, na prática, permite às legendas aplicarem sanções aos deputados que contrariarem a orientação da legenda.

PP, com seis votos, PR e PSD, com cinco cada um, trocaram integrantes da CCJ e votaram de forma unânime em favor de Temer. No PMDB, partido de Temer, dos nove votos, sete foram a favor de Temer. Somente o relator vencido, Zveiter, votou contra. O presidente da comissão, Rodrigo Pacheco (MG), absteve-se de votar.

Os principais alvos das mudanças, segundo uma das fontes, deve ser o PSDB e o PSB. Os tucanos têm quatro ministérios, dentre eles o Ministério das Cidades –alvo de forte cobiça de parlamentares por ter um grande orçamento em obras– e a Secretaria de Governo, pasta palaciana responsável por fazer a articulação com os parlamentares. O partido liberou a bancada para votar como quisesse. Dos sete votos na comissão, os deputados do PSDB deram apenas dois a favor de Temer.

Cidades é hoje ocupada pelo deputado Bruno Araújo, que chegou a pedir demissão quando surgiram as denúncias contra Temer na delação dos executivos da JBS. A Secretaria de Governo tem como titular Antonio Imbassahy, sempre criticado pelo partido do presidente justamente por não ser um peemedebista.

A interlocutores, Imbassahy confessou já se sentir desconfortável por estar em um cargo que deveria ser de extrema confiança do presidente, mas seu partido estar ameaçando deixar a base há várias semanas.

Os socialistas, por sua vez, votaram rachados. Dos quatro deputados da CCJ, dois votaram a favor e dois contra. A legenda ocupa atualmente o Ministério de Minas e Energia, uma das principais pastas da Esplanada.

“Não tem cabimento esses partidos ficarem com o espaço que tem hoje no governo”, afirmou o dirigente partidário à Reuters. “É uma consequência óbvia, natural“, completou.

O PSB já havia, na prática, anunciado que sairia da base, mas um racha no partido e a decisão do ministro Fernando Filho de permanecer no cargo e apoiar o presidente deixou a decisão em suspenso.

Recesso parlamentar

A reforma ministerial não será fechada agora, mas somente após a votação da denúncia no plenário da Câmara, marcada na noite de quinta-feira para o dia 2 de agosto, na volta do recesso parlamentar. O novo espaço de cada partido também só será definido após a análise final da primeira denúncia. O governo espera a votação em plenário para garantir a fidelidade do ‘centrão’ antes de fazer as mudanças.

A avaliação no Planalto é que a estratégia deverá fazer com que o governo tenha uma base aliada menor, porém mais coesa no Congresso. O governo sabe que, depois da sequência de denúncias, não conseguirá manter os cerca de 400 deputados que tinha em sua base, mas as trocas poderão garantir resultados consistentes. (Fonte: Reuters/foto: Adriano Machado)

Votação em plenário de denúncia contra Temer será dia 2 de agosto

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciou que a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer em plenário acontecerá no dia 2 de agosto. “É a melhor data. Foi um acordo entre a base e a oposição“, disse Maia. Segundo ele, a sessão vai ter início às 9h e deve ser concluída no mesmo dia.

Haverá 25 minutos para o defesa de Temer se manifestar e 25 minutos para o relator, Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que votou pela rejeição da denúncia. A data foi anunciada após uma reunião com os líderes da Casa. O governo começou a admitir a votação em agosto no início desta quinta-feira, após constatar que não conseguiria mobilizar o quórum necessário de 342 deputados para dar início à votação nos próximos dias, já que a oposição ameaçava obstruir a sessão e muitos deputados da base já estariam fora de Brasília por conta do recesso parlamentar.

Maia disse, no entanto, que a sua intenção era realizar a votação já na segunda-feira (17). “A minha proposta era dia 17 de julho, mas o governo percebeu que era muito difícil chegar a 342 deputados na Casa com a oposição fazendo obstrução”, disse. Líderes da base tentaram manter o otimismo após o anúncio da data. “O governo terá os votos necessários para barrar a denúncia hoje ou em agosto“, disse o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

A oposição, no entanto, espera que fatos novos, como o fechamento de acordos de delação premiada por parte do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e o doleiro Lúcio Funaro desgastem ainda mais o governo. Primeiro na linha sucessória, Maia pode se beneficiar desse adiamento, já que assumiria a Presidência em um eventual afastamento de Temer.

Apesar do apelo da base, o presidente da Câmara não cedeu e manteve o número mínimo de 342 deputados no plenário para dar início à votação. Segundo ele, qualquer outro cenário poderia ser contestado no Supremo Tribunal Federal (STF). (fonte: Diario de PE)

Comissão da Câmara rejeita autorização para processar Temer

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara rejeitou nesta quinta-feira (13) por 40 votos a 25 o parecer do relator Sergio Zveiter (PMDB-RJ) que recomendava a aceitação da denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer (PMDB) feita pela Procuradoria-Geral da República, além de uma abstenção. A decisão positiva para o Planalto ocorreu após as trocas de dezessete membros da Comissão, dos quais doze titulares com direito a voto.

Agora, cabe ao presidente da Comissão, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), escolher um parlamentar entre os que votaram pela tese vencedora, para dar um voto divergente que será encaminhado ao plenário. A decisão da CCJ não interrompe ainda o processo, mas serve de orientação para a votação decisiva no plenário da Casa, que deve ocorrer só em agosto, após o recesso parlamentar. Pela legislação atual, para que um presidente da República possa ser processado criminalmente, é preciso aval da Câmara, com o apoio de 2/3 dos seus deputados (342 votos).

A tramitação da denúncia na CCJ começou na terça-feira, dia 4, quando Zveiter foi escolhido relator por Rodrigo Pacheco. Apesar de serem do mesmo partido do presidente, ambos têm tido posturas independentes, o que tem irritado membros do governo e do PMDB, que fechou questão pela rejeição da denúncia quando ela for ao plenário.

Os dois últimos dias foram de debates intensos e trocas de acusações entre deputados da oposição e da base aliada a Temer. Os defensores do presidente e seu advogado, Antonio Claudio Mariz de Oliveira, insistiram nas alegações de que a denúncia é “inepta” e deve ser rejeitada. Já os opositores insistiram nos argumentos de Zveiter, de que nesta fase não se pedem provas, mas indícios suficientes que justifiquem uma maior investigação, em benefício da sociedade.

Não há prova. Não porque não procuraram. Filmaram, gravaram, fotografaram e nada acharam”, afirmou o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), um dos líderes da tropa de choque de Temer na CCJ, pouco antes da votação. “Na conversa [entre o presidente e Joesley Batista], mais crimes, notícia de corrupção de um juiz e de um procurador, compra de silêncio de um preso e indicação de uma pessoa para fazer o trabalho sujo”, disse Alessandro Molon (Rede-RJ), um dos principais oposicionistas da Comissão. (fonte: Veja/foto: Agência Brasil)

Quórum alto para votação de denúncia contra Temer preocupa governo

Diante da constatação de que será difícil conseguir 342 deputados no plenário da Câmara nos próximos dias, líderes da base afirmaram nesta quarta-feira, 12, que vão procurar o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para que ele coloque a denúncia contra o presidente Michel Temer em votação com um quórum mais baixo.

Segundo o deputado Beto Mansur (PRB-SP), vice-líder do governo na Câmara, o próprio Temer vai fazer um apelo a Maia. O governo quer que a denúncia seja votada antes do recesso parlamentar, marcado para começar na próxima terça-feira, 18. Para Mansur, o quórum para a sessão deveria ser de 257 deputados, que é o número exigido para votações de projetos ordinários na Casa.

Após consultar técnicos da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, Maia afirmou que só colocaria a denúncia contra Temer em votação se 342 dos 513 deputados marcassem presença no plenário – esse é o número regimental para autorizar que o Supremo Tribunal Federal (STF) abra uma ação penal para investigar um presidente da República.

Pelo cronograma idealizado pelo Palácio do Planalto, a denúncia deve ser votada no plenário nesta sexta-feira, 14, ou, no máximo, na próxima segunda-feira, 17. A sinalização de Maia de que só colocaria a votação com 342 deputados do plenário, no entanto, preocupou líderes da base aliada, que passaram o dia em reunião.

Matematicamente, como mais de 170 deputados já declararam publicamente votos contra Temer e devem obstruir a votação, seria impossível reunir o quórum mínimo exigido por Maia. Também joga contra o governo o fato de que o quórum da Casa às sextas-feiras é baixo. A oposição, que soma pelo menos cem deputados, já afirmou que vai obstruir a sessão e não marcar presença para que o quórum mínimo não seja atingido.

Agenda

Nesta quarta-feira, o presidente teve mais uma vez uma agenda extensa dedicada a parlamentares e representantes de partidos da base que fecharam questão contra a denúncia como PMDB, PSD e PP. Também já articularam a adoção da mesma medida PR e PRB. Juntos, os cinco partidos somam 208 deputados, número suficiente para barrar a denúncia. Essa quantia, no entanto, é artificial. O líder de uma dessas legendas afirma que o fechamento de questão foi um ato “simbólico” de apoio a Temer e que traições vão acontecer. (Fonte: Estadão/foto reprodução)

Rodrigo Maia dá como irreversível queda de Temer, diz jornal

Sucessor imediato ao comando do país no caso de afastamento de Michel Temer, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse a diversos interlocutores que considera irreversível a queda do presidente da República, segundo o jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira (11).

De acordo com a Folha, Maia disse a parlamentares em uma reunião em sua residência oficial no domingo que falou ao próprio Temer que considera que o presidente pode até sobreviver à votação da primeira denúncia no plenário da Câmara, mas que sucumbiria em uma esperada segunda acusação.

A avaliação do presidente da Câmara é que o resultado da primeira votação influenciaria diretamente na segunda, uma vez que a base aliada se desgastaria em busca de votos na primeira vez, mas seria “mais difícil” em uma segunda oportunidade, acrescentou o jornal.

Na segunda-feira, o deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) apresentou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara um voto favorável para que a Casa autorize o Supremo Tribunal Federal (STF) a julgar a denúncia contra Temer, ao entender que há “sólidos” indícios da prática do crime de corrupção passiva. (fonte: Reuters/foto: reprodução)

Relator da denúncia por crime de corrupção passiva contra Temer vota a favor de investigação pelo STF

O deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia por crime de corrupção passiva (SIP 1/17) contra o presidente da República, Michel Temer, apresentou na tarde de hoje (10) seu parecer pela admissibilidade da investigação pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A denúncia foi apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

“Não é fantasiosa a acusação”, afirmou Zveiter. “É preciso que se faça a investigação. São várias as pessoas envolvidas e a verdade precisa ser esclarecida. É necessária a investigação dos fatos. Estão demonstrados na denúncia sólidos indícios da prática delituosa”.

Para Zveiter, é importante que o presidente se defenda das denúncias, independente de se é ou não culpado delas. “Há indícios graves, e não é fantasiosa a denúncia“, reforçou.

Ele frisou que seu voto não foi porque há provas concretas contra o presidente, e explicou que nesse momento bastam os indícios. “Mas devemos decidir se há indícios suficientes para abrir o processo. As provas concretas são necessárias apenas no julgamento. Nesse momento, é necessário que a Câmara autorize, porque há a descrição dos fatos, o que torna inviável sua não autorização“, disse. (Fonte: Agência Câmara/foto: Alex Ferreira)

Paulo Câmara diz não haver necessidade de seus secretários irem votar denúncia contra Temer

No Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife (RMR), onde cumpre extensa agenda nesta segunda-feira (10), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), afirmou que, de antemão, espera não haver necessidade de que os secretários estaduais que foram eleitos deputados federais assumam o mandato para votar em plenário a denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) – ao contrário de outras votações importantes que já ocorreram na Câmara Federal. De acordo com o socialista, os suplentes têm responsabilidade com o Estado e com o País.

Paulo Câmara conta com dois deputados federais no Governo: o secretário de Turismo, Esportes e Lazer, Felipe Carreras (PSB), e o secretário de Transportes, Sebastião Oliveira (PR).

De antemão, eu espero não haver necessidade. No tocante a Felipe Carreras, com certeza, que é do nosso partido, do PSB, e que não vai haver nenhuma solicitação por parte do PSB para que ele volte para Brasília para votar. E eu conversei também com Sebastião Oliveira e também não há nenhum indicativo“, disse o governador.

Eu acho que as pessoas que estão lá representando Pernambuco, os deputados federais que são suplentes, eles têm muita responsabilidade com nosso Estado, com o Brasil, e vão analisar isso de maneira muito serena e muito responsável e tomar a decisão que eles entenderem que é mais importante para o Brasil“, completou Paulo Câmara.

Relatório

O socialista também falou sobre a expectativa em relação ao relatório que deverá ser apresentado na Comissão de Constituição e Justiça, nesta segunda, pelo relator Sérgio Zveiter (PMDB-RJ). “Vamos aguardar. Eu não tenho informações mais concretas. Está muito indefinido ainda o Brasil como todo. Acho que é importante termos celeridade, se o planejamento puder ocorrer essa votação de maneira célere, dando realmente a possibilidade de defesa, de ouvir o que precisa ser ouvido, de esclarecimento no tocante essa denúncia era importante que ela se resolver logo, porque o Brasil precisa de respostas rápidas a tantos desafios“, declarou. (Fonte: Blog da Folha de PE/foto: Rafael Furtado)

Planalto e base de Temer dão como certo relatório pró-denúncia, mas governo diz ter votos necessários no CCJ

O Palácio do Planalto e a base aliada dão como certa a apresentação de um relatório pela aceitação da denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. O voto do relator Sergio Zveiter (PMDB-RJ) será lido nesta segunda-feira, 10, à tarde no colegiado. São necessários 34 votos para a aprovação do parecer – o colegiado é composto por 66 deputados.

Com a formação desse cenário, Temer, que antecipou em um dia a volta do G-20, realizado na Alemanha, reuniu no domingo, 9, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), no Palácio do Jaburu, para discutir a crise política. Ele ainda traçou estratégias com ministros e líderes governistas em encontro à noite no Palácio da Alvorada.

Temer demonstrou preocupação e pediu empenho da base para que a CCJ rejeite a admissibilidade da denúncia por corrupção passiva feita pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, com base nas delações do Grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista. No encontro da noite, os principais nomes do governo atuaram para garantir que a comissão tenha quórum suficiente, nesta segunda, 10. Com 66 membros, a CCJ necessita de ao menos 34 deputados presentes para começar os trabalhos.

Por isso, nomes como Aguinaldo Ribeiro (PP-B), líder do governo na Câmara, e André Moura (PSC-SE), líder do governo no Congresso, passaram o domingo ligando para parlamentares do colegiado com o objetivo de se certificar de que os deputados estarão presentes no Congresso. Ao final, eles conseguiram chegar a um número de 39 deputados que devem comparecer à CCJ. “Ele quer acelerar o mais rápido possível. O País não pode ficar sangrando”, resumiu o deputado Fausto Pinato (PP-SP), presente no palácio.

Expectativa

Se o parecer de Zveiter for pró-denúncia, aliados de Temer dizem ter os votos necessários para rejeitá-lo. “Não vou poder agradar a todo mundo, mas não vou fazer nada deliberadamente para desagradar a ninguém”, disse Zveiter ao Estado. Visto como um parlamentar descolado do Planalto, ele reiterou que seu voto será técnico, “totalmente isento” e de acordo com sua “consciência”. “Quem vai dar a solução para o problema e para a população é o plenário”, disse.

Zveiter não pediu mais prazos e cumprirá o acordo de finalizar a votação na CCJ dentro do prazo regimental de cinco sessões plenárias, o que frustrou a oposição. “Se ele votar com o governo, ele vai ficar desmoralizado”, afirmou o deputado Júlio Delgado (PSB-MG). Após a CCJ, a denúncia vai para a análise do plenário da Câmara, onde o governo precisará de 172 dos 513 votos para derrubá-la. (Fonte: Estadão/Foto: Dida Sampaio)

Presidente do PT dispara sobre possibilidade de afastamento de Temer: “É fora Maia também”

A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), declarou nesta sexta-feira, 7, que nenhum parlamentar do partido está autorizado a negociar com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em vídeo, Gleisi defendeu o afastamento do presidente Michel Temer, desde que haja uma solução para a realização de eleições diretas.

Rodrigo Maia é tão ruim quanto Michel Temer, é farinha do mesmo saco, daquele pessoal que deu o golpe, tirou a presidente Dilma (Rousseff), e mais do que isso, daquele pessoal que está patrocinando os retrocessos contra o povo brasileiro e a classe trabalhadora. Nós não vamos aceitar dizer que isso é uma transição. É ‘fora Maia’ também”, disse Gleisi.

Caso a denúncia contra Temer seja aceita pelos deputados, o presidente deve ser afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por 180 dias até o julgamento do caso. Nesse período, o presidente da Câmara assume interinamente o cargo. Se o peemedebista for condenado, é prevista eleição indireta para um mandato-tampão, na qual Maia é apontado como favorito.

Gleisi destacou que a “solução” para a crise “não pode ser o Rodrigo Maia“, e sim a aprovação de uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) para eleição direta. “Nós não vamos aceitar, portanto não precisam nos chamar para conversar. A oposição, o PT, não estará em uma mesa de conversa como essa. Só tem um jeito de consertar o País, é tirar Temer e fazer eleição direta“, reforçou.

“Travessia”

Na quinta-feira, 6, o presidente interino do PSDB, Tasso Jereissati (CE), fez um aceno a Maia, dizendo que ele tem condições de fazer uma “travessia” para 2018. Ele admitiu que está conversando com todas as legendas sobre o assunto. “Eu acho que o ideal é envolver todos os partidos, inclusive os de esquerda”, defendeu o tucano. Nos bastidores, o senador petista Jorge Viana (AC) tem participado de encontros com o PSDB e outros partidos da base aliada do governo sobre como seria o cenário pós-Temer”. O objetivo, dizem aliados, não é negociar um acordo, e sim monitorar quais os próximos passos das legendas. Dizem ainda que ele atua “individualmente”, e não de maneira partidária. (Fonte: Estadão/foto reprodução)

Cogitado para assumir lugar de Temer, Rodrigo Maia garante: “Serei leal com o presidente”

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse hoje (7) que é preciso “ter muita tranquilidade e prudência neste momento”. A manifestação do deputado foi feita em sua conta pessoal do Twitter após a imprensa ter noticiado que o nome de Maia é cotado para assumir a Presidência da República. Se houver um afastamento de Michel Temer da presidência, Maia é o primeiro da linha sucessória.

O processo da denúncia está previsto para começar a ser analisado na próxima semana na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara e terá de passar por votação no plenário da Casa. Pela Constituição Federal, em caso de impedimento do presidente da República, quem assume o cargo é o presidente da Câmara.

Rodrigo Maia reafirmou que a agenda da Casa deve ser restabelecida “o mais rápido possível”, com a votação da reforma da Previdência e outros projetos. “Não podemos estar satisfeitos apenas com a reforma trabalhista. Temos Previdência, tributária e mudanças na legislação de segurança pública”, lembrou.

A reforma trabalhista foi aprovada pelos deputados em abril deste ano, e ainda está sob análise do Senado. E desde maio, a reforma da Previdência aguarda para entrar na pauta de votação do plenário da Câmara.

Lealdade

Rodrigo Maia está em missão oficial na Argentina, onde participa, com mais quatro deputados brasileiros, do Primeiro Fórum Parlamentar sobre Relações Internacionais e Diplomacia Parlamentar. O deputado voltará ao Brasil neste sábado (8). Em entrevista no Congresso argentino, em Buenos Aires, Maia manifestou sua lealdade, a de seu partido, com o presidente Michel Temer. “Aprendi em casa a ser leal, correto e serei com o presidente Michel Temer sempre serei“, declarou.

Sobre declarações de lideranças de partidos, como PSDB e o DEM, de que Temer ser afastado da presidência e ele assumir no lugar, Maia criticou as especulações. “Quando se vive uma crise tão profunda como essa cabe especulação de qualquer tipo. Tem algumas que eu li pela manhã que são muito criativas, mas com pouco informação”, disse. (Fonte: Agência Brasil/foto reprodução)

Rodrigo Maia acredita ser possível ampliar debate na votação em plenário sobre denúncia contra Temer

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acredita que é possível ampliar um pouco os debates na sessão do plenário que votará a autorização da denúncia contra o presidente Michel Temer.

Maia fez o comentário nesta terça-feira (4), ao sair de reunião com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, a quem informou sobre o rito que será seguido para a denúncia. A previsão inicial é que no plenário dois deputados falem a favor da autorização para o STF julgar a denúncia, e dois contra.

“O único ponto que acho mais frágil é que, pela regra, são dois para um lado e dois para outro“, disse Maia a jornalistas. “Acho que a gente tem que ampliar um pouquinho isso, mas é uma questão que eu vou ainda discutir com os líderes da base e da oposição“, completou.

São necessários os votos de 342 dos 513 deputados para que a Câmara autorize o STF a examinar a denúncia. A matéria está agora na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, que vai preparar o parecer que será examinado pelo plenário. (Fonte: Reuters/foto: Ueslei Marcelino/reprodução)

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