Presos mandavam matar e gerenciavam venda de drogas de dentro de presídio em Petrolina

A Polícia Civil em Petrolina, por meio dos Delegados Magno Neves e Marceone Ferreira, apresentou, nesta sexta-feira (19), o resultado da ‘Operação Alcateia 2’, que desarticulou uma organização criminosa nas cidades de Petrolina e Santa Maria da Boa Vista (no Sertão do São Francisco), além de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife (RMR). O grupo é acusado pela prática de homicídio, tráfico de drogas e associação ao tráfico. Os delegados revelaram que muitos assassinatos eram ordenados de dentro da Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes.

Segundo o delegado Magno Neves, as investigações da segunda fase desse trabalho começaram em janeiro deste ano, como desdobramento da ‘Operação Alcateia’, deflagrada em dezembro de 2016. “Essa operação teve início em Janeiro, após o término da Alcateia 1. Foram presas nove pessoas, sendo que seis já se encontravam nos presídios e duas presas em Petrolina e uma em Santa Maria. Essa operação visou combater o tráfico de entorpecente em Petrolina, como também trazer um freio para a quantidade de homicídios que estão ocorrendo, visto que muitos são ordenados de dentro da penitenciária”, relatou o delegado.

Esse grupo responde por uma quantidade razoável de homicídio. Ele não revelou, no entanto, um número de homicídios, por que as investigações ocorrem em sigilo. Quatro homens e cinco mulheres presas nessa operação. Na ‘Operação Alcateia 2’, conforme a Polícia Civil, dois presos de Petrolina foram identificados como mandantes dos crimes.

No decorrer das investigações, ficou claro a participação dessas pessoas em alguns homicídios aqui em Petrolina. As investigações estão em andamento, elas serão concluídas e encaminhadas à justiça no seu devido tempo, para que essas pessoas possam responder por seus crimes”, finalizou Marceone Ferreira. A Polícia Civil também apreendeu drogas, armas e dinheiro.

Caso Beatriz: Manifestantes colocam cruzes pretas em frente à Delegacia Seccional de Petrolina

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Na manhã desta sexta-feira (9) um grupo de manifestantes realizou mais um ato em Petrolina para cobrar a elucidação do crime que vitimou Beatriz Angélica Mota. A menina, então com sete anos, foi morta com mais de 40 facadas, nas dependências do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, Centro da cidade, no dia 10 de dezembro passado.

Os manifestantes caminharam até a 26ª Delegacia Seccional de Petrolina, onde colocaram faixas, cartazes, fotos e cruzes pretas em frente ao prédio. O ato foi realizado um dia após o delegado Marceone Ferreira apresentar novidades sobre as investigações. O intuito do grupo também foi pedir a saída do delegado Marceone das investigações, além de pressionar o poder público  por respostas mais concretas sobre o caso.

Ontem (8) Marceone, juntamente com o perito Gilmário Lima, apresentou um vídeo no qual aparece o possível suspeito pelo crime. Já o perito Gilmário afirmou que dois materiais genéticos diferentes (ambos do sexo masculino) foram encontrados na cena do crime. Mesmo diante da pressão, o delegado voltou a dizer que a investigação é prioridade no Estado de Pernambuco e que o crime “não vai cair no esquecimento”. (foto/divulgação)

Polícia apresenta vídeo de possível suspeito de matar Beatriz, mas diz que encontrou dois perfis genéticos distintos na cena do crime

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O delegado Marceone Ferreira e o perito Gilmário Lima, ambos à frente das investigações do Caso Beatriz, que completa nove meses neste sábado (10), concederam entrevista à imprensa local ontem (8) para apresentar novidades sobre o brutal assassinato que chocou o Vale do São Francisco e ganhou repercussão nacional. Entre os novos pontos apresentados durante a coletiva estão um vídeo – que segundo os representantes da Polícia Civil (PC), mostra o possível suspeito pelo crime da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos – e a identificação de dois perfis genéticos diferentes, ambos do sexo masculino.

Nas filmagens apresentadas, adquiridas de câmeras de segurança de estabelecimentos ao redor do colégio e das câmeras de monitoramento da Secretaria de Defesa Social (SDS), o delegado Marceone disse que o suspeito transita algumas vezes pelas imediações do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora até entrar no estabelecimento de ensino. Dentro da instituição, conforme imagens cedidas por pessoas que estavam na festa, o mesmo homem aparece próximo às escadas que dão acesso ao bebedouro da escola, onde Beatriz teria ido tomar água e não foi mais vista.

Com relação aos perfis de DNA, um foi encontrado na faca utilizada no crime e o outro nas unhas da mão direita de Beatriz Angélica. Ainda não se sabe a quem pertence os materiais coletados na faca e nas unhas, uma vez que, conforme a PC, já foram realizados mais de 60 exames comparativos em pessoas suspeitas, mas todos foram descartados.

Testemunhas

O suspeito, que entrou no colégio e foi visto por testemunhas, além de aparecer em filmagens cedidas por pessoas que estavam na quadra do colégio na noite do dia 10 de dezembro passado (dia do crime), não aparece saindo do colégio. Apesar disso, conforme a investigação, onze pessoas relataram ter visto o homem, que tem pele negra, vestia calça jeans, camisa tipo pólo cor verde e tem cabelos encaracolados.

A presença do suspeito foi comprovada, segundo a PC, através de reprodução simulada, feita com testemunhas e pessoas suspeitas. Essas onze pessoas também assistiram ao vídeo, no qual aparece o suspeito do lado de fora do colégio, e teriam confirmado que a pessoa “se assemelha muito” com o homem visto no bebedouro. O local onde o crime ocorreu, no entanto, ainda não foi divulgado.

Durante a coletiva, Marceone Ferreira voltou a dizer que a PC não vem medindo esforços para resolver este caso e que o mesmo “não vai cair no esquecimento” até porque o Caso Beatriz é “prioridade do governo do Estado“. Ele também voltou a afirmar que “o caso é de alta complexidade e de difícil elucidação”. (foto/divulgação)

Delegado e perito devem trazer novidades sobre Caso Beatriz

Beatriz Angélica MotaPrestes a completar nove meses do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, ocorrido no dia 10 de dezembro de 2015 no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina, o delegado responsável pelas investigações, Marceone Ferreira reunirá a imprensa mais uma vez nesta quinta-feira (8) para apresentar os avanços nas investigações. O perito oficial do caso, Gilmário Lima, também participará da coletiva, que acontecerá no Colégio da Polícia Militar (CPM), às 14h30.

A coletiva foi convocada pela assessoria da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) na noite de ontem (8), dois dias antes de um grupo realizar uma manifestação para pedir a saída de Marceone do caso. A manifestação, marcada para esta sexta-feira (9), acontecerá a partir das 7h, saindo das imediações do Monumento da Integração, na Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio. De lá, os manifestantes seguirão até à Delegacia de Homicídios, onde pretendem falar com o delegado. Em seguida eles caminharão até o o Fórum Dr. Souza Filho, onde pretendem cobrar do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) esclarecimentos em respeito às ações da força-tarefa designada para o caso.

Manifestação vai pedir a troca do delegado responsável pelas investigações do Caso Beatriz

marceone delegadoCansados de esperar por uma resposta concreta sobre as investigações do caso da menina Beatriz Angélica Mota, brutalmente assassinada no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, no dia 10 de dezembro passado, um grupo de manifestantes fará um novo protesto nesta sexta-feira (9), a partir das 7h. Desta vez, no entanto, o foco será a saída do delegado Marceone Ferreira, que está à frente das investigações.

A concentração acontecerá na Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio, próximo ao Monumento da Integração. De lá, os manifestantes seguirão até à Delegacia de Homicídios, onde pretendem falar com o delegado. Em seguida eles caminharão até o o Fórum Dr.Souza Filho. Em comunicado na página oficial no Facebook, o grupo afirma que o movimento pretende “cobrar do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) esclarecimentos em respeito às ações da força-tarefa designada para o caso, fiscalização do trabalho da polícia e substituição do delegado“. O Blog vai procurar ouvir o delegado Marceone sobre o fato.

Caso Beatriz: Vazamento de vídeo sobre possível novo suspeito causa “deficiência” nas investigações, diz MPPE

Os seis promotores de Justiça que atuarão junto aos demais órgãos de segurança para elucidação do caso da menina Beatriz Angélica Mota devem se reunir com o delegado responsável pelas investigações, Marceone Ferreira, ainda esta semana. A informação foi repassada pelo promotor Júlio César Lira, durante coletiva de imprensa realizada ontem (15) em Petrolina. “Essa conversa já está determinada para acontecer. Ele já acenou positivamente e vai nos receber”, afirmou o promotor. Agora, a equipe de promotores está acompanhando o caso 24 horas por dia, segundo garantiu o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Carlos Guerra de Holanda.

Com relação ao vazamento de um suposto vídeo que mostra um possível novo suspeito, o promotor Júlio César afirmou desconhecer a autoria das imagens e disse que, caso seja verídico, a quebra de sigilo causa “deficiência” nas investigações. “Eu tomei conhecimento desse fato novo através da imprensa. É uma situação que ainda não chegou ao Ministério Público. Diante dessa perspectiva, de ser sigiloso, o conhecimento amplo e irrestrito dessa nova talvez possível linha de investigação, ela já entra com uma deficiência terrível para a nossa prova”, declarou.

Júlio César negou que esteja acontecendo uma “desconexão” entre o Ministério Público de Pernambuco e a Polícia Civil, responsável direta pelas investigações do caso, que completou seis meses no último dia 10. “Não está acontecendo desconexão alguma, é porque a gente ainda não conversou com o delegado. A mim causa bastante estranheza que um inquérito que corre em segredo de Justiça, que a imprensa tenha conhecimento da prova antes do Ministério Público. E isso não é uma deficiência do Ministério Público”, disparou.

O caso

Beatriz Angélica, de sete anos, foi morta com mais de 40 facadas. O fato aconteceu nas dependências do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, no centro de Petrolina, no dia 10 de dezembro de 2015, durante uma festa de encerramento do ano letivo. O corpo da menina foi encontrado numa sala de material esportivo desativada. No entanto, o delegado Marceone revelou em entrevista coletiva, no último dia 10, que a Polícia Civil ainda não tem como comprovar cientificamente o local do crime. Mas, de acordo com o próprio Marceone, Beatriz foi assassinada em outro local e levada em seguida para o depósito onde seu corpo foi encontrado.

Até o momento apenas o retrato falado do possível assassino foi divulgado pela Polícia Civil. Mas na coletiva do último dia 10, o delegado Marceone admitiu a possibilidade de refazer um novo retrato falado, devido o depoimento de novas testemunhas. O caso segue sob sigilo policial e nada mais será divulgado sobre as investigações até que o caso seja concluído, suspeitos sejam presos ou o assassino seja encontrado.

Em meio a polêmica, promotor deixa de acompanhar investigações do Caso Beatriz

O representante do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) em Petrolina, Carlan Carlo da Silva (foto), deixou de acompanhar as investigações do caso da menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, brutalmente assassinada nas dependências do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, no dia 10 de dezembro do ano passado.

Segundo informações da Rádio Jornal, o promotor se recusou a detalhar os motivos que o fizeram deixar de acompanhar as investigações. A saída de Carlan Carlo ocorreu em meios à divulgação de um vídeo no qual a mãe da vítima, Lúcia Mota, critica veementemente a atuação do MPPE em Petrolina e pede que o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria Geral da União (CGU) investiguem o órgão, em especial o promotor. Segundo Lúcia, “o Ministério Público de Petrolina só se preocupa em denegrir a imagem da Polícia”. Vale frisar que o trabalho do MPPE é de fundamental importância para a punição do assassino ou assassinos.

Exatos seis meses após o crime, o delegado responsável pelo caso, Marceone Ferreira, revelou em entrevista coletiva, nesta sexta-feira (10), que a Polícia Civil ainda não tem como comprovar cientificamente o local do crime. Mas, de acordo com o próprio Marceone, Beatriz foi assassinada em outro local e levada em seguida para o depósito de material esportivo onde seu corpo foi encontrado.

Na coletiva de hoje, o delegado decidiu se pronunciar acerca de declarações do advogado do Colégio Auxiliadora, Clailson Ribeiro, que criticou a Polícia Civil por divulgar a existência de cinco funcionários suspeitos de envolvimento no crime. Os números de suspeitos também não batem. A Polícia Civil havia confirmado anteriormente a existência de apenas cinco suspeitos. Mas, segundo o advogado, não apenas cinco funcionários, e sim sete, deram depoimentos divergentes. Para Marceone, os números “ficam por parte” da escola.

Até o momento apenas o retrato falado do possível assassino foi divulgado pela Polícia Civil. Mas, na coletiva de hoje, o delegado Marceone admitiu a possibilidade de refazer um novo retrato falado, devido o depoimento de novas testemunhas. O caso segue sob sigilo policial e nada mais será divulgado sobre as investigações até que o caso seja concluído, suspeitos sejam presos ou o assassino seja encontrado.

Seis meses após assassinato de Beatriz, delegado revela que Polícia Civil ainda não tem como comprovar cientificamente o local do crime

delegadoMarceone

Passados seis meses do assassinato da menina Beatriz Angélica, morta nas dependências do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, o delegado responsável pelas investigações, Marceone Ferreira, reuniu a imprensa mais uma vez na manhã de hoje (10) para comentar sobre as investigações.

Durante entrevista, o delegado – que já havia informado que só se pronunciaria mediante a prisão dos suspeitos – comentou as recentes declarações da mãe da menina Beatriz, Lúcia Mota, que em vídeo divulgado nas redes sociais fez várias denúncias contra o Colégio, inclusive, responsabilizando a escola pela morte da menina.

Sobre as denúncias da mãe, o delegado disse que ainda não é possível provar se a falta de algum tipo de segurança poderia ter resultado diretamente na morte de Beatriz.

 “Uma coisa é ter uma falha em algum alvará, outra coisa é você comprovar que a falta destes alvarás deram causa à morte de Beatriz. A falta de segurança foi responsável pela morte? Esta é uma análise muito delicada. Foi citado o caso da boate no Rio Grande do Sul, mas neste caso a falta de seguranças foi responsável pela morte das pessoas. Acredito que as falhas [da escola] devem ser analisadas mais pela esfera civil do que criminal”, disse.

Marceone lembrou ainda, que a escola poderá responder criminalmente, caso seja comprovado que a instituição tentou, de alguma forma, dificultar as investigações.

A partir do momento que eu sentir que há uma dificuldade da escola dentro da investigação, a diretoria responderá criminalmente por isso. Tem que ver o que a escola tem para colaborar. É difícil saber como é isso. Ela [escola] dá acesso, e não poderia ser diferente. Mas até o momento a gente não pode dizer que a escola está se omitindo ou tentando prejudicar as investigações”, explicou.

Sem retratação

Na coletiva, Marceone decidiu se pronunciar acerca de declarações do advogado do Colégio, Clailson Ribeiro, que criticou a Polícia Civil por divulgar a existência de cinco funcionários suspeitos de envolvimento no crime.

Os números de suspeitos também não batem. A Polícia Civil havia confirmado anteriormente a existência de apenas cinco suspeitos. Mas, segundo o advogado, não apenas cinco funcionários, e sim sete, deram depoimentos divergentes. Para Marceone, os números “ficam por parte” da escola.

Dentro da investigação são aqueles cinco que nós apresentamos. Não quero entrar nesta discussão, o que eu falei, falei. Se preciso for falo novamente. Não tenho que me retratar em nada. A escola é que tem que tomar a cautela necessária para não se prejudicando nesta investigação”, explicou.

Local 

Apesar de tantas polêmicas e cobranças sobre o desfecho do crime, o delegado revelou que até o momento a Polícia Civil não tem como comprovar cientificamente o exato local do crime.

Estamos aguardando as perícias, mas ainda não temos como comprovar cientificamente esta situação [local da morte]. Acreditamos que o crime aconteceu nesta área que ainda está isolada. Se eventualmente comprovarmos que ouve reforma num local onde a criança foi morta isso coloca a escola como diretamente envolvida no crime. Mas, desde o início estamos acompanhando isso com perícias, mas é preciso ter cautela porque a escola sempre procurou a polícia para comunicar sobre reformas”, ressaltou. Marceone completou justificando que seu novo posicionamento, apesar de não haver novidades no caso, deveu-se a setores da imprensa que lhe cobravam informações. (foto: Ângela Santana)

Vídeo Blog: Advogado do Colégio garante que funcionários suspeitos de participação no assassinato de Beatriz não trabalham mais na instituição e fala em “transferência de responsabilidade da polícia”

Após polêmica, Polícia Civil só voltará a se pronunciar sobre Caso Beatriz quando assassino for preso

polícia civilApós polêmica envolvendo o delegado Marceone Ferreira, responsável pelo caso da menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, assassinada dentro do Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina, e o advogado da instituição, Clailson Ribeiro, referente às revelações feitas por Marceone durante entrevista coletiva esta semana, a Polícia Civil de Pernambuco informou que não será mais divulgado nada sobre as investigações até que o caso seja concluído, suspeitos sejam presos ou o assassino seja encontrado.

A polêmica maior teve início quando o delegado Marceone informou que cinco funcionários da escola (ele não revelou nomes) estão sendo investigados por suposta participação no crime. No entanto, conforme o advogado Clailson, visto que as investigações seguem em sigilo, essas informações jamais poderiam ter sido divulgadas, uma vez que, segundo ele, o delegado colocou em xeque os demais funcionários da instituição de ensino. Clailson classificou a atitude como “precipitada”.

Em entrevista a este Blog, Clailson Ribeiro ainda criticou o andamento das investigações e chegou a dizer que, o crime parece ter sido muito bem arquitetado, já que a polícia, passados quatro meses, ainda não chegou à sua autoria. Se não foi muito bem arquitetado, é porque deve está acontecendo uma falha muito grande nessa investigação.”

O advogado ainda disse que, a informação repassada pelo delegado de que é praticamente certo que a menina não foi morta no local onde o corpo foi encontrado, “é bastante nova e a gente vê com bastante preocupação, porque, se não foi lá [no depósito de material esportivo desativado que o crime aconteceu], passados quatro meses, eu acho que a polícia não tem condições de, tecnicamente, descobrir onde foi”, finalizou.

Caso Beatriz: Advogado do Colégio garante que funcionários suspeitos não trabalham mais na instituição e fala em “transferência de responsabilidade da polícia”

Após o delegado Marceone Ferreira, responsável pelas investigações do caso da menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, assassinada nas dependências do Colégio Auxiliadora, em Petrolina, em dezembro passado, afirmar que cinco funcionários da citada escola são investigados por envolvimento no crime, o advogado da instituição de ensino, Clailson Ribeiro, concedeu entrevista a este Blog na tarde de hoje (30) e garantiu que os “personagens” citados pelo delegado não trabalham mais no colégio. Clailson ainda taxou a atitude de Marceone, que não revelou a identidade dos funcionários, como “precipitada”.

Inicialmente, essa informação nos causou um pouco de espanto, já que o inquérito estaria tramitando em sigilo. Sem apontar nomes, ele indica que teriam cinco personagens, como assim ele denomina, descrevendo algumas condutas desses personagens e que esses personagens são do colégio. Na medida em que o delegado, beirando a irresponsabilidade, passa uma afirmação desta, ele coloca em xeque não só cinco funcionários, mas todos os funcionários do colégio, já que ele não cita nomes, não apresenta nada”, disse o advogado.

De acordo com Clailson, não apenas cinco funcionários deram depoimentos divergentes, mas sete. “Quando nós identificamos as condutas que ele apontou para cada um desses personagens, o que nós podemos afirmar é que nenhum desses funcionários se encontram mais nos quadros do colégio. Nós acompanhamos os depoimentos e notamos que haviam divergências nos depoimentos de alguns funcionários nossos, e, preventivamente, nós iniciamos o desligamento desses funcionários. Nós identificamos não cinco, mas sete pessoas com divergências de informações. Não necessariamente que essas divergências colocam essas pessoas como autores do crime, mas, pelo fato de apresentarem depoimentos que eram divergentes, de uma certa forma quebrou um pouco a confiança do colégio”, afirmou.

O advogado Clailson Ribeiro foi a fundo e disse que, uma vez que a investigação segue em sigilo, o delegado não teria motivos para divulgar que funcionários do colégio estão sendo investigados por suposto envolvimento no crime. Ele ainda disse que a atitude de Marceone foi apressada. “Nós não estamos defendendo ninguém, não temos procuração para isso. Mas parece que a policia também não tem nenhum tipo de elemento substancial a ponto de pedir a prisão de algum suspeito. Achamos que a atitude do delegado, nesse ponto, foi realmente precipitada.

Clailson Ribeiro ainda falou sobre a questão das três chaves que desapareceram em novembro passado e que, segundo o delegado Marceone, o registro do desparecimento foi feito num livreto do colégio. O advogado garantiu que as três chaves que sumiram eram de portões que ficam dentro do colégio, sendo assim quem estivesse de fora não teria como entrar. “Com essas chaves, ninguém que está fora do colégio consegue entrar“, informou. Ele também disse que isso já tinha ocorrido outras vezes e que a escola providenciou as cópias dessas chaves. Clailson, no entanto, não soube informar se as pessoas que assinaram o livreto atestando o desaparecimento das chaves são as pessoas investigadas. Ele também disse que a polícia “exagerou” ao informar que teriam cerca de 2 mil pessoas na festa de formatura. Segundo Clailson, cerca de 1.400 pessoas estavam no evento.

“Transferência de responsabilidade”

Ao comentar sobre a demora no andamento das investigações, Clailson afirmou que, devido à falta de êxito na elucidação do crime, notou uma tentativa de transferência de responsabilidade. “Notamos que há uma certa tentativa de transferência, de responsabilidade, pela falta de êxito nas investigações, ao colégio, que nós repudiamos veementemente esse tipo de situação. A polícia tem que ser responsável e dar o resultado para a população, sim, pelos meios próprios, porque ela é a condutora das investigações. E não atribuir a responsabilidade porque o colégio não tinha iluminação, que a câmera não pegou no local adequado…enfim, esse tipo de coisa a gente não pode aceitar, como transferência de responsabilidade, para que a polícia possa encontrar quem realmente cometeu esse crime”, disparou Clailson.

Sobre a “pressão” da sociedade, do colégio e da imprensa em relação à elucidação do crime, o advogado disse que o delegado está tendo tempo para isso, mas os resultados não estão aparecendo e estão surgindo novas dúvidas. Ele também disse que o colégio vai cobrar do governo do Estado para investir mais nas investigações e parar de “aterrorizar” a população com “afirmações generalizadas”.

O crime parece ter sido muito bem arquitetado, já que a polícia, passados quatro meses, ainda não chegou à sua autoria. Se não foi muito bem arquitetado, é porque deve está acontecendo uma falha muito grande nessa investigação. Nós vamos cobrar, de maneira mais veemente, do secretário de Segurança Pública de Pernambuco [Alessandro Carvalho] que, ao invés de se preocupar em ficar aterrorizando a população, dizendo que tem funcionários do colégio sem apontar nomes, fazendo afirmação de maneira genérica, a polícia deveria se preocupar mais em aprofundar as investigações e realmente chegar ao autor do crime. O delegado fala que o caso é muito complexo, que demanda tempo. O tempo ele está tendo, mas os resultados, aparentemente, quanto mais o tempo passa, percebemos que estão aparecendo mais dúvidas do que elucidações. Por exemplo, até o local do crime agora aparenta não ser mais o local onde a vítima foi encontrada. Segundo palavras do delegado, é quase certa que o crime não teria sido no local onde a vítima teria sido encontrada. Essa informação é bastante nova e a gente vê com bastante preocupação, porque, se não foi lá [no depósito de material esportivo desativado que o crime aconteceu], passados quatro meses, eu acho que a polícia não tem condições de, tecnicamente, descobrir onde foi”, finalizou.

A entrevista completa com o advogado Clailson Ribeiro você confere, em vídeo, amanhã (31).

Video Blog: Delegado explica retrato falado do suposto assassino da menina Beatriz

Slides divulgados pela Polícia Civil mostram detalhes do local onde corpo de Beatriz foi encontrado

A Polícia Civil de Petrolina disponibilizou os slides utilizados para apresentar os avanços nas investigações do caso da menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, morta no Colégio Maria Auxiliadora, no centro de Petrolina, em dezembro passado. A divulgação foi feita pela assessoria após coletiva de imprensa realizada ontem (29), na qual o delegado Marceone Ferreira e o perito Gilmário Lima deram outros detalhes sobre o brutal assassinato da garota, conforme matérias já publicadas por este Blog.

Acompanhe:

 

Em nova coletiva sobre caso Beatriz, delegado revela que menina não foi morta no local onde o corpo foi encontrado

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O cerco ao assassino, ou assassinos, da menina Beatriz Angélica Mota, está se fechando. Na manhã de hoje (29) o  delegado da Polícia Civil responsável pelas investigações, Marceone Ferreira, reuniu a imprensa local para falar sobre os avanços na investigação e anunciar uma importante comprovação do laudo técnico: Beatriz não foi morta no local onde o corpo foi encontrado.

Quase quatro meses após o crime ocorrido no Colégio Auxiliadora, em Petrolina, o delegado não tem dúvidas de que Beatriz foi assassinada em outro local e levada em seguida para o depósito onde seu corpo foi encontrado.

É praticamente dado como certo que a menina não foi morta onde foi encontrada. Ocorreu a execução do crime em outro local da escola, a criança foi transportada e jogada dentro do depósito. Esta é a conclusão da polícia científica, pois não há gotejamento de sangue no local onde a criança foi encontrada morta. Não há manchas de sangue fora do local onde o corpo estava. Só há sangue embaixo do corpo da criança”, explicou Marceone.

Participação de mais de uma pessoa:

GEDC0740A constatação do laudo pericial traz para a Polícia Civil, mais uma certeza: A partir de agora, a polícia trabalha com a confirmação de que o crime contou com a participação de mais de uma pessoa na morte da pequena Beatriz.

O laudo é bastante técnico. Aí nós temos agora a comprovação do que a gente já vinha falando  sobre a probabilidade da participação de mais de uma pessoa, e isso veio a si confirmar com a divulgação deste laudo.  A menina foi morta em outro local e jogada lá atrás do armário e isso requer uma logística. Requer pessoas que estavam de certa forma de vigilância, e o executor”, informou o delegado.

Ao detalhar o andamento das investigações, o delegado também voltou a falar sobre a precariedade do monitoramento interno da escola, o que segundo ele, prejudica as investigações.

No momento do crime todas as lâmpadas dos corredores onde aconteceu o crime estavam apagadas. Depois que encontraram a criança morta ai ligaram as luzes e a partir daí as imagens ficam mais nítidas. Temos monitoramento precário na área externa e isso é um fator que vem dificultando bastante as investigações. Não é um monitoramento de excelência, mas se as luzes tivessem acessas melhoraria e muito as investigações ”, afirmou o Delegado.

Suspeitos dentro da escola:

De acordo com a Polícia Civil, as investigações até agora chegaram a cinco “personagens” que não tiveram as identidades reveladas, mas serão tratadas como suspeitas na participação do crime. Estes “personagens” são – de alguma forma – ligados à escola  e poderiam estar envolvidas no assassinato da menina Beatriz.

Marceone também explica que estes suspeitos – quatro homens e uma mulher – seriam pessoas de dentro da escola que poderiam ter ajudado o homem apontado como executor que aparece no retrato falado.

São personagens que agente preferiu não identificar, mas são pessoas de dentro da escola. É importante ressaltar que uma coisa é um funcionário eventualmente ter alguma participação outra coisa é a escola. A escola contrata pessoas, faz uma seleção, mas pode acontecer que passar alguma coisa. É preciso que se faça esta distinção entre a escola como instituição e as pessoas que possam trabalhar”, disse o delegado.

Outro fato que também chamou atenção da polícia durante as investigações foi a perda de três chaves da escola que dariam acesso a pontos estratégicos na área localizada nas proximidades onde ocorreu o crime.

“Dez dias antes do crime foi registrada a perda de três chaves que dariam acesso aos portões importantes próximos ao local do crime. Por exemplo, um destes portões, se a pessoa não tivesse a chave ela teria que passar por dentro da escola. A escola demonstra que houve o fato, mas isso foi registrado em livro, mas a escola não tem detalhes sobre isso”,  finalizou o delegado.

Delegado e perito revelarão avanços nas investigações da morte da menina Beatriz em coletiva de imprensa nesta terça

O delegado da Polícia Civil em Petrolina, Marceone Ferreira, responsável pelas investigações do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, que foi morta em dezembro passado no Colégio Auxiliadora, reunirá a imprensa mais uma vez nesta terça-feira (29) para apresentar os avanços nas investigações.

A coletiva acontecerá na Delegacia Seccional, na área central da cidade, às 7h. Um perito do Recife participará do encontro e a expectativa é de que o delegado Marceone, juntamente com o perito, dê detalhes sobre a “dinâmica do crime” e fale também sobre os próximos passos na investigação.

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