Parceria quer aumentar produção agrícola em Petrolina

Agricultores dos Perímetros Senador Nilo Coelho e Bebedouro, em Petrolina, têm buscado aumentar a qualidade de produção. Para isso procuraram assistência técnica do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Na sexta-feira (12), uma reunião na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) entre o coordenador geral de produção do MAPA, Michel Ferraz, e a diretoria do Sindicato dos Agricultores Familiares do município (Sintraf) teve o objetivo de confirmar a visita de técnicos à zona rural da cidade e de apresentar outras demandas.

Uma das ações solicitada à pasta é a capacitação dos produtores da agricultura orgânica, com palestras e disponibilização de profissionais da área para visitar os lotes e fazer acompanhamentos.  Segundo a presidente do Sintraf, Isália Damacena, os agricultores necessitam do apoio para, além de qualificar a produção, tornarem-se mais competitivos no mercado. “Petrolina tem grande potencial econômico para a agricultura familiar. Para tanto, precisamos que nossos agricultores tenham assistência técnica adequada e que os oriente sobre a plantação, a colheita e o combate às pragas”, analisa.

Durante a reunião, Ferraz adiantou que na primeira semana de junho uma equipe de técnicos da Codevasf, que está na Paraíba, deve chegar ao município para atender a demanda dos produtores de orgânicos. “Será um suporte técnico para mitigar os problemas que eles [agricultores] têm identificado na produção”. E continua. “Nosso objetivo inicial é a organização dos pequenos irrigadores, partindo da integração de seus produtos para a sua comercialização”.

Reivindicação

As visitas in loco aos lotes de produção serão realizadas por técnicos ligados à Codevaf, que é a responsável pela orientação, capacitação e acompanhamento dos agricultores. A assistência técnica é uma reivindicação antiga do Sintraf. No final do ano passado, durante visita ministerial, o titular do MAPA, Blairo Maggi, comprometeu-se em atender a demanda da categoria. “Ele [Michel Ferraz] nos ouviu e está levando nossas necessidades à Brasília, esperamos que essa reunião possa trazer melhorias para o agricultor familiar de Petrolina”, afirma o secretário de políticas agrícolas do Sintraf, Natalício Luíz, que também esteve no encontro. (foto/divulgação)

Parceria entre Codevasf e Ministério beneficia 3 mil agricultores familiares no Sertão de Pernambuco

A partir deste ano, quase 3 mil famílias de produtores dos projetos públicos de irrigação Fulgêncio, Brígida, Manga de Baixo, Icó-Mandantes, Apolônio Sales e Barreiras, no Sertão de Pernambuco, serão beneficiadas com assistência técnica e extensão rural (Ater), por meio de parceria entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A ação envolve recursos da ordem de R$ 3 milhões. Os agricultores a serem atendidos produzem em lotes pertencentes ao Sistema Itaparica.

De acordo com o cronograma das ações da parceria entre Codevasf e MAPA, serão realizadas, até dezembro de 2017, a elaboração de diagnóstico situacional contemplando o levantamento das estruturas socioprodutivas dos perímetros e capacitações de produtores visando à autogestão, implementação das técnicas voltadas às principais culturas exploradas nos projetos, manejo de solo e água e manejo de métodos mais eficientes de irrigação parcelar e incentivo à adesão por esses métodos. O acompanhamento dos trabalhos será feito por meio de comitê técnico formado por representantes do Mapa e da Codevasf.

O objetivo geral dos serviços de Ater é capacitar os produtores e suas organizações para o planejamento da produção e gerenciamento do lote, além de conscientizá-los e orientá-los para a aplicação dos princípios de boas práticas agrícolas. Além disso, possibilita a apropriação de tecnologias que permitam aumento da produtividade, agregação de valor à produção e competitividade.

Para nivelar as ações a serem desenvolvidas e programar outras atividades no âmbito da parceria, nesta quinta (19) e sexta-feira (20) haverá visita técnica nas Superintendências Regionais da Companhia em Petrolina e Juazeiro. O grupo contará com a presença do diretor do Departamento de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas e da Produção Sustentável do MAPA, Pedro Alves Corrêa, e do coordenador geral de produção sustentável do Ministério, Mychel Ferraz, além do secretário executivo da Área de Gestão de Empreendimentos de Irrigação da Codevasf, Marco Pedra, e da gerente de Apoio à Produção da Codevasf, Andrea Rachel Sousa – além de técnicos da área.

Sistema Itaparica em Pernambuco

O Sistema Itaparica é um conjunto de dez projetos de irrigação entre Pernambuco e Bahia, criado pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) no final da década de 1980, para compensar famílias que viviam na área rural onde se formou o lago da Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga. Ele é voltado à agricultura familiar. Os projetos irrigados do Sistema Itaparica situados em Pernambuco ocupam uma área total de 58 mil hectares, com área irrigável de 10 mil hectares. As principais culturas são banana, goiaba, manga, mamão, coco, feijão, melancia, abóbora, cebola e hortaliças. Em 2015, a produção média estimada chegou a 156,9 mil toneladas/ano, atingindo um volume bruto de produção de cerca de R$ 103 milhões. (foto/divulgação)

Esquema de adulteração de fertilizantes e adubos é descoberto no Sul do País e alerta chega ao Vale do São Francisco

adulteração adubo e fertilizantes

Uma investigação do Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul desmantelou um esquema de adulteração de fertilizantes e adubos que eram vendidos para produtores rurais. Escutas telefônicas entre dois investigados apontam que um cliente flagrou a adulteração quando foi buscar o produto que tinha comprado. A ‘Operação NPK’ aconteceu no último dia 30 de agosto, quando foram cumpridos 36 mandados de busca e apreensão em 27 cidades – 25 no Rio Grande do Sul, uma no Paraná e outra em Santa Catarina.

O fertilizante era misturado com outros produtos comprados de forma irregular, aumentando o volume do produto original. O material adulterado era colocado em sacos com marcas comerciais conhecidas, mas não continha os mesmos valores de nutrientes indicados na embalagem. Dessa forma, o produtor rural pagava o preço de mercado por um produto falsificado.

Os fertilizantes minerais sólidos fornecem macronutrientes primários como Nitrogênio, Fósforo e Potássio. A fórmula varia de acordo com a concentração desses nutrientes, que são chamadas de misturas NPK, que originou o nome da operação. No entanto, não há nenhuma empresa registrada formalmente envolvida no esquema fraudulento, ou seja, suas marcas comerciais foram utilizadas indevidamente pelos fraudadores.

Vale do São Francisco

Depois que o fato foi amplamente divulgado na imprensa nacional, produtores do Vale do São Francisco estão preocupados, pois esses produtos falsificados podem estar sendo utilizados nas produções agrícolas da região. Para a chefe da Divisão de Defesa da Superintendência Federal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Ana Stepan, o produtor que comprou as marcas Maxifertil, Macrofertil e ADN deve procurar o MP, pois todas já deixaram o mercado há cerca de um ano. “Quem comprou em 2016 certamente adquiriu produto falsificado”, informou ao Jornal A Hora. Ela salienta ainda a necessidade de os produtores encaminharem produtos suspeitos para análise do Mapa. Para tal, eles devem pagar pelo trabalho do laboratório. (Com informações do G1-RS, Jornal A Hora e do Grupo Independente)

Berganês: Pesquisadores e instituições querem agilizar processo de registro da raça de ovelhas genuinamente sertaneja

Pesquisadores e instituições de ensino superior da região estão debatendo em Petrolina e Dormentes (PE), no Sertão do São Francisco, o padrão racial da raça “Berganês” para agilizar, junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o processo de registro da raça, que é genuinamente pernambucana. Estão empenhados na causa pesquisadores e extensionistas da Embrapa, do IF Sertão-PE, da Univasf e do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). A raça Berganês é fruto de um cruzamento da raça Berga Massa (origem italiana) e o Santa Inês (raça originária do Brasil).

A iniciativa integra o projeto intitulado “O Berganês do Sertão Pernambucano”, que visa, através da pesquisa, padronizar a caracterização morfológica, produtiva e molecular desses animais. Atualmente o Estado conta com um rebanho estimado em 3 mil ovinos considerados Berganês. Por isso, é imprescindível  que se conclua, o mais breve possível, o processo de registro dessa futura raça. Só com a certificação, pesquisadores, técnicos e produtores passarão a conhecer e, principalmente, disseminar com segurança, as informações sobre os  animais pertencentes a este ecótipo.

Além disso, a Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária (Sara) do Estado de PE, através do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), intermediará o diálogo entre os produtores e o Mapa. Também serão utilizadas as bases de pesquisa do Instituto para qualificação dos estudos que subsidiarão a criação de um plano de ação de conservação do recurso genético Berganês.

O projeto requer a utilização do Laboratório de Genoma do IPA, para a realização de pesquisas com marcadores moleculares deste ecótipo; inserção dos produtores de Berganês no Plano de Ação do IPA em 2016 e Assistência Técnica aos de produtores de ovinos Berganês, como suporte forrageiro.

Potencial

Os dados possibilitarão um melhor entendimento sobre a origem e o potencial produtivo deste grupo genético típico do Sertão Pernambucano, mais especificamente do município de Dormentes. Ao todo, o Núcleo catalogou 75 criadores em Pernambuco. Destes, 54 são do município de Dormentes, 14 de Petrolina, três de Santa Filomena, um de Afrânio e um em Terra Nova. Além de mais um criador no Senhor do Bonfim e outro em Sento Sé, ambos municípios do norte baiano. (foto/divulgação)

Inmet divulga novo período de inscrições de concurso com 242 vagas

Vestibular ConcursoO Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgou qual será novo período de inscrições do concurso com 242 vagas de níveis médio e superior. Após assumir erro técnico por parte da banca, o instituto informou que interessados poderão se inscrever entre 20 de abril a 19 de maio.

Os cadastros devem ser feitos no site da banca organizadora, a Consulplan. As taxas de participação são de R$ 22,50 (nível médio) e R$ 45 (nível superior). Do total de vagas, 17 são reservadas a candidatos com deficiência e 45 para negros. Os salários variam entre R$ 3.045,83 e R$ 11.993,69.

Em nível superior, os cargos oferecidos são de pesquisador (nas especialidades de meteorologia, estatística, hidrologia, ciência da computação, sensoriamento remoto e agronomia), analista (nas especialidades de meteorologia, telecomunicações, estatístico, jornalismo, publicidade, administração, advocacia, contabilidade e economia), e tecnologista (nas especialidades de meteorologia, tecnologia da informação e engenharia).

Candidatos com nível médio podem tentar os postos de assistente em ciência e tecnologia (nas especialidades de auxiliar de meteorologia, assistente TI, técnico em contabilidade e técnico administrativo) ou técnico (nas especialidades de meteorologia, informática, laboratório, eletrônica e operacional).

O certame conta com prova objetiva e discursiva, a última apenas para candidatos a cargos de nível superior. Os exames estão previstos para aplicação em 21 de junho. As vagas são para lotação em Brasília, Manaus, Belém, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Cuiabá e Goiânia. O concurso tem validade de dois anos, podendo ser prorrogado por igual período.

Vagas

Há dez vagas para o Recife. Com nível superior, há uma vaga para analista de ciência e tecnologia junior (analista meteorologia 1), que exige graduação em meteorologia e paga R$ 5.532,73. Também com exigência de graduação em meteorologia ou áreas correlatas há duas vagas para meteorologista júnior. O salário é o mesmo: R$ 5.532,734. Ainda para nível superior há uma vaga para administrador júnior, também com salário de R$ 5.532,73. Já os cargos que exigem nível médio são técnico em contabilidade (uma vaga), técnico administrativo assistente (uma vaga), técnico em informática (uma vaga) e técnico em eletrônica (três vagas). O salário oferecido para todos os cargos é o mesmo: R$ 3.045,83. (De Agência)

Comunitário petrolinense chama atenção para mapa que pode orientar sobre pavimentação nos bairros

hoje - Cópia (640x419)O comunitário Edson Andrade entrou em contato com o Blog para chamar atenção, principalmente dos políticos, sobre o andamento das pavimentações em Petrolina. Edson apresenta o mapa de serviços, destacando os locais da cidade que precisam mais da intervenção.

Acompanhem:

Gostaria que fosse divulgada esta ilustração simples da situação da pavimentação urbana de Petrolina. Já que estamos em período eleitoral, seria importante para os políticos saberem onde a situação é mais grave.

Com imagens do Google Earth, podemos ter uma ideia das regiões da cidade que mais precisam de intervenção. Saliento que trafeguei por algumas ruas com pavimentação de bloco intertravado e achei muito bom o resultado, além de evitar que maus empreiteiros ganhem muito dinheiro com obras em paralelepípedo, com distanciamento da pedras e muito pouco uso de cimento.

Edson Andrade/Comunitário

Órgãos de fiscalização se reúnem amanhã para traçar metas de combate à Mosca-das-Frutas

Sem títuloA situação das moscas-das frutas (Ceratitis capitata) no Vale do São Francisco motivou produtores de frutas do Vale, órgãos de fiscalização de Pernambuco e Bahia se reunirem nesta terça-feira (12), das 08h às 18h, no auditório da Companhia de Desenvolvimento do vale do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Juazeiro.

O evento vai contar com a presença do Diretor do Departamento de Sanidade Vegetal, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Luís Eduardo Pacifici Rangel.

O Workshop “Situação Atual e Estratégias de Enfrentamento a Situações de Emergência Fitossanitária para a Fruticultura no Vale do São Francisco”, apresentará novas tecnologias para o manejo de Ceratitis capitata, de propor apoio à agricultura de base familiar no combate praga.

Um dos palestrantes do evento, o Presidente da Moscamed, Jair Virginio, convoca os produtores rurais. “Não podemos pensar individualmente, mas na região do Vale. O problema é de um sistema de produção, por isso precisamos cuidar uns dos outros, agir juntos e com rapidez”.

Este ano, os produtores do Vale foram surpreendidos com uma alta infestação da mosca-da-fruta Ceratitis capitata. A praga inviabiliza a comercialização das frutas prejudicando a exportação.

Serviço:

Local – Codevasf, em Juazeiro/BA;
Horário – Das 8h às 18hs;
End. – Avenida Comissão do Vale, s/n, Bairro Piranga, Juazeiro/BA;

MP estabelece condições e prazos para funcionamento do Matadouro de Petrolina

matadouro_petDepois de muita polêmica em torno do fechamento do Matadouro de Petrolina, que operava sem condições estruturais para o abate, o Ministério Público junto aos marchantes, feirantes e representantes da Prefeitura de Petrolina decidiu que o matadouro continua operando.

O Matadouro funcionará no mesmo local, enquanto o Abatedouro de Juazeiro se regulariza junto ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal – SISB/POA selo expedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento –MAPA. Na mesma audiência, o Ministério deliberou sobre as condutas em médio prazo, para o funcionamento das Feiras Livres de Petrolina.

Na reunião ficou estabelecido que os comerciantes serão responsáveis pela estrutura e construção dos box’s, para atender as normas da vigilância sanitária. À Prefeitura de Petrolina caberá orientação para a aquisição de financiamentos e créditos.

Foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) estabelecendo a construção de um novo Matadouro. O equipamento deverá ficar na área de Uruás, atendendo a uma das exigências do MP, distante da sede pelo menos, 2 km. (Fonte: Assessoria de Impresa Sedesa/PMP)

Mapa mostra aumento e disseminação da violência no Brasil

violenciaEm 2012, 112.709 pessoas morreram em situações de violência no país, segundo o ‘Mapa da Violência 2014’, divulgado hoje (2). O número equivale a 58,1 habitantes a cada grupo de 100 mil, e é o maior da série histórica do estudo, divulgado a cada dois anos. Desse total, 56.337 foram vítimas de homicídio, 46.051, de acidentes de transporte (que incluem aviões e barcos, além dos que ocorrem nas vias terrestres), e 10.321, de suicídios.

Entre 2002 e 2012, o número total de homicídios registrados pelo Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, passou de 49.695 para 56.337, também o maior número registrado. Os jovens foram as vítimas em 53,4% dos casos, o que mostra outra tendência diagnosticada pelo estudo: a maior vitimização de pessoas com idade entre 15 e 29 anos. As taxas de homicídio nessa faixa passaram de 19,6 em 1980, para 57,6 em 2012, a cada 100 mil jovens.

Segundo o responsável pela análise, Julio Jacobo Waiselfisz, coordenador da Área de Estudos da Violência da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais, ainda não é possível saber “se o que ocorreu em 2012 foi um surto que vai terminar rapidamente ou se realmente está sendo inaugurado novo ciclo ou nova tendência”. Ele lista situações que podem ter gerado o aumento, como greves de agentes das forças de segurança ou ataques de grupos criminosos organizados.

Uma tendência já confirmada é a disseminação da violência nas diferentes regiões e cidades. Entre 2002 e 2012, os quantitativos só não cresceram no Sudeste. As regiões Norte e Nordeste experimentaram aumento exponencial da violência. No Norte, por exemplo, foram registrados 6.098 homicídios em 2012, mais que o dobro dos 2.937 verificados em 2002. O Amazonas, Pará e Tocantins tiveram o dobro de assassinatos registrados no mesmo intervalo de tempo. No Nordeste, o Maranhão, a Bahia e o Rio Grande do Norte mais que triplicaram os homicídios.

Desigualdades

O Sul e o Centro-Oeste tiveram incrementos percentuais de 41,2% e 49,8%, respectivamente. No Sudeste, a situação foi mais variada, com diminuição significativa em estados importantes, como o Rio de Janeiro e São Paulo. Já em Minas Gerais, os homicídios cresceram 52,3% entre 2002 e 2012.

As desigualdades são vivenciadas entre as regiões e também dentro dos estados. Nenhuma capital, em 2012, teve taxa de homicídio abaixo do nível epidêmico, segundo o Mapa da Violência. Todas as capitais do Nordeste registraram mais de 100 homicídios por 100 mil jovens. Maceió, a mais violenta, passou dos 200 homicídios. No outro extremo, São Paulo, com a menor taxa entre as capitais, ainda assim registra o número de 28,7 jovens assassinados por 100 mil.

O balanço da década mostra, contudo, que não é possível afirmar que há tendência comum de crescimento. Entre 2002 e 2012, as capitais evidenciaram queda de 15,4%, com destaque para meados dos anos 2000, quando a redução foi mais expressiva, o que, segundo o organizador, comprova que a situação pode ser enfrentada com políticas públicas efetivas. As informações são da Agência Brasil.

Adolfo Viana teme que exportações na região sejam interrompidas por conta da falta de fiscais agropecuários

Adolfo Comissão de AgriculturaO deputado estadual Adolfo Viana (PSDB) apresentou ofício na Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), nesta terça-feira (3) solicitando ao presidente da comissão, deputado Luís Augusto, que interceda a fim de impedir que o processo de importação do Vale do São Francisco seja interrompido em decorrência da indisponibilidade de fiscais agropecuários federais.

Os exportadores da região foram surpreendidos com informação extra-oficial de que os fiscais do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA) não estarão disponíveis no período de exportação, que se estende até novembro do ano corrente.

Decidido em tentar agilizar a resolução do problema, o parlamentar enviou ainda indicação ao Ministério da Agricultura com a finalidade de expor o problema ao ministro Antonio Eustáquio Andrade Ferreira. “O caso me traz muita preocupação, pois a região do Vale gera em média 240 mil empregos diretos, e não podemos cruzar os braços diante de uma situação como essa. A produção não pode ser interrompida por não ter fiscais federais suficientes. Isso causaria um impacto significativo na economia do país. Espero contar com a sensibilidade do governo federal para solucionar o impasse”, declarou.

O documento tem como justificativa evitar que o Vale do São Francisco, responsável pela produção de 96% da manga e 99% da uva exportadas pelo Brasil, sofra com prejuízos econômicos e sociais.

A indicação apresentada pelo parlamentar tem como base a denúncia da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortifrutigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport), que estão com receio de não conseguirem cumprir os contratos já firmados com os importadores e redes de supermercados dos EUA -o que pode gerar multas pelo descumprimento, além de perdas irreparáveis.

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