Paulo Valgueiro joga para jurídico e presidente da Câmara presença de servidor da PMP sobre polêmica ‘mala preta’

Frisando que fez o papel de fiscalizador e defensor do Legislativo Municipal de Petrolina, o líder da oposição, vereador Paulo Valgueiro (PMDB), disse nesta quinta-feira, 20, que agora caberá aos advogados da Casa e ao presidente da Mesa Diretora, Osório Siqueira (PSB), a vinda do servidor Talles Khalil para esclarecimentos, conforme aprovado no seu requerimentos na última terça, 18.

O servidor foi acusado pelos vereadores de denegrir a imagem da Câmara e dos vereadores, ao espalhar nas redes sociais, segundo Valgueiro em seu requerimento, um banner apócrifo sobre uma suposta ‘mala preta’ na Casa Plínio Amorim em troca da aprovação das contas do ex-prefeito Julio Lóssio (PMDB).

O servidor mandou informar que não iria porque o Regimento Interno da Câmara não permite. O vereador da situação, Aero Cruz (PSB), reforçou o argumento de Talles após consultar o departamento jurídico da Casa, mas Valgueiro afirma que fez o seu papel de fiscalizador.

“O requerimento foi aprovado e cabe ao presidente a Casa e ao jurídico convocar ou não o servidor. Fiz minha parte. Ficará agora a cargo da presidência”, ressaltou, lembrando que quem encaminha o requerimento é Osório. Sobre a defesa de Aero ao servidor, Valgueiro não deixou passar em branco. “Se Aero consegue afirmar que não foi Talles Khalil, então ele deve sabe quem foi. Essas definições de obrigar ou não a vinda do servidor, repito, cabe agora ao jurídico da Casa. Minha função é fiscalizar”, acrescentou o oposicionista.

Julio Lossio Filho

Quem também falou sobre esse assunto foi o estudante de Direito, Julio Lossio Filho, presidente municipal do PMDB, que veio passar o feriado na cidade e foi à Casa Plínio Amorim, a convite dos amigos peemedebistas na Câmara. Filho do ex-prefeito, Julinho tachou de “falta de respeito” com a imagem do seu pai o envio do banner da ‘mala preta’.

“Eu achei muita falta de respeito, até porque meu pai não está aqui para responder. As contas dele foram aprovadas pelo Tribunal de Contas, e aqui cada um sabe o que faz e irá avaliar com suas consciências”, destacou, frisando que o melhor é que tanto o grupo do pai dele como o do atual prefeito Miguel Coelho (PSB), trabalham “pelo melhor por Petrolina”.

 

‘Mala-preta’ na Casa Plínio Amorim e a surpresa que nunca existiu

A Câmara de Vereadores de Petrolina aprovou o pedido para convocar o servidor comissionado, Tales Kahlil, lotado na prefeitura de Petrolina. Querem que o jovem assuma ou diga onde arrumou o panfleto apócrifo, que postou em sua página pessoal do Facebook chamando a atenção para uma suposta ‘mala preta’ que estaria rondando a Casa Plínio Amorim para aprovar as contas do ex-prefeito Julio Lossio (PMDB).

Alguns pontos a ponderar:

-Acreditam mesmo que o servidor vai assumir a autoria e pedir desculpas públicas? Embora ele já tenha afirmado a este Blog que apenas compartilhou uma imagem amplamente divulgada.

-Nunca ouviram falar em ‘mala-preta’ na câmara? nunca se falou que ninguém recebeu benefício pra nada? é a primeira vez? nem de secretários segurando no bolso e paletó de vereadores, atitudes e queixas, tão amplamente divulgadas por esse Blog na gestão passada?

-Sempre se falou de acordos tão secretos quanto a origem da vida pelos corredores da Casa Plínio Amorim. Sobre acordos, dinheiro e negociatas também sempre se falou. Todos sabem, toda a imprensa também sabe.

-Os próprios vereadores vivem se acusando mutuamente. A cidade esperava era que o Poder Legislativo não virasse a central de disse-me-disse e legislasse, fiscalizasse em plenitude. Esse é o verdadeiro papel de um legislativo sério e atuante. Que se importe com o a avaliação do seu eleitor com o bem estar da cidade e do seu povo.

Vossas excelências precisam mesmo legislar com ética e responsabilidade cívica, mas não podem subestimar o poder de avaliação de uma cidade inteira. É isso aí.

A venda do patrimônio público e as graves denúncias de “mala preta”

Câmara 2O ano legislativo já começou quente na Casa Plínio Amorim. Entre as polêmicas que já se vislumbravam desde o ano passado, a venda do patrimônio público parece que voltou à baila com força total: as vendas do matadouro público de Petrolina e do estádio municipal Paulo Coelho.

Nos bastidores já se comenta que a venda do estádio deve ser a primeira “facada” no já combalido patrimônio público de Petrolina, dilapidado avidamente pela administração municipal – e com a conivência da maioria dos vereadores de Petrolina.

Tudo que se vendeu até hoje nunca foi devidamente explicado, e não se sabe onde entraram os recursos obtidos com as vendas, escandalosamente, mais baratas que os valores de mercado.

O vereador José Batista da Gama (PDT) afirmou, em entrevista a este blogueiro, que “a mala preta” está rodando no parlamento municipal para que se aprove a venda do patrimônio público. Em português claro: tem gente oferecendo dinheiro para que projetos sejam aprovados. Isso é grave demais e não é a primeira notícia sobre o fato. Quem recebe? Quem paga a propina?

Petrolina precisa acordar para esse acinte e os órgãos fiscalizadores precisam agir com urgência para apurar essa vergonha. Será que com todas as notícias de investigação, prisão e condenação que se registram todos os dias não são o bastante para intimidar negociatas tão espúrias como denúncia o vereador?

Vamos observar se o projeto entra mesmo na pauta e fiscalizar como votou o vereador que nós votamos. Dessa forma saberemos se o voto foi pela comunidade ou por interesses pessoais.

Candidato a federal Pedro Alcântara afirma que apoio dado a outros candidatos vem da ‘mala preta’

pedroalcantara(1)/Foto AssessoriaDo candidato a deputado federal Pedro Alcântara (PP), em entrevista à Rádio Transamérica, afirmando que, através da ‘mala preta’,  candidatos a deputados federais de outras bases eleitorais  estão obtendo apoio de vereadores de Juazeiro. “Se a mala preta continuar funcionando como está aí, vamos ter o Congresso Nacional mais corrupto desse país. Para provar é só abrir a mala quando o jatinho pousar em Petrolina que vai ver”.

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