Secretária de Saúde de Petrolina garante que negociações com médicos da rede municipal “estão tranquilas”

Em reposta a este Blog, a Secretaria de Saúde Petrolina ressaltou não ter sido ainda notificada quanto à decisão dos médicos da rede municipal em recusar o prazo de 3 de julho para receber a contraproposta referente à pauta da categoria, que reivindica melhores salários e condições de trabalho.

Em nota de sua assessoria de comunicação, a secretária Magnilde Albuquerque frisou que vai estudar a possibilidade de uma reagendamento assim que a notificação lhe for entregue. Mas assegurou que as negociações com a classe médica “estão tranquilas”. Os profissionais, no entanto, informaram a este Blog que pretendem realizar uma paralisação de advertência no próximo dia 13 de junho.

Petrolina perto de zerar fila de cirurgias ortopédicas com mutirões no HU

A Secretaria de Saúde de Petrolina, em parceria com o Hospital Universitário (HU) Dr. Washington Barros, vem realizando mutirões para fazer andar a fila de espera por cirurgias ortopédicas que, atualmente, conta com 89 pacientes.  Na terceira edição, que aconteceu neste final de semana, o mutirão realizou 16 procedimentos. Segundo a secretária municipal de Saúde, Magnilde Albuquerque, a cidade está perto de zerar essa fila.

“Estamos bem próximo de zerar a fila das cirurgias ortopédicas que aguardavam há muito tempo no HU, liberando os pacientes para irem para casa e os leitos do hospital para receber novos atendimentos”, frisou a secretária, durante entrevista ao programa Opinião, da Rádio Grande Rio AM, nesta segunda-feira, 15.

Magnilde ressaltou ainda a importância do trabalho de conscientização da sociedade. “Estamos reforçando e trabalhando, nesses primeiros meses de gestão, a questão da educação. A população precisa se conscientizar em relação à prevenção à saúde e, principalmente, à prevenção de acidentes”, frisou a titular da Pasta.

De acordo com a diretora técnica em Saúde, Ana Carolina Freire, os procedimentos ortopédicos, principalmente na região, ficam entre as principais demandas, já que existe um alto índice de acidentes com motociclistas. “É o nosso terceiro mutirão. Em menos de um mês já realizamos 53 procedimentos. A proposta da saúde municipal é aumentar o número de cirurgias semanalmente e realizar o mutirão duas vezes por mês. O município está disponibilizando a equipe médica e instrumentadores. Em parceria com o HU, estamos trabalhando para resolver essa demanda ortopédica”, acrescentou. (Foto: Ascom)

Apesar de dívida de R$ 11 milhões, atual secretária de Saúde de Petrolina diz já ter “o que comemorar”

Completando cinco meses no cargo, a secretária de Saúde de Petrolina, Magnilde Albuquerque, sabe que terá um caminho árduo pela frente, diante do cenário delicado pelo qual se deparou ao aceitar o convite do prefeito Miguel Coelho (PSB) para assumir a Pasta. Já começa pelos chamados ‘restos a pagar’, que passam dos R$ 11 milhões herdados do governo anterior. Mas os desafios não esmorecem a secretária e sua equipe. Após encerrar o primeiro quadrimestre inicial da gestão do atual prefeito Miguel Coelho, ela disse numa entrevista a este Blog já ter o que comemorar.

Um desses pontos positivos é implantação do Sistema de Regulação (Sisreg) do Ministério da Saúde – que é gratuito e online, e funciona com o objetivo de regular as marcações de consultas e exames. Através do Sisreg, segundo Magnilde, o paciente sairá do consultório médico, indo para o setor de marcação, e de lá sai com tudo definido. A equipe da Secretaria passou pela devida qualificação para trabalhar com a tecnologia.

Ela explica ainda que o sistema ainda não existe em todas as unidades, porque algumas – sobretudo as da zona rural – são desprovidas de internet. Mas essa questão já está sendo resolvida. “Fizemos um projeto-piloto e já estamos expandindo (o Sisreg) para todas as unidades de saúde. E aí estaremos acabando com aquelas filas que as pessoas ainda enfrentam após saírem do consultório”, destacou.

Serviços

Magnilde também frisou que a Secretaria conseguiu ampliar a oferta de serviços laboratoriais à população, antes mesmo de contratá-los. Para se ter ideia, esse número saltou de 17 mil para 32 mil marcações de exames e consultas, apenas utilizando a mesma estrutura.

Sobre atendimentos nos postos (ainda alvo de críticas), a secretária informou que sua pasta já disponibilizou um cronograma, em todas as unidades, dos profissionais que atuam nas mesmas, com detalhes como nome completo e carga horária de trabalho. Magnilde ressaltou que apesar da transferência de um ou outro profissional, as unidades estão com suas equipes devidamente completas, dentro dos critérios.

Medicamentos

A secretária lembrou ainda que havia recebido a informação de que o órgão municipal teria lotes de medicamentos suficientes para 45 dias. Mas ao assumir a Pasta, deparou-se com outro cenário. “A gente tinha uma grande quantidade de medicamentos vencidos na central de abastecimento. Então a gente fotografou toda a medicação vencida e descartou essa medicação junto à empresa que recolher lixo particular. Depois partimos para uma compra emergencial”, disse.

Magnilde explicou que a partir do pregão realizado pela prefeitura, a aquisição completa dos mais de 2 mil medicamentos será efetivada para, em seguida, abastecer todos os postos do município.

Dificuldades

Os ganhos, no entanto, ainda não são suficientes para reverter o quadro. A secretária admite que as dificuldades ainda são grandes para traduzir em oferta de serviços satisfatória à população. Exemplo disso são os postos, que foram recebidos por ela e sua equipe, “em, péssimas condições estruturais”. Magnilde conta ter sido obrigada a começar “do zero”, já que não encontrou nada em contrato ou serviços em andamento.

Eu me sinto ainda presa, porque a gente sabe das necessidades dentro das unidades, mas ainda estamos esperando os trâmites do processo licitatório, desde medicamentos, que são extremamente importantes, a material médico-hospitalar, odontológico, de limpeza, material gráfico. Fora a compra de serviços como oftalmologia, laboratório, mamografia, exames de diagnóstico, consulta especializadas…nenhum contrato vigente”, revelou.

Além disso, segundo ela, como havia os mais de R$ 11 milhões de débitos ‘herdados’, a Secretaria foi chamando um a um os fornecedores com contratos vigentes. O intuito foi negociar de forma parcelada essas pendências, dentro da lei, para tentar normalizar a situação. “Até o animal que era recolhido pelo Centro de Zoonoses, nós não tínhamos como fazê-lo comer porque deixaram devendo o contrato para a aquisição de capim”, lamentou.

Mais ações

Apesar disso, a secretária elencou outras ações significativas nesse início de gestão. Uma delas, dentro da Atenção Básica, foi o retorno das unidades móveis para a zona rural. A Pasta também realizou um remapeamento na cidade para identificar o déficit de cobertura das equipes de Saúde da Família e tentar ampliar essa área junto ao Ministério da Saúde; reativou o Centro de Especialidades Odontológicas (CEU); contratou equipes de saúde bucal; e adquiriu mais uma ambulância – Unidade de Serviço Avançado (USA), aquela com UTI – para o Samu, que estava apenas com um veículo desse tipo. A Secretaria conseguiu ainda recuperar outras quatro ambulâncias com serviço básico, além de reorganizar a escala dos profissionais e quitar pendências com combustíveis da frota.

Outro ponto destacado pela secretária é o fato de estar começando a se desvencilhar de uma demanda reprimida de nada menos que 75 mil exames não realizados. Os mutirões de cirurgias iniciados pela atual gestão estão ajudando a diminuir essa demanda. Também foi criado um protocolo de acesso na AME Lia Bezerra, no Bairro José e Maria, como projeto-piloto com o intuito de priorizar atendimentos de acordo com a classificação de risco. A Secretaria ainda estuda outros meios de viabilizar esses atendimentos com hospitais da rede privada, uma vez que o único convênio que existia ficou com dívidas contratuais pendentes.

Magnilde lembrou também da contratação de alguns profissionais para o CAPS (Centro de Atenção Psicossocial), conforme a lei, além de normalizar o fornecimento de alimentação do espaço. Quanto ao CPAS Infantil, a secretaria também contratou um médico psiquiatra, agilizou os atendimentos de reabilitação e promoveu uma série de eventos festivos para esse público.

Além de treinar um profissional para cuidar do controle na saída dos medicamentos nas unidades, a secretária citou a reestruturação da equipe médica na AME do Servidor e contratação de outros profissionais na AME Policlínica, o que levou à oferta de especialidades como Cardiologia, Angiologia, cirurgia geral e Mastologia – entre outras. Quanto ao Tratamento Fora de Domicílio (TFD), ela lembra que a prefeitura renovou o contrato com a empresa de ônibus que levava os pacientes para a capital, Recife.

Fitas HGT

Magnilde aproveitou para anunciar a aquisição, por parte da Secretaria, das fitas HGT, que medem a glicemia dos pacientes diabéticos. A Pasta comprou, de forma emergencial, um milhão de fitas junto ao Governo do Estado. O material, que chegou na última sexta-feira (28/04) ao município, será disponibilizado apenas na Farmácia da Família, que atende das 7h30 às 17h. “Esse era um drama, que saía direto na mídia local. Estamos em processo de licitação, mas como esse é um processo demorado, conseguimos pegar uma carona (modalidade de compra)”, frisou. Os pacientes, com suas devidas receitas, já podem procurar a Farmácia da Família e pegar a fita.

A secretária elencou ainda medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti, além de planilhas de monitoramento em todos os setores de Vigilância e a instalação de novas geladeiras em unidades do Programa Municipal de Imunização (PMI), para receber e acondicionar as vacinas. Também foram instituídos plantões para acompanhar essas vacinas, bem como para o recolhimento de animais nas principais rodovias da cidade. Ações voltadas ao combate e prevenção de doenças infecto-contagiosas, a exemplo de tuberculose, também foram priorizadas, bem como a Leishmaniose (Calazar), sem contar a ampliação do setor de educação em saúde, que consiste na realização de palestras para a comunidade.

Evitando polemizar, secretária diz que nota do coordenador de programa de residentes em Petrolina “foi precipitada”

Mesmo querendo encerrar definitivamente a polêmica da semana passada em relação ao Programa de Residência de Medicina de Família e Comunidade (PRMFC), desenvolvido em Petrolina em parceria entre município e Universidade Federal do vale do São Francisco (Univasf), a atual secretária de Saúde, Magnilde Albuquerque, considerou “precipitada” a atitude do coordenador do programa, o médico Flávio Arcângelis.

Ao contrário do que ele havia afirmado à imprensa, Magnilde ressaltou que jamais houve intenção, da parte do prefeito Miguel Coelho, em reduzir o número de residentes que atendem à Atenção Básica, por meio do PRMFC, acompanhados de seus preceptores. A secretária ressaltou que após ela e sua equipe serem apresentadas ao programa, propôs a Miguel uma ampliação desses residentes.

“Eles nos apresentaram o programa, e a gente entendeu que era muito importante para o município porque iria ajudar a população a ser atendida por profissionais qualificados e voltados para a estratégia da saúde da família. Então levei a Miguel. A gente discutiu e conversou sobre a proposta de aumentar o número de residência médica. E a gente conseguiu aprovar em março um projeto de lei na Câmara de Vereadores, aumentando em mais dez vagas, de 16 para 26, o número de residentes”, assegurou.

De acordo com Magnilde, o detalhe é que até o ano anterior (ainda no Governo Julio Lossio), os residentes que atuavam nas AMEs tinham como preceptores médicos dessas unidades. “No modelo novo que eles nos apresentaram, já não eram mais médicos dessas equipes. Os preceptores seriam médicos que estariam acompanhando todos os residentes dentro das equipes. E aí nossa única solicitação foi para ver de que forma legal isso poderia ser instituído. Não teve nenhum desacordo, nenhum desentendimento”, afirmou a secretária, dizendo ter ficado “triste” com a celeuma criada.

Contestação

Magnilde também contestou o fato de o coordenador do PRMFC ter justificado obstáculos por parte da atual gestão para atendê-lo. Ela garante que o médico foi “muito bem atendido” assim que ela assumiu a pasta. Em outra ocasião Arcângelis foi recebido por uma procuradora e uma técnica da equipe, em relação ao problema jurídico dos preceptores, e ambas repassaram todas as informações levantadas na ocasião à secretária. “Depois disso ele nos procurou sem agendar antes. Aí eu não estava na Secretaria. Infelizmente eu não estou à disposição a qualquer momento, porque tenho outras agendas”, explicou.

Na última quinta (27/04), quando Magnilde conseguiu marcar uma reunião com o reitor Julianeli Tolentino – que só não foi agendada antes devido a uma série de compromissos de Julianeli – a nota foi solta pelo coordenador à imprensa local.

“Estávamos resolvendo um problema jurídico, porque sou ordenadora de despesas e tenho de fazer as aplicações financeiras e pagamentos de forma legal. Eu estava dependendo dessa definição jurídica para resolver alguns problemas internos. Mas os residentes já estão nas AMEs, já estão nas unidades de saúde. O que me entristeceu foi ele soltar a nota sabendo que ia ter a reunião, e me entristeceu mais ainda por ele dizer que a reunião só houve porque ele soltou a nota, quando na própria nota ele coloca que a reunião estava marcada para o dia 27”, declarou Magnilde. Ela evitou especular, no entanto, se o fato teria cunho político.

Saúde de Petrolina planeja atuação da pasta

A equipe gestora da Secretaria de Saúde de Petrolina se reuniu, nesta sexta-feira (17), para discutir a rede assistencial e planejar sua reorganização. O objetivo foi promover uma saúde pública de qualidade – um dos maiores desafios para uma administração municipal nos dias atuais.

Apresentamos a toda equipe a situação da pasta, seus entraves, superposição dos serviços e dificuldade de acesso dos munícipes. Após a apresentação, elaboramos, em conjunto, um planejamento estratégico para a rede. A nova proposta atende ao Plano de Governo do prefeito Miguel Coelho, através da descentralização da assistência e do fortalecimento da atenção básica”, destacou a secretária Magnilde Albuquerque.

Ainda de acordo com a secretária, essas mudanças vão possibilitar o acolhimento, a facilidade no acesso e a humanização do serviço. Ela frisa que a proposta de qualificar a assistência com protocolos, fluxos assistenciais e de acesso trará resolutividade e atendimento humanizado, com satisfação dos usuários. A equipe está muito motivada. “Petrolina é um município muito importante para a 8ª Regional de Saúde (Geres), então é importantíssimo qualificar a assistência oferecendo aos munícipes serviços resolutivos e elevar seus indicadores de saúde”, concluiu Magnilde. (foto: Ascom)

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