Lossio rebate críticas da equipe de Miguel sobre “falta de clareza” na transição: “Estão querendo criar um fato político”

lossio

O prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB), rebateu categoricamente as críticas da equipe de transição do prefeito eleito Miguel Coelho (PSB) em relação à “falta de clareza” quanto às informações sobre a máquina administrativa. “Acho que eles estão querendo criar um fato político para justificar alguma dificuldade que venham ter”, declarou.

Lossio não deixou sem resposta os principais itens questionados pela equipe do socialista. Num deles, referente aos precatórios, o prefeito garantiu que um dos que inviabilizam os cofres públicos é o da CM Machado, no valor de R$ 30 milhões, da época do ex-prefeito e atual senador Fernando Bezerra Coelho.

“Esse tem um agravante. Eles dizem que não temos controle da Procuradoria, mas eles perderam o prazo. A prefeitura foi condenada à revelia a pagar R$ 30 milhões”, Disparou.

Perguntado se vai fechar o seu ciclo deixando dívidas para seu sucessor, Lossio foi realista. Primeiro, afirmou que os precatórios são pagos mensalmente e o próximo prefeito terá de honrar com esses compromissos, até porque ele disse já ter encontrado esses precatórios. Depois desafiou a equipe de Miguel quanto aos restos a pagar.

“Se for verdade, 19 ou 50 (milhões de reais), quando eu assumi (em 2009) eram 120, 130 (milhões). Isso quer dizer que eu não aumentei um real a dívida do município, paguei os compromissos dos oito anos e ainda paguei 60 milhões da dívida que eles me deixaram. Eles estão reclamando de que? Se eles fizerem o que fiz, em duas ou três gestões zera a dívida do município. Nós vamos entregar uma prefeitura muito melhor do que recebemos”, declarou. Lossio citou como exemplo o Igeprev, que tinha uma renegociação em torno de R$ 30 milhões. O prefeito disse que não só quitou essa pendência, como honrou as dívidas da entidade na sua gestão e ainda está deixando R$ 130 milhões. Também ressaltou que deixará recursos de convênios com o governo federal para a conclusão de Clubes de Bairro.

VLT

Sobre o projeto de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), Lossio considerou normal a decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) em suspender o edital por “inviabilidade técnica”. Segundo o prefeito, em todos os casos em que um projeto como o do VLT, orçado em R$ 100 milhões, envolve grande quantidade de recursos, o TCE pede a suspensão do edital para emitir parecer. Ele afirmou, no entanto, que essas questões já foram respondidas. E disse que as controvérsias surgidas na transição devem-se sobretudo à pouca experiência política da equipe de Miguel. “Eles são voluntariosos, mas nenhum dos três tem experiência pública. Às vezes eles ficam majorando problemas. Por exemplo, dizer que a prefeitura tem problemas financeiros? Quem é que não sabe que as prefeituras todas do Brasil têm problemas financeiros?” completou.

Nova Semente

Sobre a prestação de contas do ‘Nova Semente’, principal carro-chefe da gestão, Lossio também contestou haver problemas, já que o programa era gerido em parceria com a comunidade, que ficava com a parte de infraestrutura. Ao município, cabia ao Petrape – entidade gestora do Nova Semente – prestar contas dos salários dos servidores e a alimentação das crianças beneficiadas, paga por cabeça. Lossio acredita que, no futuro governo de Miguel, será muito mais difícil a prestação de contas a partir de agora, uma vez que o prefeito eleito prometeu arcar com todas as despesas do programa.

Transferência esperada

guilherme e miguelDeu na coluna ‘Folha Política’, da Folha de Pernambuco: Em 2012, ano da reeleição do prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB), a apresentação de Guilherme Coelho (PSDB) como vice do peemedebista gerou um incremento de pontos percentuais nas pesquisas.

Guilherme é herdeiro político do ex-deputado federal Osvaldo Coelho. Em razão disso, os simpatizantes que apoiam Miguel Coelho, que hoje tem o apoio de Guilherme, esperam um acréscimo similar.

Izacolândia: Comunitários da zona rural dizem ter sido iludidos por correligionário de Lossio

casas taipa izacolândia

Morando em casas de taipa há mais de 30 anos, famílias carentes da Vila São Joaquim, em Izacolândia, na zona rural de Petrolina, viram o sonho de receber casas de alvenaria ir para o brejo. Os comunitários criticam duramente o líder comunitário conhecido por Domingos de Cristália, que é candidato a vereador pelo grupo do atual prefeito Julio Lossio (PMDB). Quem faz o relato é Márcio Souza Pinto. Segundo ele, Domingos teria prometido as moradias, desde que os moradores se submetessem ao recadastramento biométrico. Tudo, porém, ficou só na promessa. (mais…)

Verde de Lossio ‘toma conta’ de equipamentos públicos de Petrolina e gera polêmica

museu do sertão verde

A campanha municipal de Petrolina já tem sua primeira polêmica. (mais…)

Leitor questiona presença de comissionados de Lossio em debate de prefeitos: “O cidadão paga salário pra não trabalharem?”

comissionados prefeitura em debate

O primeiro debate entre os cinco candidatos a prefeito de Petrolina aconteceu nesta quinta (18) na Univasf com temperatura elevada, e as polêmicas também já começaram.

Um leitor do Blog nos enviou fotos fazendo alguns questionamentos pertinentes: “O que faziam, no debate, secretários e demais cargos comissionados, se estavam em horário de trabalho? o cidadão paga o salário pra comissionado não trabalhar e apoiar candidato em debate?”.

Nas eleições passadas os prefeitos baixavam decretos proibindo os cargos de confiança de ‘gazetearem’ o trabalho para acompanhar candidatos. Será que a regra mudou? Com a palavra a prefeitura de Petrolina.

Maria Elena volta a criticar falta de saneamento em bairros de Petrolina e alfineta Lossio: “Não teve competência”

maria elena_640x360

A sessão plenária desta quinta-feira (18) na Casa Plínio Amorim encerrou-se mais cedo por falta de quórum, mas houve tempo suficiente para que a vereadora Maria Elena (PSB) – uma das oito presentes à sessão – reiterasse a “falta de compromisso” da atual gestão quanto ao saneamento básico de Petrolina. A socialista já havia alfinetado em outras ocasiões o prefeito Julio Lossio (PMDB), por não investir no setor. E voltou a dizer que se sente “constrangida” pelo fato de andar por vários bairros da cidade, vendo a situação precária dos moradores.

“Que saudades que nós temos daquela Petrolina onde os prefeitos disputavam quem fazia mais, e não quem fazia menos”, provocou a vereadora, num recado direto a Lossio. Segundo Maria Elena, “faltou competência” ao gestor para implementar obras importantes de saneamento em bairros populosos da cidade.

Maria Elena se lembrou de governos passados como o de Augusto Coelho e Diniz Cavalcanti, e ressaltou sobretudo os de Guilherme Coelho e Fernando Bezerra, que deixaram ações definitivas nessa área no José e Maria (zona norte) e Vila Eduardo (zona leste), e nos demais bairros que começavam a crescer. Já em relação a Lossio, a vereadora não pode dizer a mesma coisa. “A culpa é do prefeito, que não teve a competência de verdadeiramente tirar os esgotos do Dom Avelar, do Santa Luzia, do São Jorge, do São Joaquim, do Fernando Idalino, do Henrique Leite, do Vila Vitória, do lado de cá do João de Deus. Eu quero que Petrolina mostre qual foi a rua completamente saneada”, desabafou Elena, dirigindo as palavras aos integrantes da bancada governista.

A vereadora disse que há bairros com oito anos, e outros até com 15 ou 20 anos, desprovidos de saneamento porque os antecessores do atual gestor não tiveram tempo de concluir as obras. E se mostrou preocupada pelo fato de os governistas terem de percorrer esses bairros pedindo votos para Edinaldo Lima (PMDB), o candidato a prefeito indicado por Lossio. Mas Maria Elena fez questão de isentar os vereadores da base, por reconhecer que eles também reivindicam o saneamento que ainda não chegou. “O que mais nos constrange, nessas nossas andanças, é ver o sofrimento da população enlameada”, completou. (foto/arquivo Blog)

Candidatura literalmente carregada nas costas

lossio carrega edinaldo

A campanha eleitoral de Petrolina este ano caminha para ser uma cópia das campanhas passadas, na qual o prefeito Julio Lossio (PMDB) era o protagonista. E parece que ainda é.

Lossio segue a mesma fórmula de música alegre, beijo nas velhinhas, tirar pão das mãos dos meninos para uma mordida e muitos pulos compassados. Sem falar nas camisas com suor à mostra. Ou seja. O Lossio popularesco de sempre.

Na primeira caminhada de Edinaldo Lima (PMDB), o indicado a sua sucessão, o próprio prefeito pegou seu candidato e o levou nas costas. Literalmente. A turma da prefeitura que estava na caminhada adorou.

Edinaldo lamenta rumores sobre suposto apoio de Lossio a Odacy: “Esses comentários não ajudam no debate”

ednaldo lima_640x360

O candidato a prefeito de Petrolina pela coligação governista, Edinaldo Lima (PMDB), lamentou alguns rumores na cidade de que o prefeito Julio Lossio (PMDB) estaria disposto a apoiar seu adversário, Odacy Amorim (PT), retirando Edinaldo da disputa majoritária. Ao Blog, Edinaldo assegurou que não existe qualquer hipótese nesse sentido.

Edinaldo lembrou que em 2004 votou em Gonzaga Patriota (PSB) para prefeito, e na última eleição em Odacy para deputado estadual. Mas justificou que os cenários políticos mudam, e hoje ele é o indicado por Lossio para disputar sua sucessão.

Ressaltando que Odacy merece todo seu respeito, Edinaldo afirmou que ele irá apresentar suas propostas aos petrolinenses, a exemplo do petista e dos demais candidatos na disputa. “Esses comentários não ajudam na construção de um debate da política sadia. Mas estou tranquilo e muito animado com a nossa caminhada”, concluiu.

Edinaldo Lima sobre desafio de ser o candidato de Lossio: “Não poderia dizer ‘não’ a minha cidade”

edinaldo lima

Indicado pelo prefeito de Petrolina Julio Lossio (PMDB) para sua sucessão, o vereador Edinaldo acabou provocando um ‘racha’ no grupo de Lossio, além de enfrentar comentários duros por parte de alguns integrantes da bancada de oposição na Casa Plínio Amorim. Apesar disso, nunca perdeu o equilíbrio que tem marcado sua postura.

Ao Blog, Edinaldo afirma que decidiu encarar o desafio de disputar a prefeitura da maior cidade do Sertão pernambucano, mesmo tendo chances reais de ser um dos mais votados para a Câmara Municipal  nas eleições deste ano, porque não poderia recusar um projeto do qual ajudou a construir. “Não poderia dizer ‘não’ a esse projeto, nem a nossa cidade“, ponderou.

Confiram:

Blog do Carlos Britto – Por que o senhor quer ser prefeito de Petrolina?

Edinaldo Lima – Para continuar ajudando a nossa gente. Petrolina conseguiu avançar muito com os programas sociais. Com o Programa Nova Semente o prefeito Julio vai conseguir chegar a 9 mil crianças (atendidas) até o final do seu governo. O objetivo do nosso governo é atingir 15 mil crianças no Nova Semente. Habitação foi um programa extraordinário. Foram mais de 15 mil moradias contratadas. Nós vamos poder passar, no nosso governo, de 20 mil moradias contratadas. Isso cria um ciclo virtuoso, que garante uma cadeia produtiva de geração de emprego e renda, de fortalecimento da economia. Mas nós temos desafios importantes também, em relação à saúde e educação. Na saúde foi através do programa das AMEs que encontramos o caminho importante para a saúde básica. Até hoje o Governo Julio conseguiu implantar 17 AMEs, além das unidades de saúde básica, e nós vamos implantar mais 15. Vamos chegar a 32 AMEs. A educação é outro grande desafio, e desafio esse que também foram encontrados caminhos. Nós conseguimos melhor o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Mas nós precisamos avançar mais, e no nosso governo uma das marcas será a criação da Escola Fundamental Integral. Isso vai permitir que a criança que sai do Nova Semente continue na Educação Fundamental I e melhorar sua qualidade de ensino e assim criar uma pavimentação para o futuro da sua vida, da sua família, com mais dignidade, e apontando os caminhos do seu futuro para a universidade.

Blog – Como o senhor recebeu os comentários de alguns integrantes da oposição, quando do lançamento de sua pré-candidatura? O senhor interpretou como preconceito, por vir de uma família humilde?

E.L – Minha vida nunca foi fácil. Eu me considero um vencedor por todos os desafios que enfrentei na vida com minha família. E esses desafios me permitiram conhecer cada vez mais Petrolina. Cheguei aqui em 1985 (ele é natural de Ipubi-PE, no Sertão do Araripe). Estou aqui há 30 anos. O fato de ter que morar no fundo de uma igreja porque a família não poderia pagar aluguel…isso tudo me permitiu encarar como desafios importantes. Se existe qualquer tipo de intimidação, ou de rejeição a meu nome, isso não me abalou. Isso me fortaleceu ainda mais. Por isso estou aqui, muito feliz pela escolha que foi feita e homologada pelo meu partido, a partir da convenção, que nos garante criar uma sintonia com a sociedade a partir do momento que aqueles que não me conhecem, começam a conhecer o meu programa de governo. Isso vai fortalecer nossa caminhada e nos vai permitir aquele objetivo principal, que é ganhar as eleições.

Blog – O senhor se sente preparado para governar Petrolina, uma cidade desse tamanho e que precisa avançar?

E.L – Os mais de sete anos no Governo Julio permitiram me preparar tecnicamente. Mas tem uma preparação que não é uma preparação técnica e que eu já tenho, que o prefeito Julio tem: a sensibilidade com as pessoas. O nosso governo será um governo que cuidará ainda mais das pessoas. Isso é importante e é o que falta nos políticos. Então, é importante que com a nossa experiência de fazer projetos, captar recursos, de garantir e aplicar no orçamento sempre pensando naquele que mais precisa, isso que foi feito nos últimos anos, vai nos permitir fazer um governo exitoso, que vai trazer novos programas, novas políticas urbanas e sociais para aquilo que é necessário, a exemplo do nosso Programa ‘Petrolina Saneada’. Esse é um grande desafio nosso. Temos, por exemplo, bairros saneados, mas onde o saneamento não presta, a exemplo do Jardim Amazonas, onde já morei, ou o São Gonçalo, que sempre foi problemático o saneamento; o João de Deus, o Vila Eulália, onde moro hoje; o Henrique Leite; a própria bacia do Dom Avelar, com sete bairros saneados, mas a Compesa não consegue atender. Então, com essa retomada no serviço de água e esgoto para a prefeitura, vamos assumir esse serviço e garantir que com esse programa não permita entrar uma única gota de esgoto no Rio São Francisco, sem antes essa água ser tratada.

Blog – Candidato, o que a gente mais ouve é que a Prefeitura de Petrolina repassou a gestão de duas importantes unidades de saúde, o Hospital de Traumas e o Hospital Dom Malan (HDM). A prefeitura teria condição de assumir uma demanda imensa como a da Compesa?

E.L – A Compesa tem uma despesa no município em torno de R$ 3 milhões, mas o resultado de arrecadação das contas de água e taxas de esgoto que são arrecadados do município passam um pouco mais de R$ 5 milhões. O município tem condições, com esses recursos, de poder fazer os investimentos, financiamentos e permitir que essas redes vão até as áreas irrigadas, onde moram hoje em torno de 70 mil pessoas e que ainda não tem água tratada nem esgoto sanitário. Quem disse pela primeira vez que era necessária a retomada do serviço de água e esgoto foi o governo de 2001. Depois não conseguiu e voltou atrás e fizeram alguns acordos com o governo do estado que não deram certo. Nós já sabíamos que não ia dar certo. Então essa batalha que foi vencida judicialmente, foi importante para Petrolina. A Compesa já tentou várias vezes, mas não consegue apresentar solução para nossa situação, e que precisa ser resolvida. Nossa população tem pressa porque precisa morar com dignidade.

Blog – o senhor repete como mantra a questão social, e é importante, mas a cidade se ressente de obras estruturantes. Qual sua proposta em relação a isso?

E.L – Petrolina foi uma cidade que investiu muito nos últimos anos em infraestrutura, e investiu para quem mais precisava. Nós fizemos obras de macrodrenagem. Só é lembrar o canal do Pedro Raimundo, que foi uma obra de quase R$ 5 milhões. Obras na entrada do São Gonçalo, obras de pavimentação, residenciais com infraestrutura…foram obras em torno de R$ 1 bilhão investidos. Agora, um dado importante: quando o prefeito Julio assumiu o governo, nossa cidade tinha uma frota em torno de 60 mil veículos, isso é dado do IBGE. Hoje nossa frota para dos 128 mil veículos. Isso mostra que nossa cidade cresceu. E cresceu por que? porque teve desenvolvimento econômico, porque permitiu que as grandes obras atendessem quem mais precisava. Uma família que não tinha moradia própria e passa a ter, ela teve um poder de aquisição de financiar seu carro, mas trouxe esses desafios novos para a cidade, e nós reconhecemos. O nosso Plano de Mobilidade Urbana, que já está pronto, aprovado na Câmara, traz os caminhos que precisamos seguir para resolver os problemas de mobilidade. Alguns já estão resolvidos agora, a exemplo do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), que está em tramitação a sua contratação, e será um modal importante de transporte. A ligação do VLT com os terminais integrados que vamos construir na cidade, as vias pavimentadas de circulação de ônibus, que são obras na ordem de R$ 30 milhões, o anel viário, que não será uma obra de um só governo, assim como tentamos finalizar no primeiro governo de Julio o Cacheado, e só oito anos depois conseguimos finalizar por causa de todo o processo burocrático e desapropriação da área. Mas vamos trabalhar e fazer o que aprendi, que é buscar recursos.

Blog – Em Petrolina sempre se ouviu falar em obras às vésperas de campanha, como as que acontecem agora, com a pavimentação de avenidas como a São Francisco, a Monsenhor Ângelo Sampaio, o Centro da cidade. O senhor acha que a população tem esse discernimento ou vai novamente ser conquistada com essas obras?

E.L – Essas não são obras às vésperas de campanha. São obras de nosso Plano de Mobilidade Urbana, que são as obras de pavimentação dos corredores de ônibus, que estão traçadas na Política Nacional de Mobilidade Urbana. Ela pede que seja feita dessa forma. São obras com qualidade. Se você for ver, essas obras estão executadas não só no Centro da cidade. No meu bairro onde moro, o Vila Eulália, não tinha uma única rua pavimentada, está sendo pavimentado, e com uma pavimentação que garante acessibilidade ao pedestre, ao cadeirante, à pessoa cega. Essas obras estão sendo executadas na região do Mandacaru e expandindo para outras áreas onde vai ter corredor de ônibus para atender essa necessidade para atender a cobrança por parte dos prestadores públicos, porque uma das reivindicações deles é de que não colocariam ônibus numa via que não é pavimentada, tem buraco, o ônibus vai quebrar…agora não tem mais essa desculpa, porque essa herança o Governo Julio não deixará para o nosso governo.

Blog – Nos bastidores comenta-se que o senhor trocou uma reeleição a vereador praticamente certa por uma disputa que promete ser uma das mais acirradas em Petrolina. Como o senhor pretende convencer o eleitorado de que também pode fazer um bom trabalho como prefeito?

E.L – A população de Petrolina já pôde me conhecer quando me foram apresentados os desafios de encarar uma política de habitação que praticamente não existia, e pudemos começar do zero. Claro que tivemos oportunidade de pegar do governo federal aquilo que o governo federal estava oferecendo para Petrolina e todas as cidades brasileiras. Tive a oportunidade de trabalhar dia a dia para que os investimentos chegassem para nossa cidade. Então, já fui testado nesse sentido. Com relação a trocar uma eleição de vereador pelo desafio de uma candidatura a prefeito, eu fiz isso porque recebi um convite do prefeito Julio e sou um homem que faço parte de um projeto para nossa cidade. Um projeto que tem uma cor, um propósito, que tem trazido resultados importantes para nossa cidade, e eu não poderia me acovardar, dizer não para esse projeto, e de maneira alguma dizer ‘não’ para nossa cidade. Foi um projeto que ajudei a construir e que eu acredito que é possível fazer mais. Sei como fazer.

Blog – A prefeitura alardeia números positivos em relação à Atenção Básica, mas as reclamações ainda são muitas, o que em tese não deveriam ser tantas, já que o município só cuida da Atenção Básica. No seu plano de governo o que o senhor tem para melhorar esse setor?

E.L – Na realidade não é só a prefeitura. São números, e os números não mentem. Petrolina faz parte de um grupo de 20 cidades brasileiras mais importantes, e dessas Petrolina está entre as duas que têm apontado resultados em saúde básica, que é a mais importante, do ponto de vista de cobertura. Oitenta por cento da população que precisa do Sistema Único de Saúde são atendidos na saúde básica. Quando o prefeito Julio assumiu o governo, no início de 2009, nossa cobertura era menos de 13%. Nós tínhamos nove médicos fazendo essa cobertura, e que não fazia. Hoje estamos com mais de 100 médicos nessa cobertura da saúde básica. E não é só médico. Uma equipe da Saúde da Família, com assistente social, nutricionista, pediatra, enfermeiro, agente comunitário de saúde. Hoje é uma cobertura de mais de 95%, mas precisamos chegar a 100%. Vamos abrir concurso público na área de saúde, assim como vamos abrir concurso para educação, para serviços administrativos, para Guarda Municipal, que cumprirá outro papel, que é o de agente de segurança pública. Então vamos avançar nesse sentido. Agora, a questão dos hospitais regionais, dos 55 municípios que usam esses hospitais, só Petrolina coloca recurso. Hoje, por exemplo, no Traumas (HU), estamos com 120 servidores da prefeitura, pagos pela prefeitura, que prestam serviços não só aos munícipes de Petrolina, mas dos demais municípios, já que a grande maioria tem feito a política de comprar ambulância e trazer pacientes para cá. Infelizmente também tem a omissão dos próprios parlamentares. Se você for fazer um levantamento agora no Traumas, vai encontrar zero de recursos de emenda parlamentar. Então é uma cobrança que tem de ser feita a todos. E no nosso governo nós vamos trabalhar para mudar essa realidade.

Blog – Suas considerações finais.

E.L – Queria finalizar dizendo à população de Petrolina que ela tem uma missão muito importante, assim como os eleitores das demais cidades brasileiras, que nessa eleição é escolher quem será seu prefeito e seus vereadores, e qual o futuro Petrolina quer. Na minha cabeça é muito claro qual o futuro que ela quer. Nós temos duas escolhas importantes: continuar com esse modelo de gestão, que é representado por mim, ou voltar para um modelo que Petrolina já conheceu lá atrás, e fazer essa comparação. O debate vai nos permitir que eu e os demais candidatos possa apresentar isso para nossos eleitores, e dizer a cada um que é importante participar desse debate político, envolver nossos jovens. Queria pedir muito que as pessoas pudessem conhecer minha história de vida, do ponto de vista daquilo que já fiz pela nossa cidade, para saber se sou merecedor e tenho as credenciais para ser prefeito. Dia 15 de agosto, na próxima segunda-feira, é dia da nossa Padroeira Nossa Senhora Rainha dos Anjos. Todos nós católicos, e não católicos, vamos rezar para que essa campanha e as escolhas sejam escolhas com discernimento e que possa trazer um caminho de construção para nossa cidade. Tendo Deus no coração, fé, trabalho, experiência e diálogo com a população, o trabalho vai aparecer.

Dr.Pérsio mantém suspense sobre seu destino nas eleições 2016

Pérsio

O vereador Dr.Pérsio Antunes (PV) continua mantendo o suspense em relação ao destino que tomará nas eleições 2016.

À imprensa, ele garantiu na manhã desta terça-feira (9) que até o próximo dia 15/08, prazo-limite para o registro de candidaturas de quem vai postular cargo este ano, definirá seu posicionamento.

Enquanto isso, nos bastidores da Casa Plínio Amorim, Dr.Pérsio continua um ‘prato cheio’ para especulações. Uma fonte deste Blog assegurou que o vereador será candidato, e pelo grupo do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB).

Já outra informação extraoficial dá conta de que Pérsio retornará para os braços do ex-aliado Julio Lossio (PMDB) e que o PV – legenda presidida atualmente em Petrolina pelo vereador – vai para compor o ‘chapão’ do governista Edinaldo Lima (PMDB). Quem viver, verá.

Unidos pelos aliados

guilhermelossio com georgeO cenário municipal tem lá suas peculiaridades. Exemplo disso é o deputado federal Guilherme Coelho (PSDB) e o prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB).

Antes aliados, eles agora estão em palanques distintos na cidade, mas não em Santa Maria da Boa Vista (PE), Sertão do São Francisco. Os dois marcaram presença na convenção do último sábado (6), dos candidatos a prefeito George Duarte (PSDB) e vice Anselmo Gomes (PSB), que vão para a disputa contra a atual prefeita Eliane Costa (PSL).

 

Em sessão de menos de duas horas, vereadores da Casa Plínio Amorim derrubam um veto e aprovam outro de Lossio

sessão casa plinio amorim projetos 17052016

Numa sessão plenária que durou menos de duas horas, os vereadores da Casa Plínio Amorim votaram na manhã desta terça-feira (9) dois vetos parciais do prefeito de Petrolina Julio Lossio (PMDB). Num deles Lossio saiu vencedor, no outro foi derrotado.

O triunfo do prefeito foi referente ao projeto de lei 049/16, que obrigava o município a incluir alimentos orgânicos ou de base agroecológica na merenda escolar da rede municipal. O veto foi aprovado por 14 votos a favor, e só não teve a unanimidade dos votos porque Geraldo da Acerola (PT) se absteve.

Até o autor do projeto, o líder oposicionista José Batista da Gama (PDT), votou pelo veto porque admitiu que havia uma Lei Estadual que dispõe sobre a matéria.

Já o veto 088/16 referente ao projeto de lei 107/15, também de autoria do Poder Legislativo, que regulamenta o artigo 157 do Plano Diretor Territorial, o qual define – entre outros itens – a altura máxima de construções na Orla de Petrolina, foi derrubado por 10 votos contra e cinco a favor. Para ser aprovado ou não, o veto precisava da maioria absoluta da Casa, e quem conseguiu isso foi a bancada da oposição, que contou com o voto de Pedro Fillipe (PSL) e Geraldo da Acerola.

Casa Plínio Amorim analisa nesta terça-feira vetos de Lossio

casa-plinio-amorimA semana começa movimentada na Casa Plínio Amorim. Dois vetos parciais do prefeito de Petrolina, Julio Lossio (PMDB), deverão ser analisados na sessão plenária desta terça-feira (9), a partir das 9h.

O primeiro refere-se ao projeto de lei 107/2015, que regulamenta o artigo 157 do Plano Diretor Territorial; o outro veto é referente ao projeto 049/2016, do Poder Legislativo, que obriga a inclusão de alimentos orgânicos ou de base agroecológica na merenda escolar da rede municipal.

Cedro: De olho em 2018, Lossio participa de convenção de mais um aliado no Sertão

lossio em convenção no Cedro antonio leite

No município de Cedro (PE), Sertão Central, o candidato a prefeito pelo bloco de oposição, Antonio Leite, teve seu nome homologado na noite de ontem (6), na convenção da coligação, que contou com a presença de várias lideranças da cidade. E também com um convidado: o prefeito de Petrolina Julio Lossio (PMDB). Como este Blog já comentou, Lossio vem correndo trecho para pavimentar seu projeto político em 2018. Ele já esteve em outras convenções de correligionários do PMDB Sertão afora, fechando entendimentos.

“Cedro precisa eleger um homem que pensa nas pessoas e no planejamento da cidade. Sei que Antônio Leite é organizado e tem capacidade para isso. Conte comigo, virei quantas vezes for preciso para lhe apoiar e vamos juntos buscar investimentos para a agricultura, saúde, segurança e educação”, enfatizou Lossio.

Antônio Leite devolveu os elogios. “Sinto-me honrado em ter o amigo e prefeito de Petrolina em nosso palanque e sei que, a partir do dia 1º de janeiro de 2017, você vai me ajudar a fazer o que fizeste em Petrolina”, disse. (foto/divulgação)

O VLT de Cuiabá e o mau exemplo que Lossio quer copiar

VLT

Nem tudo é incerteza na licitação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) de Petrolina. Embora o preço da obra seja “sigiloso”, a forma como a prefeitura pretende adotar esse modelo já é bem conhecida no país. O Regime Diferenciado de Contratação (RDC) foi um sistema criado para agilizar as obras da Copa de 2014. No entanto, continua permitido até hoje e tem sido muito criticado por especialistas no assunto, justamente por permitir que uma obra seja contratada sem que exista um projeto para ela – o que pode dar margem a muitos problemas.

Em Cuiabá (MT), por exemplo, o VLT da cidade, que deveria ter ficado pronto em 2014 (a tempo da Copa) foi contratado nesse sistema. Orçada em R$ 1,5 bilhão, a obra já consumiu R$ 1,1 bilhão e, agora, para terminá-la, estudos apontam que seria necessário mais R$ 1 bilhão. O problema é que o dinheiro não existe e a obra continua parada há dois anos. Como o sistema foi contratado sem que houvesse projeto, descobriu-se que o mesmo traria um prejuízo de mais de R$ 70 milhões por mês e que foram comprados mais trens do que seria necessário.

Uma CPI foi instalada para investigar a obra concluiu que para funcionar economicamente, o VLT precisaria transportar entre 15 mil e 16 mil pessoas por hora, o dobro do que os ônibus transportam na cidade. Para efeito de comparação, em Petrolina, somando todas as linhas, são transportados, no máximo, 4 mil passageiros por hora – quatro vezes menos que o necessário para o funcionamento do VLT.

Mesmo diante do fracasso do RDC do VLT em Cuiabá, a Prefeitura de Petrolina decidiu usar esse mesmo sistema de contratação aqui – e sem apresentar justificativa, como prevê a lei. Se a obra sairá do papel ainda é incerto, mas o caminho que ela pode percorrer parece estar bem definido. (foto/reprodução)

(c) 2015 Blog do Carlos Britto | produzido por proximavenda.com.br