Jornalista e cantora Sibelle Fonseca completa mais um aniversário com show ‘entre amigos’

Sublimar o aprendizado em versos e as perdas e ganhos em música boa para os ouvidos. Tem sido assim os quereres e o caminhar da jornalista e cantora Sibelle Fonseca, que fará no próximo 28 (sexta), às 21h, no Restaurante Alquidá, em Juazeiro (BA), o show ‘Só 50…Cantando entre amigos’.

A apresentação, que conta com as participações especiais de Andrezza Santos, Euri Mania (P1 Rappers), Paulo César Carvalho e Alan Cleber, mostra a trajetória da artista juazeirense, que chegou aos 50 anos absorvendo tudo que pode e querendo mais 50 para começar tudo de novo.

Sob direção musical de Soneca Martins, Sibelle Fonseca preparou um repertório que vai mexer com a memória afetiva de muita gente. Um passeio intimista por estilos como a bossa nova, samba-rock, pop e boleros. Tudo com a leveza, emoção, afinação, ritmo e técnica desta cantora que ganhou na década de 1990 o Festival Som das Margens do Sol, como melhor intérprete com a canção ‘Quanto Tempo’, de Edésio Santos.

O show está pronto e vai ser lindo, e eu agora estou ensaiando o controle da emoção, porque ela vai tomar o palco e os corações de quem for para esta celebração de amizade e de uma vida que traz em si ‘a dor e a delícia’ de ser mulher aos 50”, adianta a interprete, entre risos e a constatação de que cantar é sua aventura mais gostosa. Suas apresentações mais recentes, em Juazeiro, foram nos shows ‘Sem talvez’, em 2014, e ‘Porque sim’, em 2004.

Carreira profissional

Além de cantora, Sibelle Fonseca também é jornalista, radialista, pedagoga e pós-graduada em comunicação organizacional e novas tecnologias pela Universidade Tiradentes (Unit). Iniciou sua carreira como apresentadora, repórter e editora da antiga TV Norte (hoje TV São Francisco), em Juazeiro – BA. Atualmente atua no portal de notícias Preto no Branco, que em maio próximo agregará o Programa ‘Palavra de Mulher’, através de Rádio Web, além de prestar assessoria de comunicação através da empresa Contexto, da qual é sócia. (fonte/foto: CLAS Comunicação)

Jornalista volta a denunciar transtornos causados por esgotos estourados no Centro de Juazeiro

esgoto-centro-de-juazeiro

Em maio de 2014, o jornalista Raphael Barbosa fez um desabafo contra o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e a Prefeitura de Juazeiro (BA ), que  foi postado neste Blog. Agora, dois anos e meio depois, ele voltou a denunciar o ‘caos’ que se encontra a rua onde mora, no Centro da cidade. Segundo o jornalista, naquele período o problema foi amenizado, mas não durou muito. Ele afirma que o problema piorou e promete tomar as medidas judiciais cabíveis, caso uma solução não seja tomada.

Acompanhem:

Sou Raphael Barbosa, jornalista e morador do Centro de Juazeiro-BA, vindo aqui contar uma história bem fedida. O titulo desse meu texto é, “SAAE”; subtítulo, “Vai ter esgoto estourado, sim”. Em 2014, escrevi uma carta sobre esse mesmo assunto e tive esse texto postado aqui. Sou muito grato pelo espaço cedido, pois naquela época o problema das caixinhas de esgoto das lindas calçadas da Rua Eduardo Brito foi amenizado, mas não durou muito. Falei 2014 e você, que está lendo, deve automaticamente pensar, “poxa! foram quase três anos de trégua”. Não seja ingênuo, estou falando do Sistema Autônomo de Água e Esgoto de Juazeiro. Levou pouco tempo pra tudo desandar mais uma vez, porque quem se importa né? Eu permaneci fazendo minhas ligações para solicitar reparos, colecionando protocolos de atendimento, aguardando a morosidade do serviço e passando os dias tragando a fedentina que é “viver na merda”.

O desrespeito continua, a precariedade do serviço continua, mas pasmem: a coisa piorou. Há seis meses piorou muito. Antes eram “caixinhas da calçada” pontuais que transbordavam as “fedidas excreções humanas”, mas agora são muitos os pontos. A celeridade do paliativo de ter o “carrinho de sugar” o suco de urina e fezes é a mesma, lógico. Fiz o mapeamento das caixinhas que estouram. Estoura na porta da casa 261, na 277, na 283, na esquina da lanchonete Sabor da Rosa, todas do mesmo lado da rua, numa única calçada, a mesma em que fica a minha casa, que é a 265. Já do outro lado passou a estourar com frequência entre as casas 218, 220, 222 e 224. Bem variado não é? Antes que eu seja mal interpretado, não estou responsabilizando nenhum dos moradores dessas residências, o problema é do SAAE.

Sempre solicito reparo, independentemente se a caixinha que estourou faz correr ou não merda em minha porta. Incomoda a sujeira, é nojento ver o “suquinho de fezes e urina”, prolifera bactérias e coisas asquerosas que podem nos adoecer e ao coleguinha também, mas o que incomodaaaaaa muuuito meeeeesmo é a merda do fedor. É o preparo de uma receita macabra, o esgoto cozinha no sol e serena à noite durante dias, o cheiro vai cada dia mais longe, o caldo encorpa e o “carrinho sugador” que papa tudo vem quando quer. Quando vem. Mas tem maquininha de medir fedor? Alguém está com minha ventas? Os gestores estão cagando e deixando a cagada à mostra para nossos problemas, isso sim. Nem enterram, porque julgam que somos trouxas, porque parecem achar que somos vermes que devem habitar no esgoto mesmo. Ando cansado demais!!!!! O problema é antigo e considerado serviço básico. “Saneamento básico”, sacou? E a gente bem sabe o que se passa nos bairros mais afastados. Estou com esses moradores na luta, nos conectamos por esse fluido turvo e nojento.

Solução para quê? Repensar a estrutura da rede para quê? Quem se importa com o fedor que impregna em minhas narinas e as dos meus vizinhos? Quem se importa se faço minhas refeições com a náusea presente no cardápio? Mas o boleto tem que estar pago e o IPTU também. E estão! E a taxa do serviço de esgoto é de 50%, no boleto. E o serviço ofertado ao consumidor na internet é só o de consultar boleto, olhar o boleto, pagar o boleto. Parece funk de mau gosto. Melhor, mau cheiro. Espero uma solução, estou fazendo a minha parte ao menos. Próximo passo será judicial, demorei até. Incentivo os usuários do serviço que passam por problemas com a empresa a fazerem o mesmo, é importante essa formalização para que o SAAE desperte para as nossas insatisfações e pague o preço pelo péssimo serviço que faz. Vou continuar reclamando, não vou esperar mais tanto tempo. Gratidão por esse espaço!

Raphael Barbosa/Jornalista

Sucesso na internet e em programa global, jornalista baiana ministrará palestra em Juazeiro neste sábado

A jornalista baiana Maíra Azevedo, conhecida nas redes sociais como “Tia Má”, estará em Juazeiro neste sábado (14). A jornalista, que agora é integrante do programa ‘Encontro com Fátima Bernardes’, da TV Globo, ministrará uma palestra sobre a tendência da atuação jornalística nas plataformas online. O encontro acontecerá no auditório do Departamento de Ciências Humanas (DCH) Campus III,  da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), localizado no bairro São Geraldo, às 14h.

O evento é organizado pela disciplina ‘Tópicos Especiais em Comunicação’, do curso de Jornalismo da Uneb. A convidada irá discutir como conseguiu transformar o seu canal no YouTube em um espaço de jornalismo opinativo, ao tratar de assuntos importantes e atuais com humor. (foto/divulgação)

 

Jornalista detona SAAE de Juazeiro: “Presta um desserviço à população”

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O jornalista Felipe Pereira usou as redes sociais para mostrar sua indignação quanto aos serviços prestados pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Juazeiro (BA) no bairro Novo Encontro, mais precisamente na Rua Raul Seixas. De acordo com o jornalista, o órgão presta um “desserviço” aos juazeirenses.

Acompanhe o desabafo completo:

Quero vir a público ‘agradecer’ ao SAAE de Juazeiro pelo belo começo de ano! Funcionários, assim como a própria instituição, despreparados, que prestam um “DESserviço” à comunidade juazeirense. Como pode ser esse o resultado da resolução de um problema depois de dias de espera?

É impressionante como quem deveria atender a população destrata as pessoas, como se estivessem fazendo um favor. Estamos pagando pela prestação do serviço! E se não é paga a taxa de esgoto, como um dos “servidores” fez questão de destacar, é porque o serviço não é prestado por causa da falta de organização, estrutura e equipamentos como uma Estação Elevatória de Esgoto, como o próprio servidor deixou escapar.

Exemplo de gestão, exemplo de atendimento! Parabéns e obrigado mais uma vez ao SAAE e também à Prefeitura de Juazeiro, que faz de besta o cidadão que honra seus impostos e não vê resultado dos mesmos… A população não merece esse tipo de tratamento pelo tanto de impostos e taxas que somos obrigados a pagar. Não consigo encontrar palavras diferentes de indignação e vergonha para expressar o meu sentimento neste momento. Bem que poderia ser a primeira e a última vez, né, SAAE e Prefeitura de Juazeiro. #‎sqn.

Felipe Pereira/Jornalista

Exposição de jornalista sobre ‘palhaçoterapia’ será aberta amanhã em Petrolina

exposição palhaçoterapiaDivulgar o trabalho da humanização hospitalar através da palhaçoterapia é um dos objetivos da exposição fotográfica “Os Melhores Companheiros do Mundo”, da jornalista Lorena Santiago, que estreia amanhã (18) na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). A mostra fica em cartaz até 30 de novembro no Hall da Reitoria, no Campus Sede, em Petrolina. A visitação é gratuita e pode ser realizada de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.

A exposição é composta por 40 fotografias no tamanho A3, produzidas em 2013, durante a pesquisa para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), realizado no curso de Comunicação Social/Jornalismo em Multimeios, da Universidade do Estado da Bahia (Uneb). A jornalista produziu, na época, um foto documentário acerca das ações de humanização hospitalar realizadas pela Unidade de Palhaçada Intensiva (UPI), projeto de extensão da Univasf. A mostra já foi apresentada durante o ‘6º MCA – Saúde, Cultura e Arte’, em outubro último, no Complexo Multieventos da Univasf, no Campus Juazeiro (BA).

Segundo Lorena, os clowns (palhaços são os melhores companheiros do mundo por levarem descontração e alegria a esses ambientes. “Fazer surgir um sorriso é animador e nos faz perceber que a simples ação de contar uma piada ou, até mesmo, brincar com algum fato sério, traz alegria e luz para um ambiente muitas vezes traumático”, observa.

A exposição faz parte do Projeto Artes Visuais Integradas e Exposições Alternativas, promovido pela Diretoria de Arte, Cultura e Ações Comunitárias (DACC) da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) da Univasf.

UPI

O projeto de extensão Unidade de Palhaçada Intensiva (UPI) surgiu em 2010 por iniciativa de estudantes do curso de Medicina, com o apoio da professora do Colegiado de Enfermagem, Anne Caroline Amorim Leal. O projeto promove ações semanais no Hospital Universitário (HU), no Hospital Dom Malan (HDM) e na Maternidade Municipal de Juazeiro. A equipe é composta por bolsistas, um arte-educador que dá assistência na formação dos palhaços, e mais 50 estudantes voluntários dos cursos de Enfermagem, Medicina, Farmácia, Psicologia e Medicina Veterinária da Univasf.

Pai herói ou pai bandido?

Vera MedeirosPor Vera Medeiros

Chamou a atenção, na última semana, a declaração da namorada do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, preso (de novo) sob a acusação, desta vez, de recebimento de propina de empresas envolvidas no escândalo chamado “Petrolão”. Segundo Simone Patrícia, a grande preocupação de Dirceu – além de não querer que a filha o visse sendo preso – é o futuro de da pequena, Maria Antônia, de 5 anos.

Condenado e preso anteriormente, por causa de sua participação no esquema de corrupção política que ficou conhecido como “mensalão”, o petista, que estava em prisão domiciliar, havia pedido à Justiça para viajar à cidade de Vinhedo, interior paulista, a fim de encontrar os outros filhos no Dia dos Pais, neste segundo domingo de agosto. O pedido fora negado e, logo em seguida, ocorreu a prisão.

Esse cenário de paternidade que se mistura à imagem de quem conseguiu, ao longo dos últimos treze anos, desconstruir a imagem de ‘herói que lutou contra ditadura’ reflete um paradoxo cada vez mais comum na vida de muitos homens públicos – políticos brasileiros.

É um contexto de degradação ética, que fere a democracia, fragiliza o país, inviabiliza o funcionamento honesto dos serviços públicos e, naturalmente, mata tanto quanto as outras formas de violência.

Existem, porém, vítimas especiais desses episódios, que, na maioria das vezes, são esquecidas, desconsideradas: os filhos dos corruptos!

A exposição de homens presos por corrupção, algemados, levados a julgamentos – tudo, agora, sob a luz da imprensa e sua intensa cobertura dos fatos- deve ferir muito profundamente a alma dos meninos e meninas que se esforçam para acreditar que o pai não é desonesto, que está sofrendo injustiça, que está sendo perseguido por golpistas da lei, da imprensa, da oposição…

É difícil ter que admitir que o pai é, de fato, um bandido; não o herói que poderia ser, que poderia ter sido.

Diante disso, restam-nos dúvidas: esses homens estariam, de fato, preocupados com o “futuro dos filhos”, como declarou a namorada de Dirceu?.

Que espécie de valores desejam corruptos passar aos filhos, na construção da identidade ética, honesta dos pequenos?

Não conseguem entender a força do exemplo prescrita pelo filósofo romano Epicteto: “Não digas num festim como se deve comer, mas antes come como se deve comer”?

Estão se importando com o que seus filhos sofrem na escola pelo fato de os colegas terem visto o pai bandido preso, algemado, envolvido em corrupção?

Que legado você, homem público, deseja deixar à sua descendência – filhos, netos, bisnetos?

Que história contarão a seu respeito?

Neste dia dos pais, reflitamos:

José Dirceu pode pegar até 15 anos de prisão. Até lá, a sua Maria Antônia já terá completado vinte anos, já terá passado pela adolescência, já terá se relacionado com os primeiros namoradinhos, já deverá ter enfrentado o dia a dia, ante colegas que não conseguirão crer nas mesmas histórias que ela sobre o pai. E ainda que ela e outros filhos de corruptos sintam menos dor em ver um herói nos pais, estes já estarão marcados mesmo pelo estigma da antítese, o estigma do não-ser.

Vera Medeiros é professora e jornalista e agora colunista semanal do nosso Blog

Jornalista pernambucano deixa assessoria de Armando Monteiro para alçar novo voo

césarDepois de seis anos à frente da comunicação do senador e atual ministro Armando Monteiro Neto, o jornalista César Rocha deixa a assessoria do petebista para se associar à Rima Consultoria em Comunicação, comandada por Ricardo Mello e Rafael Marroquim, jornalistas que acumularam nos últimos anos participações marcantes em campanhas políticas em Pernambuco, Alagoas e Paraíba. Na Rima, César vai somar forças nas consultorias para clientes dos setores público e privado.

Pioneiro na criação de blogs de política dos jornais em Pernambuco, tendo criado e editado os blogs do JC, da Folha e do Diário, César Rocha foi também repórter especial, editor de Política, colunista, comentarista na TV Jornal e correspondente em Brasília da imprensa local. Chefiou ainda as assessorias de comunicação do Ministério da Saúde, em Brasília, e do Ministério Público de Pernambuco, no Recife. Com Armando Monteiro, o jornalista dedicou-se intensamente às campanhas eleitorais ao Senado, em 2010, e ao Governo de Pernambuco, em 2014, além das disputas municipais de 2012.

Após denúncia de jornalista, empresa nega trabalho infantil na Orla de Juazeiro

Após a jornalista Sibelle Fonseca denunciar, em seu Facebook, casos de trabalho infantil na Orla de Juazeiro (BA), e este Blog ter reforçado a denúncia da comunicadora, a empresa ‘Eskpauto’ – que tem sua logomarca estampada nos uniformes dos meninos que vendem amendoins – se manifestou e disse que não forneceu os uniformes para os garotos. A empresa ressaltou que “repudia o trabalho infantil”. Vale destacar que Sibelle Fonseca não citou o nome da Eskpauto em seu texto. No entanto, a nota da empresa diz que a jornalista “deixou transparecer que esta patrocina e incentiva o trabalho infantil”.

Acompanhe a nota na íntegra:

A Eskpauto vem, por meio desta, tornar público alguns fatos equivocadamente imputados à sua responsabilidade. 

Foi publicado na página do Facebook da jornalista Sibelle Fonseca uma fotografia em que se verificam menores vendendo amendoins no Centro da cidade de Juazeiro. Na publicação a jornalista, apesar de não nomear a loja Eskpauto, deixa transparecer que esta patrocina e incentiva o trabalho infantil. 

Pois bem, almeja-se de qualquer jornalista dedicado à sua importante profissão que, antes de divulgar qualquer fato, que o mesmo seja devidamente apurado. 

No caso em comento tal não ocorreu, pois, se publicação tivesse realmente buscado a verdade dos fatos, certamente iria se deparar no fato de que a Eskpauto não forneceu as vestimentas indicadas na publicação aos menores. É verdade que esta empresa fornecia gratuitamente colete de proteção aos vendedores de amendoim nas cidades de Juazeiro e Petrolina. Entretanto, somente a pessoas maiores e capazes. Se estas receberam tal colete e entregaram e obrigaram menores a vestir e vender tais produtos, foge à competência da empresa em questão.

Ademais, os fatos apontados na publicação não se vinculam à filosofia da empresa no que tange à sua responsabilidade social, tal qual não vincula a todo e qualquer empresário e/ou político que eventualmente tenha seu nome estampado em material de publicidade utilizado de maneira imprópria por quem os recebe, mesmo que com ordens e diretrizes claras para a sua finalidade.

A Eskpauto aproveita o ensejo para ressaltar que repudia o trabalho infantil e muito mais àqueles que os exploram. A Eskpauto está estabelecida  nas cidades de Juazeiro e Petrolina há mais de 30 anos e nunca, jamais, empregou menores em seus estabelecimentos.

Jornalista alerta autoridades sobre trabalho infantil na Orla de Juazeiro

crianças vendedoras de amendoim juazeiroA jornalista Sibelle Fonseca usou as redes sociais para questionar sobre o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em relação ao trabalho infantil na Orla de Juazeiro (BA), em especial os vendedores de amendoim.

Em um texto publicado em seu perfil no Facebook, Sibelle questiona as autoridades da cidade em relação aos meninos que trabalham vendendo o produto nos bares da Orla. A jornalista classifica o caso como “um desrespeito à infância”.

Sibelle Fonseca foi questionada por algumas pessoas com comentários do tipo “Eu trabalhei na infância e sou digno” e “Pior é roubar e se drogar”. Sobre esses comentários, a jornalista resolveu postar outro texto, dando mais detalhes sobre sua denúncia. “Vocês estão na contramão da história. Evoluam! Estudem! Vocês só defendem e cumprem a lei que lhes convém? É crime, entenderam? é crime!!! E para se chegar a tanto, houve estudos, pesquisas, e não ‘achismos’”, diz um trecho da resposta.

Acompanhe abaixo os textos da denúncia e do esclarecimento:

Eles têm 9, 10, 11 anos de idade. São crianças e trabalham como vendedores de amendoim, na orla de Juazeiro. Sob o olhar displicente da sociedade e à vista muito grossa do poder público. Uniformizados, devidamente são “patrocinados” por uma empresa irresponsável socialmente, que patrocina o trabalho infantil, crime previsto em lei. Um atentado ao Estatuto da Criança e do Adolescente. Um desrespeito à infância. Cabem alguns questionamentos: Juazeiro é mesmo uma cidade sem lei? Onde está o Conselho Tutelar? O CMDCA? O Prefeito amigo da Criança? A Delegacia do Trabalho? O judiciário? Muito discurso, conferência disso e daquilo, seminário de não sei o que e pouca ou nenhuma prática.

Conversei com três destes garotos, que trabalham todos os finais de semana, agenciados por uma mesma pessoa. Vi o brilho da infância nos olhinhos deles. Vi a vontade de, num domingo à tarde, estar brincando como qualquer criança. Mas vi também o medo de falar sobre o que eles já sabem que está errado. E não vi, de forma alguma, uma reação de quem, como eu, passava algumas horas de lazer na orla. Cheguei a ouvir: “Mas eles já rodam por aqui há muito tempo”, naturalizando um crime. Sendo condescendente com uma violência contra crianças e adolescentes. Bem , eu vi e não poderia fazer de conta que não. Registrei! Agora passo para quem, mesmo tendo a obrigação de ver, não viu. Não quis ver. Viu e nada fez. Trabalhem, agora! Cumpram a função de vocês, que são pagos para proteger e defender as nossas crianças e adolescentes. Quero ver! Vou acompanhar! Trabalhem!!! Isaac Carvalho, Clériston Andrade, Célia Regina Carvalho, Edésia Barros, Paulo César Andrade Carvalho, Luiz Hélio Alves.

Esclarecimento da denúncia

Sobre a denúncia assinada por mim:
Eu denunciei um crime! fato! Lei é lei! No caso desta, uma lei que repara danos graves, históricos, cometidos durante anos contra nossas crianças e adolescentes. O ECA foi uma conquista da sociedade. Um estatuto modelar! exemplo para outros países. Segue a linha da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Aos que teceram comentários do tipo “Eu trabalhei e sou digno e mimimimimi”; “Pior é roubar e se drogar”; “Existem outros problemas piores”. Digo: Vocês estão na contramão da história. Evoluam! Estudem! Vocês só defendem e cumprem a lei que lhes convém? é crime! Entenderam? crime!!! E para se chegar a tanto houve estudos, pesquisas, e não “achismos”. O trabalho infantil é incompatível com o desenvolvimento integral do ser humano. Expõe. Oferece riscos. Elas ficam vulneráveis. Não se trata da sua vil e ignorante opinião. Do que eu acho, deixo de achar. Se trabalhei na infância ou tive direito a ela.

 Quanto à empresa, as imagens falam por si só. O nome está estampado. O uniforme dos quatro que eu vi e registrei, são tamanho P. P de Pequeno. O nome da empresa está associado ao crime de promover o trabalho infantil. E ponto! Meu papel é o de denunciar! Com provas! E precisa de prova mais contundente do que essas fotos e o testemunho que tenho gravado? Que os órgãos responsáveis (Sedis, Conselho Tutelar, CMDCA, Judiciário) investiguem. Medo de processo? Tenho não! Já respondi a alguns deles ao longo da minha profissão. Fui absolvida por estar exercendo a minha profissão. Medo de processo? Até tenho. Mas daquele em que EU esteja cometendo algum crime. Medo de processo? Até tenho… do processo que leva a omissão e ignorância. E esclareço: marquei o prefeito para que ele tomasse conhecimento. Para responsabilizá-lo como representante maior do Poder Executivo. Os demais, porque são amigos que considero sensíveis à causa e fazem parte da gestão, podendo assim fazer a informação chegar mais longe. 

E fim!

Sibelle Fonseca/Jornalista

Jornalista denuncia ter sido agredido por PMs ao registrar ação truculenta em Salvador

marivaldo filho - jornalistaUm jornalista de Salvador (BA) fez, neste domingo (5), uma postagem em rede social na qual acusa policiais militares de ter o agredido nesta madrugada, resultando em uma corte que precisou de oito pontos para ser suturado, além de várias escoriações. De acordo com Marivaldo Filho, editor de política do site Bocão News, o caso ocorreu por volta da meia-noite.

O jornalista disse que estava saindo de uma festa, no bairro do Bonfim, quando viu policiais agredindo um amigo dele. “O motivo foi que meu amigo colocou um copo em cima do carro de um dos policiais, que estava na festa, fora do horário de serviço. A discussão foi iniciada e então os outros policiais, que estavam em uma viatura, se juntaram ao colega e começaram a agredir o rapaz com toda violência“, conta.

Ao ver cena, Marivaldo diz que sacou o celular e fotografou a agressão dos PMs. “Aí um dos policiais me questionou o motivo de ter tirado a foto e ordenou que eu a apagasse. Me recusei a apagar, e então ele me deu voz de prisão por desacato e desobediência“, diz o jornalista.

Marivaldo afirma que as agressões contra ele começaram quando foi colocado dentro da viatura. “Um deles começou a dar vários socos na minha cabeça e mandou eu desbloquear meu celular, para ele apagar a foto. No momento, estava tão desorientado por causa das agressões, que eu não conseguia colocar a senha do celular. Quando errei pela terceira ou quarta vez, o policial pegou um objeto no chão e bateu com ele na minha cabeça, provocando o ferimento, que precisou de sutura médica“, revelou.

O jornalista foi colocado na viatura e levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro de Roma. Após ser atendido, ele foi levado para a Central de Flagrantes, no bairro do Iguatemi, onde foi lavrado o Boletim de Ocorrência por desacato.

Na postagem feita na internet, Marivaldo disse que vai procurar a corregedoria da polícia nesta segunda-feira (6), para registrar a denúncia do ocorrido.

Governador

O governador da Bahia, Rui Costa, em seu perfil no Facebook, se posicionou sobre o caso. “Determinei ao secretário de Segurança, Maurício Barbosa, e ao comandante da PM, coronel Anselmo Brandão, a apuração rigorosa dos acontecimentos noticiados. Reitero que os policiais militares da Bahia têm o dever de garantir a segurança da população e a paz nas ruas, conforme os preceitos legais“, escreveu o governador.

Através da assessoria de comunicação o Comando Geral da PM informou que até o momento não há registro formal nos órgãos correcionais da Corporação sobre o fato. Em nota, a PM ainda afirma que irá apurar as circunstâncias do ocorrido, com a finalidade de buscar a verdade dos fatos, e caso haja a confirmação do relatado, irá aplicar as medidas previstas em lei. (fonte: G1-BA/foto/reprodução)

Homenagens aos 136 anos de Juazeiro continuam: Jornalista lembra histórias de um povo guerreiro

O Blog recebe mais um artigo em homenagem aos 136 anos de Juazeiro (BA). Desta vez é o jornalista José de Oliveira quem se lembra de histórias do município, marcadas por um povo guerreiro. Ele também não esquece os atuais problemas que atingem Juazeiro.

Confiram:

juazeiro-bahiaNesta terça-feira (15) nossa querida Juazeiro completa 136 anos, repleta de belas histórias, mas também de muitos fatos tristes. Uma cidade linda e cheia de riquezas naturais, que sempre se destacou como polo de grandes talentos. Seja na música, no esporte, na gastronomia ou no turismo, Juazeiro sempre foi e sempre será a uma das “queridinhas do Sertão”.

A cidade, aos poucos, foi se tornando uma ‘máquina’ de fabricar talentos. Daqui, além de Ivete Sangalo, João Gilberto e Daniel Alves, já saíram muitas outras personalidades que ganharam destaque nacional e também internacional. Sorte nossa. Afinal, talento é para ser mostrado.

Não podemos esquecer o mais importante — e que está sendo muito maltratado: o querido e abençoado Rio São Francisco, pai de todo esse povo que aqui habita. Sem ele, meus caros, nossa cidade certamente não existiria. Portanto, a sociedade como um todo tem o dever de cuidar do Velho Chico.

Ah, os problemas da cidade. Claro, Juazeiro tem inúmeros problemas que precisam ser resolvidos, a exemplo de Infraestrutura, Saúde e Segurança. Também não podemos esquecer os problemas políticos. Esses, mais do que nunca, precisam ser revistos e repensados na hora de votar. Precisamos de um olhar mais afiado dos nossos governantes, afinal somos cidadãos e prezamos pelos nossos direitos.

Mesmo com tantos problemas sociais e diversos dilemas, somos um povo acolhedor. As pessoas que vieram de outros lugares sabem disso, por mais que muitos digam que não estão felizes por isto ou aquilo, mas quase ninguém vai embora. Enfim… Parabéns, Juazeiro. São 136 anos de histórias, esforços, dedicação e empenho de um povo guerreiro, que acorda cedo a cada dia e vai à luta.

José de Oliveira/Jornalista

Jornalista Evaldo Costa lança livro que resgata as memórias da luta camponesa

livro Evaldo CostaO jornalista, militante e ativista dos direitos humanos, Evaldo Costa, lançou na última quarta-feira (21) em João Pessoa (PB), o livro ‘Palavra acesa. Memórias da luta camponesa’, o qual homenageia e traz depoimentos de 25 personalidades que vivenciaram as lutas camponesas, destacando-se entre eles Gregório Bezerra, Francisco Julião, Agassiz Almeida, Elizabeth Teixeira e Assis Lemos.

A solenidade contou com a presença do governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (ao microfone), do pré-candidato a presidente  Eduardo Campos. Alguns dos homenageados  no livro também marcaram presença.

Na ocasião, Ricardo Coutinho ressaltou a importância do livro como um resgate histórico das lutas camponesas. “Estes líderes me apontaram caminhos que no exercício do meu governo procuro trilhar, como o projeto de reforma agrária que estamos executando em Alagamar, Itabaiana. O governo está voltado para os interesses coletivos, com o objetivo de ouvir e atender as aspirações dos homens do campo. São eles que trazem alimento para a mesa dos brasileiros”, declarou Coutinho.

No final da cerimônia, Eduardo Campos também destacou que a implantação de uma autêntica reforma agrária deve se ajustar a um processo de total apoio ao homem do campo, desde a posse da terra até boas condições de trabalho para fazê-la produtiva.

 

Jornalista britânica vem a Juazeiro e levanta informações sobre trajetória de Daniel Alves

reporter britânicaQuem esteve na região, semana passada, foi a jornalista britânica Donna Bowater. Correspondente do ‘Daily Telegraph’, ela veio levantar a história do juazeirense Daniel Alves. O ala do Barcelona foi um dos convocados pelo técnico Luiz Felipe Scolari, o ‘Felipão’, para a Copa 2014, que começa no próximo mês.

Donna e o fotógrafo carioca Gustavo Domingues de Oliveira (foto) vieram fazer uma reportagem sobre a trajetória de Daniel, desde a sua infância no distrito do Salitre até a guinada que deu ao deixar Juazeiro, sua terra-natal, para se consagrar mundialmente no futebol espanhol.

O guarda municipal de Petrolina, Antonio Damião Oliveira, um dos colaboradores assíduos deste Blog, ajudou os profissionais nesse trabalho. Ele fez a ‘ponte’ entre os jornalistas e os pais de Daniel, dona Lúcia Ribeiro e seu Domingos Alves. Os irmãos Bastos, um sargento e o outro tenente da Polícia Militar da Bahia, também colaboraram para viabilizar a reportagem de Donna, juntamente com o comunitário Elias João, que levou os jornalistas até o povoado de Umbuzeiro, no Salitre, onde tudo começou.

Jornalista dinamarquês desiste de cobrir Copa do Mundo no Brasil: “Limpeza social” para gringo ver

jornalista dinamarcaAssim como milhares de jornalistas em todo o mundo, Mikkel Jensen sonhava cobrir a Copa do Mundo no Brasil. Mas depois de dois meses em Fortaleza, no Ceará, o repórter independente da Dinamarca desistiu e voltou para casa na última segunda-feira (14). Já em sua terra-natal, Mikkel compartilhou a decepção no Facebook, acusando o governo de promover uma “limpeza social” para gringo ver.

“O sonho se transformou em um pesadelo. Durante cinco meses, fiquei documentando as consequências da Copa. Existem várias: remoções, forças armadas e PMs nas comunidades, corrupção, projetos sociais fechando. Eu descobri que todos os projetos e mudanças são por causa de pessoas como eu – um gringo e também uma parte da imprensa internacional. Eu sou um cara usado para impressionar”, escreveu Mikkel em seu Facebook.

No relato, Mikkel conta que se preparou por dois meses e meio, veio ao país com antecedência, para ter contato com a cultura local e aprender Português. Durante a última estada, no entanto, se deparou com histórias tristes, como a de um menino de rua, Allison, que teria lhe oferecido ajuda.

“Um cara com uma vida muito difícil. Ele não tinha nada – só um pacote de amendoins. Quando nos encontramos ele me ofereceu tudo o que tinha, ou seja, os amendoins. Esse cara, que não tem nada, ofereceu a única coisa de valor que tinha para um gringo que carregava equipamentos de filmagem no valor de R$ 10 mil e uma Master Card no bolso. Incredível. (sic) Mas a vida dele está em perigo por causa de pessoas como eu. Ele corre o risco de se tornar a próxima vítima da limpeza que acontece na cidade de Fortaleza”, escreveu.

Repercussão

O caso ganhou repercussão em seu país e veículos da imprensa local abordaram o assunto com destaque. Seu post na rede social já teve mais de 13 mil compartilhamentos. No Brasil, o caso também ganhou repercussão. Embora a maioria dos brasileiros concorde com Mikkel, há também quem defenda o país e se preocupe com a imagem negativa que ele está tendo lá fora. No Facebook, muitas pessoas apoiaram a iniciativa do repórter. (Fonte: Extra/foto reprodução Facebook)

Estamos em festa!

MonykToda a região celebrou, nesta sexta-feira (4), os 512 anos de descobrimento do Rio São Francisco. Mas nós, que fazemos o Blog, também tivemos um motivo especial para comemorar.

É que nossa Monyk apagou mais um velinha. Jornalista dedicada, séria e extremamente profissional, ele fez por merecer o bolo – e a nossa homenagem!

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