Prestes a completar um ano e meio, Caso Beatriz ganha reforço de comissão especial criada pela OAB de Juazeiro

Prestes a completar 18 meses sem desfecho, o Caso Beatriz ganhou um reforço maior da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)/ Subseção de Juazeiro (BA), que criou uma comissão especial para acompanhar as investigações. Beatriz Angélica Mota, de sete anos, foi morta a facadas no dia 10 de dezembro de 2015 dentro do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, centro de Petrolina. Até o momento ninguém foi preso.

A subseção ainda divulgou uma carta aberta em que cobra da polícia a prisão do autor do crime. A carta, que é assinada pela comissão instituída para acompanhar o caso, faz alguns questionamentos e diz que “não se pode permitir que possíveis responsáveis conspirem entre si para dificultar a produção de provas , obstruir a instrução criminal e/ou a aplicação da lei penal“. a carta completa pode ser conferida acessando aqui.

Investigações

A delegada Gleide Ângelo, à frente das investigações há pouco mais de seis meses, afirmou numa reunião na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), no final do mês de maio, que o assassino apresentado nas imagens da polícia deve estar em outro Estado e solicitou ampla divulgação da mídia nacional do vídeo contendo imagens do autor do crime.

Os números para quem quiser denunciar ou passar informações sobre o assassino de Beatriz são: Ouvidoria (SDS) – 181; WhatsApp – (87) 9 9911-8104; Disque-Denúncia  (81) 3421-9595/3719-4545. A recompensa deve chegar agora a R$ 60 mil, com o apoio da Alepe.

Rodrigo Janot pede vista sobre resolução que pode afetar Lava Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu vista (mais tempo para análise) em uma votação no Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) sobre uma resolução que pode afetar os trabalhos da operação Lava Jato. A proposta limita o número de procuradores que uma unidade do Ministério Público pode ceder para uma investigação de outra unidade. A força-tarefa da Lava Jato hoje conta com especialistas do Ministério Público de todo o país.

A resolução fixaria em 10% a quantidade de procuradores que uma unidade do MP poderia ceder. Quando Janot pediu vista, a votação estava em 7 a 1 a favor do texto. O total de conselheiros que votam é 10.

Com o pedido de vista, a resolução ainda não é considerada aprovada, apesar de a maioria dos conselheiros já ter votado a favor.

Na abertura da sessão do CSMP nesta segunda, Janot criticou a resolução. Ele disse que não foi consultado sobre o texto e afirmou que a matéria prejudicaria, sim, a Lava Jato.

Investigações

Hoje, a coordenação dos trabalhos da Lava Jato pode solicitar quantos procuradores quiser para fazer parte da força-tarefa das investigações. Janot alegou que a operação necessita de especialistas e que as investigações precisam de mão-de-obra qualificada.

Outro ponto da resolução que pode afetar investigações como a Lava Jato é a limitação de 4 anos para o período em que um procurador pode ficar cedido a uma outra unidade. A força-tarefa da Lava Jato completará 4 anos em 2018. (Fonte: G1 Brasília/foto arquivo)

Vídeo Blog: Caso Beatriz, investigação com novos rumos e um novo suspeito

Delegada do Caso Beatriz virá a Petrolina na próxima terça

A nova delegada do Caso Beatriz, Gleide Ângelo, vira a Petrolina na próxima terça-feira (3 de janeiro de 2017) com uma equipe para iniciar os trabalhos de investigação do assassinato da menina Beatriz Angélica Mota, ocorrido há mais de um ano.

De acordo com Gleide, todo o material das investigações está sendo analisado para tentar encontrar o autor desse crime bárbaro. “Para mim não existe crime perfeito. Então, é um desafio muito grande, uma investigação difícil, porque se fosse fácil já teria sido resolvida”, declarou a delegada, ontem (30), ao comunicador Geraldo Freire.

Gleide ficou famosa por desvendar casos de grande repercussão, como o de Beatriz Angélica. A garota foi assassinada brutalmente, com mais de 40 facadas, na noite do dia 10 de dezembro de 2015, enquanto participava de uma festa de formatura no Colégio Maria Auxiliadora, onde estudava. O delegado Marceone Ferreira, então responsável pelo caso, chegou a apresentar suspeitos, além de um retrato falado do suposto assassino. Também foi divulgado um vídeo com o provável autor do crime, mas a investigação não avançou e Marceone acabou substituído. (Com informações/foto da Rádio Jornal)

Polícia Civil em Salgueiro investiga sequestro-relâmpago do presidente da Câmara de Vereadores

vereador-pedro-de-compadre-salgueiroA comunidade de Umãs, distrito localizado na zona rural de Salgueiro (PE), no Sertão Central, ainda se refaz do susto ocorrido na tarde de ontem (11), por conta de um sequestro relâmpago que teve como vítima o vereador e presidente da Câmara Municipal, Pedro de Compadre. A Polícia Civil (PC) já iniciou as investigações do caso.

Segundo informações, Pedro de Compadre foi abordado em sua residência, no Sítio Várzea, por dois indivíduos usando roupas de uma conhecida empresa. Os suspeitos disseram que queriam um carro, e levaram o do vereador.

A dupla rendeu Pedro e sua esposa, que foi trancada em um quarto da casa. Em seguida, levaram o vereador com os dois veículos Chevrolet – uma S-10 e uma Trailblazer – em direção a Sítios Novos, onde libertaram a vítima. Pedro não sofreu nenhum ferimento e passa bem. (foto/divulgação)

Caso Beatriz completa onze meses sem respostas

O crime que vitimou a menina Beatriz Angélica Mota, então com sete anos de idade, e chocou o Vale do São Francisco, completa onze meses nesta quinta-feira (10) sem desfecho. A garota foi morta com 42 facadas no dia 10 de dezembro passado, nas dependências do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, Centro de Petrolina, durante um evento de encerramento do ano letivo.

Após inúmeras manifestações e parceria entre os Governos de Pernambuco e Bahia para tentar solucionar o caso, ninguém ainda foi preso. A Polícia Civil divulgou apenas um retrato falado e um vídeo do suspeito pelo crime.

Comenta-se que uma nova equipe de polícia deve chegar a Petrolina para reforçar as investigações, mas nada foi informado pela Polícia Civil. Enquanto isso, a família e a sociedade continuam lutando por justiça e respostas concretas das autoridades.

Sem delegados plantonistas, investigações de homicídios estão ameaçadas em Pernambuco

A crise da segurança pública em Pernambuco deve piorar. É que os delegados da Polícia Civil comunicaram oficialmente à Secretaria de Defesa Social (SDS) que não vão mais realizar plantões extras no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Com isso as investigações de assassinatos nos horários de plantões (entre 18h e 6h) estão ameaçadas.

Somente neste ano Pernambuco já registrou mais de 3,4 mil homicídios – um dos piores resultados desde o início do programa Pacto pela Vida. Os delegados querem melhores condições de trabalho.

A mudança na direção da SDS, que agora tem à frente o delegado federal aposentado Ângelo Fernandes Gioia, servirá para “oxigenar” a área e garantir a volta da redução da violência no Estado, algo que não acontece desde 2014. Gioia, por sua vez, já recebeu o desafio de abrir diálogo com a categoria e sindicatos ligados à classe. O noto titular da SDS informou que em breve iniciará as visitas a delegacias de todo o Estado.

Petrolina

Informações repassadas a este Blog dão conta de que, já no próximo mês, os delegados que atuam em Petrolina trabalharão apenas para receber os flagrantes da Polícia Militar. Caso isso aconteça, muitas investigações vão parar, inclusive de homicídios. Uma grave situação para o município, que vem sofrendo com os autos índices de violência. (fonte: Jornal do Commercio/foto reprodução)

“Lula vive momento delicado, não jogarei pedra”, diz FHC a jornal

Após o juiz Sérgio Moro aceitar denúncia do Ministério Público Federal que torna réu na Lava Jato o ex-presidente Luiz Inácio Lula, o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, publicada neste domingo (25), que não quer “jogar pedra no Lula“.

Apesar de explicar que prefere não comentar o assunto, FHC afirmou que Lula “vive um momento delicado, e não acho que corresponda a mim, que fui presidente e o conheço de outras épocas, agravar. Isso, agora, é a Justiça quem vai ter que decidir. Não quero jogar pedra no Lula“.

FHC ainda comentou a denúncia do Ministério Público que apontou o petista como “comandante máximo do esquema de corrupção identificado na Lava Jato“. “Ao tentar mostrar que Lula era o responsável maior, obscureceu a outra questão, que é mais importante: houve ou não crime de favorecimento pessoal? Se ele foi responsável maior, não é ponto de partido, é ponto de chegada“, ponderou.

O ex-presidente ainda citou a defesa de Dilma Rousseff no julgamento do impeachment: “Acho que se defendeu bravamente, como podia. Foi até mais clara no falar do que é geralmente. O problema é que não querem enfrentar a realidade. Apesar de todos os floreios para evitar a questão central, houve efetivamente arranhões à Constituição. Houve emissão de despesa sem autorização do Congresso“. (fonte:Folha de S. Paulo/foto: reprodução)

Artigo do leitor: Gonzaga Patriota defende participação do MP em investigações somente em casos excepcionais

gonzagaO deputado federal Gonzaga Patriota (PSB) ressalta, neste artigo, a importância do Ministério Público na participação de investigações criminais, como um reforço para o delegado de polícia. No entanto, o parlamentar avalia que isso deva ocorrer somente “em casos excepcionais”.

Boa leitura:

Constitucionalmente, a competência para conduzir investigações criminais cabe à Polícia. Desde a primeira Constituição brasileira, outorgada em 1824, ainda no Brasil Império, foi atribuída à Polícia a responsabilidade de se buscar os indícios suficientes de autoria e prova da materialidade do fato (justa causa), necessários à propositura da ação penal, em substituição à figura do Juiz de Paz.

O Código de Processo Penal Brasileiro, promulgado em 1841, instituiu a figura do Delegado de Polícia na justiça brasileira, com incumbência de conduzir investigação criminal.

Esse entendimento perdurou por todo o período imperial e se manteve presente ao longo da nossa história republicana, inserido na Constituição Federal de 1988, em seu artigo 144:

“Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

§ 1º A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998):

I – apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou,

IV – exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.

§ “4º Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem, ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as militares.”

Contudo, mesmo com a explícita manifestação constitucional acerca da competência da Polícia nesse assunto, os questionamentos sobre os poderes investigatórios inerentes às competências do Ministério Público permearam tanto a doutrina quanto a jurisprudência, ensejando vários trabalhos, sejam defendendo ou negando ao Ministério Público os poderes de investigação criminal.

Ainda durante a Assembleia Nacional Constituinte, nos debates sobre o controle externo da atividade policial, foi suscitada a possibilidade de o Ministério Público avocar para si a titularidade em investigações criminais, entretanto todas as emendas nesse sentido foram rejeitadas. Assim, o texto constitucional, ao tratar das “funções institucionais” desse órgão, em seu artigo 129, não traz o poder de conduzir investigações criminais ao Ministério Público.

Com o decorrer dos anos, o cisma conservou-se com momentos de maior ou menor tensão. Os defensores da exclusividade da Polícia nas investigações criminais sustentavam o argumento de que a Constituição Federal teria reservado o poder investigatório criminal somente à Polícia Judiciária.

Em 2013, a sanção da Lei 12.830 deu força a esse argumento, estabelecendo expressamente em lei, a natureza jurídica da carreira de Delegado de Polícia, afastando possíveis questionamentos. Assim, dispõe o artigo 2º da Lei nº 12.830, de 20 de junho de 2013 o seguinte:

“Art. 2º As funções de polícia judiciária e a apuração de infrações penais exercidas pelo delegado de polícia são de natureza jurídica, essenciais e exclusivas de Estado.”

Outro argumento, no mesmo sentido, reside na ideia de que a função constitucional do Ministério Público será exercer o controle externo sobre a atividade policial, em vez de substituí‐lo. Caso contrário, às funções de Acusador Fiscal da Lei e Investigador poderiam ser acumuladas em um só ente da república, sem controle e, dessa forma, podendo atentar contra o estado democrático de direito.

Já em 2015, num momento de divergências entre o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, na condução das investigações no âmbito da Operação ‘Lava Jato’, o Supremo Tribunal Federal pronunciou-se definitivamente, garantindo poderes investigatórios ao Ministério Público na esfera criminal, fazendo valer o entendimento de que, na condição de titular da ação penal pública, esse não seria um mero espectador da investigação, a cargo da autoridade policial, podendo conferir maior celeridade à investigação, uma vez que permitiria o contato do promotor com a prova, catalisando formação de seu convencimento. A ressalva fica a cargo do caráter subsidiário que deverá ter a investigação criminal conduzida pelo Ministério Público, não subtraído à competência da Polícia.

Concluindo, entendemos que é necessário reforçar a competência constitucional do Delegado de Polícia na titularidade das investigações criminais, sem excluir a possibilidade de atuação do Ministério Público na condução dessa investigação criminal, ressaltando-se que isso somente deve ocorrer de maneira excepcional. 

Gonzaga Patriota/Deputado Federal (PSB-PE)

Polícia apresenta vídeo de possível suspeito de matar Beatriz, mas diz que encontrou dois perfis genéticos distintos na cena do crime

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O delegado Marceone Ferreira e o perito Gilmário Lima, ambos à frente das investigações do Caso Beatriz, que completa nove meses neste sábado (10), concederam entrevista à imprensa local ontem (8) para apresentar novidades sobre o brutal assassinato que chocou o Vale do São Francisco e ganhou repercussão nacional. Entre os novos pontos apresentados durante a coletiva estão um vídeo – que segundo os representantes da Polícia Civil (PC), mostra o possível suspeito pelo crime da menina Beatriz Angélica Mota, de 7 anos – e a identificação de dois perfis genéticos diferentes, ambos do sexo masculino.

Nas filmagens apresentadas, adquiridas de câmeras de segurança de estabelecimentos ao redor do colégio e das câmeras de monitoramento da Secretaria de Defesa Social (SDS), o delegado Marceone disse que o suspeito transita algumas vezes pelas imediações do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora até entrar no estabelecimento de ensino. Dentro da instituição, conforme imagens cedidas por pessoas que estavam na festa, o mesmo homem aparece próximo às escadas que dão acesso ao bebedouro da escola, onde Beatriz teria ido tomar água e não foi mais vista.

Com relação aos perfis de DNA, um foi encontrado na faca utilizada no crime e o outro nas unhas da mão direita de Beatriz Angélica. Ainda não se sabe a quem pertence os materiais coletados na faca e nas unhas, uma vez que, conforme a PC, já foram realizados mais de 60 exames comparativos em pessoas suspeitas, mas todos foram descartados.

Testemunhas

O suspeito, que entrou no colégio e foi visto por testemunhas, além de aparecer em filmagens cedidas por pessoas que estavam na quadra do colégio na noite do dia 10 de dezembro passado (dia do crime), não aparece saindo do colégio. Apesar disso, conforme a investigação, onze pessoas relataram ter visto o homem, que tem pele negra, vestia calça jeans, camisa tipo pólo cor verde e tem cabelos encaracolados.

A presença do suspeito foi comprovada, segundo a PC, através de reprodução simulada, feita com testemunhas e pessoas suspeitas. Essas onze pessoas também assistiram ao vídeo, no qual aparece o suspeito do lado de fora do colégio, e teriam confirmado que a pessoa “se assemelha muito” com o homem visto no bebedouro. O local onde o crime ocorreu, no entanto, ainda não foi divulgado.

Durante a coletiva, Marceone Ferreira voltou a dizer que a PC não vem medindo esforços para resolver este caso e que o mesmo “não vai cair no esquecimento” até porque o Caso Beatriz é “prioridade do governo do Estado“. Ele também voltou a afirmar que “o caso é de alta complexidade e de difícil elucidação”. (foto/divulgação)

Delegada afirma que fogo ateado em local onde jovens foram assassinadas em Petrolina não atrapalhará investigações

local queimado distrito industrialA delegada Sara Machado, que está à frente do caso envolvendo o bárbaro assassinato das adolescentes Bruna de Souza Torres e Taiane de Souza Rocha, de 19 anos, afirmou à imprensa que a equipe da Polícia Civil já tinha realizado todos os procedimentos técnicos no matagal onde as vítimas foram encontradas, no Distrito Industrial de Petrolina. Um dia depois do fato, pessoas atearam fogo no cenário do crime.

Pelas redes sociais, os comentários é que o responsável pela atitude poderia ter sido o assassino – ou assassinos – com o intuito de apagar pistas. Mas Sara descartou a hipótese. Segundo a delegada, o fogo foi colocado por cidadãos revoltados com o crime. Sara garantiu, no entanto, que isso não atrapalhará em nada as investigações.

Manifestação vai pedir a troca do delegado responsável pelas investigações do Caso Beatriz

marceone delegadoCansados de esperar por uma resposta concreta sobre as investigações do caso da menina Beatriz Angélica Mota, brutalmente assassinada no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, no dia 10 de dezembro passado, um grupo de manifestantes fará um novo protesto nesta sexta-feira (9), a partir das 7h. Desta vez, no entanto, o foco será a saída do delegado Marceone Ferreira, que está à frente das investigações.

A concentração acontecerá na Avenida Monsenhor Ângelo Sampaio, próximo ao Monumento da Integração. De lá, os manifestantes seguirão até à Delegacia de Homicídios, onde pretendem falar com o delegado. Em seguida eles caminharão até o o Fórum Dr.Souza Filho. Em comunicado na página oficial no Facebook, o grupo afirma que o movimento pretende “cobrar do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) esclarecimentos em respeito às ações da força-tarefa designada para o caso, fiscalização do trabalho da polícia e substituição do delegado“. O Blog vai procurar ouvir o delegado Marceone sobre o fato.

Perito Sanguinetti volta a comentar sobre Caso Beatriz: “Não querem minha presença em Petrolina”

medico-legista-george-sanguinetti-mostra-boneca-com-as-mesmas-dimensoes-e-peso-de-isabella-nardoni-que-tem-em-casa-1274467377782_300x230O caso da menina Beatriz Angélica Mota, assassinada no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, que continua sem desfecho, completará exatos nove meses neste sábado (10). Sobre o assunto, um dos peritos mais conhecidos do País, George Sanguinetti, que foi convidado pelo colégio para participar das investigações, usou as redes sociais (veja aqui) para fazer novos questionamentos sobre as investigações acerca do crime e afirmou que não desejam sua presença em Petrolina.

Recentemente, foi firmada uma cooperação técnica entre a Polícia Científica de Pernambuco com o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia. Este último, após analisar as perícias já realizadas, constatou “que todas as opções, no campo da criminalística e medicina legal, foram esgotadas. Apesar disso, a gerente-geral da Polícia Científica de Pernambuco, Sandra Santos, disse que sua equipe está permanentemente em alerta para atender qualquer demanda sobre o caso.

Com relação à questão, Sanguinetti afirma que muito ainda pode ser feito. Ele também diz acreditar que o caso é para não se esclarecer. “Com franqueza, há momentos em que penso que o caso não é para se esclarecer, mas sim para se arquivar, pois tanto pode ser feito. A Polícia Civil tem o dever de ofício de esclarecer o caso. Se não consegue, não pode recusar ajuda”, dispara.

Questionamentos

Numa mensagem postada em seu perfil no Facebook, Sanguinetti indaga: “O quê faltou? O criminoso ou criminosos realizaram o crime perfeito? A investigação deixou de observar vestígios importantes, geradores de indícios, capazes de estabelecer relação de causalidade?”.

No último mês de julho, seis promotores de Justiça foram designados para acompanhar o caso. No entanto, nenhum deles voltou a se pronunciar sobre o andamento das investigações, bem como a Polícia Civil.

O caso

A menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, foi morta com mais de 40 facadas. O fato aconteceu nas dependências do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, Centro de Petrolina, no dia 10 de dezembro de 2015, durante uma festa de encerramento do ano letivo. O corpo dela foi encontrado numa sala de material esportivo desativada. No entanto, o delegado Marceone Ferreira revelou, numa entrevista coletiva, que a Polícia Civil ainda não tem como comprovar cientificamente o local do crime. Mas, de acordo com o próprio Marceone, Beatriz foi assassinada em outro local e levada em seguida para o depósito onde seu corpo foi encontrado.

Até o momento apenas o retrato falado do possível assassino foi divulgado pela Polícia Civil. O delegado já admitiu, no entanto, a possibilidade de refazer um novo retrato falado, devido a depoimentos de novas testemunhas. O caso está sob sigilo policial e nada mais será divulgado sobre as investigações até que o caso seja concluído, suspeitos sejam presos ou o assassino encontrado. (foto/reprodução)

Grupos continuam fazendo campanha na internet para andamento das investigações do Caso Beatriz voltar a ser tema de reportagem do ‘Fantástico’

Beatriz Angélica MotaO caso da menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, que foi brutalmente assassinada no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, caminha para o nono mês sem desfecho. Diante da situação, vários grupos no Facebook continuam realizando uma campanha para que o andamento das investigações seja tema de nova reportagem do programa Fantástico, da TV Globo. O jornalístico da emissora carioca produziu uma reportagem sobre o caso no mês de fevereiro, mas de lá pra cá pouca coisa mudou.

A última informação sobre as investigações do crime foi divulgada há cerca de quinze dias, quando o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia, que firmou colaboração técnica com a Polícia Científica de Pernambuco, enviou nota à imprensa afirmando que, após analisar as perícias já realizadas, constatou “que todas as opções, no campo da criminalística e medicina legal, foram esgotadas”. A gerente-geral da Polícia Científica de Pernambuco, Sandra Santos, disse que sua equipe está permanentemente em alerta para atender qualquer demanda sobre o caso.

No mês de julho último, o advogado do Colégio Auxiliadora, Clailson Ribeiro, confirmou que um dos peritos criminais mais conhecidos do País, George Sanguinetti, aceitou o convite da unidade de ensino de Petrolina para colaborar nas investigações. Dois meses se passaram e outras informações não foram divulgadas pelo representante oficial do colégio. Vale frisar que, no último mês de julho, seis promotores de Justiça foram designados para acompanhar o caso. No entanto, nenhum deles voltou a se pronunciar sobre o andamento das investigações.

O caso

Beatriz Angélica, de sete anos, foi morta com mais de 40 facadas. O fato aconteceu nas dependências do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, Centro de Petrolina, no dia 10 de dezembro de 2015, durante uma festa de encerramento do ano letivo. O corpo da menina foi encontrado numa sala de material esportivo desativada. No entanto, o delegado Marceone Ferreira revelou, numa entrevista coletiva, que a Polícia Civil ainda não tem como comprovar cientificamente o local do crime. Mas, de acordo com o próprio Marceone, Beatriz foi assassinada em outro local e levada em seguida para o depósito onde seu corpo foi encontrado.

Até o momento apenas o retrato falado do possível assassino foi divulgado pela Polícia Civil. Mas o delegado já admitiu a possibilidade de refazer um novo retrato falado, devido a depoimentos de novas testemunhas. O caso está sob sigilo policial e nada mais será divulgado sobre as investigações até que o caso seja concluído, suspeitos sejam presos ou o assassino encontrado.

DPT da Bahia analista Caso Beatriz e constata “que tudo que poderia ser feito já foi realizado pela perícia pernambucana”

peritos DPT bahia - caso beatriz

Profissionais da Polícia Científica de Pernambuco e do Departamento de Polícia Técnica (DPT) da Bahia se reuniram esta semana para analisar as perícias realizadas no caso da menina Beatriz Angélica Mota, de sete anos, morta dentro do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, em dezembro de 2015. O grupo, integrado por três profissionais de Pernambuco e oito peritos especialistas nas mais diversas áreas da criminalística e medicina legal do DPT, discutiu passo a passo todas as análises feitas.

A criminalística no Brasil trabalha em rede e nós estamos à disposição dos colegas”, disse o diretor-geral do Departamento de Polícia Técnica, Elson Jeffeson. Ele explicou que este tipo de encontro, para estudo de caso, é uma prática muito comum entre as perícias estaduais.

Na reunião foi constatado que tudo que poderia ser feito já foi realizado pela perícia pernambucana. De acordo com Elson, as análises seguiram os procedimentos operacionais e protocolos internacionais adotados pela perícia oficial. “Portanto, todas as opções, no campo da criminalística e medicina legal, foram esgotadas”, afirmou. A gerente-geral da Polícia Científica de Pernambuco, Sandra Santos, disse que sua equipe está permanentemente em alerta para atender qualquer demanda sobre o caso. “Todos os esforços estão sendo destinados à investigação. Agradecemos à Polícia Técnica da Bahia por nos receber e disponibilizar todo o apoio”, reiterou.

Participaram também da reunião Marceone Ferreira, delegado de Polícia Civil de Petrolina, e Gilmário Lima, perito criminal e chefe do Grupo Especializado em Perícias de Homicídios do DHPP, ambos de Pernambuco; Mário Câmara, diretor do IML da Bahia; Jorge Borges, diretor do Interior; e os peritos criminais José Lázaro, Tânia Gesteira, João Paulo, Charles Santos e José Carlos Montenegro. (foto: Ascom DPT/divulgação)

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