Pacientes acusam HDM/Imip de privilegiar atendimento a funcionária da UPA; direção do hospital rechaça denúncia

Depois da repercussão acerca da morte de uma gestante de 17 anos, há uma semana, o Hospital Dom Malan (HDM)/Imip voltou a se envolver em nova polêmica. Alguns pacientes acusam a direção do hospital de supostas regalias a uma funcionária da UPA em Petrolina, identificada por Graziela Larisse Diógenes Cabral.

De acordo com a denúncia, Graziele deu entrada na unidade na última quarta-feira (15), na Enfermaria Ginecológica do HDM/Imip, onde estaria ocupando sozinha um quarto no qual cabem outros duas pacientes. Além disso, a funcionária estaria recebendo visitas a qualquer hora do dia, o que fere as normas do hospital, e também se utilizando de um climatizador exclusivamente para ela.

Revoltada, uma das mulheres que procuraram pelos serviços do hospital contou a este Blog que os médicos do HDM/Imip “ficam regulando as pacientes para a Maternidade de Juazeiro (BA), com a desculpa de que o hospital está cheio, enquanto pacientes do lado de fora, esperando atendimento, são reguladas para Juazeiro, quando uma pessoa só ocupa a vaga de três. Isso não é justo”, desabafou.

O aborrecimento das demais pacientes é ainda maior porque, segunda elas, a funcionária da UPA seria amiga muito próxima de coordenadoras da equipe do hospital, que teriam conseguido facilitar os supostos privilégios da amiga.

Resposta

Em nota enviada ao Blog, a direção do HDM/Imip, no entanto, rechaçou veementemente a denúncia.

“O HDM/Imip de Petrolina informa que a paciente em questão, usuária do SUS, não se encontra em uma enfermaria individual da unidade materno/infantil, mas sim em uma enfermaria que possui outros leitos, máquinas e equipamentos. A mesma ocupa apenas um leito. Portanto, em nenhum momento foi tirada a vaga de outro paciente”, diz a nota.

“O HDM/Imip, como é do conhecimento de todos, possui referência para atendimento de gestantes de Alto Risco, regulando pacientes para outras unidades da Rede PEBA (Pernambuco-Bahia) apenas quando não atendem ao critério citado. Lidando diariamente com a superlotação, o hospital não costuma recusar paciente por falta de vaga ou privilegiar quem quer que seja. Todos são usuários do SUS, tratados e respeitados como tal”, finaliza a nota da direção.

Magia da Sétima Arte ajuda a descontrair crianças internadas no HDM/Imip

As tardes de quinta-feira no Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, em Petrolina, são um pouco diferentes para as crianças internadas no setor de pediatria da unidade materno/infantil. É que uma vez por semana, todas elas participam do projeto “Cineminha”, criado pelo Voluntariado do HDM/Imip em 2014 e abraçado pelo serviço de Terapia Ocupacional no ano seguinte. A ideia é proporcionar um momento de descontração e alegria aos pequenos.

De acordo com o coordenador do voluntariado, Rui Holanda, a iniciativa surgiu da necessidade de aliviar um pouco da dor, do sofrimento e do medo causado pelo período de adoecimento das crianças, tornando assim mais suave a rotina da vivência hospitalar. “O projeto começou em comemoração ao mês da criança e os resultados foram tão positivos que o ‘Cineminha” se tornou permanente, sob a supervisão da terapeuta ocupacional e o apoio do setor de tecnologia da informação, que prepara o auditório e seleciona os filmes. É um trabalho de parceria que tem dado muito certo, inclusive com uma notória melhora no quadro de saúde das crianças”, ressalta.

O projeto acontece após o lanche da tarde, no auditório do HDM, com direito a tela grande, sonorização e o escurinho típico dos cinemas convencionais. Podem participar todas os internos da pediatria e acompanhantes.

“A única restrição é para as crianças que não saem do leito. Para os pacientes acamados, nós desenvolvemos um outro tipo de trabalho direcionado. O ‘Cineminha’ é um evento extra, mas diariamente nós estamos na brinquedoteca do hospital oferecendo um espaço de lazer e diversão. São iniciativas que se somam e fazem a criança esquecer um pouco do internamento. Elas adoram, os pais também, e, muitas vezes, essa é a primeira experiência da família com a sétima arte”, revela a terapeuta ocupacional, Heloísa Helena de Oliveira.

Empolgação

Para a alegria da pequena Lara Gabriele Ferreira, de 7 anos, o filme exibido na última sessão foi o Madagastar 3, um dos seus favoritos. “Gostei demais”, disse timidamente. O Miguel Borges da Silva, de apenas 5 meses, foi outro que não tirou os olhos da telona. Sua mãe, Nadja Myla Moraes, fez questão de levá-lo à sessão afirmando que o menino adora o colorido dos filmes. Ela não negou que também se divertiu. “Já estou com meu filho no hospital há mais de 1 mês e poder ter um momento de relaxamento como esse é muito bom”. A ideia é que o projeto se mantenha por muitos anos e continue a presentear muitas crianças. As informações são da assessoria. (foto/divulgação)

Caso de adolescente morta durante parto no HDM/Imip leva vereadores a pressionar por Maternidade Municipal de Petrolina

 

O caso da adolescente Adriana Silva, de 17 anos, que morreu na última sexta-feira, 10, durante o parto no Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, em Petrolina, ocupou parte dos debates da sessão desta terça-feira, 14, da Câmara Municipal. A vereadora Cristina Costa (PT) apresentou requerimento às Comissões de Saúde e de Direitos Humanos da Casa Plínio Amorim e ao Juizado da infância, solicitando a implantação urgente da maternidade municipal para desafogar a unidade médica.

O requerimento foi solicitado também ao município, cobrando prazo para construção da maternidade municipal, que deve ocupar o antigo prédio da Secretaria de Saúde.

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HDM/Imip volta a se pronunciar sobre morte de gestante de 17 anos e diz que vai abrir uma sindicância interna

O Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, em Petrolina, voltou a se pronunciar sobre o caso da adolescente gestante de 17 anos, Adriana Silva Rodrigues, que faleceu na unidade na última sexta-feira (10). Em nota, o hospital reforçou que “o incidente foi uma fatalidade sem precedentes clínicos aparentes”. A família Adriana disse que a jovem passou o dia todo sofrendo, com pressão alta. Já o HDM explicou que “a pressão arterial [da paciente] estava controlada, tendo o trabalho de parto evoluído sem qualquer intercorrência.

Os parentes da jovem também alegam que houve recusa da unidade em realizar o parto cesariano, mas a direção do hospital rebateu dizendo que o índice de cesarianas realizadas na unidade é bem maior que o recomendado pelo Ministério da Saúde.

A equipe de ginecologia e obstetrícia reforça que não existe uma recusa por parte do hospital em realizar o parto cesariano. Para fins estatísticos e comparativos, a unidade materno/infantil esclarece que somente no ano passado foram realizados 3.064 partos por cesárea e 4.218 partos normais. Ou seja, as cesarianas correspondem a 42% do total de partos realizados no HDM, um índice inclusive bem maior do que o recomendado pelo Ministério da Saúde, que é de 30%”, ressaltou a direção. “A decisão da equipe médica-obstétrica do HDM baseia-se sempre no Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) para cesariana, do Ministério da Saúde, que estabelece um modelo de indicação para o procedimento. No caso da paciente citada, a equipe avaliou que não havia recomendação para o parto cesárea, visto que não havia comprometimento materno ou fetal”, reforça a nota.

Com relação ao bebê, o hospital disse que “ele continua sendo acompanhado na UTI pediátrica”, mas não deu maiores detalhes sobre seu estado de saúde. O nome da criança é Davi. A família alega, também, que a jovem passou por todos os acompanhamentos necessários durante a gravidez. Agora, eles vão procurar a justiça para as medidas cabíveis.  O HDM se colocou à disposição dos familiares de Adriana para mais esclarecimentos e disse estar abrindo uma sindicância interna “para melhor investigar” o caso.

Artigo do leitor: Após morte de jovem gestante, médico propõe novo modelo de saúde pública da mulher no Vale do São Francisco

Após a trágica morte de uma jovem de 17 anos durante trabalho de parto no Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, em Petrolina, o médido e professor Álvaro Pacheco enviou este artido ao Blog, pelo qual defende um novo modelo de saúde pública para mulheres da região, com o envolvimento da sociedade e dos órgãos governamentais.

Confiram:

Repercute nas redes sociais o óbito de gestante de 17 anos no Hospital Dom Malan-IMIP em Petrolina, o qual é atribuído, segundo conhecido Blog local (http://www.carlosbritto.com/gestante-de-17-anos-morre-no-hdmimip-porque-equipe-medica-teria-se-recusado-a-fazer-cesariana-denuncia), à “não realização de parto cesariano que teria sido solicitado pela paciente, pois a mesma estava com pressão alta e com dor”.

Tragédia, ninguém tenha dúvida. Todos, certamente, sofremos com isso. Obviamente, ninguém sofre tanto quanto à família da falecida. Isso também é indiscutível. Pergunto, porém, o que acontece depois de vir a público uma situação como essa? Quais as lições, como reagem e quais os desdobramentos que conduzimos – enquanto comunidade – com esse fato que, com toda a razão, a todos nos toca?

Observando as reações nestas mesmas redes sociais, parece-me que uma das formas das pessoas reagirem é extremamente intempestiva, manifestada pela “revolta e pela indignação com o fato”, ”culpando a tudo e a todos”, exigindo a “punição dos culpados” ou até mesmo capitalizando de maneira mesquinha seus interesses pessoais. Há pessoas que vivem de explorar a desgraça alheia e alguns até ganham muito bem pra isso.

Vamos abordar outros pontos. Desde pequeno, nas lições do Catecismo e em casa, uma sentença entrou em minha cabeça e me serve de guia para muitos dos meus passos: ”A verdade é o que nos liberta”. Atualmente, inclusive, vivemos a época da informação, da internet e seus “aplicativos para 140 caracteres”, escravos de conteúdos resumidos e que enchem de conhecimentos, mas não garantem sabedoria.

Esta vem com profundidade, conhecimento mais radical, aprofundado e bom uso deste. E nos aproxima da verdade. Já que esta se encontra em algum ponto entre as diferentes versões apresentadas da história.

Pessoalmente, parece-me irresponsável emitir opinião específica sobre o episódio publicado, sem antes ouvir as versões da história oferecidas pelo Hospital, pelos assistentes ou pelos demais envolvidos no caso, valorizando apenas a informação de um suposto e não identificado “leitor do blog”.

Portanto, minha contribuição inicia com alguns esclarecimentos que podem nos ajudar a ter uma visão mais profunda sobre o tema. Permitam-me tentar contribuir com alguns fatos.

O primeiro e mais gritante deles é que o Brasil é o campeão  de partos cesarianos. Atualmente a maioria das mulheres no Brasil traz seus bebês à luz através de cirurgia. Em nenhum país no mundo são realizadas tantas cesáreas quanto no Brasil. Isso também porque talvez em nenhum país do mundo se acredite, ou se venda levianamente, a falsa ideia de que a cesárea é sempre a melhor solução.

O parto no Brasil há muito deixou de ser encarado como um evento familiar e fisiológico e passou a ser divulgado e trabalhado como uma situação patológica, um evento médico, para o qual “a solução” é: a cesariana. Por outro lado, apesar das altas taxas de cesárea, nossos indicadores de mortalidade materna são significativamente piores que da maioria dos países do chamado Primeiro Mundo, nos quais prevalecem os partos normais.

Para esclarecimento, nós temos uma Razão de Mortalidade Materna (a forma que os estudiosos avaliam a frequência de morte materna no mundo), atualmente quase 10 vezes maior que de países como Noruega, Finlândia, Holanda – todos com uma taxa de partos cesarianos no mínimo a metade do que o Brasil realiza atualmente.

Ao contrário da impressão de muitos leigos, o parto cesariano está associado a maior risco de complicações como infecção, trombose ou sangramentos que aumentam em muito a chance de morte materna. Portanto, é uma visão simplória que a cesárea tem efeito protetor para as mulheres e o parto normal é um indicador de assistência inadequada. Não falo de impressões pessoais, mas como alguém que contribuiu com o tema.

Em minha dissertação de Mestrado, na qual foram estudados os fatores que aumentam o risco da mulher ter alguma complicação ou risco de morte por causa da gestação, foi evidenciado que o parto cesariano aumenta em até 2 vezes o risco de morbidade grave, comparado ao parto normal, o que está em acordo com a literatura médica atual sobre o assunto.

Importante considerar também que, ao contrário do que a população leiga imagina, os riscos de morrer por causa de hipertensão na gravidez não cessam após o parto. Na verdade, a maioria das mortes de mulheres durante o ciclo de gravidez e parto em nossa realidade ocorre depois do nascimento, por complicações da própria doença, mas que podem ser potencializadas pelo parto cesariano, associado com as complicações citadas, e outras não descritas.

Além disso, ao contrário do que muito se fala, para os médicos é mais fácil fazer uma cesariana – a qual dura em média 30 minutos – do que assistir a um parto normal – o que pode demorar significativamente mais, a depender de cada situação. São fatos expostos. A sabedoria de usá-los nos julgamentos e opiniões sobre o assunto dependem, a partir de agora, de cada um.

Agora, a minha segunda contribuição passa a ser uma convocação. Além de refletirmos e debatermos sobre o assunto, acredito ser fundamental partirmos para a ação. A comoção e indignação que fatos como o acima descrito nos trazem devem nos motivar (e não acovardar por julgamentos superficiais no falso anonimato da Internet) a avaliar de verdade qual é o nosso atual modelo de atenção as nossas famílias antes, durante e após a gravidez.

É uma realidade e fatos que para muitos ainda não são conhecidos e, por esse motivo, simplificam-se as respostas com uma acusação leviana: “a culpa foi dos médicos que não fizeram a cesárea”.

Foi mesmo? É só isso que nos incomoda? É só isso que conseguimos pensar? E quanto às outras grávidas em trabalho de parto diariamente em macas, devido a maternidades superlotadas? E aquelas que são transferidas de ambulância por mais de 400 km, porque seus municípios não têm maternidades próximas? Isso não nos motiva a nada?

É preciso que paremos um pouco para avaliar se os profissionais têm trabalhado em condições adequadas (materiais, número proporcional de pacientes por turno de atendimento) acomodações justas para pacientes e equipe, se todos os serviços e municípios contribuem com o cuidado (comprar ambulância é a única solução, uma atitude “humanizada”?) e se todos os esforços governamentais para que a linha de atenção à saúde de nossas mulheres seja realmente executada.

O problema vai mais além do que os vossos olhos inquisidores veem.

Portanto, estou criando a proposta de nos reunirmos enquanto comunidade interessada, atuante e cidadã, para passarmos a limpo quais os verdadeiros problemas relacionados à Saúde da Mulher, de modo a elaborarmos propostas e atuarmos para melhorar nossa qualidade assistencial.

Sugiro e convido aqui, a quaisquer interessados a um movimento politizado, porém não partidarizado, para iniciarmos esse movimento de vigilância e cuidado social. Um observatório da Saúde da mulher do Vale do São Francisco.

Disponibilizo meu endereço eletrônico (negoalvo@bol.com.br) para que os interessados entrem em contato para irmos além da “rebeldia de Facebook” e passarmos a agir como verdadeiros cidadãos.

Que a verdade nos liberte e nos permita crescer.

Álvaro Pacheco/Médico Ginecologista e Obstetra e Professor de Saúde da Mulher da Univasf

HDM-Imip diz que morte de gestante de 17 anos durante parto teria sido “fatalidade sem precedentes clínicos”

Em nova enviada ao Blog, a assessoria do Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, em Petrolina, presta esclarecimentos sobre morte da jovem gestante de 17 anos, que nesta sexta, 10, morreu durante o parto. O bebê encontra-se na UTI. Um leitor denunciou que médicos não fizeram a cesariana na jovem a tempo, mesmo a paciente estando com pressão alta e, segundo novos relatos encaminhados à redação, se queixado de palpitações. Ao reclamar o que estava sentindo, ela foi informada que era normal. Mas em nota enviada ao Blog, a direção da unidade médica justifica que o ocorrido “foi uma fatalidade, sem precedentes clínicos”.

Confira a nota do HDM/Imip:

O Hospital Dom Malan/Imip informa que a paciente em questão deu entrada na unidade materno-infantil no dia 10/02, às 9h38, com o quadro de gestação única a termo, com 4 cm de dilatação, e a pressão arterial controlada, tendo o trabalho de parto evoluído sem qualquer intercorrência.

A equipe de ginecologia e obstetrícia reforça que não houve nenhuma indicação que demonstrasse complicação. Portanto, não houve recusa pelo parto cesária, já que não havia comprometimento materno ou fetal. O que houve foi uma fatalidade, sem precedentes clínicos.

Foi prestada à paciente toda assistência necessária durante toda a passagem da mesma pelo hospital. O HDM/Imip ratifica que está à disposição da família para maiores esclarecimentos.

Gestante de 17 anos morre no HDM/Imip porque equipe médica teria se recusado a fazer cesariana, denuncia leitor

 

Um leitor informou ao Blog que uma paciente de apenas 17 anos morreu nesta sexta-feira, 10, no Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, em Petrolina. A jovem, segundo ele, teria morrido porque a equipe médica da unidade teria se negado a fazer o parto cesáreo.

A paciente teria passado o dia todo sofrendo, com pressão alta e dor. O leitor informou que somente no final do dia, quando ocorreu a primeira parada cardíaca da jovem, foi que fizeram o parto ainda na maca, mas teria sido tarde. A mãe faleceu e o bebê foi encaminhado direto para a UTI.

O velório da jovem está acontecendo neste sábado, 11, no Bairro Cohab Massangano, zona oeste da cidade. O Blog reserva o espaço para os esclarecimentos do HDM/Imip.

Primeira Comissão de Ética de Enfermagem do HDM/Imip é empossada

Tomou posse esta semana em Petrolina a primeira Comissão de Ética de Enfermagem (CEEn) do Hospital Dom Malan (HDM)/Imip, formada por seis técnicos e seis enfermeiros da instituição para a gestão de um ano, conforme orientação do Conselho Regional de Enfermagem de Pernambuco (Coren-PE). “O órgão representativo atuará dentro da instituição com funções educativa, preventiva, consultiva e fiscalizadora do exercício profissional e ético da categoria”, informou a fiscal do Coren-PE, Catarina Ugiette, que se deslocou para a cidade exclusivamente para empossar os integrantes.

A Comissão de Ética tem como preceito fundamental o de que, sendo a enfermagem uma ciência comprometida com a saúde e a qualidade de vida das pessoas, apresenta cada vez mais a necessidade de que os profissionais possam desempenhar a sua função com autonomia – desde que dentro da ética e da legalidade, como também possibilite uma assistência livre de riscos e danos para profissionais e pacientes.

Em nome dos membros, a presidente Aline Coelho (enfermeira gerente da UTI pediátrica), falou sobre o desafio. “Começamos o ano com muitas surpresas, vamos iniciar esse novo trabalho e precisaremos da colaboração de todos. Considero a iniciativa muito positiva e importante para os profissionais de enfermagem, que terão um órgão representativo dentro do próprio hospital”, destacou. A primeira reunião ordinária da Comissão já está marcada e acontecerá na próxima terça-feira (31), às 14h. Outras ocorrerão mensalmente. (foto: Ascom HDM Imip/divulgação)

Paulo Câmara garante normalizar repasses à Apami e HDM/Imip; oposição está de olho

O governador Paulo Câmara (PSB-PE) teve que responder, em sua visita à Petrolina na segunda, 23, qual o motivo que estaria provocando os atrasos dos repasses do governo estadual para o Hospital Dom Malan (HDM)/Imip e à Apami, que trata pacientes com câncer na região. Por causa disso, no final do ano, as unidades tiveram que restringir atendimentos, mesmo sendo referências em suas áreas de autuação para Pernambuco e Estados como Bahia e Piauí. (mais…)

Após alerta do governo de PE contra surto de caxumba, HDM/Imip adverte sobre os riscos da doença

Esta semana a Secretaria de Saúde de Pernambuco divulgou um boletim reforçando a importância da vacina tríplice viral como medida preventiva contra a caxumba – uma infecção viral aguda que afeta as glândulas parótidas, responsáveis pela produção da saliva e que ficam localizadas abaixo dos lóbulos das orelhas. Desde 2015 vêm sendo observados em todo o país surtos da doença, com os primeiros registros em Pernambuco datados do mês de maio do ano passado. Ao longo de 2016 foram notificados 76 surtos envolvendo 836 casos no estado.

De acordo com o setor de Doenças e Agravos da Secretaria Estadual, quanto mais rápida a comunicação, mais efetivas serão as medidas adotadas pelos municípios. Por isso, o setor de Pediatria do Hospital Dom Malan (HDM/Imip), em Petrolina, se antecipou e começou a informar à população as principais características da doença, visando a contribuir com a prevenção. “Às vezes o que as pessoas precisam é de informação, e nós não vamos pecar por essa falta de esclarecimento, até porque fazemos parte de uma rede de saúde e todos nós somos parceiros nesse sentido”, ressalta a pediatra, Dr.ª Fernanda Patrícia Novaes.

Considerada uma doença típica da infância, a caxumba também pode atingir pessoas de qualquer idade e evoluir com complicações graves como orquite (inflamação dos testículos), inflamação nos ovários, meningite viral e até encefalite (inflamação no cérebro). “Ela é mais comum na infância porque o sistema imunológico da criança ainda está em formação, mas ela pode acometer qualquer faixa etária. Geralmente, a caxumba provoca um aumento de volume bem característico próximo à mandíbula e ao ouvido, febre e dificuldade para mastigar. Nos casos leves e moderados, o paciente também pode apresentar dores no corpo, fadiga e perda de apetite”, acrescenta a pediatra.

Tratamento

Segundo Fernanda, o tratamento é sintomático (não havendo uma medicação específica). Aos primeiros sinais da doença a pessoa infectada deve procurar o posto de saúde, tendo que ficar em isolamento domiciliar para não disseminar o vírus. “Em geral, os sintomas são brandos e tratados com antitérmicos e analgésicos, devendo ser evitado o AAS. Repouso, hidratação e boa alimentação também são importantes aliados”, destaca. A contaminação da caxumba ocorre através de gotículas de saliva do doente, que se espalham pelo ar alcançando as vias aéreas de pessoas próximas. A única prevenção eficaz continua sendo a vacina, cuja primeira dose no calendário brasileiro está indicada aos 12 meses, com reforço aos 15 meses na forma da vacina tetraviral.

Uma vez infectada, a pessoa pode contaminar outras no período entre seis dias antes do início dos sintomas até cerca de 15 dias após. O período de incubação pode ser de 14 a 25 dias. “O momento não é de alarme, mas sim de atenção e reforço sobre a importância da vacinação. Estamos sempre atentos às doenças sazonais e ao surgimento de epidemias”, garante a médica.

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