Contra Governo Temer: Sindicatos e movimentos sociais promoverão manifestação nesta sexta em Juazeiro

A exemplo de Petrolina e de várias cidades do País, Juazeiro (BA) engrossará nesta sexta-feira (30) a manifestação nacional pedindo a saída do presidente Michel Temer (PMDB). O ato público está marcada para 8h30, em frente ao INSS, na Avenida Adolfo Viana, área central. O movimento é batizado de ‘greve geral’.

Sindicatos de trabalhadores e movimentos sociais vão estar reunidos pela terceira vez este ano para mostrar a insatisfação pelas Medidas Provisórias (MPs) e Propostas de Emendas à Constituição (PECs) promovidas pelo presidente. Os trabalhadores irão paralisar as atividades em todas as partes do país como forma de protesto, principalmente pelas reformas previdenciária e trabalhista.

Entre outras entidades, o Sindicato dos Bancários e o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserp) confirmaram presença na mobilização. A APLB/Sindicato informou que realizará uma assembleia geral, para debater com a categoria, que está de recesso. A reunião acontecerá na sede da APLB, Bairro Alagadiço, às 9h.

Aprovação a Governo Temer vai a 7%, diz Datafolha

Apenas 7% dos brasileiros consideram o governo de Michel Temer como ótimo ou bom — a menor marca apurada pelo Instituto Datafolha em 28 anos. Na série histórica, apenas José Sarney ficou abaixo deste patamar, ao tocar 5% de aprovação em setembro de 1989, durante a crise da hiperinflação.

A impopularidade do presidente aumentou desde a revelação da colaboração premiada dos donos da JBS, que situaram Temer no centro de um esquema de corrupção nacional. Segundo o Datafolha, 69% do público considerada a gestão ruim ou péssima, e 23% avaliam o governo como regular.

Mulheres, jovens e eleitores de renda mais baixa mostram mais indisposição com Temer, em comparação com a média da população.

Em 1989, 68% consideravam ruim ou péssima a atuação de Sarney, enquanto 24% julgavam a administração regular.

O novo levantamento do instituto ouviu 2.771 pessoas entre quarta-feira e a sexta-feira. Os novos números evidenciam a queda da popularidade do presidente, que, há dois meses, somava 9% entre os entrevistados que avaliavam a gestão como ótima ou boa. No fim de abril, 61% julgavam o governo como ruim ou péssimo e 28% enxergavam uma administração regular.

Temer x Dilma

A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. O Datafolha ainda informou que a nota do presidente caiu de 3 para 2,7 na nova pesquisa. Não souberam responder 2% dos entrevistados.

A avaliação de Temer é pior que a de Dilma Rousseff às vésperas da conclusão do processo de impeachment, quando a petista seria destituída pelo Congresso. Na época, ela tinha 13% de aprovação e 63% de reprovação. A impopularidade do peemedebista é semelhante à da ex-presidente de agosto de 2015, quando Dilma amealhou 71% de avaliações de um governo ruim ou péssimo.

Além de Temer, Dilma e Sarney, apenas Fernando Collor atingiu índices tão negativos frente à população. Ele somava 68% de ruim e péssimo, em setembro de 1992, ao sofrer impeachment. (Fonte: O Globo/foto reprodução)

Lucas Ramos evita críticas a FBC e Fernando Filho, mas espera socialistas numa mesma linha em 2018

Após protagonizar no ano passado mais um embate interno no PSB pela indicação do partido para disputar a Prefeitura de Petrolina, no qual Miguel Coelho acabou sendo o escolhido e levando a eleição, o deputado estadual Lucas Ramos quer evitar, nesse momento, entrar novamente em rota de colisão com o grupo do senador Fernando Bezerra Coelho. O socialista preferiu não dar declarações mais açodadas em relação ao apoio de FBC e do ministro Fernando Filho (Minas e Energia) ao Governo Temer. (mais…)

Guilherme Coelho e o posicionamento dúbio do PSDB

O mal estar dentro do PSDB, provocado pela decisão da Executiva Nacional em permanecer na base do Governo Temer, já está gerando consequências difíceis de ser revertidas. Incomodados com o fato, alguns parlamentares tucanos já declaram dissidência, a exemplo do deputado federal pernambucano Daniel Coelho, que inclusive disse ser favorável à abertura de um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), caso a Procuradoria-Geral da República ingresse com uma denuncia contra o presidente.

Em Petrolina outro representante dos tucanos, o federal Guilherme Coelho, também não deve estar se sentindo confortável com essa situação. Um dos críticos mais ferrenhos da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), ‘varrida’ da presidência por um processo de impeachment controvertido, o filho do eterno deputado Osvaldo Coelho sempre procurou se espelhar na coerência do pai. Agora vê o partido adotar uma postura justamente contrária ao que sempre defendeu, quando decide permanecer num governo rodeado de irregularidades. (Foto/arquivo)

Governo Temer ainda é ponto de discórdia entre parlamentares tucanos

A decisão do PSDB de permanecer no Governo Michel Temer não colocou um ponto final na divisão interna do partido. Algumas horas depois da reunião ampliada da Executiva na última segunda-feira, 12, que selou a manutenção da aliança, a ala conhecida como “cabeças pretas” se reuniu para articular a formação de um bloco dissidente na bancada da Câmara dos Deputados.

Liderados pelo deputado Daniel Coelho (PE), esses parlamentares tucanos defendem o rompimento com o Palácio do Planalto e prometem votar a favor de abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal contra o presidente no caso de uma eventual denúncia da Procuradoria-Geral da República. Para julgar Temer, o STF precisa de autorização da Câmara.

A estimativa entre os tucanos é de que, dos 46 deputados federais da sigla, 14 defendem o desembarque do governo. Uma das justificativas é que não houve uma votação definitiva sobre a saída entre os membros presentes na reunião. Os caciques da legenda planejam marcar uma reunião na próxima semana, mas tentam antes pacificar a bancada tucana.

O PSDB foi muito duro no combate à corrupção do governo do PT, mas parece agora fechar os olhos para atos muito parecidos que estão ocorrendo dentro do governo do PMDB”, disse Coelho ao Estado.
Ainda segundo o parlamentar, o grupo que pode formar uma ala dissidente reúne pelo menos 15 deputados federais. “A gente não pode passar por esse momento sem que as pessoas sejam julgadas. Estamos em uma onda de acusações e precisamos ter a oportunidade de saber quem está certo e quem está errado”, afirmou.

Reunião

Os dissidentes se reuniram nesta terça-feira, 13, com o presidente interino da legenda, senador Tasso Jereissati (CE), que votou pelo desembarque do PSDB do governo na reunião de segunda. Reservadamente, deputados falam até em deixar o partido caso se cristalize a permanência no governo federal. (Fonte: Estadão/foto reprodução)

Representante da APLB/Sindicato de Uauá entrega a deputados baianos manifesto contra reformas do Governo Temer

O coordenador da APLB-Sindicato Núcleo de Uauá, Francisco-Prolepses, esteve na Assembleia Legislativa da Bahia para entregar um manifesto dos profissionais em Educação do município do norte baiano, o qual foi extraído das greves em defesa dos direitos trabalhistas e contra as reformas impostas pelo Governo Temer.

O documento traz no seu corpo uma nota clara aos parlamentares baianos, informando-os que aqueles que votarem a favor das reformas da Previdência, trabalhista e da terceirização, “não voltarão” ao cargo.

Prolepses deixou o documento com a assessoria da deputada Fabíola Mansur (PSB), presidente da Comissão de Educação na Casa, e teve a garantia de ser lido em plenária. “Nós fizemos dez dias de greve. Um debate intenso. Chegamos à conclusão de que à luta e a nossa mensagem não poderiam ficar restritas só a nossa comunidade, mas chegar aos ouvidos dos principais autores dessa história trágica, que nos remete a um passado de retrocesso. Nós estamos prontos para fazer uma campanha de conscientização na nossa comunidade, para que não vote naqueles deputados que votaram contra os trabalhadores, contra o nosso povo. Cumprimos também uma pauta que foi elencada na greve”, declarou o coordenador. (Foto/divulgação)

PSDB avaliará nesta segunda-feira se permanece ou não no Governo Temer

Principal base de sustentação do presidente Michel Temer no Congresso Nacional, o PSDB deve adiar mais uma vez sua decisão de desembarque ou não do governo peemedebista. O partido marcou para a tarde desta segunda-feira, 12, reunião de sua executiva nacional para tratar do assunto. O encontro, porém, deve servir apenas para discussão, sem anúncio de uma decisão final.

“A ideia é não tomar uma decisão amanhã (hoje). Será mais ouvir os diversos segmentos. É muito curto o tempo entre a decisão do TSE e a reunião”, afirmou o secretário-geral do PSDB, o deputado federal Silvio Torres (SP). Ele se referia ao julgamento do Tribunal Superior Eleitoral concluído na última sexta-feira, 9, e que absolveu a chapa Dilma-Temer da cassação por 4 votos a 3.

Nos bastidores, tucanos argumentam que, após o TSE, é preciso agora esperar a denúncia contra Temer que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deve enviar até o fim de junho. “Temos que nos preocupar também com os 14 milhões de desempregados no Brasil e, sobre esse aspecto, é que o PSDB deve decidir“, afirmou o líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (SP).

Sem perspectiva de anunciar uma decisão, os principais caciques tucanos podem não comparecer à reunião desta segunda-feira. Um dos parlamentares mais próximos do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), Torres afirma que o gestor paulista e outros governadores avaliam não comparecer. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não irá ao encontro, segundo sua assessoria de imprensa, pois tem uma reunião no Instituto FHC. (Fonte: Estadão/foto reprodução)

 

Bancários de Juazeiro discutem com outras categorias estratégias para barrar reformas do Governo Temer

Trabalhadores classistas de diversos segmentos, a exemplo dos bancários, se reuniram em Juazeiro (BA), no auditório do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) do município, com o objetivo discutir o cenário político atual do país e pontuar estratégias contra as reformas da Previdência e trabalhista, além da terceirização – todas  propostas do Governo Temer.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Juazeiro, Maribaldes da Purificação, o momento é de união entre as categorias na defesa do direito trabalhista.

Estamos vivenciando no país momento de forte ataque aos nossos direitos. Só resta aos trabalhadores a ampla mobilização para continuar nas ruas na defesa do povo, da democracia e dos direitos. Vamos continuar dizendo ‘não’ à terceirização e às reformas trabalhistas e previdenciária. Precisamos lutar por nossos direitos”, apontou.

 

PSB à parte, Fernando Filho segue rotina no Governo Temer e tem reunião com ministro Mendonça Filho

Indiferente às manifestações de lideranças do PSB, contrárias à sua permanência no Ministério das Minas e Energia, Fernando Filho segue levando sua rotina no comando da Pasta.

Ele esteve em reunião, nesta tarde, com seu colega de equipe no Governo Temer, o ministro da Educação Mendonça Filho. Na pauta, projetos e ações que envolvem os dois Ministérios.

Gonzaga evita comentários sobre apoio de Fernando Filho e FBC ao Governo Temer

Um dos que respaldam a decisão da Executiva Nacional do PSB em se afastar do Governo Temer, o deputado federal Gonzaga Patriota tem se mantido discreto em relação a outros dois socialistas: Fernando Filho e Fernando Bezerra Coelho. Ambos defendem o presidente Michel Temer (PMDB), denunciado na delação premiada do empresário Joesley Batista, proprietário do frigorífico JBS.

Fernando Filho decidiu permanecer à frente do Ministério das Minas e Energia, contrariando a decisão da legenda. Ele e o pai, senador FBC, defendem as reformas propostas por Temer, as quais os socialistas não apoiam. Diante desse clima de mal-estar dentro do partido, Gonzaga, com toda sua experiência, acha que o momento é de não piorar ainda mais a situação e prefere não comentar o assunto.

Parte do PSB quer expulsão de Fernando Filho, mas legenda vem evitando posicionamento definitivo sobre questão

Após peitar o PSB e decidir ficar no cargo de ministro das Minas e Energia, o deputado federal licenciado Fernando Filho criou definitivamente um clima de mal-estar dentro do seu partido.

Pela nota divulgada ontem (23), Fernando Filho tentou mostrar coerência ao decidir permanecer no Governo Temer. Até porque o socialista foi uma escolha pessoal do presidente, e não uma indicação do partido.

Mas a Executiva Nacional do PSB parece não pensar assim. Uma parte, inclusive, defende a expulsão de Fernando Filho da legenda, e não somente pelo fato dele estar ao lado de um chefe de Executivo denunciado em delação do empresário Joesley Batista, da JBS. Ele também foi liberado por Temer para votar a favor da reforma trabalhista.

Mas, ao menos por enquanto, o PSB ainda não bateu de frente publicamente com Fernando Filho nem o pai dele, o senador Fernando Bezerra Coelho, o qual também apoia o governo federal. Resta esperar pelos próximos capítulos desse impasse.

Fernando Filho se antecipa à bancada do PSB e garante permanecer no Ministério

Licenciado do cargo de deputado federal, Fernando Filho não esperou a decisão da bancada do seu partido – o PSB – na Câmara para confirmar que ficará à frente do Ministério das Minas e Energia.

Por meio de uma nota enviada à imprensa, o ministro garantiu nesta tarde (23) que continua comandando a Pasta no Governo Temer. Confiram, no link, a íntegra da nota de Fernando Filho: documento_ministro. (Foto/divulgação)

Bancada do PSB na Câmara dos Deputados definirá nesta quarta posicionamento do partido em relação ao Governo Temer

Cogitado em deixar o Ministério das Minas e Energia, Fernando Filho deverá permanecer por enquanto no cargo.

O posicionamento do ministro deve valer ao menos até quarta-feira (24), quando a bancada do seu partido, o PSB, fará mais uma reunião para bater o martelo sobre os rumos dos socialistas em relação ao Governo Temer.

Como já é notório, Fernando Filho é da cota pessoal do presidente. Portanto, não foi indicado pelo PSB.

Dos três ministros pernambucanos que sinalizaram saída do Governo Temer, só Roberto Freire deixa cargo

As denúncias que atingiram o presidente Michel Temer (PMDB) provocaram um fenômeno, no mínimo, curioso ao longo desta quinta-feira (18): o efeito ‘ioiô’ em alguns ministros que ensaiaram a saída do Governo e ficaram. Na noite da quarta-feira (17), horas depois da divulgação de trechos da delação premiada dos donos da JBS, começou a correr a informação de que o ministro das Cidades, Bruno Araújo, defendia no partido o desembarque do Governo Temer e a entrega dos quatro ministérios do PSDB na gestão do peemedebista, inclusive o seu. Só que não.

No meio da tarde desta quinta-feira (18), uma hora antes de o presidente Temer fazer o seu pronunciamento do “fico”, os meios de comunicação começaram a informar que o PPS havia decidido que, caso o peemedebista não renunciasse, seus dois ministros – Raul Jungmann (Defesa) e Roberto Freire (Cultura), deixariam os cargos. Só que não.

Das três promessas de debandada, Roberto Freire ficou só. Foi o único que levou adiante a sua ideia inicial e deixou a pasta. Seu companheiro de partido, Raul Jungmann, licenciado da sua vaga de suplente de deputado federal, disse ter recebido um apelo dos comandantes das Forças Armadas para continuar.

Bruno Araújo, como bom tucano, fez que ia e não foi. Anunciou, por meio da sua assessoria, “que permanece no Governo Federal a pedido do partido, o PSDB”. A sigla, por sua vez, aguarda a divulgação do conteúdo das gravações dos executivos da JBS para, só então, se pronunciar.

Mendonça e Fernando Filho

Outros dois ministros pernambucanos não se pronunciaram. Mendonça Filho (Educação) é do mesmo partido do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), primeiro na linha de sucessão de Michel Temer. Já Fernando Filho, das Minas e Energia, recebeu e ignorou a recomendação do presidente do PSB, Carlos Siqueira, para que deixasse o cargo. Assim como fez quando foi indicado à revelia do partido, permanece no ministério. (Fonte/foto montagem: Blog da Folha)

Bruno Araújo é o primeiro ministro a deixar Governo Temer

O ministro das Cidades, Bruno Araújo, deputado federal licenciado do PSDB-PE,  anunciou no início da tarde desta quinta-feira, 18, sua saída do governo. Esta é a primeira perda do governo de Michel Temer. A polêmica levantada por um dos donos da JBS, Joesley Batista, na quarta-feira, 17, desencadeou uma reviravolta na política brasileira. Bruno foi o último deputado a dizer sim para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), pouco mais de um ano atrás e ajudou a colocar Temer na presidência que era vice da petista.

Nesta quarta-feira, Joesley afirmou à Procuradoria Geral da República ter áudios que comprovassem autorização do presidente Michel Temer para a compra de silêncio do deputado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Segundo informações do jornalista da Globonews, Gerson Camarotti, a decisão de Bruno Araújo teria surgido a partir de conversas com deputados tucanos.

Nas próximas horas a decisão de Bruno será comunicada ao Palácio do Planalto. O agora ex-ministro tucano, junto com o colega também ministro, senador Aluysio Nunes, foram os primeiros a pedir que o PSDB deixe o Governo Temer caso as denúncias contra o presidente sejam confirmadas via delação do empresário da JBS. (Com informações do Diário de Pernambuco e Portal Exame)

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