Humberto Costa lamenta previsão da OIT de mais desemprego no Brasil em 2017

O  líder do PT no Senado, senador Humberto Costa, disse que a economia brasileira continua sofrendo com as medidas do Governo Temer, e uma delas diz respeito à falta de ocupação formal. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o desemprego vai aumentar ainda mais em 2017, ultrapassando a casa do 13 milhões de pessoas que estarão à procura de um trabalho este ano. Conforme o senador, esse número é resultado de uma política econômica que arrocha o trabalhador.

“Não se pode achar que a economia vai melhorar e novos empregos surgirão com o tipo de gestão que a equipe deste governo está realizando no País. Sem dinheiro o povo não consome, e sem o consumo não existe uma demanda que gere novos empregos. É realmente uma política que vai acabar com a nossa economia”, lamentou.

O próprio ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, já admitiu que o desemprego vai crescer ainda mais este ano. Segundo o senador, o Governo Temer ainda tenta “maquiar” os dados afirmando que a economia já estava em queda e que o número de empregos vai aumentar, mas defasadamente em relação ao crescimento econômico. “É uma matemática simples: se a economia está em baixa, os empregos desaparecem e o número de desempregados aumenta. Não precisa ser um grande economista para saber disso”, afirmou o líder petista.

Humberto Costa critica plano de demissões da Caixa Econômica Federal

Após a divulgação da notícia de que o Governo Michel Temer (PMDB) planeja demitir cerca de 10 mil funcionários da Caixa Econômica Federal (CEF), o líder do PT no Senado, Humberto Costa, manifestou-se contrário à medida e  defendeu os empregados do banco. Segundo o senador, a redução no quadro de funcionários significará quase 10% a menos no quadro de empregados do banco e deve prejudicar o funcionamento de agência da instituição em todo o país.

Este governo que aí está parece empenhado a desestruturar os nossos bancos públicos que são, na verdade, um patrimônio de todos os brasileiros. Mas não se pode esperar nada diferente de alguém como Temer, que já foi para os jornais dizer que queria privatizar tudo o que fosse possível“, afirmou o senador.

Recentemente, o Banco do Brasil (BB) também sofreu com uma onda de cortes e demissões, além do fechamento de 14% das 5.430 agências que existiam em todo o País. Outras 51 agências do BB já haviam sido fechadas em outubro, e 31 superintendências também foram extintas. Até dezembro, sete agências haviam sido fechadas em Pernambuco e outras nove viraram apenas terminais de atendimento.

O senador disse ainda que não existem argumentos para ações como as que ocorreram no BB e na Caixa Econômica. De acordo com Humberto, tanto a Caixa como o BB tiveram lucros significativos nos últimos anos. Só no terceiro trimestre de 2016, a Caixa registrou um lucro líquido de R$ 998,118 milhões. O do BB foi ainda maior, R$2337 bilhões.  “Os números mostram que esses cortes não têm justificativa nenhuma a não ser a de agradar aos interesses de outros grupos econômicos. Mas não vamos aceitar calados este desmonte“,  disse Humberto. (foto: Tárcio Alves/divulgação)

Jarbas rasga elogios ao ministro Fernando Filho: “Fiquei impressionado como ele domina setor elétrico”

Quem ganhou elogios rasgados do deputado federal Jarbas Vasconcelos (PMDB) foi o colega dele na Câmara, Fernando Filho (PSB), que atualmente ocupa a Pasta de Minas e Energia no Governo Temer.

Em entrevista ao comunicador Geraldo Freire, da Rádio Jornal, nesta quinta-feira (5), o líder peemedebista mostrou-se surpreso pelo vasto conhecimento de Fernando Filho com o setor elétrico.

Jarbas fez questão de dizer isso de viva voz ao ministro, num recente evento na London Business School, de Londres (Inglaterra). “Estava em Londres e estava lá o ministro Fernando Bezerra Filho. Fiquei impressionado como ele domina o setor elétrico do País. Por dever de justiça, reconheci isso na frente de outras pessoas. Eu disse ‘olha, Fernando, tenho que reconhecer que você me surpreendeu muito. Pela idade, por ser filho de Fernando Bezerra Coelho, achava que você estava muito no cargo por conta disso. Mas você é competente’. Então, no fundo, o que quero dizer? que ele é ministro não por ser filho de um senador, mas porque é competente”, disse o deputado.

Fernando Filho volta a defender permanência do PSB na base Temer

Durante confraternização em Petrolina com a imprensa local na noite de ontem (29), o ministro de Minas e Energia, Fernando Filho, voltou a defender a permanência de seu partido, o PSB,  na base de governo do presidente Michel Temer (PMDB).

Fernando Filho voltou a lembrar que o PSB votou maciçamente para garantir o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, e agora é preciso ajudar o Governo de Temer o qual os socialistas ajudaram a instalar.

Estou no cargo avalizado pela bancada da Câmara e do Senado tenho respaldo destas duas bancadas para ajudar o governo que nós ajudamos a instalar. O PSB votou maciçamente no impeachment de Dilma e é nossa obrigação ajudar o Brasil a sair deste momento“, disse.

O ministro também negou que o governador de Pernambuco Paulo Câmara esteja “pendendo” para a retirada do partido. Segundo Fernando Filho, apesar de boatos, Câmara defende que Temer conclua seu mandato como prevê a constituição.

Defendo a permanência do partido. Estive com o governador Paulo Câmara esta semana, ele deu uma entrevista onde puxaram uma frase para uma manchete que não era aquela. Ele [Câmara] fez sim algumas críticas ao governo Temer, mas falou também da importância de manter o presidente no cargo até 2018 de não ter eleição indireta, até porque isso é inconstitucional”, finalizou.

Enquanto falta popularidade a Governo Temer, sobram elogios a ministro Fernando Filho

Fernando FilhoSe é fato que o presidente Michel Temer patina na impopularidade e vê se governo cada vez mais afundando em escândalos de corrupção, tem gente de sua equipe que anda em direção oposta. O ministro Fernando Filho (Minas e Energia) é um dos poucos a arrancar elogios dos analistas políticos mais rigorosos.

Ele, ao lado de Mendonça Filho (Educação) Bruno Araújo (Cidades), Raul Jungmann (Defesa) e Roberto Freire (Cultura), mereceu destaque esta semana em discurso proferido pelo deputado estadual Romário Dias (PSD) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), pelo trabalho que vem fazendo no governo federal, representando o Estado.

Num artigo publicado nesta quinta-feira (22) no Blog do Noblat, o cientista político Murillo Aragão destaca o Ministério das Minas e Energia com responsável por “redescobrir a potencialidade” do setor enérgico do país, deixando nas entrelinhas o comando “firme e atuante” da pasta que tem à frente Fernando Filho. Se no conjunto da obra o Governo Temer vai mal das pernas, o mesmo não se pode dizer do trabalho individual de alguns dos seus ministros.

Reprovação ao Governo Temer vai a 46%, aponta pesquisa

temer

A reprovação ao governo do presidente Michel Temer subiu de 39% em setembro para 46% em dezembro, de acordo com pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta sexta-feira (16).

A aprovação ao governo ficou em 13%, ante 14% em setembro, segundo levantamento.

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em 141 municípios entre 1º e 4 de dezembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. (fonte: Reuters/foto: arquivo reprodução)

Lucas Ramos afirma que PSB não tem mais motivo para permanecer no Governo Temer

Foto - Lucas na tribuna

Na semana do centenário de nascimento do maior expoente político do PSB, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes de Alencar, o deputado estadual e vice-líder do Governo Paulo Câmara, Lucas Ramos, deixou claro que a legenda não tem mais nenhum motivo para permanecer no Governo Temer.

Pelas redes sociais, Lucas disse que a atual gestão do presidente Michel Temer “está fadada ao fracasso”, e defendeu inclusive a realização de novas eleições diretas.

“O Brasil não pode esperar mais. O PSB tem compromisso com o país e não pode fazer parte de um governo que está fadado ao fracasso. As medidas impopulares tomadas pelo presidente Michel Temer ignoram as vozes da sociedade e afastam qualquer possibilidade de recuperação do otimismo político e econômico. Hoje (ontem) discursei na Assembleia Legislativa de Pernambuco para defender uma posição de independência do Partido Socialista Brasileiro em relação a Temer. Esta posição já é defendida pelo diretório estadual do partido no Rio Grande do Sul e possui o respaldo de grandes socialistas. Inspirado nas ideias e posições de Miguel Arraes, quero me somar a este grupo que pede um Brasil decente, honesto, limpo e que trabalhe para quem mais precisa. É preciso dar um passo à frente! Por novas eleições diretas para presidente!”, declarou.

A posição do vice-líder do governo estadual vai de encontro ao que pensa um dos principais nomes da legenda no Estado, o ministro Fernando Filho (Minas e Energia), que defendeu esta semana que o momento não é de “abandonar o barco”. (foto/divulgação)

Para Fernando Filho, momento não é do PSB deixar Governo Temer

Fernando Filho

O ministro das Minas e Energia, Fernando Filho, afirmou nesta terça-feira (13) que esse não é o momento para seu partido, o PSB, desembarcar do Governo Michel Temer, que mergulhou em várias denúncias as quais atingiram até o presidente. No último sábado (10), o diretório estadual socialista do Rio Grande do Sul aprovou uma moção pela retirada da legenda do governo federal.

Mas para Fernando Filho, diante da atual crise econômica, é hora da legenda “prestar apoio” à gestão do peemedebista – que, de acordo com o ministro, o seu partido ajudou a instalar no país.

O Palácio do Planalto quer conter o movimento do PSB para evitar que outras legendas aliadas possam fazer o mesmo tipo de ameaça para garantir benefícios federais. Fernando Filho lembrou que houve diretórios estaduais do partido que não defenderam o impeachment de Dilma Rousseff e, por esta razão, não é possível dizer que o movimento seja restrito apenas ao Rio Grande do Sul.

Segundo ele, apesar de fazer parte da base aliada, o PSB tem suas particularidades em relação à reforma previdenciária enviada pelo governo ao Congresso. Ontem (12) o partido decidiu obstruir a votação da admissibilidade da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na Câmara dos Deputados. O líder de governo na Casa, deputado André Moura (PSC-CE), reconheceu que a movimentação socialista já tem repercussão em outros partidos da base. (fonte: Folha de SP/foto arquivo)

Primeira onda de protestos no Governo Temer acontece em todo o país

protestos Governo Temer

A primeira onda de protestos pós-Dilma acontece em diversas regiões do Brasil neste domingo. Os manifestantes protestam contra a corrupção e apoiam a Lava Jato. Sem uma pauta específica, eles também pedem a rejeição das mudanças no Pacote Anticorrupção, após o a Câmara dos Deputados votar na ‘calada da noite’ diversas modificações no projeto que desfiguraram o texto inicial.

Segundo os organizadores do movimento ‘Vem pra Rua’, um dos que encabeçaram os protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, as manifestações acontecem em mais de 200 cidades brasileiras. Em Brasília, o protesto aconteceu em frente ao Congresso Nacional; em São Paulo, os manifestantes se reúnem na Avenida Paulista e, no Rio de Janeiro, no Posto 5, na praia de Copacabana. (fonte/foto: Veja.com)

Saída do ministro da Cultura abre nova crise no Governo Temer

michel temerA saída do ministro da Cultura Marcelo Calero abriu nova crise no governo de Michel Temer. Um dos auxiliares mais próximos do presidente, o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, se tornou o pivô de questionamentos éticos que colocam o Palácio do Planalto “nas cordas”, segundo interlocutores de Temer.

Calero pediu demissão do cargo na sexta-feira (18). Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, ele acusou Geddel de pressionar pela liberação da construção de um edifício residencial no centro histórico de Salvador, contrariando decisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Neste sábado (19), o ministro admitiu ao Estado que, de fato, é dono de uma unidade no empreendimento – avaliada em ao menos R$ 2,5 milhões segundo apurou a reportagem com corretores responsáveis pelo empreendimento. O ministro negou ter usado sua influência para tentar viabilizá-lo.

Essa foi a linha da conversa telefônica que Geddel teve na manhã deste sábado com o presidente, que estava em São Paulo. A tendência é que Temer não adote nenhuma outra medida durante o fim de semana. Embora nos bastidores do Planalto fala-se em “guerra de versões”, a avaliação é que a denúncia de Calero é “grave”.

As afirmações do ex-ministro causaram desconforto por colocar um ministro importante no centro de uma discussão ética. Foi um fecho ruim para uma semana em que o governo lutou para evitar respingos da prisão do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, um membro importante do partido do presidente, o PMDB.

Comissão de Ética

Dada a gravidade dos fatos, a Comissão de Ética Pública do Palácio do Planalto vai entrar no caso. “Li com atenção o que foi publicado e, como presidente da Comissão, decidi que vou submeter o assunto ao colegiado, na segunda-feira (21), que vai decidir se abrirá procedimento de investigação (contra o ministro) ou não e quais providências a serem tomadas”, declarou o presidente da comissão, Mauro Menezes. “Não vou fazer qualificativo e nem dar declaração porque estaria me antecipando à posição da comissão”.

A oposição quer fazer uma acareação. “Vamos chamar os dois na Câmara. Calero, para deixar mais explícito os motivos que levaram a seu pedido de demissão. E Geddel, para que explique a acusação. Eles vão ter de dar explicações ao Poder Legislativo”, afirmou a líder da minoria na Casa, deputada Jandira Feghali (PC do B-RJ). Segundo ela, a convocação deve ser pedida nas comissões de Cultura ou de Fiscalização e Controle, ambas presididas por deputados do PT. A oposição pretende pedir o afastamento de Geddel.

Roberto Freire

Escolhido para suceder Calero na Cultura, o deputado federal Roberto Freire (PPS-SP) afirmou que vai respeitar a decisão técnica do Iphan. “Vou tomar conhecimento do fato ainda. Mas antes de tomar conhecimento, o princípio que me norteia é o técnico. Se existe um órgão técnico, é para ser respeitado nas suas decisões”. (fonte: Estado de Paulo/foto arquivo reprodução)

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