Terceira noite de Carnaval em Salgueiro tem ‘Bicharada’ de Mestre Jaime e animação de dois Geraldos

O domingo de Carnaval em Salgueiro (PE) movimentou também a zona rural da cidade, a maior do Sertão Central do estado. A programação oficial da folia no município deu início à festa nos polos distritais, o início dos desfiles de blocos e troças como a famosa ‘Bicharada’ do Mestre Jaime e os artistas Geraldo Azevedo e Geraldinho Lins, que marcaram o passo no Polo Bomba, o principal do evento em Salgueiro.

Umãs foi o primeiro distrito a receber as atrações momescas da folia na zona rural. Os polos distritais já são tradição em Salgueiro, uma espécie de extensão do polo principal da cidade. Quem animou o folião de Umãs foram a Banda D Tribus e Marcílio Kinó.

Nesta segunda-feira, 27, quem recebe a programação carnavalesca é o distrito de Conceição das Crioulas, com as Bandas Swinga Brasil e Tarcísio Black.

Bicharada

Já o desfile dos cortejos e blocos tradicionais na cidade seguiram em direção ao Polo Bomba, puxando o ritmo do frevo e das marchas tradicionais do Carnaval. O Bloco da Melhor Idade e a Bicharada do Mestre Jaime saíram da Praça Benjamim Soares acompanhados da Orquestra Cultura Pernambucana, passistas de frevo e Maracatu Nação Salgueirense.

A Orquestra Imperial acompanhou o bloco ‘Bomba Chiando’ do Padre Cícero. No Bairro Colina, a Orquestra Urbana saiu em cortejo com o Bloco ‘Los Descolinização’; e do Girador do Prado também puxou o folião salgueirense e visitantes a Orquestra Tropicaliente.

O Carnaval de Salgueiro é uma promoção da prefeitura municipal, em parceria com o Governo do Estado, através da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). (Foto: Site Wilson Monteiro)

Geraldo Azevedo e Maciel Melo: Sabor de pernambucanidade no Carnaval de Petrolina

A abertura oficial do Carnaval de Petrolina, na noite de ontem (25), que levou mais de 30 mil pessoas, entre os Polos Orla e 21 de Setembro (segundo números da prefeitura), teve um gostinho especial. Um autêntico sabor de pernambucanidade, com a presença de dois músicos que dispensam comentários: Maciel Melo e Geraldo Azevedo. (mais…)

Feliz aniversário, Geraldo Azevedo!

Toda emoção e reconhecimento para Geraldo Azevedo

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Muitas emoções nas homenagens ao músico petrolinense Geraldo Azevedo. Ele agora é Doutor Honoris Causa, pelas Universidades de Pernambuco e da Bahia (Univasf,UPE,Uneb,IF Sertão-PE e Facape), em solenidade realizada na noite de ontem (5), no auditório da UPE Petrolina.

Também foi lançado na ocasião o livro ‘Um Geral-do Brasil’ de seis autores: Juracy Marques, Edilane Ferreira, Emanuel Andrade, Joelma Conceição, Jota Menezes e Ricardo Bitencourt.

Histórias de um Menino Ribeirinho.

Nosso maior artista também recebeu da Câmara Municipal de Vereadores, pelas mãos de Maria Elena Alencar, as medalhas Dom Malan e Ana das Carrancas.

No final Geraldinho Azevedo cantou sua eterna canção, “Dia Branco”, com o coro de todo auditório lotado.
 Homenagem viva e muito merecida!

Conselho universitário da UPE aprova titulo de Doutor Honoris Causa a Geraldo Azevedo

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O Conselho Universitário da Universidade de Pernambuco (Consun/UPE), decidiu conceder, em sessão realizada na última sexta-feira (29/04), o título de Doutor Honoris Causa ao músico petrolinense Geraldo Azevedo, por sua contribuição no campo das artes e da cultura brasileiras. A solenidade de outorga do título acontece nesta quinta-feira (5/05), no auditório do Campus da UPE em Petrolina, como parte da programação do 3° Congresso Internacional do Livro, Leitura e Literatura no Sertão (Clisertão)”.

A concessão do título pela UPE foi proposta pelo Campus Petrolina por meio de indicação do professor e diretor da unidade, Moisés Almeida, e será ofertado em conjunto com a Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade do Vale do São Francisco (Univasf) e Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape).

Na ocasião, também será lançado um livro-memória, intitulado “Um Geral-do Brasil – Histórias de Um Menino Ribeirinho”, em comemoração à passagem dos seus 70 anos de existência e 50 anos de carreira. O campus da UPE em Petrolina fica na BR 203, Km 2, s/n, Petrolina. (foto/reprodução)

Músico petrolinense Geraldo Azevedo receberá da Facape título de Professor Honoris Causa

geraldoA Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Facape) concederá o título de Professor Honoris Causa ao artista petrolinense Geraldo Azevedo. A homenagem, aprovada por unanimidade pelo Conselho Deliberativo Autárquico (CDA) da instituição, faz parte das comemorações dos 40 anos da faculdade. A solenidade de outorga acontecerá no próximo dia 5 de maio, às 19h, no auditório da Universidade de Pernambuco (UPE)/Campus Petrolina.

No mesmo dia, o artista realizará um show especial no Centro de Cultura João Gilberto, em Juazeiro (BA), quando também será lançada sua biografia.

Professor Honoris Causa é o título concedido por universidades a pessoas que tenham prestado serviços relevantes e pelo saber ou atuação em prol das artes, das ciências, da tecnologia, filosofia e letras. Segundo o presidente da Facape, Rinaldo Remígio, este é o primeiro título concedido oficialmente pela autarquia.

“Geraldo Azevedo receberá pela primeira vez o título de Professor Honoris Causa, assim como também este é o primeiro título concedido pela Facape após a regulamentação junto ao CDA. Para nós, é uma grande honra homenagear esse petrolinense no ano em que a autarquia completa 40 anos”, ressaltou Remígio, que propôs o título ao CDA justificando a importância do artista para a região e para a música e cultura brasileira.

Raízes

Geraldo Azevedo nasceu em 1945 no povoado de Jatobá, em Petrolina. Cresceu em família humilde, mas culturalmente abastada, o que garantiu uma infância cheia de boas referências. Ganhou seu primeiro violão – um presente do pai, José Amorim, confeccionado manualmente por ele mesmo – já aos cinco anos de idade. Iniciou oficialmente a sua trajetória musical quando, aos 18 anos, mudou-se para Recife a fim de estudar.

São mais de 50 anos de parcerias bem-sucedidas, com nomes como Luiz Gonzaga, Geraldo Vandré, Alceu Valença, Elba Ramalho e Zé Ramalho. Depois de meio século de trabalho, ainda hoje sua ‘Canção da Despedida’, composta com Geraldo Vandré, é entoada como hino de manifestações de protesto. Mesmo mais de três décadas depois de ser criada, a música ‘Dia Branco’ ainda embala o casamento de apaixonados de todo o país. (Fonte: Ascom Facape/foto reprodução)

Tradicional série de calendários da CLAS homenageia músico petrolinense Geraldo Azevedo

calendário CLAS 2016

A CLAS Comunicação, em parceria com a Gráfica Franciscana, lançará neste sábado (12) na Casa de Shows Zé Matuto, o seu já aguardado calendário. O tema deste ano – ‘Geraldo Azevedo, pelos raios desse sol’ – rende homenagens ao grande cantor e compositor petrolinense Geraldo Azevedo, um dos nomes mais importantes da MPB.

O calendário faz parte de uma série que completa 12 anos em 2016. Foram convidados para o desafio os fotógrafos Maurício André, Sérgio de Sá, Marcus Ramos, Silvia Nonata, Cristiano Almeida, Lídio Parente, Ivan Cruz (Jacaré), Ana Araújo, Lizandra Martins, Samuel Morais, Alexandre Justino e o idealizador da série – o jornalista Carlos Laerte.

Segundo Laerte, o resultado surpreende pela perfeita sintonia entre a poeticidade e musicalidade dos versos e a beleza e visão artística das imagens.

O cantor, compositor e violeiro Eugênio Avelino, ou simplesmente Xangai, assina o texto de apresentação do calendário: “Geraldo Azevedo só labuta com o belo! Nasceu com o talento de nos brindar com pérolas captadas nas velas tremulantes das barcarolas do São Francisco. E a série Calendários da CLAS Comunicação & Marketing/Gráfica Franciscana comemora 12 anos nos oferecendo esta homenagem meritória ao grande Gê. Vai, voa e volta sempre passarinho, para cantar nas janelas do coração do nosso povo”, escreveu Xangai, desejando um doce 2016.

A série já expôs os cartões postais de Petrolina e Juazeiro em 2004, as Imagens do Vale do São Francisco (2005); As Flores da Caatinga (2006); A Arte que Vem do Vale (2007); Fé e Folguedo (2008); Brincávamos Assim (2009); Paisagem de Interior (2010); Espetáculos do Vale do São Francisco (2011); Assim na Terra como no Céu de Celestino (2012); Olhar Poesia (2013); Beleza pra Mim (2014), Artesanato de Petrolina (2015) e Geraldo Azevedo, pelos raios desse Sol (2016). Quem for ao Zé Matuto no sábado também vai curtir o show das cantoras baianas Margareth Menezes e Mônica San Galo, que abre faz parte do 2° Fest Lions, com parte da renda revertida para a AAMASF (Associação de Amigos dos Autistas do Vale do São Francisco). Os ingressos e mesas podem ser adquiridos no Portal SG, Vale Ingressos, Canard e Passaporte da Folia.

Porque hoje é domingo…Geraldo Azevedo – “Bicho de 7 Cabeças” (ao vivo)

Geraldo Azevedo chega aos 70 anos focado em novos projetos

 

20150109192857836538iEm sete décadas de existência, ele deixou o interior de Petrolina, a 712 quilômetros do Recife, e se projetou como expoente da música popular brasileira. Propagou o sotaque nordestino em shows, rádios e telenovelas. Cantou a liberdade na era de chumbo da década de 1970 e foi detido pelos militares. Lançou 25 álbuns – somando produções solo e parcerias – durante os mais de 40 anos de carreira. Foi premiado com (quantos?) discos de ouro e platina, disputou o Grammy Latino, subiu ao palco ao lado dos filhos, também músicos, e compôs trilhas sonoras para histórias de amor e revolução. Dia branco e Canção da Despedida estão entre as composições que o músico considera obras primas, ambas fruto de parcerias com outros compositores.

Além de artista, Geraldo Azevedo é um diplomata nas rodas da música e poesia nacionais. Alceu Valença, Elba e Zé Ramalho, Fagner, Geraldo Vandré, Fausto Nilo, Moraes Moreira, José Carlos Capinan, Assunção de Maria e Carlos Fernandes são nomes na extensa lista de parceiros musicais.

Para ele, a história dos 70 anos de idade, comemorados neste domingo (11), é feita de causos conduzidos pela música. Geraldo Azevedo de Amorim, que na adolescência sonhava em se tornar arquiteto, diz ter sido envolvido pela arte – fio condutor de possibilidades infinitas, nas palavras do aniversariante. “Durante toda a vida, a música me levou aonde quis”, ele diz. Então, embarque com o Viver em uma viagem com canções, do pernambucano e de amigos, pela vida do sertanejo.

Trajetória

O primeiro violão foi feito e entregue pelas mãos do pai, José Amorim, quando Geraldo tinha apenas cinco anos de idade. Autodidata, o menino cantava e tocava desde a infância, se apresentando na escola de alfabetização coordenada pela mãe, em Petrolina, interior de Pernambuco. “Cresci numa casa que mais parecia um centro cultural no cenário dominado pela roça. Minha mãe cantava bastante e meu pai deixava sempre um instrumento musical ao nosso alcance. Eu não cresci com pretensões artísticas, mas houve uma ligação intuitiva com a música. Graças à convivência com o violão, eu e meus irmãos aprendemos a manuseá-lo. Na ascensão da bossa nova, com acordes e arranjos inéditos, me interessei pela primeira vez em estudar as notas e acordes da teoria musical”.

Aos 18 anos, Geraldo deixou a cidade-natal e partiu rumo à capital pernambucana, onde pretendia concluir os estudos e prestar vestibular para o curso de arquitetura. “Em Petrolina, as escolas ofereciam turmas somente até o ginásio (ensino fundamental). Me mudei para o Recife planejando me tornar engenheiro ou arquiteto, mais provavelmente arquiteto. Sempre gostei de cálculos, matemática, física e desenho. Ainda hoje rabisco algumas gravuras, que já foram usadas como inspiração para os cenários de alguns shows”, conta o músico, que não chegou a se graduar.

Graças a apresentações cada vez mais frequentes na noite recifense, ganhou espaço entre os artistas e boêmios locais e se juntou a Naná Vasconcelos, Toinho Alves e Marcelo Melo no grupo cultural intitulado Construção. A convite da cantora Eliana Pittman, que o via tocar, embarcou com 22 anos para o primeiro show fora de Pernambuco. Apresentou-se no Rio de Janeiro, onde Eliana gravou a canção Aquela rosa, composta por Geraldo. “No Rio, conheci meu parceiro musical Geraldo Vandré e o caminho da música se tornou sem volta. Tudo começou a acontecer“.

Durante o período da ditadura militar no Brasil (1964-1984), Geraldo Azevedo foi preso e torturado pelo regime duas vezes. A primeira no governo Costa e Silva, durante 41 dias. A segunda no período Geisel, quando foi “confundido” com um rapaz chamado Valério. Chegou a ser enviado à solitária, de onde saiu com traumas físicos e emocionais. Um violão o salvou. Quando souberam da identidade artística, os militares lhe entregaram o instrumento para que ele “mostrasse a habilidade“. Sem roupa, ele cantou e dançou para os algozes.

Foi solto e jamais processado. A música Canção da Despedida – segundo o intérprete, escrita em parceria com Geraldo Vandré em 1968 – foi censurada por fazer alusão ao exílio e ao governo ditatorial. Gravada mais tarde por Elba Ramalho, acabou se popularizando como canção romântica sem cunho político. Em entrevista polêmica na década de 2000, Vandré negou quaisquer parcerias nessa fase da vida. Geraldo, por sua vez, elogia o trabalho da dupla e diz considerar a letra uma das preferidas. Sobre a evolução democrática, afirma: “Hoje fazemos música em um país mais livre. Mas a lição que tirei daquela época e repasso aos mais jovens é que a arte sempre prevalece. Mesmo nas condições mais adversas, a arte e a cultura se sobressaem”.

Nos anos 1970, Geraldo construiu uma das mais marcantes parcerias musicais. Provavelmente a mais conhecida pelo público dele. “Naquele tempo eu me apresentava junto com Geraldo Vandré, e já havia notado a presença de Alceu (Valença) na plateia em algumas ocasiões. Certa noite, ele se apresentou como músico, conversamos e senti uma empatia imediata. Nasceu uma irmandade. No dia seguinte ele já estava em minha casa, quando escrevemos nossa primeira música juntos, Talismã. Começamos a trabalhar em parceria e não paramos mais. Conseguimos espaço no Festival Universitário da TV Tupi, do qual saímos sem prêmio algum, mas com convites para shows e turnês”.

Em 1972, foi lançado o primeiro álbum da carreira de Geraldo, intitulado Alceu Valença e Geraldo Azevedo – Quadrafônico, encartado pela Copacabana Discos. “Até hoje nos confundem, Alceu e eu. Já aproveitamos a semelhança para trocar de lugar propositalmente algumas vezes. Um dia, numa barraca de coco na praia, o vendedor me disse: ‘Alceu, eu sou seu fã! Você aqui não paga nada!’, e eu me passei por ele. Tomei o coco e fui embora sem pagar.”

Geraldo desenvolveu sua obra atrelando-a às de outros talentos da MPB. Além de Alceu, seu grande amigo, Fausto Nilo, Carlos Fernando, Fagner, Moraes Moreira, Zé Ramalho, Naná Vasconcelos, Geraldo Vandré, Elba Ramalho e os poetas José Carlos Capinan e Assunção de Maria se integraram às suas composições. O músico recifense Carlos Fernando, falecido em 2013, tem lugar especial na lista. “Ele foi um dos meus primeiros e principais parceiros. Infelizmente foi embora, mas tenho parcerias nossas inéditas. São três ou quatro canções que ainda pretendo gravar”, revela Geraldo. “Eu simplesmente adoro trabalhar em parceria! Táxi Lunar, por exemplo, que considero um marco na minha carreira, foi feita junto com Alceu Valença e Zé Ramalho. Foi a primeira música que levou minha voz às rádios de todo o país”, conta. Sobre o projeto O Grande encontro – que reúne Geraldo, Elba, Zé e Alceu – prevê futuro: “Foi um trabalho memorável e acredito que, apesar de desencontros entre nossas agendas e pretensões, ainda se repita em um novo volume.”

A primeira compilação de músicas do quarteto foi encartada em 1996 – o segundo volume veio em 1997 e o terceiro, em 2000 – com faixas como Sabiá (Luiz Gonzaga e Zé Dantas), Trem das sete (Raul Seixas), Banho de cheiro (Carlos Fernando), Chão de giz e Admirável gado novo (Zé Ramalho), Coração Bobo e Tesoura do Desejo (Alceu Valença). “Nós quatro sempre tivemos bastante afinidade, além de termos trabalhado juntos sempre. Dois, três ou quatro de nós, em diversas ocasiões. Nos conhecemos profundamente, há uma sintonia evidente no palco“, conta.

Fruto da iniciativa em conjunto do grupo, que ansiava por registrar em disco a parceria, O Grande encontro foi gravado ao vivo no dia 19 de setembro de 1996, no Canecão, Rio de Janeiro, e recebeu disco de platina triplo pela sua comercialização.

As longas temporadas na estrada abalaram a convivência do músico com a família. Viagens demoradas o impediam com frequência de acompanhar o crescimento dos filhos, o que não os distanciou da carreira musical. Com o tempo, Lucas, Tiago e Clarice se tornaram músicos assim como o pai. Gabriela virou produtora e assumiu o controle dos bastidores das turnês. “Esse convívio sobre o palco compensa em parte a minha ausência no passado. Mas sempre os incentivo a buscar trabalhos independentes, em paralelo ao que desenvolvemos juntos. Assim eles não dependem exclusivamente de mim. Clarice, por exemplo, tem negócios com venda de calçados, faz suas próprias composições, atua em diversas áreas. Todos eles são muito ativos e estudam bastante. Vencemos a saudade de outrora com nosso trabalho em equipe“, explica.

Novas composições

A música, para Geraldo, sempre foi prioridade. “É uma arte de possibilidades infinitas“, classifica ele, que há anos grava de forma independente, longe das grandes corporações fonográficas. Para o músico, preservar a autonomia e criatividade de sua obra foi preponderante nessa decisão. “Já fui submetido à exigência de vantagens, além de boicotes, quando trabalhava com gravadoras. Então passei a usar os lucros dos shows para gravar meus discos. O fato de a música não ser mais consumida somente em discos fornece liberdade ao artista, que se torna tão poderoso quanto qualquer empresa.”

Dar vazão à música é o mais importante para Geraldo, que planeja gravar álbum erudito, em parceria com orquestras sinfônicas, mas que também não abre mão de estar em sintonia com as novas batidas digitais. Entre o clássico e o contemporâneo, ele revela ainda: “Sonho em ir ao Recife no futuro gravar um CD de frevo. Quero registrar a alegria que sinto diante do povo recifense nos carnavais. Quero também concluir o projeto Canta, canta, passarinho, com cantigas inspiradas em pássaros, voltado para crianças. E tenho composições inéditas que rendem mais de dois álbuns completos”, anuncia.

Aniversário

Para o domingo de aniversário, Geraldo não tem planos. “Quer saber de uma coisa engraçada? Eu tinha um show programado para o dia seguinte, em Boston. Sabendo disso, não organizei nenhuma comemoração. Por motivos operacionais, o show foi cancelado há alguns dias e agora não sei o que fazer. É uma data icônica. Meus filhos organizam tantas festas, deve haver comemoração. Fiquei desprevenido sem o show. Mas ainda estou considerando a possibilidade de viajar em família“, conta aos risos.

E se pudesse fazer um pedido, diz que deseja que as pessoas se amem e se respeitem mais, que entendam que precisam umas das outras e também da natureza. “Somos todos irmãos, a natureza inteira, não apenas os seres humanos“, reforça o compositor do álbum Salve São Francisco – indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música de Raízes Brasileiras – Regional Nativa – composto em defesa do rio que entrecorta a cidade de Petrolina, onde ele nasceu. (fonte/foto: Diário de PE)

Escola municipal de Petrolina vai receber Geraldo Azevedo em encerramento de projeto

geraldoAlunos da Escola Nicolau Boscardini, no bairro Fernando Idalino, área central de Petrolina, que participam do programa Educação de Jovens e Adultos (EJA) vão apresentar hoje (20) a culminância de um projeto  executado por eles durante o ano: o ‘EJA Canta Geraldo Azevedo’. O compositor já confirmou a presença na aula-espetáculo, que começa às 20h , na sede da Escola.

“A iniciativa surgiu a partir da vontade de fazer uma aula diferente com os meus doze alunos do EJA, queria colocar um estímulo da música e ai decidimos por fazer o projeto de escrita e leitura sobre a biografia e obra de Geraldo Azevedo, que além de ter uma imensa riqueza cultural, temos o privilégio dele ter a sua origem aqui, nas terras do Jatobá”, destaca a idealizadora e professora do EJA , primeira e segunda fases da Nicolau Boscardini,  Kátia Regina Leite.

Como parte do projeto, os alunos assistiram ontem (19) o show do cantor , na Concha Acústica, durante as comemorações do aniversário de uma década da Univasf. A aula-espetáculo com a participação de Geraldo Azevedo  é aberta ao público em geral. (Foto: Divulgação)

Coisas que se recebe pela internet…

62636_332307326835228_1245670177_nEssa casa é um retrato de nossa paisagem mais marcante: uma casa do interior.

Ela retrata mais, prova que um grande artista pode sim nascer do povo e da gente mais simples. Foi nessa casa, no Jatobá, aqui em Petrolina – Pernambuco, que nasceu Geraldo Azevedo um dos maiores artistas desse país. Um patrimônio.

Em meio à garoa, petrolinenses caem na animação em primeira noite da Folia de Momo

Abertura carnaval petrolina 1abertura carnaval de petrolina 2 Nem a garoa que insistia em cair foi suficiente para tirar a animação dos petrolinenses que foram à orla fluvial e à Praça 21 de Setembro, no Centro da cidade, na primeira noite de Carnaval.

Após a abertura oficial da festa, feito pelo prefeito em exercício, Guilherme Coelho, ficou sob a responsabilidade do músico da terrinha, Geraldo Azevedo, fazer os foliões caírem no passo do bom e velho frevo.

Na praça da 21, como sempre, muitas famílias foram curtir os blocos e orquestras de frevo até o início da madrugada. Hoje tem mais. (Fotos: Ascom PMP/divulgação)

Carnaval de Petrolina será aberto oficialmente esta noite com Geraldo Azevedo

Carnaval Orla 2014Blocos, orquestras e o tradicional show do músico Geraldo Azevedo abrem oficialmente o Carnaval de Petrolina nesta sexta-feira (28). Com o tema ‘Folia no Vale dos Vinhos: de frevo a bola, tudo rola’, a festa acontecerá até a próxima terça-feira (4/03) na Porta do Rio (orla fluvial) e na Praça 21 de Setembro.

O evento é uma realização da prefeitura e do Governo do Estado, através da Empetur. Na Praça 21 de Setembro, desfilarão os blocos carnavalescos, acompanhados das bandas de fanfarras e cortejos. Na noite de hoje, passam pela avenida os blocos ‘Sou legal, sou especial’, ‘Kaça Xeiro’, as orquestras Premier e Frevart, além do Cortejo Afro com a lavagem da Orla.

Na Porta do Rio, o petrolinense Geraldo Azevedo fará um show especial em homenagem a Carlos Fernando, com quem compôs várias canções. Ainda sobem ao palco nesta sexta o cantor Ryan e a Orquestra de Frevo Petrolina.

Homenagens de familiares, amigos e artistas marcam sepultamento do cantor Dominguinhos

sepultamento DominguinhosO corpo do músico Dominguinhos, velado durante a manhã e parte da tarde desta quinta-feira (25) na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), chegou por volta das 17h ao cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife. O sanfoneiro recebeu as últimas homenagens de familiares, amigos e artistas antes de ser sepultado.

Os últimos grandes nomes da música nacional e ex-parceiros que passaram para homenagear Dominguinhos na Alepe, antes de o corpo seguir para o cemitério, foram Geraldo Azevedo e Elba Ramalho.

Geraldo ressaltou o coração de Dominguinhos. “Ele fez participações com vários outros artistas de todos os estilos. A obra dele é muito grande, é o que ele deixa para gente”, declarou.

Elba gravou muitas composições do músico. “Era o artistas muito humilde e com muita disposição, por quem eu tinha uma imensa admiração”.

No deslocamento da Alepe para o Morada da Paz, o caixão de Dominguinhos foi em cima de um carro dos Bombeiros, com a presença de dois sanfoneiros. (Fonte: JC Online/Foto: Mateus Araújo/JC Imagem)

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