Iate Clube de Petrolina promete ‘arraiá’ com muito forró pé-de-serra

O Iate Clube de Petrolina promete muito forró pé-de-serra durante o seu ‘arraiá’, que acontecerá no dia 27 de maio, a partir das 19h. A festa acontecerá na Arena do Iate, ao som de Manoel da Paixão e Ditinho do Acordeon.

Sócios, convidados e público em geral vão encontrar um arraiá completo, com parque de brinquedos para a criançada, além de barraquinhas, comidas típicas e muita diversão para os adultos.

Ingressos podem ser adquiridos na Secretaria do clube ou pelos telefones (87) 3861-4625/3861-5864.

Após 12 anos de carreira, músico Gean Mota deixa estilo tradicional de lado para cair nas graças da ‘sofrência’

Com 12 anos de carreira na bagagem, o sanfoneiro e cantor Gean Mota está dando uma guinada no seu estilo. Do tradicional forró pé-de-serra, ele agora cai nas graças da ‘coerência’ e do vaneirão cearense, que atualmente dominam o cenário musical nos quatro cantos do país. E a mudança não é só musical. Visualmente, ele trocou suas longas madeixas por um corte de cabelo mais ‘estiloso’, que também está na moda.

Ao Blog, Gean justifica a mudança pelo fato querer tratar de uma linguagem, digamos, mais ‘moderna’ dentro do seu estilo, seguindo o caminho de nomes consagrados como Wesley Safadão, Pablo e Marília Mendonça.

O novo trabalho do músico de Petrolina, ‘Gean Modernizado’, tem 14 faixas, sendo sete inéditas – todas nesse formato – que foi lançado há 15 dias. Mas a ideia de transformar seu estilo começou no ano passado, quando Gean foi ‘beber na fonte’ ao fazer uma pesquisa sobre a linguagem. Isso acabou gerando, inclusive, um DVD, e a canção que começou a trabalhar, “Quero estar por perto”.

Ainda em 2016 ele já experimentou de perto sua nova fase, ao se apresentar no renomado São João de Caruaru (PE), no Agreste. Segundo Gean, a recepção do público e da crítica o deixou empolgado. “Eu até pensei que a resposta fosse negativa, mas foi muito positiva. A gente recebeu ótimos elogios, e percebeu que estava no caminho certo”, declarou, acrescentando que sentiu o mesmo em outras cidades as quais se apresentou.

Pé-de-Serra

Perguntado se o tradicional Pé-de-Serra está perdendo espaço no cenário, Gean deixou claro que continuará sendo um grande defensor do gênero. Mas argumentou que o forró ‘de raiz’ está geralmente resumido ao período junino, e não há como um artista do gênero ficar restrito apenas a uma época do calendário. “Precisamos ter um trabalho que seja duradouro, até para se manter uma boa equipe, já que vivemos da música e temos de sustentar nossas famílias”, complementou. Mas ele garantiu que não abandonará o estilo que o tornou conhecido. “Vai depender do meu contato com o povo. Se o povo pedir, é claro que tocaremos”.

Incluído na grade oficial dos festejos juninos de Petrolina este ano, Gean vai se apresentar no dia 22 de junho, justamente quando também Safadão e Pablo farão seus shows no Pátio de Eventos Ana das Carrancas. Em primeira mão, Gean revelou ao Blog que no dia do seu show estará lançando o clipe da nova música de trabalho, ‘Cavalinho da Paixão’, que inclusive está disponível no site Suamúsica.com.

Juiz sanfoneiro Ednaldo Fonsêca lança projeto musical para manter vivo autêntico forró pé de serra

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A semana é toda dedicada ao Rei do Baião, que comemoraria 104 anos na última terça-feira (13), caso estivesse vivo. Para falar sobre este ícone da música nordestina, o juiz sanfoneiro Ednaldo Fonsêca lembra histórias inesquecíveis do mestre. Ele conta que conheceu Luiz Gonzaga quando tinha 12 anos, e que o mesmo, após ouvi-lo tocar, o incentivou a seguir em frente com a sanfona. Conselho que o mesmo levou a sério. Hoje o juiz sanfoneiro tem como bandeira musical o forró pé de serra, cantada pelo eterno ‘Lua’.

“Eu tinha 12 anos. Ele (Luiz Gonzaga) passava por Belém de São Francisco, onde eu morei alguns anos, e fui chamado para tocar pra ele. Fui bastante envergonhado e ele, com a voz de bronze, disse: – esse é o sanfoneiro mirim? Toque pra eu lhe ouvir, cabra!”, relembrou.

“Toquei duas músicas. Ainda não cantava. Quando terminei, ele fez o seguinte comentário: toca direitinho, mas tem dois defeitos. toca olhando pros teclados…e eu, de imediato, respondi ‘é porque eu tenho vergonha’. De imediato ele respondeu ‘tocar sanfona não faz vergonha a ninguém, não’. E o outro defeito é que você deve aprender música, teoria musical, pois eu perdi muito em não fazer isso. Vá em frente, meu filho. Nossa, Pra mim foi um sonho!”, confessou o juiz sanfoneiro.

Importância cultural

Ednaldo ressaltou que Gonzagão tem uma grande importância na cultura musical brasileira, e lembrou que o seu trabalho musical popularizou o acordeon e uma instrumentação típica do nordeste – zabumba, triângulo e sanfona – utilizando a música e poesia para contar as alegrias e tristezas da vida do sertanejo. “Sua obra popularizou a maneira nordestina de produzir arte no sul e sudeste, numa época em que a migração foi bastante significativa. Acolhida inicialmente pelos nordestinos que moravam no sul, a música de Luiz Gonzaga conquistou não só essas regiões, mas todo o país. Foi o precursor do Xote, Baião, Xaxado (Forró), popularizado hoje em todo país com o rótulo de forró pé-de-serra”.

Ciente que os estilos têm se tornado passageiros, o juiz sanfoneiro comentou sobre o atual cenário musical e disse que a área também vive uma crise no país. “Crise em razão dos estilos musicais de vidas efêmeras que, sem firmeza e sem contexto, ainda conseguem agradar boa parte da população do país. Ora, arrocha, ora forró universitário, ora forró eletrizado, ora sertanejo…tudo isso vai passando, até que chega um momento que ninguém aguenta mais ouvir. satura”, criticou.

Já o forró pé-de-serra, segundo Ednaldo, “não morre. Ele fica quieto, enquanto aparecem novos ritmos. E logo que desaparecem as novidades, o forró ressuscita e se sacode, e sempre é bem recepcionado. E o seu sucesso é por conta da sua marca registrada, de sua origem nordestina, cantando as realidades do seu povo, nas dificuldades, no amor, nas conquistas, enfim, descrevendo todo o cenário do nordeste brasileiro”.

Ednaldo aproveita para deixar uma mensagem aos forrozeiros “gonzagueanos”. “Recomendo a todos que procuremos resgatar o forró, na sua origem, principalmente com a reutilização da sanfona de 8 baixos, cujo instrumento foi utilizado pelo velho Januário (pai de Gonzagão), para iniciar a trajetória do forró. E hoje vem sendo esquecido. Precisamos colocá-lo em evidência”, afirmou.

Continuidade

Ciente de que o forró sempre terá seu espaço garantido, o juiz sanfoneiro retomou sua carreira com alguns propósitos, entre eles lançar o Projeto ‘Clube da Sanfona’, que tem como um dos objetivos resgatar a história da sanfona de 8 baixos, a famosa “pé-de-bode”.

Faz parte do Clube da Sanfona o projeto da Rádio Web que já está no ar, e pode ser acessada pelo link: www.radioclubedasanfona.com.br, como também baixando o aplicativo no celular “rádio sanfona”´. É 24 Horas no ar, só forró pé de serra. As informações são da assessoria. (foto/divulgação)

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