Vídeo Blog: Atriz Malu Mader reforça campanha de ONG petrolinense em prol de famílias sertanejas atingidas pela seca

A atriz Malu Mader deu uma força à campanha promovida pela ONG de Petrolina ‘Água Para Irmãos com Sede’, que nasceu em dezembro do ano passado com o objetivo de resgatar a dignidade de milhares de famílias sertanejas que sofrem com a estiagem. O projeto da ONG vem conseguido, com muito esforço, viabilizar carros-pipas para distribuir o precioso líquido entre aqueles que vivem o drama da seca.

Confiram abaixo o vídeo gravado por Malu Mader para a campanha:

Justiça isenta Compesa e governo estadual 21 anos depois da ‘Tragédia da Hemodiálise’ em Caruaru

Uma decisão da Justiça assegura que nem o Estado de Pernambuco nem a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) são obrigados a arcar com o ressarcimento das indenizações pagas pelo Instituto de Doenças Renais Ltda. (IDR) aos pacientes e familiares de pacientes vítimas da ‘Tragédia da Hemodiálise’, como ficou conhecido o caso de 60 pessoas que morreram após uma sessão de hemodiálise no IDR, que atendia doentes renais pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Caruaru, no Agreste.

O caso aconteceu em 1996 e atingiu direto 126 famílias, parentes das vítimas que reclamaram judicialmente com ações contra o governo estadual por meio da Compesa e os donos da clínica particular. O ressarcimento era pleiteado judicialmente pelo IDR, que teve de indenizar os parentes, e que já havia perdido em primeira instância, recorrendo da decisão.

Em julgamento realizado na quinta-feira (11), a 2ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco (TJPE) acatou por unanimidade a argumentação apresentada pela Procuradoria Geral do Estado de Pernambuco (PGE-PE) e pela Compesa, e indeferiu o recurso apresentado pelo IDR. Assim, foi mantida a sentença de primeiro grau, do então juiz da 7ª Vara da Fazenda Pública da Capital, José Viana Ulisses Filho, que já havia afastado a responsabilidade do Estado e da Compesa no caso.

As indenizações foram pagas às vítimas e seus familiares em decorrência de contaminações e óbitos em procedimentos de hemodiálise realizados no IDR com água contaminada por toxinas produzidas por cianobactérias. A clínica recorreu à Justiça alegando que a causa das mortes era a qualidade da água fornecida pela Compesa. Além de pretender o ressarcimento das indenizações, o IDR cobrava danos morais e lucros cessantes.

Culpa

A justiça ressaltou a culpa exclusiva da clínica, tendo em vista que ficou constatado que o serviço de responsabilidade da Compesa foi prestado dentro dos padrões legalmente exigidos à época, de acordo com a Portaria nº 36/MS/GM, de 19 de janeiro de 1990, do Ministério da Saúde. Os desembargadores concluíram que não houve negligência do Poder Público e que caberia à clínica de hemodiálise, pela especificidade e caráter técnico dos serviços, certificar-se das mais redobradas cautelas quanto aos parâmetros da água. O julgamento do Recurso de Apelação nº 0005892-82.2013.8.17.0001 (353341-9) foi realizado pelos desembargadores Ricardo de Oliveira Paes Barreto (relator), Francisco Bandeira de Melo e José Ivo de Paula Guimarães. Sustentaram a tese em defesa oral pelo Estado de Pernambuco, a procuradora Lia Sampaio e, pela Compesa, o advogado João Vianey Veras Filho. (Foto: Reprodução internet)

Quase 200 famílias em Petrolina poderão perder definitivamente Bolsa Familia, alerta Secretaria

Cerca de 200 famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família em Petrolina estão correndo o risco de perder o benefício por não estarem realizando os saques. Durante atualização, a Caixa Econômica Federal identificou o problema.

Para evitar a perda, a Prefeitura de Petrolina vem realizando ações de busca e está disponibilizando em seu site oficial (ww.petrolina.pe.gov.br) uma lista com os nomes dos beneficiários que estão nesta situação. A secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Kátia Carvalho, lembra que os contemplados pelo programa podem perder definitivamente o benefício se ficarem três meses sem sacá-lo.

Kátia lembra ainda que os beneficiários que estiverem com o nome incluso na lista devem procurar a Caixa Econômica Federal para proceder com o saque do benefício antes do dia 24 de abril ou terão seu benefício cancelado. Quem tiver dúvida sobre o assunto pode ligar gratuitamente para o número: 0800 726 0207 ou ainda fazer consulta através do aplicativo de celular do Bolsa Família. As informações da assessoria da PMP.

Trabalhadores da Pedreira Pau D’arco apelam a prefeito Miguel Coelho: “Nos ajude”

Os 50 homens que dependem da Pedreira Pau  D’arco, no Serrote Pelado, zona rural de Petrolina, para sobreviverem, tiveram uma surpresa nada agradável após o protesto que a comunidade fez na Câmara de Vereadores na última terça, 13. Num vídeo postado nas redes sociais, um dos trabalhadores faz apelo e pede ajuda especial ao prefeito Miguel Coelho (PSB).

“Estávamos em nossa manifestação, buscando ajuda na Câmara e quando chegamos nos deparamos com a pedreira fechada com todas as nossas ferramentas dentro. A gente faz um apelo que resolvem isso. Desde o carnaval que estamos impedidos de exercer a nossa atividade. Eu faço um apelo à justiça, ao prefeito para resolver nossa situação. Prefeito, nos ajude. Somos 50 pais de famílias dependendo desse trabalho para a nossa sobrevivência”, disse um dos trabalhadores em vídeo que circula pelas redes sociais.

Um projeto de lei dos vereadores, Ronaldo Cancão (PTB) e Gabriel Menezes (PSL) pode entrar em pauta na sessão da Câmara desta quinta, 16, criando a profissão de extração de pedra no município. Com a lei, as famílias do Serrote Pelado estarão legalmente cobertos, sem riscos de deixaram sua atividade profissional e de sobrevivência.

Famílias do Serrote Pelado apelam a vereadores para manter atividade em pedreira

A polêmica criada em torno de uma das pedreiras da comunidade do Serrote Pelado, zona rural de Petrolina, chegou nesta terça, 14, na Câmara de Vereadores do município. Famílias que há quase 60 anos sobrevivem da atividade de extração de pedras, agora se dizem ameaçadas de não poder mais exercer a profissão. Com cartazes nas mãos, os moradores cobraram apoio dos vereadores para defenderem a sobrevivência de mais de 50 famílias que vivem da atividade.

“Nós esperamos que os vereadores nos apoiem. Lá os donos estão querendo fechar a pedreira. Nosso maridos estão em desespero, pois essa é a unica atividade que garante nossa sobrevivência. Só queremos esse reconhecimento. Pagamos R$ 100,00 por mês que da um total de R$ 5 mil mensal para continuarmos trabalhando. É caso de sobrevivência“, disse Marilene Dias, moradora do Serrote Pelado.

Dois vereadores estão discutindo diretamente com as famílias, Gabriel Menezes (PSL) e Ronaldo Cancão (PTB). Cancão é autor de projeto de lei que reconhece a pedreira como atividade profissional. “Primeiro vamos garantir o local de trabalho dessas famílias para que elas possam se organizar. Uma atividade de mais de 60 anos que ainda não tem reconhecimento”, considerou o petebista.

Para Gabriel, o importante é estar junto com as famílias e prestar o apoio necessário para manter a atividade deles. “Essas pessoas não estão pedindo nada mais do que o direito de continuar trabalhando. De ter amparado de forma legal a sua profissão e ter as condições de trabalho necessárias. Por poe isso subscrever o projeto do colega Ronaldo Cancão, por ser da mesma luta e para  reconhecer a luta dura dos trabalhadores de pedra de nossa cidade”, assinalou Gabriel.

“Conta do Nova Semente de graça não pode ser paga pelas sementeiras nem pelas famílias das crianças”, afirma Cristina Costa

A vereadora Cristina Costa (PT), uma das integrantes da bancada da oposição na Câmara de Vereadores de Petrolina, disse que vai chamar todos os colegas para discutir a reestruturação do Programa Nova Semente. Como presidente da Comissão de Educação da Casa, Cristina afirma estar atenta para que os direitos das sementeiras e das famílias sejam assegurados, com o programa atendendo de forma integral – como sempre foi – a todas as crianças matriculadas.

Vamos buscar o diálogo com os colegas da situação, numa conversa que se busque não prejudicar o andamento do programa. Temos muito que fazer isso nesta Casa. A conta do Nova Semente de graça não pode ser paga pelas sementeiras nem pelas famílias que possuem crianças matriculadas no programa”, registrou Cristina.

Mais de 100 famílias passam por capacitação para receber cisternas de consumo humano em Juazeiro

Mais de 100 famílias de Juazeiro (BA) foram capacitadas ontem (18) através do Projeto Cisternas, do Consórcio Sustentável do Território do São Francisco (Constesf). A iniciativa, em parceria com o Centro de Assessoria do Assuruá (CAA), tem o objetivo de orientar os beneficiários sobre o uso e manutenção desse equipamento para a convivência com o semiárido.

A cisterna de consumo humano tem a capacidade de armazenar até 16 mil litros de água e é uma importante ferramenta para captação da água de chuva. De acordo com o coordenador de campo do projeto, Mauro Macêdo, somente em Juazeiro o Constesf já concluiu cerca de 150 tecnologias, entre barreiros, cisternas de consumo humano e de enxurrada.

O Projeto Cisternas já entregou vários equipamentos em todo o Território do São Francisco entre 2015 e 2016. Agora, na gestão do novo presidente Genário Rabelo, prefeito de Canudos (norte baiano), a meta do Constesf é continuar beneficiando mais família nos 10 municípios do Território. (foto/divulgação)

Mapa político de Pernambuco atesta hegemonia das famílias

O mapa político pernambucano, desenhado nas últimas eleições, atestou a hegemonia de famílias tradicionais no poder. E este retrato traduz um fenômeno histórico, e recorrente, que se perpetua ao longo das gerações. No último dia 1º, tomaram posse 61 prefeitos (veja a lista aqui) com sobrenomes influentes ou parentesco com lideranças da política estadual. Um poder que nos próximos quatro anos irá dominar receitas municipais que vão desde os R$ 23.410.625,40 de Brejão, comandada por um herdeiro da família Cadengue (Beto Cadengue), até os R$ 1.162.240.000 de Jaboatão dos Guararapes, sob liderança de um dos rebentos da família Ferreira (Anderson Ferreira).

A ascensão dos representantes desses grupos não é mero acaso. Seu poder é proveniente de uma estrutura que cria raízes nos municípios e se espalha por outras esferas, elegendo seus integrantes no Executivo e Legislativo. Dessa forma, eles criam uma verdadeira rede para manter sua força e influência nos redutos eleitorais. São sobrenomes que se repetem por décadas no comando das mesmas cidades, se espalham por mais de um município, chegam aos parlamentos e são transferidos de pai para filhos, esposas, irmãos, sobrinhos e primos.

Os Coelhos – Quatro gerações de poder

Um legado que ultrapassou quatro gerações está hoje nas mãos do senador Fernando Bezerra Coelho (PSB) e dos seus filhos Miguel Coelho (prefeito eleito de Petrolina) e Fernando Filho (ministro das Minas e Energia). Os três representam, atualmente, a maior força política do Sertão pernambucano. A força política deste grupo familiar se iniciou com Clementino Coelho, conhecido como Coronel Quelê, e Dona Josepha, que tiveram tiveram seus 11 filhos e mal sabiam que sua liderança política na Região do São Francisco iria se espalhar da República Velha por mais três gerações de poder. A força da família e sua influência na região criaram um núcleo que se estende até hoje na política pernambucana. Nos tempos de Quelê, os Coelhos comandavam um forte capital com hotéis, construtoras, indústrias e alimentos. Um império que ajudou a construir a carreira dos seus herdeiros e está de pé até hoje. Sua hegemonia na política local só foi ameaçada por uma liderança, João Barracão, que foi prefeito do município em 1947 a 1951, desafiando a dinastia familiar.

Com a morte de Clementino Coelho aos 67 anos, coube a Dona Josepha ser a mentora da família Coelho. A senhora de origem humilde acabou virando a maior referência política do São Francisco. Presidentes, governadores e autoridades que visitassem a região tinham como parada obrigatória a casa de dona Josepha. Sua liderança foi o esteio da carreira política de seus filhos Nilo Coelho, Gercino Coelho, Osvaldo Coelho, José Coelho e Geraldo Coelho. Todos foram para a política, mas tinham em Dona Josepha o norte das suas carreiras.

Campos/Arraes – Um legado em disputa

Da figura quase mítica e cultuada por populares de Miguel Arraes de Alencar até o estilo moderno e ambicioso de Eduardo Campos, a nova geração das famílias Campos/Arraes tentam levar adiante um legado que é alvo, hoje, de uma disputa entre os Campos – aliados da nova geração do PSB – e os Arraes, mais ligados aos líderes antigos da sigla. Resquícios de perdas que ocorreram cedo demais, principalmente, a de Eduardo, morto em um acidente aéreo em 2014.

A história do grupo começa na saga de Arraes do Sertão do Ceará até Pernambuco. Arraes foi trazido para a política por Barbosa Lima Sobrinho, que o convidou para ser seu secretário da Fazenda. Foi eleito pela primeira vez em 1962, em uma disputa acirrada e fortemente ideológica. Com a ditadura militar, foi exilado na Argélia e somente retornou em 1979, com a anistia. Na volta, disputou mais três vezes o Governo do Estado, saindo vitorioso em duas delas (1986 e 1994). A derrota mais amarga foi em 1998 para o arqui-inimigo na época, Jarbas Vasconcelos.

Foi na volta de Arraes que a liderança do seu neto Eduardo cresceu. E foi ganhando, a cada ano, mais espaço dentro do partido. Foi deputado estadual, secretário da Fazenda e deputado federal. A divisão ocorreu quando ambos resolveram disputar em 2002 uma vaga para federal.

Com a morte de Eduardo foi iniciada a divisão, que tem de um lado a viúva Renata Campos e de outro o irmão do ex-governador, o advogado Antônio Campos. No meio dessa disputa, uma incógnita: a ministra do TCU, Ana Arraes. Sua volta é incentivada por parte do partido para resgatar a força dos históricos do PSB diante da nova geração, mas a ex-deputada permanece em sigilo, observando de longe a disputa que atinge o seio familiar.

Família Lyra – O legado nas mãos de Raquel

Após duas gerações formadas exclusivamente por homens, o legado da família Lyra repousa nas mãos da primeira mulher eleita prefeita de Caruaru, Raquel Lyra. Única representante da terceira geração do grupo, ela é a aposta para o futuro da família que começou a construir sua história em Caruaru pelo mascate e caminhoneiro João Lyra Filho, que, em meio às viagens, estacionou seu veículo na cidade e nela começou a desenhar seu futuro político. De vendedor de automóveis, ele se tornou empresário do ramo de ônibus intermunicipais e prefeito de Caruaru por duas vezes, em 1959 e 1972.

Seus dois filhos, João Lyra Neto e Fernando Lyra, seguiram os passos do pai na política, mas com rumos diferentes. Lyra Neto fincou seus pés em Caruaru, enquanto Fernando tinha como palco Brasília. O primeiro participou do movimento estudantil, se dedicou aos negócios da família e eleito prefeito de Caruaru por dois mandatos em 1988 e 1997. Já Fernando Lyra foi deputado federal por oito mandatos consecutivos. Foi também um dos articuladores da eleição de Tancredo Neves e ministro da Justiça no Governo Sarney. A atual prefeita Raquel Lyra foi a única herdeira a continuar na política. (fonte: Folha de PE)

Inflação para famílias com até 2,5 salários mínimos fecha em 6,22% no ano passado

O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que mede a inflação para famílias com renda até 2,5 salários mínimos, fechou 2016 com uma taxa de 6,22%. A taxa é inferior aos 11,52% de 2015, segundo dados divulgados hoje (5) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

O IPC-C1 ficou, no entanto, acima dos 6,18% registrados pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR), que mede a inflação para todas as faixas de renda.

Entre os grupos de despesas analisados pelo IPC-C1, as maiores taxas de inflação de 2016 vieram de despesas diversas (11,21%), saúde e cuidados pessoais (9,73%) e educação, leitura e recreação (8,88%).

Os alimentos tiveram inflação de 7,1% e os transportes, de 7,8%. As menores taxas foram observadas em habitação (2,9%), comunicação (3,1%) e vestuário (3,59%). (Fonte: Agência Brasil/foto arquivo)

Em reunião com famílias do João de Deus, Lossio afirma ter enviado projeto à Casa Plínio Amorim para resolver impasse

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Depois de muita polêmica, caminha para um desfecho feliz o impasse acerca de um terreno no Bairro João de Deus, zona oeste de Petrolina, onde residem 104 famílias ameaçadas de despejo. O prefeito Julio Lossio recebeu em seu gabinete, na manhã de hoje (16), o presidente da associação do João de Deus, Eugênio Alves, e uma comitiva formada por moradores da comunidade. (mais…)

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